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	<title>Arquivo para paixão - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 01 Sep 2026 14:37:34 +0000</lastBuildDate>
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		<title>   Confiança: da alegria à vergonha social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valtenio Paes de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 12:06:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[confiança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Valtênio Paes de Oliveira (*) &#160; Em textos anteriores, nesta coluna, tratamos da glória proletária. Agora, questionamos a ética social de alguns empresários que fogem da responsabilidade para anonimato como diabo foge da cruz. A SAF da Associação Desportiva Confiança, como todas as outras, deveria zelar, profissionalizar a gestão com eficiência, portar-se com &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/confianca-da-alegria-a-vergonha-social/">   Confiança: da alegria à vergonha social</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fconfianca-da-alegria-a-vergonha-social%2F&amp;linkname=%C2%A0%C2%A0%20Confian%C3%A7a%3A%20da%20alegria%20%C3%A0%20vergonha%20social" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fconfianca-da-alegria-a-vergonha-social%2F&amp;linkname=%C2%A0%C2%A0%20Confian%C3%A7a%3A%20da%20alegria%20%C3%A0%20vergonha%20social" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fconfianca-da-alegria-a-vergonha-social%2F&amp;linkname=%C2%A0%C2%A0%20Confian%C3%A7a%3A%20da%20alegria%20%C3%A0%20vergonha%20social" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fconfianca-da-alegria-a-vergonha-social%2F&amp;linkname=%C2%A0%C2%A0%20Confian%C3%A7a%3A%20da%20alegria%20%C3%A0%20vergonha%20social" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fconfianca-da-alegria-a-vergonha-social%2F&#038;title=%C2%A0%C2%A0%20Confian%C3%A7a%3A%20da%20alegria%20%C3%A0%20vergonha%20social" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/confianca-da-alegria-a-vergonha-social/" data-a2a-title="   Confiança: da alegria à vergonha social"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Valtênio Paes de Oliveira (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m textos anteriores, nesta coluna, tratamos da glória proletária. Agora, questionamos a ética social de alguns empresários que fogem da responsabilidade para anonimato como diabo foge da cruz. A SAF da Associação Desportiva Confiança, como todas as outras, deveria zelar, profissionalizar a gestão com eficiência, portar-se com equilíbrio financeiro e atrair investimentos, dentre tantos outros. Uma agremiação que orgulha o esporte nordestino teve o céu prometido e foi levada ao inferno em menos de um ano.</p>
<p>Após ter passado quase 12 anos entre as séries C e B do campeonato nacional brasileiro de futebol masculino, foi jogada pela SAF para a série D, numa campanha inglória, sem qualquer explicação plausível, até o momento, por seus dirigentes. Tal conduta desonra sua valorizada torcida e macula a memória de Joaquim Ribeiro Chaves, dentre tantos ex-dirigentes.</p>
<p>Segundo o endereço abaixo para uma leitura: <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://x.com/venecasagrande/status/1984721563946819649" target="_blank" rel="noopener">Venê Casagrande </a><span style="color: #000000;">e outros</span> </span>fazem parte da atual direção do clube. Torcedores, sócios-torcedores e a história gloriosa da Associação Desportiva Confiança esperam explicações ante a vergonhosa gestão, para o bem do retorno do Confiança, urgente, ao seu devido lugar.</p>
<p>Para o jornalista PVC, “uma série de &#8216;picaretas&#8217; está envolvida no mercado das SAF e que o Brasil precisa &#8216;atrair os honestos&#8217;”. Em Sergipe, a Associação Desportiva Confiança foi vítima de uma tragédia jurídico-administrativa. Contratações de técnicos, atletas e gastos desqualificados  levaram, em pouco tempo, ao fundo do poço. Cuidado para que não queiram controlar o patrimônio imobiliário! A tragédia anunciou-se por todo este ano e nada foi feito pelos controladores da SAF.</p>
<p>Em 2024 lembramos aqui inúmeros clubes originados nas fábricas, tal qual o “Confiança campeão! Não se decora o time como antigamente”.  Hoje a derrocada inesperada com a queda, deixou seus torcedores consternados.  Empresários gananciosos não ajudaram a criar o clube agora afundam a pretexto de que “o dinheiro é meu, faço o que quero”. Ferem a função social do clube alvianil. Uma apuração contábil rigorosa ajudará a esclarecer a trajetória do dinheiro.  Quando um empresário manipula a fé e a paixão da sociedade, obriga-se a ter responsabilidade social. No mínimo, espera-se uma postura ética deste grupo e daqueles que estão na retaguarda. O povo, a história e o esporte esperam lisura comprovada e recuperação imediata do Clube Proletário do bairro Industrial.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tudo por causa de um grande amor*</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/tudo-por-causa-de-um-grande-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 09:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Não. Não estou me referindo ao clássico Romeu e Julieta, de William Shakespeare (1595). Mas à essência da Semana Santa. A paixão de um Deus por sua criação e por suas criaturas, jamais narrada ou registrada por religião alguma ao longo da história da humanidade. Não há &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/tudo-por-causa-de-um-grande-amor/">Tudo por causa de um grande amor*</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftudo-por-causa-de-um-grande-amor%2F&amp;linkname=Tudo%20por%20causa%20de%20um%20grande%20amor%2A" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftudo-por-causa-de-um-grande-amor%2F&amp;linkname=Tudo%20por%20causa%20de%20um%20grande%20amor%2A" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftudo-por-causa-de-um-grande-amor%2F&amp;linkname=Tudo%20por%20causa%20de%20um%20grande%20amor%2A" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftudo-por-causa-de-um-grande-amor%2F&amp;linkname=Tudo%20por%20causa%20de%20um%20grande%20amor%2A" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftudo-por-causa-de-um-grande-amor%2F&#038;title=Tudo%20por%20causa%20de%20um%20grande%20amor%2A" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/tudo-por-causa-de-um-grande-amor/" data-a2a-title="Tudo por causa de um grande amor*"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>ão. Não estou me referindo ao clássico <em>Romeu e Julieta</em>, de William Shakespeare (1595). Mas à essência da Semana Santa. A paixão de um Deus por sua criação e por suas criaturas, jamais narrada ou registrada por religião alguma ao longo da história da humanidade. Não há notícia afora esta, de um ser divino que se rebaixou ao mais alto grau para declarar todo o seu amor por seres inferiores, fracos, vacilantes, pecadores e mortais.</p>
<p>Por isso mesmo, a Semana Santa é o momento mais oportuno para agradecer por algo que não somos e do qual nunca fomos merecedores, mas assim nos tornamos pelo sangue de um inocente. Conforme preconizou o sumo sacerdote do povo judeu, Caifás:</p>
<blockquote><p>“(&#8230;) <em><i>que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação</i></em>” (Jo 11,50)</p></blockquote>
<p>Da representação cinematográfica de Franco Zeffirelli (1977) a Mel Gibson (2004), narrativas de uma história de amor de encher o coração da gente, que nos toca profundamente, mas nem sempre converte. Fato é que o gesto de Jesus Cristo, de entrega total e absoluta na cruz, está entre os mais nobres já testemunhados por olhos humanos.</p>
<p>O que poderia ser resultado de uma loucura, de um profundo delírio e de uma atitude inconsequente e sem razão, tornou-se uma declaração de amor nunca realizada ao extremo por quem quer que existisse antes e depois de Jesus Cristo.</p>
<blockquote><p>“<em><i>A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina</i></em>”, afirma São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios 1,18.</p></blockquote>
<p>Ele derramou seu sangue até a última gota. Doou-se por inteiro, sem murmurar, maldizer a quem o entregou, torturou e matou.  Tudo por expiação de uma culpa que jamais foi sua. Revertendo, desse modo, toda uma lógica, confundindo poderosos, sábios, ricos e inteligentes. Fez-se Rei para além da realeza. Coroado de espinhos, cuspido, maltratado, humilhado, ridicularizado, carregou sobre seus ombros todo o peso de nossa ignomínia.</p>
<p>A Paixão e Morte de Nosso Jesus Cristo revelaram o que tem de pior na raça humana: vaidade, arrogância, orgulho, soberba, ambição, prepotência, ganância, ingratidão, traição. Quem é o ser humano para ser capaz de julgar, condenar e matar seu próprio Criador? E ainda assim, ser amado por Ele, com tamanha doação e entrega?</p>
<p>Definitivamente, ainda não somos capazes de compreender a dimensão daquele ato nobre, generoso e divino. Insistimos em julgar, maltratar, humilhar e matar Jesus Cristo novamente, por meio de guerras, devassidão, corrupção, pobreza, indiferença, injustiça e ambição.</p>
<p>Enquanto não formos suficientemente sensíveis e gratos por tão grande e incomparável prova de amor, penaremos em nossa existência breve, fútil e medíocre, cujo fim será sempre a cova nossa de cada dia.</p>
<p>Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><i>* Título e texto inspirados na <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LtdKrnMweUE" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">canção</span> <span style="color: #008000;">“</span></a></i></em><em><i><span style="color: #008000;">Tudo por Causa de um Grande Amor”, de autoria de Ir. Miria T. Kolling</span>.</i></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Paixão, entre a dor e o sentido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 18:46:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion Sobral (*) &#160; Há palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/">Paixão, entre a dor e o sentido</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&#038;title=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/" data-a2a-title="Paixão, entre a dor e o sentido"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Hernan Centurion Sobral (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, o sacrifício e, acima de tudo, a busca por um propósito.</p>
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<p>Etimologicamente, a palavra nasce do latim <em>passio</em>, derivado de <em>pati</em>, que significava suportar, padecer ou simplesmente sofrer a ação de algo. Na origem da palavra, não havia qualquer romantização, ou seja, a paixão era aquilo que nos acontece muitas vezes sem o nosso controle, revelando, pois, a vulnerabilidade diante da nossa própria existência terrena.</p>

			</div></div>
