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Aluno espanca diretora de escola

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Diretor escola
Carla Valéria de Oliveira

A diretora da Escola Lourival Fontes, Carla Valéria de Oliveira, foi ferida a golpes, possivelmente de caneta, e esmurrada por um aluno de 16 anos do EJA (Educação para Jovens e Adultos), hoje, por volta das 15h30. Como resultado da agressão, ela sofreu dois cortes da cabeça e um na testa e foi atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O menor, que tentou fugir, foi alcançado por um professor e entregue à Polícia Militar (PM) que o encaminhou para Delegacia de Proteção ao Menor.

20150702151217O problema envolvendo este adolescente começou na quarta-feira, quando a diretora Carla Valéria chamou a sua atenção por ter explodido uma bomba junina no banheiro, danificando o vaso sanitário. Ao vê-la sozinha hoje à tarde, o jovem partiu para cima dela agredindo-a e ferindo-a com um objeto que pode ser uma caneta. Os alunos, ao perceberem que a diretora estava sendo agredida, começaram a gritar, o que chamou a atenção dos professores.

O adolescente agressor tentou fugir, foi alcançado por um professor que o entregou a uma guarnição PM. Há relato de testemunhas de que o jovem estava alucinado. Em virtude do problema, as aulas no estabelecimento – que tem 290 alunos – foram suspensas e só serão retomadas na próxima segunda-feira.

A Secretaria de Estado da Educação (SEED) informou, por meio da assessoria de comunicação, que está sendo dada toda assistência à diretora e que todo aparato de segurança e da equipe QualiVida, que dá apoio psicológico aos professores, foi acionado. O assessor de comunicação da SEED, Elton Coelho, disse que a Escola Lourival Fontes está na lista das 30 escolas que receberão o serviço de vigilância terceirizado. “Atualmente, nas 21 escolas onde já foi implantado o serviço, os índices de violência externo e interno caíram para zero”, afirmou.“Fizemos uma licitação e duas empresas de vigilância ganharam. Na próxima semana, o efetivo será reforçado nas escolas onde ocorrem mais roubos e assaltos. Os vigilantes da SEED estarão também trabalhando”, completou Elton Coelho.

Outros casos 

Essa não é a primeira vez que alunos tentam matar professores em Sergipe. Na noite do dia 12 de agosto do ano passado, o professor de Biologia Carlos Cristian Almeida Gomes, 33 anos, foi baleado por um aluno de 17 anos, dentro da Escola Estadual Olga Barreto, no Conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju. Uma nota baixa teria motivado o ataque do estudante, que acertou cinco tiros no professor que ficou paraplégico.

Em 18 de maio deste ano, o carro de uma professora foi queimado no estacionamento do Colégio Estadual Antônio Fontes Freitas, no Marcos Freire, em Nossa Senhora do Socorro. Na época, a polícia acreditava que o crime pode ter sido cometido por ex-alunos. A intenção dos criminosos era atear fogo no carro da diretora, mas eles se confundiram e atacaram o carro de outra professora.
No dia 23 de julho de 2013, uma professora da Escola Municipal Maria Isabel, em Estância, a 68 quilômetros de Aracaju, foi agredida em plena sala de aula pela mãe de um aluno. O motivo é de que a professora não gostava do filho dela e então partiu para agressão verbal e depois lhe arremessou uma sombrinha e um chinelo.

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