O Bloco Os Inocentes desfila neste domingo, a partir das 15 horas, na Atalaia Nova, com concentração na antiga rua da Lambança — atualmente denominada Rua Vereador Adelmo Apóstolo de Araújo. Fundado em 2003, pelo aposentado Claírton de Santana, o bloco nasceu do desejo de resgatar a animação carnavalesca na localidade e, desde então, mantém viva a tradição com espírito familiar e clima de confraternização.
De acordo com Claírton, a ideia surgiu após ele adquirir uma casa na Atalaia Nova, em meados de 2001. No Carnaval de 2002, ao perceber a ausência de movimentação na rua, decidiu criar um bloco que levasse alegria à comunidade. “Eu não vi movimento nenhum aqui na rua durante o Carnaval, aquela tristeza. Aí sonhei em botar um bloco”, relembra. No ano seguinte, em 2003, o projeto saiu do papel e o Bloco Os Inocentes foi oficialmente fundado.
Com perfil familiar, o grupo reúne majoritariamente integrantes da maçonaria e seus familiares. “É um bloco família. É muita alegria, paz e harmonia. É bandinha de frevo e fica todo mundo feliz”, destaca o fundador. Segundo ele, cerca de 80% dos participantes são maçons – com as cunhadas, sobrinhos e amigos — independentemente da loja à qual pertençam.
Ao longo de mais de duas décadas, o bloco só interrompeu as atividades durante o período da pandemia de Covid-19. Nesta edição de 2026, a expectativa é reunir cerca de 120 pessoas entre integrantes e convidados.
A animação fica por conta de uma tradicional bandinha de frevo contratada em Aracaju, que acompanha o percurso pelas ruas da Atalaia Nova. O trajeto tem cerca de três quilômetros, com saída e retorno ao ponto de concentração, na conhecida rua da Lambança, nome que ainda resiste na memória dos moradores, apesar da mudança oficial.
Para Claírton, mais do que um desfile, o bloco representa união e amizade. “É um Carnaval bacana, alegre, feliz, todo mundo conhecido, sem problema, graças a Deus”, resume.
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