Marketing Descomplicado

Quando o Instagram para, o seu negócio para também?

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Por Cleomir Santos, consultor de marketing digital (*)

 

Nas últimas semanas, usuários do Instagram em diferentes países enfrentaram uma sequência de instabilidades.

Mensagens diretas deixaram de funcionar, dificuldades para acessar a plataforma foram registradas e milhares de pessoas recorreram a sites de monitoramento para confirmar que o problema não era apenas em seus aparelhos.

Foi mais um episódio que lembrou uma verdade muitas vezes ignorada por empresas e empreendedores: quando dependemos totalmente de uma única plataforma, qualquer instabilidade pode gerar prejuízos.

Embora a maioria dessas falhas seja resolvida em poucas horas, o impacto pode ser muito maior para quem utiliza o Instagram como principal canal de vendas, atendimento ou relacionamento com clientes.

Imagine um restaurante que recebe pedidos apenas pelo Direct.

Uma loja que depende exclusivamente dos Stories para divulgar promoções.

Ou um profissional liberal que agenda clientes apenas pelas mensagens da plataforma.

Quando o Instagram para, parte do negócio também para.

O problema não é o Instagram

É importante deixar claro: o Instagram continua sendo uma das ferramentas de marketing mais poderosas da atualidade.

O problema não está na plataforma.

O problema começa quando ela deixa de ser uma ferramenta e passa a ser a única estratégia.

Nos últimos meses, também se tornou comum encontrar relatos de criadores de conteúdo e empresas que afirmam ter enfrentado dificuldades após suspensões ou desativações de contas.

Cada situação possui características diferentes e, sem conhecer os critérios utilizados pela plataforma, não é possível afirmar por que essas decisões aconteceram.

Mas um ponto é inegável: quando toda a presença digital depende de um único perfil, qualquer interrupção representa um risco considerável.

Alugar não é o mesmo que possuir

Muitos empreendedores passam anos construindo uma audiência dentro das redes sociais.

Mas existe uma diferença importante.

O perfil no Instagram não pertence ao usuário.

Ele funciona dentro de regras definidas pela plataforma, que podem mudar ao longo do tempo.

Isso não significa que devemos abandonar as redes sociais.

Significa apenas que elas não podem ser nossa única casa digital.

Quem controla o contato com o cliente?

Essa talvez seja a pergunta mais importante.

Se amanhã o Instagram ficar fora do ar durante um dia inteiro, como seus clientes encontrarão sua empresa?

Você possui uma lista de contatos?

Tem um site?

Seu negócio aparece no Google?

Existe um canal de comunicação além das redes sociais?

Essas perguntas costumam parecer secundárias… até o dia em que deixam de ser.

Diversificar é uma estratégia, não uma opção

Empresas mais preparadas entendem que redes sociais fazem parte de um ecossistema maior.

Elas investem em:

  • um site próprio;
  • cadastro atualizado no Perfil da Empresa no Google;
  • lista de e-mails ou WhatsApp, sempre respeitando as regras de consentimento;
  • produção de conteúdo em diferentes canais;
  • fortalecimento da marca para além de um algoritmo.

Assim, quando uma plataforma apresenta problemas, o relacionamento com o cliente continua.

A maior lição

As redes sociais são excelentes vitrines.

Mas vitrines não substituem uma loja.

Elas ajudam pessoas a conhecer sua marca, porém não deveriam ser o único caminho entre sua empresa e seus clientes.

As recentes instabilidades do Instagram servem como um lembrete importante: plataformas digitais são ferramentas extremamente valiosas, mas pertencem às empresas que as administram, não aos usuários que constroem suas comunidades nelas.

Conclusão

O marketing digital mudou completamente a forma como empresas se comunicam.

Mas uma boa estratégia continua seguindo o mesmo princípio de sempre:

Nunca coloque todos os seus clientes em um único canal.

Porque quando uma plataforma para…

…seu negócio não precisa parar junto.

 

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Cleomir Santos

(*) Consultor de Marketing Digital , idealizador do Me Ajuda Cleo – Soluções em marketing digital e proprietário da C3 Viagens, natural da cidade de Aracaju – Sergipe, amante da música, de um bom café, daquela reunião com boas companhias e apaixonado por belezas naturais e pela vida.

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