quinta-feira, 22/10/2020

Preço da cesta básica aracajuana subiu 2,2% em janeiro

A cesta básica de Aracaju teve um aumento de 2,2% em janeiro deste ano, na comparação com dezembro do ano passado. Para comprar os produtos que a compõe o aracajuano teve que desembolsar R$ 357,32. Os dados são Departamento Intersindical de  Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese) e analisados pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS.

Desde janeiro de 2016, o Dieese vem publicando os resultados das 27 capitais brasileiras. O menor valor da cesta básica, no primeiro mês de 2017, foi observado em Rio Branco (R$335,15). Já os maiores valores da cesta básica foram registrados em Porto Alegre (R$ 453,67), Florianópolis (R$ 441,92) e Rio de Janeiro (R$ 440,16).

Em relação ao mês anterior (dezembro/2016), 20 das 27 capitais brasileiras registraram redução no custo da cesta básica, as mais expressivas foram registradas em Rio Branco (-12,8%), Cuiabá (-4,2%), Boa Vista (-3,9%), Campo Grande (-3,6%) e Curitiba (-3%). Entre as capitais que apresentaram aumento, o destaque são as cidades do Norte e Nordeste: Fortaleza (4,6%), Aracaju (2,2%), Salvador (1,3%), João Pessoa (0,8%), Teresina (0,6%) e Manaus (0,2%). Além dessa, Brasília (0,2%) também registrou aumento.

Na comparação anual (janeiro/2016), as capitais que registraram maior elevação no valor da cesta básica foram Maceió (16%) e Fortaleza (11,9%), Aracaju também apresentou elevação, porém de 1,9%. Das 27 capitais, 13 registraram reduções, as mais expressivas foram em Belo Horizonte (-6,7%), Campo Grande (-4,7%) e Palmas (-4,4%).

Desempenho – Houve predominância de alta no preço médio do café em pó, óleo de soja e farinha de mandioca, quando comparado com o dezembro de 2016. Já o feijão o leite integral e a batata apresentaram reduções, na maioria das cidades pesquisadas.

Analisando o desempenho dos preços dos alimentos, na capital sergipana, houve predominância de alta no preço do café, que ficou 11,3% acima do preço de dezembro de 2016. Entretanto, na comparação com janeiro do ano passado, a alta chegou a 54,9%. Além disso, existem expectativas de redução da oferta do café, dada a característica da safra deste produto, que tende a se reduzir a cada dois anos.

Outro produto que também apresentou alta representativa, foi a farinha de mandioca, com elevação mensal, na comparação com o mês imediatamente anterior, de 32,4%. E, na comparação anual (janeiro/2016), o aumento ficou em aproximadamente 42,4%.

O leite, apesar de ter apresentado redução de 9,2%, na comparação mensal, em Aracaju e em outras vinte capitais, apresentou aumento de cerca de 57,4% na comparação anual, na capital sergipana. O preço da Manteiga, seguiu a tendência de alta do leite, apresentando elevação de 16,8%, na comparação mensal, e de 57,5% na comparação anual (janeiro/2016).

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