domingo, 15/12/2019
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O desembargador Pascoal Nabuco fez história no Judiciário

Morre o ex-presidente do TJ, Pascoal Nabuco D’Ávila

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O ex-presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, desembargador  aposentado, Manuel Pascoal Nabuco D’Ávila, 82, morreu hoje  em Salvador. Ele estava internado na UTI de um hospital com problemas respiratórios. O velório está previsto para começar às 23 horas, no Cemitério Colina da Saudade, e o sepultamento será às 17 horas, da terça-feira, 19, no mesmo local.

Pascoal Nabuco foi presidente do TJ no biênio  2001-2003, quando reformou o antigo prédio do Tribunal de Justiça, o Palácio Silvio Romero, na Praça Olímpio Campos, criando no local o Memorial do Judiciário; construiu o Arquivo Judiciário, instalou os Fóruns Integrados e realizou um grande concurso para o TJSE. Aposentou-se em agosto de 2007.

Memorial do Judiciário

No dia 6 de junho de 2018, abriu as portas da sua residência e concedeu entrevista, por mais de duas horas, ao Vivas Memórias, Projeto do TJSE que tem como objetivo preservar a história de pessoas que contribuíram para o Judiciário e para a sociedade sergipana. Um pequeno trecho da entrevista, que será disponibilizada na íntegra no Memorial do Judiciário, foi exibido na edição 294 do Programa Sergipe Justiça e pode ser visto clicando aqui.

Filho de João Nabuco D’Ávila e Maria de Lourdes Nabuco D’Ávila, nasceu em Riachuelo, em 17 de agosto de 1937. Passou a morar em Aracaju em 1948, onde foi aluno do Colégio Tobias Barreto, em regime de internato. Formou-se na Faculdade de Direito de Sergipe em 1961. Casou-se, em 1966, com Maria Isabel Carvalho, neta do desembargador João Baptista Carvalho, primeiro presidente do TJSE.

Antes de ingressar no Ministério Público, como promotor de Justiça, em 1980, Pascoal Nabuco foi prefeito de Estância, onde não concluiu o mandato por conta do regime militar. Ascendeu ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe em 5 de agosto de 1996. Foi corregedor-geral de Justiça no biênio 1999-2001, quando criou a Vara de Penas Alternativas e a Central de Mandados.

Fonte: Tribunal de Justiça

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