<p>Curiosamente, com o passar das eras, esse mesmo vocábulo passou a designar também o entusiasmo exacerbado que nos move e o amor ardente que nos consome, sem que haja, contudo, qualquer contradição nisso, mas sim uma revelação sobre a natureza humana. Como intuiu Blaise Pascal, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Aquilo que mais nos apaixona é, quase sempre, o que mais nos expõe e fragiliza, pois amar intensamente exige a coragem proporcional de aceitar o risco da perda, da frustração e, consequentemente, do sofrimento. É neste prisma, então, que a Paixão de Cristo deixa de ser apenas um relato histórico milenar, para se tornar uma chave de leitura do significado da própria existência do homem neste mundo, isto é, um modo de compreensão do martírio e do amor à luz de um senso infinitamente maior.</p>
<figure id="attachment_97927" aria-describedby="caption-attachment-97927" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-97927 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg" alt="Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-768x699.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97927" class="wp-caption-text">Encenação da Paixão de Cristo</figcaption></figure>
<p>Analisando-se sob o olhar da História, o sacrifício no Calvário consolidou-se como o centro do Cristianismo, não apenas pela narrativa da vivência de uma morte crudelíssima, muito comum à época do Império Romano, não obstante pela maneira como foi assumida e conduzida por um homem humilde, com consciência límpida, propósito sublime, dignidade serena e um silêncio eloquente diante da imensa injustiça. Como bem sintetizou Santo Agostinho, “não foi o suplício que fez o mártir, mas a causa, assim como não foi a dor física em si que redimiu o ser humano, todavia o amor que a sustentou até ser consumada”.</p>
<p>Filosoficamente, a Paixão nos confronta com uma indagação inevitável: existe mesmo tal propósito e qual seria o verdadeiro sentido do sofrimento? Em um mundo que se apressa em anestesiar qualquer ínfimo desconforto, onde as pessoas não toleram os menores incômodos físicos e psicológicos, a morte em cruz ainda permanece como um “escândalo” — algo que confronta, que incomoda, que não se encaixa na lógica comum — e talvez resida aí sua real força, uma vez que ela não resolve ou elimina a dor da humanidade. Entretanto, a expõe em sua vertente mais radical e em sua intensidade máxima, transbordando, assim, injustiça, abandono e dores física e moral. Simultaneamente, em contrapartida, a eleva, pois o sofrimento deixa de ser algo absurdo, vazio e destrutivo e passa a carregar um claro sentido, ao tornar-se lugar de entrega altruísta, de amor sublime, de redenção reconfortante e de evolução íntima. Dostoiévski, que sondou como poucos a alma humana, afirmava que o homem aprende através do sofrimento e a dor, nesse horizonte, deixa de ser um erro e fatalidade do destino e passa a ser o terreno onde a consciência desperta e amadurece.</p>
<p>Quando adentramos no campo da Psicologia, especialmente nas correntes existenciais, o sofrimento é compreendido como parte estrutural da vida. Viktor Frankl ensinou que, quando não podemos mudar uma situação dolorosa, somos desafiados a transformar a nós mesmos. A Paixão de Cristo, sob esta análise, revela-se como um arquétipo em que o sofrimento, quando atravessado com sentido, deixa de punir e aprisionar e transfigura-se em aprendizado e fonte de cura.</p>
<p>No âmbito religioso pela crença cristã, o Calvário é o ápice da revelação de um Deus outrora invisível e distante, mas que naquele momento se mantém próximo de sua criatura na figura do seu Filho, Jesus. Essa relação caracteriza-se por um amor pleno, tangível, tão vívido, posto que chora e sangra sobre o perdão ante a traição, o abandono e a violência. Como escreveu São João da Cruz, “no entardecer da vida, seremos julgados unicamente pelo amor”, assim sendo, a Paixão revela que tal amor não se impõe pela força, porém se oferece na liberdade da entrega ao próximo.</p>
<figure id="attachment_97926" aria-describedby="caption-attachment-97926" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-97926 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg" alt="Familia Centurion em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-768x699.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97926" class="wp-caption-text">Família Centurion em Nova Jerusalém</figcaption></figure>
<p>Somos convidados a vivenciar anualmente este fato bíblico, pois quando o mistério deixa o plano das ideias e se torna experiência, verdadeiramente ele nos alcança. Ao contemplarmos, então, o espetáculo da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, no agreste pernambucano, já não estamos apenas diante de uma narrativa qualquer, mas em frente à emblemática encenação da agonia, morte e ressurreição de Cristo, refletida desde os nossos olhos marejados diretamente à consciência, revelando-nos, imediatamente, nossas próprias “cruzes”, bem como as pequenas e grandes “paixões” que atravessam os nossos dias e, mormente, tudo aquilo que ainda podemos transformar e edificar em nós. Experiência de fé e emoção como esta, confesso só ter vivenciado ao percorrer o Caminho de Santiago de Compostela há exatos 2 anos.</p>
<p>Destarte, podemos perceber, no mistério Pascal ora posto à reflexão, uma pedagogia singela e exigente, a qual nos ensina que nem toda dor é vazia, que nem todo sofrimento é inútil e que, em muitos momentos, a maior força não está em reagir, contudo em permanecer manso, firme, consciente e fiel. Tudo o que nos desafia serve como aprendizado, nada é em vão. A Paixão continua a acontecer, discretamente, em cada gesto de perdão, em cada ato de compaixão, em cada escolha pelo bem, quando seria mais fácil recuar e lavar as mãos.</p>
<p>Sofrer nos é imposto a cada instante, já o propósito que damos ao sofrimento, este sim, nos define.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<h4>Leia também:</h4>
<p>1- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela</a></span></p>
<p>2- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela-ii/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela II</a></span></p>

			</div></div>
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		<item>
		<title>O Agente Secreto jamais ganharia o Oscar</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-agente-secreto-jamais-ganharia-o-oscar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:56:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mídia, Cultura e Ebulições]]></category>
		<category><![CDATA[“O Agente Secreto”]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaristas]]></category>
		<category><![CDATA[crítico]]></category>
		<category><![CDATA[estagiário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luciano Correia (*) &#160; Com a possibilidade de O Agente Secreto ganhar o Oscar de melhor filme e filme internacional, a torcida brasileira se transformou no clássico Fla X Flu nacional, a apaixonada adesão a dois lados de uma questão, supondo, evidentemente, que o debate de qualquer tema envolve apenas dois lados. É &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">C</span>om a possibilidade de <em>O Agente Secreto</em> ganhar o Oscar de melhor filme e filme internacional, a torcida brasileira se transformou no clássico Fla X Flu nacional, a apaixonada adesão a dois lados de uma questão, supondo, evidentemente, que o debate de qualquer tema envolve apenas dois lados. É o que ocorre com a política, reduzida à acirrada disputa Lula X Bolsonaro, que praticamente não deixa espaço para nenhuma outra proposta alternativa. Aliás, por retratar uma história vivida na ditadura militar, o FlaFlu da política nacional fez com que gente considerada de esquerda tivesse quase que a obrigação de aderir à campanha pela premiação do longa de Kleber Mendonça Filho.</p>
<p>A recíproca, idem: todo bolsonarista inveterado odiou o filme a priori, sem precisar sequer assisti-lo. Ambos equivocados. O festival de equívocos ocorreu em todos os lados, até que a gente chegue à noite da premiação. No domingo da festa, por exemplo, a Folha de S. Paulo escalou um “crítico” entre muitas aspas para falar sobre a produção pernambucana e, entre tantas coisas a dizer, disse que, por algumas deficiências evidentes, o diretor Kleber Mendonça não deveria ter amigos, mas bajuladores. Inaugurou, pois, novos critérios para analisar um produto cultural.</p>
<p>Mesmo supondo que o filme se revele problemático em alguns aspectos, a Folha também deveria se preocupar muito com o risco evidente da própria obsolescência, afinal, pela qualidade da análise realizada, parece que o jornal, na falta de gente séria e competente, encomendou uma peroração eivada de bobagens ao motorista da casa, ou vá lá, ao estagiário. De Psicologia ou de qualquer outra área, nunca de cinema ou jornalismo. A resposta “nordestina” foi pior: toda crítica, por menor que fosse, era obra do puro preconceito sul-sudestino contra Pernambuco e a região Nordeste.</p>
<p>Li uma matéria que invocava o clássico <em>Amarcord</em>, de Fellini, cheio de memórias pessoais do diretor na Itália fascista de Mussolini, justificando as referências de Kleber Mendonça Filho com sua Recife dos anos 70. A isso devemos prestar atenção. Talvez aí esteja uma saída honrosa para um roteiro desamarrado de uma história que se arrasta por 2 horas e 40 minutos, quando tudo poderia ser dito numa duração de 100 a 120 minutos. Não deixei de pensar em <em>Bacurau</em>, outra paixão nacional adotada pela mesma lógica do FlaFlu. Talvez eu seja um dos poucos brasileiros que não gostou desse outro grande sucesso de Mendonça.</p>
<p>Cheguei a rever <em>Bacurau</em> em DVD, pausando e anotando ponto por ponto, algo como umas três dezenas de observações para arriscar uma resenha. Os deveres da vida me chamaram para coisas mais urgentes e abandonei a ideia pelo caminho, mas insisto que <em>Bacurau</em>, com aquelas imagens e paisagens incríveis, com um roteiro que indicava uma trama forte e de muito suspense, perdeu-se na finalização. Talvez o “problema” de <em>Bacurau</em>, com perdão da vaidade do diretor, fosse de montagem e edição. Quem sabe se um belo mergulho no copião do filme, rasgando o roteiro original e tecendo outras narrativas possíveis, não resultasse na grandeza cinematográfica que imaginei nos primeiros minutos quando fui vê-lo no cinema?</p>
<p>Com <em>O Agente Secreto</em> se passou o mesmo. Uma história que poderia prometer tanta coisa, mas, no fim, não chega a lugar nenhum. E já que falamos em vaidade, é difícil crer que Wagner Moura, vendo o filme depois e, particularmente, sua atuação, inflasse o ego ao ponto de sair pelo mundo almejando os maiores prêmios. E se alguns desses louros vieram, aí não temos exatamente uma boa notícia, mas a confirmação tragicômica do nível do cinema produzido atualmente, inclusive na Europa. A análise fílmica é, evidentemente, muito mais pretensiosa do que essas ligeiras e mal traçadas linhas, portanto muitos aspectos devem ser levantados, com referências estéticas, da história do cinema e das várias linguagens, tanto as praticadas quanto as possíveis, afinal esse é o papel da arte. Aqui, cedo à tentação de descer a detalhes quase prosaicos, coisas que talvez não constassem na resenha de grandes críticos, até mesmo do Gustavinho da Folha, como o longo plano sequência do matador de aluguel Bob caminhando pelo centro do Recife com a camisa estufada por um 38 tamanho família, em alguns momentos, inclusive, sacando a arma no meio da multidão.</p>
