segunda-feira, 16/09/2019
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Diego Araújo emocionado durante doação de sangue Foto: André Moreira

Sintrase faz protesto solidário no Hemose

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Num gesto de solidariedade e protesto, cerca de 50 servidores púbicos estaduais, doaram sangue hoje, 20,  no Hemose. A ajuda foi para a pequena Roselene de Jesus Santos, 9 anos, que sofre de anemia falciforme. Já o protesto foi para chamar a atenção do Governo do Estado, pois a categoria completa hoje 77 dias de greve.  O presidente  do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Sergipe (Sintrase), Diego Araújo, disse que continua aguardando  um diálogo com o governo para que seja implementado, em sua totalidade, o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV).

A doação começou por volta das 7 horas da manhã e seguiu por todo o dia. Apesar de todos os servidores terem sido convidados a esse ato de solidariedade, Diego afirmou que era difícil ter um número exato de quantos funcionários doaram. Ele comentou que, pela manhã, sete servidores não puderam doar por problemas de saúde.

Quanto a ajuda à menina Roselene, Diego explicou que soube, através de uma amigo que atua no Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GAAC), dos problema de saúde da garota e todos resolveram doar. “Também sabemos que o Hemose precisa sempre de doadores.  Daqui a pouco começam as festas juninas e os hospitais precisam de sangue para salvarem vidas”, destacou.

PCCV – Os servidores estaduais exigem que o Governo do Estado implemente, de forma integral, o PCCV, aprovado há quase dois anos. No dia 21 de março passado, em assembleia, a categoria deliberou pela continuidade da greve.

Diego lembra que o governador Jackson Barreto, PMDB, fez declarações públicas de pagamento do PCCV até maio deste ano, mas essa promessa não foi suficiente para acabar com a greve. “Apesar de reconhecerem a abertura de diálogo entre Sintrase e Governo, os servidores estão receosos, pois não é a primeira vez que eles deliberam o fim da paralisação e ficam sem ganho concreto. Por isso, a maioria votou por continuar em greve”, disse.

As rodadas de negociações começaram em fevereiro, quase um mês depois do início da greve, quando a categoria ameaçou ocupar prédios públicos para chamar atenção do Estado e imprensa. Em reunião realizada neste mesmo dia, o governador foi enfático quando assumiu o compromisso em pagar o Plano da Administração Geral em maio deste ano.

“Desde então, comparecemos a várias reuniões com técnicos da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplag) e membros da Procuradoria Geral do Estado (PGE), inclusive a uma audiência de conciliação no dia 3 (de março), na 18ª Vara Cível, quando ficou acertado que, em 15 dias um acordo seria elaborado pelo próprio Governo, com demonstrações de dados e valores para pagar o Plano, para ser posteriormente assinado por Jackson e efetivamente implantado”, explicou Diego. Mas até agora, não houve nenhum avanço e, por isso, prossegue a greve.

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