A produção de ureia foi retomada na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen Sergipe), marcando um passo estratégico para a reativação do parque industrial do estado e para o fortalecimento da cadeia de fertilizantes no Nordeste. A retomada foi anunciada pela Petrobras no início do ano. De acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, a unidade iniciou a produção de amônia no dia 31 de dezembro, etapa fundamental para a fabricação da ureia. O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), acompanha todas as fases do processo de reativação.
Com capacidade instalada de 1,8 mil toneladas de ureia por dia, a Fafen Sergipe integra um sistema produtivo que inclui a Fafen Bahia, cuja capacidade é de 1,3 mil toneladas diárias. A operação conjunta das duas plantas deve resultar na geração de cerca de 800 empregos diretos e indiretos, além de contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva de fertilizantes, com reflexos na indústria, na logística e no agronegócio.
Arrendada à iniciativa privada desde 2020, a Fafen Sergipe teve suas operações interrompidas em março de 2024, após a Unigel, então operadora da unidade, alegar inviabilidade econômica. Com o encerramento do contrato e a realização de nova licitação, a planta passou a ser operada pela Engeman, que atua como prestadora de serviços. A Petrobras permanece responsável pelas atividades comerciais, assegurando a inserção do produto no mercado.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, destacou o impacto da nova fase para a economia estadual. “Continuamos à disposição da operadora e da Petrobras no que for necessário para que a Fafen possa operar em Sergipe com total regularidade, contribuindo para o desenvolvimento estadual. Tenho convicção de que esta nova fase impulsionará o crescimento econômico e trará prosperidade para a população sergipana”, afirmou.
HISTÓRICO – Implantada pela Petrobras em 1980, a Fafen Sergipe consolidou-se como um dos principais polos de produção de ureia e amônia do Nordeste. Sua implantação foi decisiva para a expansão da infraestrutura industrial do estado, impulsionando investimentos como a adutora do Rio São Francisco, além de melhorias nos sistemas de energia, transporte e telecomunicações.
Ao longo dos anos, a unidade enfrentou desafios operacionais que resultaram na redução de turnos e em paralisações pontuais. Ainda assim, manteve a geração de centenas de empregos diretos e indiretos, preservando sua relevância no parque industrial sergipano.
Em 2018, a Petrobras anunciou a hibernação da fábrica. Após negociações conduzidas com a mediação do Governo de Sergipe, a unidade foi arrendada ao grupo Unigel, em 2019, por um período de dez anos, com a retomada das operações ocorrendo em 2021. O Governo do Estado atuou de forma ativa para viabilizar a operação, com medidas como a redução do ICMS sobre o gás, concessão de incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura.
A partir de 2023, a fábrica voltou a enfrentar dificuldades operacionais, culminando em duas paralisações. Em março de 2024, a Unigel suspendeu as atividades por tempo indeterminado. Após alinhamentos judiciais, a Petrobras abriu licitação para a seleção de uma nova empresa responsável pela operação das fábricas em Sergipe e na Bahia. A Engeman Manutenção de Equipamentos venceu o certame, com contrato assinado em setembro de 2025.
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