<p>Ou ainda os diálogos na casa de Sebastiana, com brincadeiras sobre nomes reais e fictícios, uma roda de conversa sem contexto, solta, como, aliás, tudo parece solto para dar um fechamento da história. E os saltos de época, do ano de 1977 para os dias atuais, com aquelas duas meninas ouvindo gravações e comentando obviedades? Terá sido este o “truque” de Mendonça Filho para mostrar já na fase adulta o filho do perseguido Armando/Marcelo, Fernando, vivido na contemporaneidade pelo próprio Wagner Moura? Hummmm. A impressão é que se gasta pólvora à toa, razão pela qual o longa se esparrama para quase três horas.</p>
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<p>A discussão aqui não é se <em>O Agente Secreto</em> poderia se enquadrar nos padrões de Hollywood e dos streamings e contar uma história pensando nas conveniências do mercado e do público. Ao contrário, em matéria de arte, transgredir não só é necessário, como são essas inovações estilísticas responsáveis pelas altas bilheterias. Pulp Fiction, essa inesgotável aula de cinema e do prazer de ver um filme, conta com 2 horas e 34 minutos, quase o tamanho de O Agente. O que falta nesse último, e talvez venha faltando em outras produções de Mendonça, é suavidade de diálogos bem escritos e melhor interpretados, como Pulp Fiction, que faz das conversas mais banais uma arte, com interpretações preciosas, pensadas para o cinema. Uma simples discussão sobre tipos de  hamburgueres é só o gatilho para que John Travolta e Samuel Jackson deem um show de interpretação dos mais memoráveis da história do cinema.</p>

			</div></div>
<p>Sem esse esmero para entregar ao público um trabalho que passou por sucessivos polimentos, lapidado, a história se esvai, não cria liga com o público, e escorrega para a banalidade pura e simples. Mendonça, antes de ser o bem sucedido diretor que é, dos mais consagrados do cinema brasileiro atual, é um cinéfilo apaixonado, cheio de referências, como as que traz do começo ao fim de <em>O Agente Secreto</em>, mas elas precisam ser melhor inseridas, para que não resultem em bobagens como a tal lenda da perna cabeluda, caída de paraquedas, meio forçada, numa história que seria (seria?) sobre um caso de repressão e assassinato do período da ditadura. Não bastasse a lenda, ele coloca uma perna doida saltando nas calçadas e distribuindo sopapos a torto e a granel. Parecia as blagues do antigo Pânico na TV, o festival semanal de baixarias da TV brasileira.</p>
<p>Cinéfilo com vasta cultura cinematográfica, Kleber nem precisava buscar Fellini, Tarantino, Scorcese ou Coppola. O Brasil mesmo já foi bom nisso. Bastava rever <em>O Pagador de Promessas</em><strong>, </strong>de Anselmo Duarte, Palma de Ouro em Cannes em 1962. E pra não dizer que isso soa nostálgico, como a dizer que não se fazem mais filmes como antigamente, veja o magistral <em>Que Horas Ela Volta?</em>, de Anna Muylaert, um roteiro denso, bem construído, todo amarrado numa história envolvente, seguramente uma das produções mais políticas dos últimos anos no cinema nacional. Batemos na trave do Oscar porque Kleber vem batendo sempre na trave com seus trabalhos mais recentes. Mas um dia ele faz o gol. Sério.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eternamente Sócrates</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/eternamente-socrates/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Natanael Fernandes de Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2025 11:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=87588</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Natanael Fernandes de Souza (*)   Na Grécia Antiga, Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto e Pitágoras de Samos são reconhecidos como os três pré-socráticos mais influentes. Os dois primeiros pertencem à escola jônica, enquanto Pitágoras é o fundador da escola pitagórica. Sócrates, por sua vez, destacava-se por seu desejo insaciável de aprender &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Natanael Fernandes de Souza (*)</p></blockquote>
<p><strong><b> </b></strong></p>
<span class="dropcap ">N</span>a Grécia Antiga, Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto e Pitágoras de Samos são reconhecidos como os três pré-socráticos mais influentes. Os dois primeiros pertencem à escola jônica, enquanto Pitágoras é o fundador da escola pitagórica.</p>
<p>Sócrates, por sua vez, destacava-se por seu desejo insaciável de aprender e sua intensa paixão pela filosofia. Esse caráter dual — a busca incessante pelo conhecimento e a efemeridade da paixão — formou um binômio perfeito, pois, embora <strong>a busca pelo conhecimento seja perene, a paixão frequentemente é fugaz e dolorosa</strong>. Essas características se inter-relacionam e moldam o pensamento ocidental até hoje.</p>
<figure id="attachment_87593" aria-describedby="caption-attachment-87593" style="width: 230px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/socrates-wiki.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-87593" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/socrates-wiki-230x300.jpg" alt="" width="230" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/socrates-wiki-230x300.jpg 230w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/socrates-wiki.jpg 270w" sizes="(max-width: 230px) 100vw, 230px" /></a><figcaption id="caption-attachment-87593" class="wp-caption-text">Sócrates<br />Imagem: Wikipedia</figcaption></figure>
<p>Embora Sócrates não tenha deixado obras escritas, seu legado foi preservado e disseminado por meio de seu discípulo Platão e, posteriormente, por Aristóteles, também discípulo de Platão. Através de suas divergências, Aristóteles contribuiu inadvertidamente para a validação do pensamento socrático, defendendo a liberdade de expressão e o respeito pelas opiniões divergentes.</p>
<p>Sócrates nasceu de Fenareta, uma parteira (ou “obstetriz”, como se dizia na época), e de Sofronisco. A profissão de sua mãe influenciou a maneira como ele conceptualizava seu próprio método filosófico. Ele comparava seu papel ao dela, afirmando que não “dava à luz” conhecimento, mas ajudava os outros a “parir” suas próprias ideias. Essa metáfora gerou o conceito de maiêutica, que é o método socrático de questionamento, no qual ele conduzia seus interlocutores à descoberta da verdade por meio do diálogo.</p>
<p>Esse método é composto por duas etapas principais: <strong><b>ironia</b></strong> e <strong><b>maiêutica</b></strong>.</p>
<h3><u>Ironia  </u></h3>
<p>Na fase da ironia, Sócrates faz perguntas que aparentam ser simples, mas têm o objetivo de revelar contradições nas crenças do interlocutor. Essa abordagem ajuda a expor a ignorância sobre determinado assunto, levando o outro a reconhecer que suas opiniões podem ser superficiais ou baseadas em preconceitos. O objetivo é afastar-se da doxa (opinião) para alcançar a episteme (conhecimento verdadeiro).</p>
<h3><u>Maiêutica</u></h3>
<p>A segunda fase, conhecida como maiêutica, deriva da profissão de sua mãe. Nela, Sócrates busca auxiliar o interlocutor a &#8220;dar à luz&#8221; novas ideias e conceitos, promovendo uma compreensão mais profunda do tema em discussão. Por meio de perguntas direcionadas, ele estimula o raciocínio crítico e a construção de um conhecimento mais sólido e verdadeiro. Esse método desafia crenças existentes e promove um ambiente de aprendizado no qual os indivíduos são encorajados a pensar de forma autônoma e a desenvolver suas próprias conclusões.</p>
<p>O famoso lema de Sócrates, “só sei que nada sei” (ou, de forma mais completa: “Só sei que não sei nada em sua totalidade, mas sei mais do que aquele que não sabe que nada sabe”), enfatiza a busca contínua pelo conhecimento. Ele reconhecia que a verdadeira sabedoria reside na consciência da própria ignorância.</p>
<p>Sócrates foi condenado à morte por envenenamento com cicuta, acusado de corromper a juventude e blasfemar contra os deuses da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3>Fontes:</h3>
<p>Uma breve reflexão sobre a importância de Sócrates na filosofia &#8230; <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://zamboneducacional.com/uma-breve-reflexao-sobre-a-importancia-de-socrates-na-filosofia-ocidental/" target="_blank" rel="noopener">https://zamboneducacional.com/uma-breve-reflexao-sobre-a-importancia-de-socrates-na-filosofia-ocidental/</a></span></p>
<p>Biografia de Sócrates: A vida e filosofia do grande pensador grego <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://portal.estrategia.com/materias/biografias/biografia-de-socrates-a-vida-e-filosofia-do-grande-pensador-grego/" target="_blank" rel="noopener">https://portal.estrategia.com/materias/biografias/biografia-de-socrates-a-vida-e-filosofia-do-grande-pensador-grego/</a></span></p>
<p>Sócrates &#8211; Manual do Enem &#8211; Quero Bolsa <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://querobolsa.com.br/enem/filosofia/socrates" target="_blank" rel="noopener">https://querobolsa.com.br/enem/filosofia/socrates</a></span></p>
<p>Sócrates e a verdade interior &#8211; Brasil Escola &#8211; UOL <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/socrates.htm" target="_blank" rel="noopener">https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/socrates.htm</a></span></p>
<p>Qual a contribuição de Sócrates para a filosofia? &#8211; Educa Mais Brasil <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/dicas/qual-a-contribuicao-de-socrates-para-a-filosofia" target="_blank" rel="noopener">https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/dicas/qual-a-contribuicao-de-socrates-para-a-filosofia</a></span></p>
<p>Sócrates &#8211; Toda Matéria <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.todamateria.com.br/socrates/" target="_blank" rel="noopener">https://www.todamateria.com.br/socrates/</a></span></p>
<p>Sócrates: vida, obras e principais ideias &#8211; Brasil Escola <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://brasilescola.uol.com.br/biografia/socrates-biografia.htm" target="_blank" rel="noopener">https://brasilescola.uol.com.br/biografia/socrates-biografia.htm</a></span></p>
<p>Quem foi Sócrates? Vida, obra e filosofia do andarilho de Atenas <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/quem-foi-socrates" target="_blank" rel="noopener">https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/quem-foi-socrates</a></span></p>

			</div></div>
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		<title>Família Perini: tradição e paixão pelo vinho há quatro gerações</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/familia-perini-tradicao-e-paixao-pelo-vinho-ha-quatro-geracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvio Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 17:36:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Minuto do Vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Família Perini]]></category>
		<category><![CDATA[melhor]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade]]></category>
		<category><![CDATA[quatro gerações]]></category>
		<category><![CDATA[tradição]]></category>
