Brasília: 101.277 casos por 1 milhão de habitantes Foto: Agência Brasil
Em 5 março de 2020, foi registrado o caso inaugural da Covid-19 da região Centro-Oeste. Tratava-se de uma mulher, de 52 anos, residente na capital federal, que se contaminou após uma viagem ao Reino Unido e à Suíça.
Depois dessa data, até o dia 6 de março de 2020, a região Centro-Oeste contabilizou um montante de infecção de 2.072.712 dos seus moradores e a morte de 33.608 dos seus conterrâneos.
Com isso, o Centro-Oeste apresenta uma taxa de 71.398 infectados por 1 milhão de moradores e 1.420 mortes por 1 milhão de habitantes.
Se ele fosse um país, o Centro-Oeste assumiria a 15ª posição dentre as maiores proporções de contaminados – à frente da Bélgica, Liechtenstein e Suécia – e a 20ª colocação de óbitos relativos, deixando para trás a Colômbia, França e Suíça.
Abrangendo de 7,8% da população brasileira, o Centro-Oeste concentra 18,9% das notificações de Covid-19 no Brasil e 8,8% dos óbitos daí decorrentes.
Com uma proporção de 1,99% de mortos em relação ao total de infectados, em 6 de março de 2021, ele registra um percentual inferior à média internacional (2,22%).
Sendo, na prática, a última região a ser afetada pelo novo coronavírus, em média, o Centro-Oeste vem contabilizando 3.188 contaminações diárias e apontando a morte de 63 pessoas diariamente.
Sob a perspectiva da ocorrência de infecções, o pior dia já observado foi 28 de agosto de 2020, quando se notificou 9,7 mil casos da doença e, mais recentemente, 03 de março de 2021, data na qual se anotou a morte de 234 pacientes.
A despeito disso, agora em 6 de março de 2021, a média móvel de 14 dias dessas duas dimensões está em 5,7 mil infectados e de 100,29 mortes, respectivamente.
À sombra das taxas de confirmações de casos e óbitos ocorridos relativos à razão de 1 milhão de habitantes, os estados do Centro-Oeste, aí incluso o Distrito Federal, são assim descritos:
Como efeito, os resultados mostram que a situação do centro-oeste, a despeito de essa ser a região de maior produto per capita do país, consegue ser mais dramática do que a do resto do país.
(*) Emerson Sousa é Mestre em Economia e Doutor em Administração
** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor. Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe
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