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Amigos “curraleiro pé duro” na Ilha do Amor

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Por Luiz Thadeu (*)

 

Há algum tempo Zé Henrique vinha me falando do encontro de alguns amigos dele, que viriam visitá-lo aqui em nossa cidade. E, depois que conheci Rinaldo, através de Zé Henrique, fiquei mais próximo do grupo, embora não os conhecesse pessoalmente.

Rinaldo, me foi apresentado por Zé Henrique, no Café Casa Imperial, num final de tarde, no Centro Histórico de nossa bela Ilha do Amor.

Rinaldo, cujo nome remete ao famoso pediatra Rinaldo de Lamare (1910-2003), de Santos-SP, além de pecuarista é poeta. A partir daquele dia, ficamos próximos, e, em torno de mesas de restaurantes, tive o prazer de vê-lo recitar poesias suas, e de grandes autores. Rinaldo não só recita, como interpreta.

À proporção que se aproximava a chegada do grupo, Zé Henrique me passava orientações, para melhor recebê-los. Escalei a secretaria Ilvene, que por vocação e dedicação, facilitou e viabilizou a estadia do grupo.

O prazer do banquete está na reunião com os amigos

Na última sexta-feira, véspera de São João, fomos ao aeroporto recepcionar o casal Hermes e Marta, vindo de Brasília.

Vieram do clima ameno da capital federal, e desembarcaram na caliente Ilha do Amor, ao som das toadas de nossas festas juninas, no Maior São João do Mundo.

Próximo ao meio-dia, o casal foi acomodado em uma van, com destino a um restaurante da cidade.

Logo se juntou ao grupo o casal de Colinas, radicado em Teresina, Hilo e Mércia. O casal merece uma crônica à parte, pela riqueza de maravilhosas histórias. Além do jovem José Neto, também piauense, representando o pai, Zé Dantas, que passou por uma intervenção cirúrgica recentemente.

À noite o grupo cresceu. Vindos de Teresina, Luzardo e Marta; Priscila, esposa de José Neto; Renan, representando o pai, Reginaldo Cavalcante. Além de Maria Antônia, esposa de Zé Henrique.

Após um tour pelas belas e centenárias dependências do Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão, fomos recebidos pelo governador Carlos Brandão, para um jantar. Uma noite para guardar na memória. O acolhimento e a atenção do governador, após um dia exaustivo de trabalho, deixaram todos à vontade.

Em torno da ampla mesa, boas conversas, muitas histórias e comida farta.

O livro“Das muletas fiz asas”, de Luiz Thadeu, sendo entregue para o amigo Carlos Orleães

Hermes presenteou o governador Carlos Brandão com o livro de sua autoria “Curraleiro Pé duro”.  Aproveitei a oportunidade para entregar o livro “Das muletas fiz asas”, para o amigo dos bancos escolares do Colégio Batista, Carlos Orleães Brandão.

No sábado, após uma visita guiada ao casario do centro histórico, o grupo se reuniu na casa de D. Heloísa, matriarca da família Brandão. Com sua jovialidade, atenção e generosidade, d. Heloísa, junto com a família e amigos, celebraram mais um ano de vida do filho Zé Henrique.

Os amigos e criadores retornaram para suas casas, deixando boas recordações e muitas histórias de amizades, alicerçadas na confiança, atenção, respeito e admiração mútuas. Ao chegarem ao Maranhão, viram o que temos de melhor: as pessoas. Gente que sabe e gosta de receber e acolher; com simplicidade, cultura, magia e encantos, regada à ótima culinária e boas conversas.

O maior presente que recebemos na vida não é o que temos, é quem temos.

Vivemos pedindo para Deus colocar coisas em nossas mãos, esquecemos quem ele coloca ao nosso lado. Amizade é isso, gratidão por priorizar momentos, com pessoas especiais.

Em tempos tão corridos, os amigos do gado curraleiro pé duro arranjaram tempo, deixaram seus afazeres de lado, e vieram a São Luís, porque queriam estar juntos, reunir os amigos, celebrando a vida, em momentos únicos e especiais. Isso, sim, é uma boa definição de FELICIDADE. Bem-aventurados os que preservam as amizades, em tempos em que tudo tem preço e poucas coisas têm valor.

O cronista pede permissão pela ousadia em nominar cada um dos citados pelo nome de batismo, sem citar seus cargos, títulos, insígnias ou galardões, merecidamente conquistados.

Obrigado, amigos Zé Henrique e Rinaldo, pelo convite para testemunharmos – Heloísa e eu – momentos como esses, que já viraram memórias, pois o tempo, o senhor da razão, segue seu curso.

Voltem sempre, vocês já conhecem o caminho. Sejam sempre bem-vindos à Ilha do Amor.

 

Para contatar ou saber quem é Thadeu leia a biografia abaixo.

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Luiz Thadeu Nunes

Engenheiro Agrônomo, jornalista, escritor e globetrotter. Autor do livro “Das muletas fiz asas”. E-mail: luiz.thadeu@uol.com.br

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