		<category><![CDATA[vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[vinícola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Por Silvio Farias (*) &#160; Há mais de 130 anos, os imigrantes Antonio e Giuseppe Perini chegavam ao Brasil trazendo da Itália a arte de transformar a uva em vinho, junto com a imagem do Santo Anjo da Guarda para abençoar o Vale onde a família Perini iria viver. Acreditavam que seu amor &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Silvio Farias (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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<span class="dropcap ">H</span>á mais de 130 anos, os imigrantes Antonio e Giuseppe Perini chegavam ao Brasil trazendo da Itália a arte de transformar a uva em vinho, junto com a imagem do Santo Anjo da Guarda para abençoar o Vale onde a família Perini iria viver. Acreditavam que seu amor pela terra, unido à benção do Santo, daria um sabor especial às uvas que cultivavam.</p>
<figure id="attachment_86740" aria-describedby="caption-attachment-86740" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-33-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-86740 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-33-1.png" alt="Família Perini - 1876" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-33-1.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-33-1-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-33-1-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-33-1-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-33-1-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86740" class="wp-caption-text">1876 &#8211; Chegada da família Perini ao Brasil, com Giuseppe e Antonio Perini</figcaption></figure>
<p>Lenda ou não, há quatro gerações, os Perini seguem produzindo vinhos de excelente qualidade. No entanto, a produção vinícola teve início mais tarde, com João Perini em 1929, quando a partir daí começou a expansão e, gradativamente, o aprimoramento do processo.</p>
<p>A Vinícola Casa Perini é uma joia no coração do Vale Trentino, uma das regiões vinícolas mais renomadas do Brasil.</p>
<div>
<p>Em 1929 o filho de imigrantes italianos João Perini começou a elaborar seus primeiros vinhos de forma artesanal no porão de sua casa. Quatro décadas após o patriarca iniciar sua modesta produção, em 1970, seu filho Benildo resolve ampliar os negócios da família, fundando a Casa Perini. Motivado e apaixonado por transformar a uva em vinho, buscando a cada ano aperfeiçoar a vinícola com equipamentos, tecnologia e equipe qualificada.</p>
<h3>Rastreabilidade em todo o processo</h3>
<p>A vinícola Casa Perini foi pioneira no setor ao implantar o sistema de rastreabilidade com o qual é possível, através do número do lote, rastrear todo o caminho do vinho, desde o vinhedo até a garrafa. Esse projeto garante a origem do conteúdo de cada garrafa que chega à taça dos apreciadores. O reconhecimento vem a cada prêmio alcançado e a cada consumidor satisfeito, o que se comprova com a conquista de mais de 200 medalhas nacionais e internacionais.<img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-86743 size-full aligncenter" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-34.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-34.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-34-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-34-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-34-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-34-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" />O processo de produção de vinhos na Casa Perini é um equilíbrio perfeito entre tradição e inovação. Desde a colheita manual das uvas até a fermentação controlada e o envelhecimento em barris de carvalho, cada etapa é cuidadosamente monitorada para garantir a máxima qualidade. A combinação de métodos tradicionais e tecnologia de ponta resulta em vinhos que encantam os mais exigentes paladares.</p>
<div>
<p>A Casa Perini é conhecida por uma ampla gama de vinhos, desde espumantes refrescantes até tintos encorpados. Entre os destaques estão o Perini Qu4tro, um blend que ganhou reconhecimento mundial, e o Casa Perini Moscatel, eleito um dos melhores espumantes do mundo. Esses vinhos são celebrados por suas características únicas e sabores marcantes.</p>
<div>
<div>
<p>Reconhecida pela qualidade e excelência dos seus vinhos, a Casa Perini se destaca tanto no mercado nacional quanto internacional.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">O processo de produção, os vinhos emblemáticos e muito mais sobre essa incrível vinícola</span></span></h3>
</div>
</div>
<p>A sustentabilidade é uma prioridade na Casa Perini. A vinícola implementa diversas práticas eco-friendly, como o uso eficiente da água, o controle biológico de pragas e a gestão responsável dos resíduos. Essas iniciativas não apenas preservam o meio ambiente, mas também contribuem para a produção de vinhos de alta qualidade.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-46.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-86772 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-46.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-46.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-46-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-46-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-46-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-46-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-40.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-86753 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-40.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-40.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-40-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-40-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-40-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-40-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a>
			</div></div>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-36-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-86745 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-36-1.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-36-1.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-36-1-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-36-1-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-36-1-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-36-1-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<div>
<p>Após a consolidação ao longo dos anos da implantação de videiras europeias certificadas, foram selecionadas as frações especiais de vinhedos com produção exclusiva de uvas com poda e colheita manual, primando por produzir frutos que revelam as peculiaridades do terroir da região.</p>
<p>Os resultados de cada parcela das videiras foram avaliados por mais de uma década, para que, somente ao atingir um padrão de uvas superiores, esta linha fosse criada. A fermentação do Casa Perini Fração Única é concluída em barricas de carvalho, onde o vinho repousa para ganhar complexidade e, só então, é degustado e aprovado por uma equipe criteriosa de avaliação.</p>
<p>Desfrute do resultado de um trabalho que começou com raízes na terra e, de lá, trouxe frutos com aromas, sabores e nuances que tornam este vinho único.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-41.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-86757 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-41.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-41.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-41-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-41-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-41-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-41-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p>A região francesa Bordeaux é a terra da Merlot, as melhores parcelas de vinha estão na Margem Direita do rio Dordogne e do estuário Gironde, com destaque para Saint Emilion AC e Pomerol AC. A região tem um clima marítimo moderado, que origina vinhos com níveis médios de taninos e de acidez, com aromas de frutas vermelhas que, com a idade, evoluem para notas de tabaco e madeira.</p>
<p>O Merlot em Bordeaux é sinônimo de excelência, quase todos os grandes vinhos da região levam a uva em sua composição. Mesmo os elaborados nas AOCs do outro lado do rio, na Margem Esquerda, onde predomina a Cabernet Sauvignon. É em Pomerol onde um dos vinhos mais caros do mundo é produzido, o Château Petrus. Produzido 100% com Merlot, em alguns anos pode conter 5% de Cabernet Franc, tem uma produção limitada a 30 mil garrafas por safra.</p>
<figure id="attachment_86748" aria-describedby="caption-attachment-86748" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-38.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-86748 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-38.png" alt="Pássaro Merle, Melro-preto" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-38.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-38-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-38-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-38-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-38-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86748" class="wp-caption-text">Pássaro Merle também conhecido como Melro-preto.</figcaption></figure>
<div>
<p>Apesar da origem controversa, muitas pessoas acreditam que o nome da uva, que possui coloração escura quando madura, faz jus às penas do pássaro Merle, também conhecido como Melro-preto.</p>
<p>Além da associação da cor dos cachos maduros da uva com a ave, a Merlot é uma das frutas favoritas do pássaro, principalmente quando passa um pouco do ponto de amadurecimento e concentra mais açúcar.</p>
<p>Essa situação faz com que a ave possa se tornar uma praga para os viticultores, já que a presença dela é muito comum em diversos vinhedos, principalmente na Europa, no norte africano e no Oriente Médio.</p>
<p>Sendo assim, “Merlot” seria um diminutivo de “Merle”. E a uva também é conhecida mundo afora por nomes como Merlau, Plant Médoc, Sémillon Rouge, Béguey, Picard, Alicante e Crabutet Noir.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-45.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-86761 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-45.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-45.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-45-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-45-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-45-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/imagem-45-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
</div>
