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Me convide que eu vou!

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Manuel Luiz Figueiroa (*)

 

Eu vou sentar à mesa com você, seja simplesmente para uma boa conversa ou ouvir as suas histórias que sempre trazem aprendizagem, acompanhada de um café coado, com pão e manteiga na chapa.

Eu vou estar ao seu lado, no templo da sua igreja, participando do seu ritual e ouvindo os ensinamentos do seu líder espiritual, pois o seu Deus também é o meu Deus.

Eu vou sem indagar qual a instituição que sua igreja está filiada, pois o tenho como homem de bons costumes, e isto é o suficiente para mim.

Estarei ao seu lado quando o sorriso nos seus lábios registrar momentos de alegria e, também, na ausência dele.

Meu amigo, meu irmão, eu quero ajudar na edificação da sua obra e prometo iniciar a minha aprendizagem como servente de pedreiro, dedicando-me para que um dia possa assumir as responsabilidades do posto de pedreiro.

Meu irmão, você tem ideia da magnitude da obra que trabalho diuturnamente?  Essa, que executo, exige o uso de avental, autodisciplina, aprimoramento das atividades, muito estudo e, acima de tudo, perseverança em não perder um dia de trabalho. O meu ofício tem por objetivo transformações nas técnicas de trabalho, sem negligenciar as tradições transferidas pelos nossos antepassados.

A obra à qual estou engajado é coletiva. O exército de pedreiros, seus ajudantes e seus aprendizes são universais, sem distinção de nacionalidade, credo religioso ou ideologia política.

Essa obra universal, esse exército de nações, são a demonstração da possibilidade de agregar os diferentes em torno de um ideal e que a paz entre as nações, é possível, bastando, para isso, o trabalho contínuo de todos os nossos trabalhadores da construção. A edificação da qual estou participando está estruturada em regras rígidas onde todos os obreiros, indistintamente, juraram se submeter e, que o tratamento entre eles, independentemente da posição hierárquica, é de fraternidade.

Hierarquia, que na vida profana exige obediência irrestrita, sendo um dos pilares das forças armadas das nações, exigindo dos subalternos o cumprimento da ordem superior sem o direito de refletir sobre a legalidade da mesma.  Nesse contexto, hierarquia não subsiste com a fraternidade entre os homens. Fraternidade, segundo Google, é o laço de união entre os homens, fundado no respeito pela dignidade da pessoa humana e na igualdade de direitos entre todas os seres humanos.

Conhecimento, Sabedoria e Verdade

Que a busca do conhecimento, da sabedoria e da verdade para o engrandecimento da pessoa humana sejam constantes em nossas vidas.

Conhecimento e sabedoria que serão adquiridas, gradativamente, com o estudo diário e a observação do que nos rodeia justificando a máxima “vivendo e aprendendo”.

Verdade! A essa verdade que se transforma em concordância com os interesses do momento vivido! Essa verdade mutável, individualista, sem consistência e sem existência duradoura.

A verdade que almejamos é a verdade bíblica: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai a não ser por mim”. O caminho da retidão na construção de um mundo de paz e compreensão entre os homens. A verdade expressa pelo Grande Arquiteto do Universo na criação da obra evolutiva da vida de um mundo mais amplo possível. A vida que só encontra significado no engajamento de todos os viventes no processo de aperfeiçoamento da criação, pois este processo é parte da própria criação.

Meu irmão, desconheço outra organização com objetivo definido que consiga manter a harmonia entre hierarquia e fraternidade. A obra a qual ajudo a construir, fundamentalmente, é para servir, na busca da fraternidade universal. Quando se fala em fraternidade, pela origem etimológica da palavra, significa harmonia entre os homens, mas quando a esta acrescenta-se o universal, formando “fraternidade universal” no mais amplo significado, inclui as mulheres e por que não a inclusão da criação.

Meu irmão, se está consciente dos propósitos da obra que você quer se engajar, se pretende aperfeiçoar a forma de pensar e agir, numa transformação pessoal, com o propósito de alterar os comportamentos da humanidade para atingir a paz universal, então seja bem-vindo ao processo de seleção da nossa organização.

Assim mais uma semente foi selecionada para o plantio. Que se prepare a semente para ser semeada e a terra para acolhê-la, que o manuseio com a semeadura seja permanente, que a chuva a regue adequadamente, e assim, semente e semeador se engajam no trabalho de melhorar a humanidade.

O convite está feito. Eu aceito o novo encargo para toda a minha vida. E assim nasce mais um aprendiz maçon.

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Manuel Luiz Figueiroa

Professor Manuel Luiz Figueiroa é mestre maçom da Loja Maçônica Clodomir Silva e secretário de Educação e Cultura do GOB-SE

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