segunda-feira, 18/11/2019
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Polícia recupera peças históricas

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Policiais da Delegacia de Crimes Cibernéticos recuperaram moedas e um punhal do século XIX, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) que foram roubados no Museu Histórico de Sergipe, em dezembro do ano passado. A apreensão deste material foi a partir da prisão de Keslan de Menezes Evangelista, 20 anos, acusado de receptação. A prisão só ocorreu porque esse rapaz colocou o anúncio na internet para vender essas peças e um policial se passou por comprador.

A titular da delegacia, Viviane Pessoa, disse que essas peças históricas são importantes e não há como mensurar o valor financeiro delas, principalmente o punhal. “Ficamos super felizes”, disse. Ela conta que o Keslan esperou um tempo para anunciar as venda das peças na internet, achando que ninguém iria perceber. Mas esse foi seu engano.

O primeiro furto ao acervo do museu ocorreu no dia 26 de dezembro e o segundo no dia 31 de dezembro de 2014. “O suspeito comprou as peças do assaltante por cerca de R$ 30,00 e iria revender por R$ 1 mil. Embora, a venda não tenha sido concretizada descobrimos que ele já havia comercializado uma adaga banhada a ouro e prata do acervo do museu. Estamos rastreando o comprador e o paradeiro dessa peça”, explicou. Ela esta investigando para saber se Keslan integra uma rede de criminosos que vende peças históricas roubadas. “Estamos verificando se ele foi aliciado por alguma quadrilha”, acrescentou.

Viviane Pessoa afirmou que as investigações do arrombamento estão sob responsabilidade da Polícia Federal. “O Keslan foi o receptador. Ele não foi o responsável pelo arrombamento”, disse a delegada ao acrescentar que o rapaz – que continua preso – reside em São Cristóvão.

O superintendente do Iphan em Sergipe, KIeber Rocha Queiroz, disse que as moedas recuperadas não foram tombadas, mas sim o punhal. Ele considerou importante o trabalho da Polícia Civil para recuperar esse acervo e  afirmou que esse trabalho teve o empenho da direção do Museu Histórico de Sergipe. O diretor Sérgio Murilo Lacerda não quis comentar a descoberta da Polícia Civil e informou que a Secretaria de Estado da Cultura fará uma coletiva quando o inquérito estiver encerrado.

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