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Um ano de Covid-19 no Brasil: a região Sul

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Economia Herética/ Emerson Sousa

Em 10 de março de 2020, foi registrado o caso inaugural da Covid-19 da região Sul. Tratava-se de um homem, de 60 anos, residente em Campo Bom (RS), que teve histórico de viagem para Milão, na Itália, entre os dias 16 e 23 de fevereiro de 2020.

A partir dessa data, até o dia 6 de março de 2020, a região sul contabilizou um montante de infecção de 2.072.712 dos seus moradores e a morte de 33.608 dos seus conterrâneos.

Com isso, o sul retorna uma taxa de 69.146 infectados por 1 milhão de moradores e 1.121 mortes por 1 milhão de habitantes.

Na condição de país, o sul assumiria a 15ª posição dentre as maiores proporções de contaminados – à frente de tragédias como Bélgica e Suécia – e a 31ª colocação de óbitos relativos, deixando para trás o Chile e a Alemanha.

Registrando, para fins de comparativo, que o Brasil guarda consigo indicadores da ordem de 52.053 casos por 1 milhão de pessoas e 1.258 mortes por 1 milhão de moradores.

Sendo proprietária de 14,3% da população brasileira, a região sul possui 18,9% das notificações de Covid-19 no Brasil e 12,7% dos seus vitimados.

Com uma proporção de 1,62% de mortos em relação ao total de infectados, em 6 de março de 2021, o Sul é dono do menor percentual que ocorre nesse quesito, ficando abaixo da média internacional (2,22%)

A chegada do Sars-CoV2 fez com que, em média, o sul venha comunicando 5.726 contágios diários e observando a morte de 93 pacientes diariamente.

Sob a perspectiva da ocorrência de infecções, o pior dia já contabilizado foi 7 de janeiro de 2021, quando se notificou 41,7 mil casos da doença ao mesmo tempo em que se apontou o falecimento de 504 pacientes.

A despeito disso, agora em 6 de março de 2021, a média móvel de 14 dias dessas duas dimensões estão em 15,8 mil infectados e de 271,9 mortes.

Quanto às taxas de confirmações de casos e óbitos ocorridos relativos à razão de 1 milhão de habitantes, os estados do sul configuram-se da seguinte forma:

  • Paraná – 59.540 casos por 1 milhão de habitantes e 1.080 mortes por 1 milhão de habitantes;
  • Santa Catarina – 98.504 casos por 1 milhão de habitantes e 1.102 mortes por 1 milhão de habitantes;
  • Rio Grande do Sul – 60.311 casos por 1 milhão de habitantes e 1.175 por 1 milhão de habitantes;

O quadro formado mostra uma região cujos níveis de contaminação são mais elevados que o detido pelo país, mas com uma mortalidade bastante inferior.

Leia amanhã: Um ano de Covid-19 no Brasil: a região Centro-Oeste

(*) Emerson Sousa é Mestre em Economia e Doutor em Administração

** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe

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Emerson Sousa

Doutor em Administração pelo NPGA/UFBA e mestre em Economia pelo NUPEC/UFS

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