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Celebremos a Páscoa: Ele vive!

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Hernan Centurion (*)

Páscoa, palavra originária do hebraico _Pesach, que significa: passar sobre ou simplesmente “passagem”. Celebração de mais de 3 mil e quinhentos anos de existência, que surge a partir da libertação dos hebreus da escravidão no Egito, iniciada mais precisamente, segundo a Torah, após as 10 pragas que assolaram essa região, sobretudo no momento em que Moisés pediu que cada família hebreia sacrificasse um cordeiro e pintasse os umbrais das portas com seu sangue, para que os anjos não adentrassem em suas casas e, então, matassem seus primogênitos, o que não ocorrera, contudo, com as famílias e lares egípcios, causando, pois, milhares de mortes e profundo remorso do Faraó o qual, enfim, concedera a permissão para o Êxodo dos judeus “passando” pelo deserto rumo à Terra Santa.

Para o Catolicismo, representa o sacrifício pela Paixão e morte pela crucificação de Jesus, o “Cordeiro de D’us”, que derramara seu sangue e fora imolado para remissão dos pecados de todos nós e, consequente, vitória da vida sobre a morte, ou seja, a “passagem” da matéria profana e efêmera para o espírito sagrado e eterno. Pelo magnífico exemplo de sua vivência terrena, Jesus nos oportunizara a vida espiritual em plenitude, na qual o pecado, o sofrimento e as trevas deram lugar à virtude, ao amor e à Luz.

Na nossa sublime Ordem, podemos também experimentar o _Pesach_ (passagem) sob uma ótica também ímpar, especial e esotérica, quando da nossa cerimônia de iniciação, despojamo-nos da vaidade e deixamos para trás todas a nossas falhas e começamos a enxergar o caminho iluminado pela “Verdadeira Luz que alumia todo homem que vem a este mundo” (Jo 1:9). Passamos a ser, doravante, não mais homens quaisquer, mas sim maçons, pedreiros livres e de bons costumes que, trajados com avental de couro branco, constroem templos à virtude e cavam masmorras ao vício e crime.

Que a libertação dos judeus do cativeiro no Egito, que o renascimento de Cristo pela ressurreição no Domingo de Páscoa e que as nossas iniciações na franco-maçonaria sejam fonte fecunda de inspiração para renovarmos nossos valores e conceitos, apararmos as arestas, virarmos a página escrita pela discórdia, lapidarmos a pedra do amor e tolerância, em busca da Liberdade, Igualdade e Fraternidade que, desde os primórdios da existência humana, são tão almejadas pela humanidade.

Ele vive, reinando no templo construído dentro de nós!

 

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(*) Médico cirurgião e coloproctologista. Mestre maçom da Loja Maçônica Clodomir Silva 1477, exercendo atualmente o cargo de orador.

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Hernan Centurion

(*) Médico cirurgião e coloproctologista. Mestre maçom da Loja Maçônica Clodomir Silva 1477

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