segunda-feira, 19/08/2019
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Em segundos, as drogas colocadas do incinerador foram destruídas

PF incinera 7 toneladas de drogas

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As drogas foram colocadas numa poli caçamba e içadas até o forno
As drogas foram colocadas numa poli caçamba e içadas até o forno

A Superintendência da Polícia Federal (PF) em Sergipe incinerou, hoje, 19,  pela manhã, cerca de sete toneladas de drogas, fruto de diversas apreensões feitas nos últimos meses no Estado.  Foi a maior incineração da história da instituição e ocorreu em um dos fornos da Fábrica de Cimentos Votorantim (Cimesa), no município de Laranjeiras. Para levar a droga, a PF mobilizou mais de uma dezena de agentes fortemente armados em vários veículos, entre eles, um pequeno caminhão-baú.

Quando o comboio da PF chegou à sede da Cimesa foi orientado a seguir para um dos fornos. O caminhão baú foi o primeiro a ser descarregado. Parte da droga foi colocada numa poli caçamba e depois içada por um enorme guindaste até chegar ao segundo anda, onde fica o forno. Nesse local, os policiais federais retiraram as drogas e a entregavam a dois funcionários da Cimesa, vestidos  com roupas anti-chamas, que as colocavam no forno. Em poucos segundos, as drogas se desintegravam. Essa ação foi repetida algumas vezes, até que todo estoque fosse queimado.

De acordo com o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da PF, Daniel Horta, cerca de uma tonelada foi incinerada no mesmo local em maio passado.  No total, contando com as drogas queimadas hoje, a polícia apreendeu 8,7 toneladas de maconha e 366 quilos de cocaína e crack. Essas apreensões resultaram na prisão de 40 pessoas e apreensão de 32 veículos.  No ano passado, a PF apreendeu três toneladas de maconha, 550 quilos de cocaína e crack, que resultaram em 56 prisões, com apreensão de 24 veículos e seis armas de fogo.

Para realizar a incineração das drogas, a PF teve que ter autorização judicial. Ela foi obtida junto às comarcas de Aracaju, Simão Dias, Poço Verde, Cristinápolis, Estância e Canindé do São Francisco. A incineração foi acompanhada por fiscais da Vigilância Sanitária Estadual. “Como são drogas e entorpecentes, é obrigação da Vigilância Sanitária está presente, disse o fiscal Antônio José Neto”.

O forno onde a droga foi queimada tem 45 metros de comprimento e consome cerca de 12 toneladas/hora de coque de petróleo. O local foi escolhido para incineração por sua capacidade de queima e pelas condições técnicas de segurança. Este forno tem capacidade de produzir 4,5 mil toneladas de clínquer, dentro de estritas condições de segurança ambiental.  Por atingir temperaturas entre 900 e 2 mil graus centígrados, ele permite a conversão imediata desse material em gás carbônico e água, os quais, por sua vez, passam por potentes filtros de ar.

O processo de queima dos entorpecentes no forno da fábrica da Votorantim Cimentos de Laranjeiras foi autorizado pela Adema, órgão ambiental do Governo de Sergipe. Esta operação da Polícia Federal não afetou a produção de cimento nem as características físicas e a qualidade do produto. Durante a queima dos entorpecentes não houve necessidade de interrupção na produção da fábrica.

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