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<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffamilia-perini-tradicao-e-paixao-pelo-vinho-ha-quatro-geracoes%2F&amp;linkname=Fam%C3%ADlia%20Perini%3A%20tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20paix%C3%A3o%20pelo%20vinho%20h%C3%A1%20quatro%20gera%C3%A7%C3%B5es" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffamilia-perini-tradicao-e-paixao-pelo-vinho-ha-quatro-geracoes%2F&amp;linkname=Fam%C3%ADlia%20Perini%3A%20tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20paix%C3%A3o%20pelo%20vinho%20h%C3%A1%20quatro%20gera%C3%A7%C3%B5es" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffamilia-perini-tradicao-e-paixao-pelo-vinho-ha-quatro-geracoes%2F&amp;linkname=Fam%C3%ADlia%20Perini%3A%20tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20paix%C3%A3o%20pelo%20vinho%20h%C3%A1%20quatro%20gera%C3%A7%C3%B5es" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffamilia-perini-tradicao-e-paixao-pelo-vinho-ha-quatro-geracoes%2F&amp;linkname=Fam%C3%ADlia%20Perini%3A%20tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20paix%C3%A3o%20pelo%20vinho%20h%C3%A1%20quatro%20gera%C3%A7%C3%B5es" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffamilia-perini-tradicao-e-paixao-pelo-vinho-ha-quatro-geracoes%2F&#038;title=Fam%C3%ADlia%20Perini%3A%20tradi%C3%A7%C3%A3o%20e%20paix%C3%A3o%20pelo%20vinho%20h%C3%A1%20quatro%20gera%C3%A7%C3%B5es" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/familia-perini-tradicao-e-paixao-pelo-vinho-ha-quatro-geracoes/" data-a2a-title="Família Perini: tradição e paixão pelo vinho há quatro gerações"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/familia-perini-tradicao-e-paixao-pelo-vinho-ha-quatro-geracoes/">Família Perini: tradição e paixão pelo vinho há quatro gerações</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<title>Diálogo de bar</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/dialogo-de-bar/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/dialogo-de-bar/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Natanael Fernandes de Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Dec 2024 11:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[abordar]]></category>
		<category><![CDATA[assunto]]></category>
		<category><![CDATA[bar]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[entusiasmo]]></category>
		<category><![CDATA[mesa]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Natanael Fernandes de Souza (*) &#160; Aqueles que nos conhecem há algum tempo sabem que costumamos dizer: “Gostaria de morrer na mesa de bar!”. Eles já sabem que lá fazemos novas amizades, reencontramos velhos amigos, observamos comportamentos alheios, fazemos nossas introspecções, novos planos e por aí vai. Numa dessas vezes, encontramos uma pessoa &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Natanael Fernandes de Souza (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aqueles que nos conhecem há algum tempo sabem que costumamos dizer: “Gostaria de morrer na mesa de bar!”. Eles já sabem que lá fazemos novas amizades, reencontramos velhos amigos, observamos comportamentos alheios, fazemos nossas introspecções, novos planos e por aí vai.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Um-brinde-a-vida-3.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-83211 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Um-brinde-a-vida-3-300x300.png" alt="" width="170" height="170" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Um-brinde-a-vida-3-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Um-brinde-a-vida-3-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Um-brinde-a-vida-3-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Um-brinde-a-vida-3-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Um-brinde-a-vida-3.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 170px) 100vw, 170px" /></a>Numa dessas vezes, encontramos uma pessoa conhecida por KJota, dona de uma perspcácia incomum e uma capacidade de escutar incrível (parece até que é pelo motivo de ela gostar, também, de um bar). Começamos a conversar sobre tudo e de repente, ela nos perguntou por que a defesa dos nossos pontos-de-vista eram tão carregados de paixão?</p>
<p>A essa altura, o bar estava para fechar e, então, concordamos em abordar o assunto numa outra ocasião e naquela mesma mesa do bar.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Sabedores que somos da nossa prolixidade, passamos uns dias pensando numa resposta curta e assertiva para não cansar os ouvidos de KJota e a estruturamos em tópicos:</p>
<p><strong>Conhecimento </strong>– Para que evoluamos é necessário dominar ou mesmo utilizar todas as ferramentas que estiverem ao nosso alcance, inclusive, a badalada inteligência artificial. Agindo assim, aumentamos enormemente a nossa capacidade de abstração, por conseguinte, desenvolvemos nossa aura energética por meio da nossa religiosidade e crença em um Ser superior e desenvolvendo o nosso sistema de neurolinguística. Com esse arcabouço, contribuímos na construção de regras de convivência e ingressamos no seleto grupo do domínio pelo saber.</p>
<p><strong>Verdade –</strong> Tal qual os novos estudiosos sugerem, a exemplo do documentário A Verdade Importa do BP, a busca incessante da verdade se apoia em pilares dos quais destacamos: a humildade, a sinceridade, a liberdade de pensamento e a presunção da boa-fé.</p>
<p><strong>Entusiasmo</strong> &#8211; Sem dificuldades, o Google nos ensina que etimologicamente, entusiasmo vem de <em>enthousiasmos</em> significando literalmente ter um Deus dentro de si; desperta uma sensação de excitação, uma motivação extra em algo que nós pretendemos ou defendemos. Quem tem entusiasmo contagia e influencia todos em seu derredor positivamente, defende-se dos males à saúde mental e física, atrai bons relacionamentos interpessoais, compreende mais rapidamente o mundo alheio e, assim, alcança o seu autoaperfeiçoamento com mais facilidade e adquire outros atributos: liderança, capacidade de persuasão, positividade, comunicação eficaz, contribuição social, melhoria na tolerância, fortalecimento da conexão espiritual e uma infinidade de respostas positivas.</p>
<p><strong>Paixão</strong> – É um sentimento, por excelência, ligado a relacionamentos interpessoais; é efêmero, fugaz e transitório; ninguém vive um amor sem fazer estágio no desejo e na paixão. No entanto, a paixão é o sentimento mais festejado entre nós porque ele, também, é intenso e sem máscara. Etimologicamente, significa passividade, sofrimento, o que nos autoriza a dizer que ele é um mal necessário no caminho do amor.</p>

			</div></div>
<p>Com esses embasamentos, esperamos retornar ao bar para conversar com KJota, convencidos de que somos entusiastas e não apaixonados; que somos insaciáveis em buscar conhecimento para nos aproximar da verdade, pois, <span class="sigijh_hlt">somente a verdade nos liberta e nos dá esperança de paz e de felicidade, porque não basta acumular conhecimentos, é necessário saber utilizá-los</span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>E o que é liberdade?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/e-o-que-e-liberdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rocelito Paulo Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2024 09:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[jovem]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[sutiã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rocelito Paulo Pinto (*) &#160; Ao Mestre, com carinho, NATANAEL FERNANDES DE SOUZA (Souza com S, se não seria zouza!) “Oh! Oh! Oh! Seu Moço! Do disco voador Me leve com você pra onde você for&#8230; Oh! Oh! Oh! Seu Moço! Mas não me deixe aqui Enquanto eu sei que tem tanta estrela &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Por Rocelito Paulo Pinto (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Ao Mestre, com carinho,</p>
<p style="text-align: right;"><em>NATANAEL FERNANDES DE SOUZA</em></p>
<p style="text-align: right;">(Souza com S, se não seria zouza!)</p>
<p style="text-align: right;"><em>“</em><em>Oh! Oh! Oh! Seu Moço!</em> <em>Do disco voador</em> <em><br />
Me leve com você</em><em> p</em><em>ra onde você for</em><em>&#8230;</em><em><br />
Oh! Oh! Oh! Seu Moço!</em> <em>Mas não me deixe aqui<br />
Enquanto eu sei que tem</em><em> t</em><em>anta estrela por a</em><em>í</em><em>&#8230;</em><em>”</em><a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><em><strong>[1]</strong></em></a></p>
<p><em> </em></p>
<span class="dropcap ">O</span>lhando-me no espelho, apreciando os indicadores que a estatística apresenta, presumo que já não sou mais tão jovem. Observando os preceitos adotados como científicos, sou pressionado a concluir que tenho mais passado do que futuro, mais histórias do que sonhos, mais experiências do que expectativas, mais cabelos brancos do que pretos, mais lentidão do que pressa.</p>
<p>Por outro lado, meu passado, minhas histórias, minhas experiências, meus cabelos brancos e os meus passos lentos me revelam que, por não ser mais jovem, não é justo nem perfeito que permaneça na tolice de crenças bastardas, afetas às ideologias baratas e sem sentido. Sim, são sem sentido porque criadas por tolos que se imaginam jovens, promovem apologia à eternidade de coisas efêmeras, em detrimento dos significados essenciais que, mesmo sendo simples, nos tornariam humanos, demasiadamente humanos, velhos ou não.</p>
<p>Por exemplo, fato inegável é que um dia a gente vem ao mundo. E viemos livres!</p>
<p>Alguns são concebidos na liberdade dos faustos planos de saúde, que permitem ar-condicionado, ressuscitadores de última geração, equipes de filmagem e enfermeiras de comercial de creme dental. Outros são configurados no banco das praças, na liberdade ao relento, na misericórdia de estranhos e na caridade de uma tesoura velha para cortar o cordão umbilical.</p>
<p>Mas todos nascem iguais, com cara de joelho, cabeça ensebada e o mais importante: todos nascem na liberdade de estarem despidos, exibindo a pureza de sua identidade biológica natural, macho ou fêmea, como Deus os criou.</p>
<figure id="attachment_77018" aria-describedby="caption-attachment-77018" style="width: 227px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/ai-generated-8669633_1280.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-77018" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/ai-generated-8669633_1280-300x292.png" alt="" width="227" height="221" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/ai-generated-8669633_1280-300x292.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/ai-generated-8669633_1280-1024x996.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/ai-generated-8669633_1280-768x747.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/ai-generated-8669633_1280.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px" /></a><figcaption id="caption-attachment-77018" class="wp-caption-text">Liberdade</figcaption></figure>
<p>Não se observa compromisso com a moda ao nascer, então todos nascemos livres, embora com fome (ou seria sede?) de fluido material e espiritual, ávidos pelo leite materno que liberta o intestino e pelo pão que fomenta a alma de liberdade! Pão e conhecimento, apenas isso já seria o suficiente como seres humanos.</p>
<p>Todavia, tão logo nascidos, nos vestem com marcas empresariais, nos algemam a um sobrenome, nos atribuem um nome esquisito que reivindica um apelido carinhoso. Eu, por exemplo, ganhei um nome e há sessenta anos eu o cito e, ao fazê-lo, invariavelmente me perguntam pela origem do meu nome, como se eu fosse o culpado pelo nome que tenho, e me concedo a liberdade de narrar uma história que, pela repetitividade, já deve ser verdadeira.</p>
<p>O que estraga a história que conto sobre o meu nome é o meu sobrenome. Não sei por quê, mas, invariavelmente, todos tomam a liberdade de rir do meu sobrenome, e para isso, nem precisa de história.</p>
<p>O bom de tudo isso é que a vida inteira contei a história do meu nome! Essa, sim, minha primeira grande ficção científica, essência primária da minha humana criatividade, obra-prima da minha liberdade de expressão, e se alguém acredita nela, não sei, não é problema meu, mas continuo contando assim mesmo.</p>
<p>Um dia fui uma criança normal, tive amigos imaginários, fui herói do meu mundo, prendi meus bandidos, tangi a minha fazenda e fui apaixonado pela minha primeira professora. Até hoje eu sou! Nem sei se ela era casada, devia ser posto que ela era linda, dotada de um olhar expressivo e dona de um corpo maravilhoso! Mas eu podia me apaixonar sem limites porque era uma criança e tinha inteira liberdade para isso, e todos achavam tudo isso muito lindo, inclusive a minha paixão imaginária.</p>
<p>Eu era uma criança livre para amar, só não era livre para ver televisão, pois tinha que dormir cedo porque Vida Alves e Walter Foster inovaram com o primeiro beijo na boca dado em uma novela brasileira. Naquela época, beijo na boca era algo catastrófico e escandaloso para a formação do imaginário da infância e adolescência, verdadeiro atentado ao pudor.</p>
<p>Crianças, como eu, não eram livres para assistir ao beijo em preto e branco, mas velhos como eu, hoje, são obrigados a assistir beijos e outros contorcionismos circenses que a consciência liberal colorida e moderna chama de sexo livre. Significado de pudor? Juro que não sei.</p>
<p>Também já fui um adolescente e o meu primeiro beijo de verdade foi roubado (que delícia de beijo!), num tempo em que não havia uma liberdade tão oportuna para se beijar uma menina com cara de sonhos e cheia de espinhas. Assim como também o primeiro sutiã que, gostosa e nervosamente, me foi consentido despir e, realmente, a liberdade de expressão daquele comercial da <strong><em>Demillus</em></strong> tinha toda razão: o primeiro sutiã a gente nunca esquece, muito menos a primeira garota, o primeiro beijo, a primeira aventura, a primeira… Ah!</p>
<p>Sinto muita piedade desses adolescentes de hoje. Eles têm a liberdade de se exibirem sem sutiã, porém jamais terão histórias para contar, porque nunca terão a oportunidade de saber o que é despir um sutiã com inocência e temor. Serão velhos que perderam, sem nunca terem conhecido, a poesia, a liberdade, a emoção e a oportunidade de saber o que é desabotoar um sutiã e torcer para que a missa nunca acabe.</p>
<p>Também fui jovem, época em que meus cabelos eram pretos e era uma delícia cantar as músicas que o governo proibia. Primeiro a gente cantava, depois a gente corria! Uma vez, não consegui correr, então pulei um muro. Acreditem, muros já foram baixinhos e sem cerca elétrica. Pois, pulei o muro e subi num abacateiro e lá do alto me diverti vendo a “joaninha” passando para lá e para cá. Joaninha, meus caros, era um fusca<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> convertido em viatura policial.</p>
<p>Hoje é impossível explicar para os jovens que cantar algumas canções já foi proibido, assim como também é impossível compreender por que algumas músicas que os jovens hoje cantam são liberadas!</p>
<p>Depois me tornei um adulto e o elegante era vestir uma jaqueta de couro, andar de moto sem capacete, encher o tanque com a gasolina azul barata, fazer poses para fumar e passar gel nos cabelos pretos! Bons tempos aqueles! Como era bom ser livre naquela jaqueta de couro, o vento na cara por estradas estreitas, sem hora para voltar, desde que fosse antes das dez. Após as dez, o portão era trancado pelos pais, e a única opção era dormir na rua, sem medo de ser assaltado.</p>
<p>Desculpem-me, mas não dá para desenhar! Hoje, jaqueta de couro não é mais de couro, e sessenta por cento do seu valor é imposto que não dá para encarar. Pilotar moto sem capacete é proibido por agentes do governo que nunca pilotaram motos. O preço da gasolina comum, misturada com álcool, está mais caro que a moto, cigarro faz mal à saúde e gel não pega bem em cabelo branco. O jeito é caminhar a passos lentos pelo passado e lá se foi a liberdade!</p>
<p>Por falar em liberdade, devíamos concebê-la como “<em>c</em><em>ondição daquele que é livre. Capacidade de agir por si mesmo. Autodeterminação. Independência. Autonomia.</em><em>”</em>,<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> mas acabei casando e na minha época de casar, casamento significava capacidade de agir por si e pela mulher amada, possuir independência suficiente para voltar para casa, diariamente, sem justificativas a dar, depois de uma reunião de trabalho com os amigos no bar, ou com os irmãos de pelada nos jogos de fim de semana, e ter autonomia para morar na sua própria casa e se tornar visita na casa dos avós dos nossos filhos.</p>
<p>Hoje, meu passado, minhas histórias, minhas experiências, meus cabelos brancos e os meus passos lentos me revelam que, por não ser mais jovem, não detenho mais a condição daquele que é livre. Não há mais graça em ficar sentado na calçada, conversando com os vizinhos, vendo as nossas crianças fazendo o que fazíamos na infância, porque sem segurança, é um risco ao resto de nossas vidas.</p>
<p>Não tenho mais a liberdade da capacidade de agir nem por mim mesmo, porque inventaram o celular com controle remoto. Tem sempre alguém precisando de que se faça qualquer coisa para outrem em algum lugar, não se sabe onde, para exercer alguma tarefa importante para quem não sabe e não o quer fazer. E se você não atender à ligação, irá ouvir palestras sobre a desgraça do mundo graças à sua liberdade de não querer atender um telefone.</p>
<p>Hoje não tenho mais a liberdade da autodeterminação, nem posso mais pular muros. Câmeras estão por toda parte e basta um toque, meu celular revela aonde fui, com quem falei, o que comprei. E se ele se enganar e registrar que por acaso roubei um beijo, ou desatolei um sutiã, nossa, o mundo se acaba!</p>
<p>Independência? Esquece! Minha linda médica gastroenterologista já me fez a lista do que não posso comer ou beber. Não posso assinar um contrato que não tenha sido autorizado pelo meu honorário advogado. Não posso adquirir um veículo que não tenha sido inspecionado pelo meu mecânico, graduado em <em>gambiarra.</em> Não posso desfrutar do meu salário sem que o meu contador contabilize previamente os impostos a serem recolhidos.</p>
<p>E ainda há as medidas protetivas, que limitam o horário do samba na Lapa de madrugada, impedem de caminhar no calçadão de Copacabana sem ser revistado (pela polícia e depois pelos larápios) e desaconselham pedalar em certas ciclovias de Aracaju. Nossa, quanta saudade de ser livre!</p>
<p>Agora, com o advento dos cabelos brancos, autonomia é um conceito de sociedade na qual tenho desejos e o governo impostos a receber! Se compro um carro, quarenta e oito vírgula seis por cento do valor do veículo é do governo. Se abasteço o tanque de combustível, o valor de trinta e nove por cento é do meu sócio, o governo. Se viajo, cinco por cento do valor do carro que penso ser meu é imposto do governo e, antes de usar o carro, que tive a liberdade de comprar, devo obter o licenciamento ou a autorização oficial que me concede a liberdade para poder utilizar o carro que já não sei mais se é meu.</p>
<p>Ao pôr o veículo na estrada, devo ter dinheiro vivo e trocado, para não tomar o tempo da menina do guichê e fazer fila no pedágio, tumultuando a liberdade do ir e vir alheio. Ouvi dizer que os jovens de hoje são tecnológicos, usam tag<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a> e passam direto nas cancelas, então resolvi me fazer de jovem e, além do governo, também dou carona no meu cartão de crédito à empresa que destrava a cancela, porque agora sou livre e “<em>tagado”</em>.</p>
<p>A vantagem de se ter cabelos brancos e passos lentos, é a liberdade para ler pergaminhos. Li um de 1789 que dizia que <em>&#8220;A livre comunicação dos pensamentos e opiniões é um dos direitos mais preciosos do homem; todo </em><em>cidadão</em><em> deve</em><em>, </em><em>portanto poder falar, escrever, imprimir, livremente, devendo contudo responder ao abuso dessa liberdade nos casos determinados pela lei&#8221;<a href="#_ftn5" name="_ftnref5"><strong>[5]</strong></a></em><em>. </em></p>
<p>Então consulto a lei e me deparo com uma que me diz que “<em>é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;</em><em>”<a href="#_ftn6" name="_ftnref6"><strong>[6]</strong></a> </em>e quando ensaio algumas palavras, me vem um tal de “<em>politicamente correto” </em>que, por acaso, não é lei, e me avisa que posso ser acusado de <em>“fake news”, </em>que também, por acaso, ainda não é crime especificado em lei, e tudo se modifica outra vez.</p>
<p>O que era antes já não é mais! O que é, deixou de ser! A liberdade de se descrever as coisas ganha um colorido, uma licença poética, revelando aos jovens uma realidade palatável, de cores lúdicas e harmoniosas. Assim como a inteligência, a realidade se torna artificial e trágica, porque sob uma condição indescritível para os não jovens como eu, na liberdade de uma realidade que meus olhos embotados e estúpidos não enxergam, não há como encontrar lógica entre aquilo que se ouve e aquilo que se vê!</p>
<p>Face a essa ausência de lógica, interpelei um jovem amigo meu que, muito admirado, aplaudia o relato de uma autoridade política que queria ser politicamente correta, quando, na sua liberdade de autoridade, demonstrando extremo zelo e cuidado com o que proferia, se referiu ao resto do mundo na <em>“<strong>generalidade não discricionária que culmina em ação inominável e abjeta praticada por um sujeito oculto sob a titulação do formidável cidadão afro-descendente de baixa estatura</strong>”</em>.</p>
<p>Indignado, e livre, expliquei-lhe que o excesso de preciosismo no relato da aludida autoridade era, no meu entender, desperdício de tempo e de vocábulos, além de ser um insulto à inteligência. A prolixa e eloquente autoridade gastou, com muita liberdade, vinte e cinco palavras e cento e setenta e seis caracteres para dizer, de forma lúdica e poética, que <strong>“<em>neguinho fez merda</em>”</strong>. E apesar do português política, e corretamente empregado, não minimizou a hipocrisia, a ausência de respeito ao próximo e o preconceito racial degradante.</p>
<p>Houve um tempo, antes de envelhecer, que me concedi a liberdade de ouvir do velho <em>Vinicius de Morais </em>que <em>“</em><em>O destino dos homens é a liberdade.</em><em>”<a href="#_ftn7" name="_ftnref7"><strong>[7]</strong></a> </em>Hoje, eu me pergunto se ainda fazemos parte da humanidade como homens que possuem destino, ou se foi a liberdade que mudou de sentido. E fico surpreso quando os jovens <em>Paulo Sérgio Valle </em>e <em>Chico Roque </em>se indagam <em>“O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade, se estou na solidão pensando em você”</em><a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a>, enquanto rememoro um certo sutiã que já não existe mais, pelo menos não com a mesma liberdade!</p>
<p>Confesso que às vezes me perco na apreciação da liberdade como vulto de expressão humana, porque sinto que a humanidade só a conhece quando a percebe ausente e, ao longo dos anos, a liberdade de expressão tem emprestado razão ao velho <em>Sophocleto<a href="#_ftn9" name="_ftnref9"><strong>[9]</strong></a> </em>quando este observa que <em>“as melhores coisas sobre a liberdade têm sido escritas no cárcere.”</em></p>
<p><strong><em>“O Livro das Maravilhas”</em></strong> (1508) foi ditado para um amigo de cela por <em>Marco Polo</em>; <strong><em>“Dom Quixote” </em></strong>(1605) foi escrito por <em>Miguel de Cervantes</em> durante o cumprimento de pena; <strong><em>“Justine &#8211; Os Infortúnios da Virtude” </em></strong>(1787) foi elaborado por <em>Donatien Alphonse François de Sade (Marquês de Sade)</em> durante sua estada na Bastilha, a prisão que simboliza a transição do pensamento humano do Medieval para o Iluminismo; <strong><em>“De Profundis”</em></strong> (1905) foi concebido por <em>Oscar Wilde</em> enquanto cumpria pena por comportamento inadequado; <strong><em>“Memórias do Cárcere”</em></strong> (1936) retrata a biografia presidiária de <em>Graciliano Ramos; <strong>“Long Walk to Freedom” </strong>(Longa Caminhada até a Liberdade &#8211; 1994) </em>flui na reflexão da formação política e da luta contra a segregação racial enfrentada por um homem que passou vinte e seis anos de sua vida na cadeia por discordar de um sistema em vigência: <em>Nelson Mandela.</em></p>
<p>Se algum velho, como eu, ainda não os leu, está desperdiçando a liberdade de ser jovem e de conhecer o que é liberdade!</p>
<p>Não obstante, parece que a sina do povo brasileiro é sempre perseguir a liberdade, como um Alferes Tiradentes obcecado por <em>“Libertas quae sera tamem”<a href="#_ftn10" name="_ftnref10"><strong>[10]</strong></a>, </em>sob o diapasão de um enigma pautado por velhos patriotas, presente em versos icônicos que fazem a alma vibrar: <em>“Brava gente brasileira. Longe vá, temor servil. Ou ficar a Pátria livre, Ou morrer pelo Brasil!”<a href="#_ftn11" name="_ftnref11"><strong>[11]</strong></a>; “</em><em>Seja o nosso País triunfante,</em> <em>Livre terra de livres irmãos!</em> <em>Liberdade! Liberdade!</em> <em>Abre as asas sobre nós!</em> <em>Das lutas na tempestade</em><em>, </em><em>Dá que ouçamos tua voz!</em><em>”</em><a href="#_ftn12" name="_ftnref12">[12]</a></p>
<p><em>Os jovens, se sábios, compreenderiam que não são apenas trechos de canções patrióticas, mas um clamor à própria essência de suas vidas e, por esta razão, os jovens sábios diriam “</em><em>A palavra é o instrumento irresistível da conquista da liberdade.</em><em>”<a href="#_ftn13" name="_ftnref13"><strong>[13]</strong></a>, </em>enquanto os mais aguerridos se acautelariam por perceberem que “<em>A liberdade é defendida com discursos e atacada com metralhadoras.</em><em>”<a href="#_ftn14" name="_ftnref14"><strong>[14]</strong></a>.</em></p>
<p>Ainda assim, não há o que temer! <em>“</em><em>Nada do que eu conheço paga o preço de viver sem liberdade.</em><em>”<a href="#_ftn15" name="_ftnref15"><strong>[15]</strong></a>, </em>todavia, <em>“</em><em>Se o homem falhar em conciliar a justiça e a liberdade, então falha em tudo.</em><em>”<a href="#_ftn16" name="_ftnref16"><strong>[16]</strong></a>, </em>e neste sentido reside a essência <em>Epicurista </em>de que, para ser beneficiário da liberdade, há que se tornar escravo da filosofia.</p>
<p>Infelizmente, tudo isso só faz sentido ao cultivar cabelos brancos, quando os pensamentos se tornam mais rápidos do que as pernas, e se percebe ter gasto a juventude desejando o poder (entre eles, o de arrancar incontáveis sutiãs!!!). É próprio do jovem, <em>“Não quero o que a cabeça pensa, eu quero o que a alma deseja (&#8230;) Tenho pressa de viver!”<a href="#_ftn17" name="_ftnref17"><strong>[17]</strong></a>. </em>Como diria <em>Francis Bacon, “É um estranho desejo, desejar o poder e perder a liberdade…”<a href="#_ftn18" name="_ftnref18"><strong>[18]</strong></a></em></p>
<p>Infelizmente, também, é horrível possuir mais passado do que futuro, mais histórias do que sonhos, mais experiências do que expectativas, mais cabelos brancos do que pretos, mais lentidão do que pressa, e ter que suportar uma prepotente autointitulada autoridade disposta a dirigir e orientar o que se deve ouvir, ler ou mesmo pensar. É como se, ao invés de velhos, fôssemos eternas crianças, e como nada é tão ruim que não possa ser piorado, ainda inventa termos novos para expressar mazelas antigas.</p>
<p><em>Fake news, </em>por exemplo, é só um termo novo para uma antiga atividade, a velha <em>fofoca</em>. Adão e Eva, por exemplo, teriam comido maçã motivados por fake news. Certo, e daí? Perderam o paraíso? Não! Apenas descobriram que despir sutiã é mais emocionante e gera sensações mais extasiantes do que andar nu.</p>
<p>Assim como Adão e Eva, o que mais move a curiosidade dos jovens de hoje e de ontem é aquilo que eles ainda não conhecem, exatamente aquilo que mais os fascina, porque o proibido é sempre mais instigante.</p>
<p>Todavia, proibir, cancelar, censurar, coibir são males que afetam a liberdade e inibem a cultura, produzem efeito contrário à expectativa, porque ao invés de fomentar uma juventude sábia, forjam velhos tolos e escravos de ideologias obtusas, levando a humanidade a caminhar <em>“com passos de formiga e sem vontade!”<a href="#_ftn19" name="_ftnref19"><strong>[19]</strong></a> </em>até que desperta no sonho de se tornar livre.</p>
<p>Ademais, em todos os momentos em que na história se impôs silenciamento de vozes, entorpecimento de consciências, padronização de interpretações, acorrentamento de pensamentos, enforcamento da liberdade, a humanidade encontrou caminhos que a tornaram desumana. A crucificação do Cristo, adoção do Santo Ofício da Inquisição, escravização de pessoas, invenção da guilhotina, criação da bomba atômica, Holocausto, Gulags, atos institucionais, são tristes memórias de uma humanidade sem liberdade.</p>
<p>Como bem observou minha jovem filha, ainda de cabelos pretos e um longo futuro, o fim é tão ruim, que chega a ser <em>orrível </em>com ó, porque sem liberdade para acreditar, falar, pensar, ir e vir, não vale o sacrifício de viver e acumular mais passado do que futuro, mais histórias do que sonhos, mais experiências do que expectativas, mais cabelos brancos do que pretos.</p>
<p><em>“E o que é liberdade, você pergunta? Significa não ser escravo de nenhuma circunstância, de qualquer constrangimento, de qualquer chance.”<a href="#_ftn20" name="_ftnref20"><strong>[20]</strong></a></em></p>
<p>O bom seria se todos nos tornássemos velhos, mas com um passado livre e um futuro cheio de esperanças, com histórias de liberdades e conquistas, a inspirar ideais para uma sociedade com esperanças de aprender a voar como pássaros por não ter que caminhar como ovelhas. Se não houver liberdade, não há razão para se colecionar cabelos brancos. Sem liberdade, não há ideal que dê suporte a experiências que ensejam expectativas.</p>
<p>É lógico e racional não ignorar que na vida tudo tem limites, e não seria diferente em relação à liberdade. Uma sociedade, que se propõe civilizada, constrói (e não impõe!) limites à liberdade, propiciando uma educação (que não seja fantasiada nem fantasiosa!) que instrui e liberta o cidadão e a autoridade, conduzindo-os no discernimento autônomo e autoconsciente no qual a liberdade de um termina onde começa a do outro.</p>
<p>A Sagrada Escritura nos adverte: “<em>Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velho, não se desviará dele.”<a href="#_ftn21" name="_ftnref21"><strong>[21]</strong></a> </em>Não foi por acaso que o Marechal Manuel Luis Ozório, Marquês de Herval, em plena guerra da Tríplice Aliança, atestou: <em>“É fácil a missão de comandar homens livres: basta mostrar-lhes o caminho do dever!”<a href="#_ftn22" name="_ftnref22"><strong>[22]</strong></a></em></p>
<p>É por esta razão que um leão só se torna um rei se estiver livre na selva e um tubarão só inspira respeito se estiver livre no oceano. Todavia, só o ser humano se apraz com cercas e muros quando poderia contemplar o universo. O homem é o único animal que cria regras para serem desobedecidas, limites para serem rompidos, pecados para julgar seus próprios semelhantes, conceitos para produzir litígios e justificar guerras, preceitos para condenar outros seres humanos.</p>
<p>Parafraseando o Padre Antonio Vieira, que dizia que <em>“o todo sem a parte não é o todo, e a parte sem o todo não é parte”</em>, o ser humano sem liberdade não é um ser humano, assim como a liberdade sem o ser humano não é liberdade.</p>
<p>Parece loucura, mas o bom é ser jovem e livre. Mas o melhor é ser velho e saber que já foi jovem e exerceu a liberdade até para despir sutiãs (consensualmente consentido, é claro!)!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> S.O.S. Raul Santos Seixas.  Album Gitá. 1974.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> primeiro modelo de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Autom%C3%B3vel">automóvel</a> fabricado pela companhia <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha">alemã</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Volkswagen">Volkswagen</a>, sendo produzido entre 1938 e 2003. Wikipedia. Wolkswagem Fusca.</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> JAPIASSU: Hilton; MARCONDES: Danilo. DICIONÁRIO BÁSICO DE FILOSOFIA. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. &#8211; 4ª Edição. 2006.</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> TAG &#8211; termo inglês que significa marcação.</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Declaração dos direitos do homem, 1789</p>
<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Inciso IV do Artigo 5º da Constituição</p>
<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> <a href="https://www.pensador.com/autor/vinicius_de_moraes/">Vinicius de Moraes </a>Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.</p>
<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> ESSA TAL LIBERDADE. VALLE: Paulo Sérgio. ROQUE: Chico. Albúm SÓ PARA CONTRARIAR. Sony BMG, 1994.</p>
<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> Sofocleto. Luis Felipe Angell de Lama. Peruano. Escritor. Wikipedia.</p>
<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> Texto em Latim retirado da primeira Écloga de Virgílio. Proposto pelos Inconfidentes para marcar a Bandeira da república que idealizaram. WIKIPEDIA. Liberdade ainda que tardia.</p>
<p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11">[11]</a> Hino da Independência. Composição: Dom Pedro I. Evaristo Da Veiga. 1822.</p>
<p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12">[12]</a>  <strong>Hino da Proclamação da República</strong><strong>.</strong> José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque. Leopoldo Miguez. 1890.</p>
<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13">[13]</a> BARBOSA: Rui., Obras completas de Rui Barbosa.</p>
<p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14">[14]</a> ANDRADE: Carlos Drummond de. O Avesso das Coisas . Rio de Janeiro. Record. 1990.</p>
<p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15">[15]</a> TUDO CERTO. André Gomes. Gabriel Contino (Gabriel o Pensador). ONErpm. 2012.</p>
<p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16">[16]</a> Albert Camus.</p>
<p><a href="#_ftnref17" name="_ftn17">[17]</a> BELCHIOR. Coração Selvagem. Disco Coração Selvagem. Warner Bross Records. 1977.</p>
<p><a href="#_ftnref18" name="_ftn18">[18]</a> BACON, F., Essays, 1625</p>
<p><a href="#_ftnref19" name="_ftn19">[19]</a> Assim Caminha a Humanidade. Luis Mauricio Pragana dos Santos (Lulu Santos) &#8211; Album Assim Caminha a Humanidade. BMG. 1994.</p>
<p><a href="#_ftnref20" name="_ftn20">[20]</a> <a href="https://www.pensador.com/autor/seneca/">Sêneca </a>Cartas de um estoico: volume I. São Paulo: Montecristo, 2017.</p>
<p><a href="#_ftnref21" name="_ftn21">[21]</a> Provérbios (22:6)</p>
<p><a href="#_ftnref22" name="_ftn22">[22]</a> Trecho da Ordem do Dia, no Passo da Pátria, de 15 de abril de 1866.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>1968 – Um ano que eu queria ter vivido</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/1968-um-ano-que-eu-queria-ter-vivido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2023 15:20:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qual a diferença entre uma história escrita por alguém que realmente viveu a história que foi narrada em seu livro e uma história escrita por alguém que não viveu na pele a respectiva história que é narrada por suas mãos? Há quem diga que não há diferença alguma, que existem meios de o escritor desviar-se &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2F1968-um-ano-que-eu-queria-ter-vivido%2F&amp;linkname=1968%20%E2%80%93%20Um%20ano%20que%20eu%20queria%20ter%20vivido" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2F1968-um-ano-que-eu-queria-ter-vivido%2F&amp;linkname=1968%20%E2%80%93%20Um%20ano%20que%20eu%20queria%20ter%20vivido" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2F1968-um-ano-que-eu-queria-ter-vivido%2F&amp;linkname=1968%20%E2%80%93%20Um%20ano%20que%20eu%20queria%20ter%20vivido" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2F1968-um-ano-que-eu-queria-ter-vivido%2F&amp;linkname=1968%20%E2%80%93%20Um%20ano%20que%20eu%20queria%20ter%20vivido" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2F1968-um-ano-que-eu-queria-ter-vivido%2F&#038;title=1968%20%E2%80%93%20Um%20ano%20que%20eu%20queria%20ter%20vivido" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/1968-um-ano-que-eu-queria-ter-vivido/" data-a2a-title="1968 – Um ano que eu queria ter vivido"></a></p><figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 181px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-25901" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg" alt="literatura" width="181" height="177" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg 409w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 181px) 100vw, 181px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Germano Viana Xavier (*)</figcaption></figure>
<p><span class="sigijh_hlt">Qual a diferença entre uma história escrita por alguém que realmente viveu a história que foi narrada em seu livro e uma história escrita por alguém que não viveu na pele a respectiva história que é narrada por suas mãos? </span>Há quem diga que não há diferença alguma, que existem meios de o escritor desviar-se de possíveis entraves referentes a tal imbróglio, já outros argumentarão de mil formas diversas apoiando a ideia de que fazer parte literalmente do que é contado no enredo dá a obra um caráter mais denso e aumenta a sua credibilidade enquanto fonte de informação. Roberto Piva, poeta marginal paulista, tem uma frase que pode resumir o pensamento de muitos. Dizia ele que só acreditava “em poeta experimental que tenha vida experimental”. Apesar de não lhe cair bem a alcunha de poeta, o jornalista Zuenir Ventura, autor do clássico <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/1968_-O-Ano-Que-Nao-Terminou.pdf">1968_ O Ano Que Não Terminou</a></span></strong>, viu-se impregnado de nódoas oriundas de sua própria realidade quando decidiu escrever o supracitado livro.</p>
<p><span class="sigijh_hlt"><em>1968 – O ano que não terminou </em>é um livro-reportagem, gênero que consagrou os fundadores do New Journalism norte-americano em meados do século XX </span>e que depois se espalharia pelo mundo revolucionando a maneira de se escrever para periódicos e afins. E por pertencer a este padrão, conseguiu dar conta de revelar, com uma sensação de veracidade muito amplificada, boa parte dos acontecimentos que marcariam de uma vez por todas o cenário político-social do Brasil pós-golpe militar até anos após o decreto do Ato Institucional Nº 5 (AI-5), que promoveu a censura no país, entre tantos outros desmandos de irracionalidade social-administrativa.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Design-sem-nome-2023-04-01T121615.266.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-64951 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Design-sem-nome-2023-04-01T121615.266.png" alt="" width="152" height="222" /></a>O autor, estudante e militante naquela época, narra com detalhes desde a festa de réveillon na casa de Heloísa Buarque de Hollanda, composta de muitos intelectuais brasileiros, até o fim do ano de 1968, marco de um sentimento de rebelião e desregramento não só nacional, mas mundial, haja vista o nunca esquecido Maio de 68 francês, esboçando também algumas consequências após algumas décadas vividas sob o regime ditatorial. Esta festa seria, como diz o título do capítulo, uma espécie de rito de passagem para o formigamento das expressões humanas e também para o surgimento de uma efervescente juventude disposta a lutar até as últimas consequências a favor de ideias que acreditavam ser relevantes para o progresso da nação.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Parece, ao ler o texto, que o mundo para o povo brasileiro havia sido descoberto justamente naquele ano</span>. O consumo de drogas explodiria em diversos setores da sociedade. As pessoas mudariam quase que totalmente o jeito de se vestir, de concatenar com ideologias reformuladas acerca das relações interpessoais, o mundo, i.e., o povo brasileiro arregimentaria uma condição nunca vista no tocante ao tema liberdade. A música viria a se tornar uma arma contra os mandos e desmandos das autoridades e das máquinas abstratas do poder, com o começo do movimento Tropicalista.</p>
<p>Tudo era ou podia ser ferramenta para construção, instrução e formação humana. O Cinema Novo vingava, fortalecido pelo sucesso dos filmes de Glauber Rocha &amp; Cia, os partidos políticos de esquerda e as organizações clandestinas pintavam os muros com cores de discussões intermináveis, as organizações estudantis eclodiam em congressos e mais congressos, lideranças políticas e artísticas entravam em ebulição e o debate massivo acerca do Brasil militar não arrefecia fácil. Tempos de paixão, pressa, afobamentos e verdades que, senão outra coisa, revelavam ao povo que, unido, ele tinha vez e voz.</p>
<p>Entre as passagens mais marcantes do livro, estão a organização sem organização do movimento que viria a ser conhecido como Passeata dos Cem Mil e a preparação para a votação do AI-5. Lições que Zuenir Ventura nos presenteia com maestria típica de quem fez da própria vida um caderno rabiscado de pautas jornalísticas.</p>
<p>Tomando o assunto para os nossos tempos, o livro ganha ainda mais relevância, apesar de há muito já não ser uma novidade nos meios livrescos, pois constantemente nos deparamos com situações de embate político-ideológico entre diferentes camadas das sociedades, a citar o exemplo do último choque entre estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e o Estado, na figura da polícia.</p>
<p>Livros como este ajudam a entendermos melhor o porquê da mecânica humano-social do agora, pois serve de manual para sabermos o que houve de bom e de ruim num passado próximo, ou seja, o que pode ser imitado ou melhorado e aquilo que jamais pode voltar a acontecer. <em>1968 – O ano que não terminou</em> é uma aula de jornalismo para eternos estudantes do jornalismo que, como eu, interessam-se em aprimorar todas as suas técnicas e, também, um registro de civilidade e respeito ao próximo (neste caso, o próximo somos nós, geração esta e outras do porvir), por nos abrir os olhos da história de um país que incrivelmente e quase que inexplicavelmente existiu um dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_________</p>
<p>(*) <strong>Germano Xavier</strong> nasceu em Iraquara, Chapada Diamantina-Bahia, em 1984. É jornalista pela UNEB e mestre em Letras pela UPE. Publicou o livro Clube de Carteado (Franciscana, 2006). Seu livro de contos intitulado Sombras Adentro (ainda não publicado) foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura (2016). Em 2021, publicou o livro O Homem Encurralado (Penalux); e em 2022 , Esplanada do Tempo, que compreende a segunda parte da Trilogia do Centauro. Escreve para encontrar o equador de todas as coisas.</p>
<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_46365" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Últimas do Literatura & Afins</span><div id="wplp_widget_46365" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="46365" style="" data-max-elts="10" data-per-page="3"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_46365" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_46365_77884" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/nivaldo-tenorio-e-as-camadas-do-conto/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91.png" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-660x330.png 660w" alt="Nivaldo Tenório e as camadas do conto" class="wplp_thumb" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/nivaldo-tenorio-e-as-camadas-do-conto/"  class="title">Nivaldo Tenório e as camadas do conto</a></div></div><div id="wplp_box_left_46365_77884" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_46365_77884" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_46365_77884" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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		<title>A paixão cega a alma</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-paixao-cega-a-alma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Sep 2022 11:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paixão do latim tardio passio -onis, derivado de passus, particípio passado de patī &#8211; sofrer &#8211; é um termo que designa um sentimento avassaladoramente intenso de atração por uma pessoa, objeto ou tema. Traduz-se também por admiração, entusiasmo ou obsessão forte por algo ou alguém, gerando maior ou menor sofrimento. E é sobre essa ótica &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-paixao-cega-a-alma/">A paixão cega a alma</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<p>Paixão do latim tardio passio -onis, derivado de passus, particípio passado de patī &#8211; sofrer &#8211; é um termo que designa um sentimento avassaladoramente intenso de atração por uma pessoa, objeto ou tema. Traduz-se também por admiração, entusiasmo ou obsessão forte por algo ou alguém, gerando maior ou menor sofrimento. E é sobre essa ótica que a sociedade vem padecendo paulatinamente.</p>
<p>Continuamos a assistir perplexos, “com os olhos que a terra há de comer”, a cenas de pura selvageria entre torcedores de times rivais que se digladiam em estádios de futebol, por ironia do destino denominados de arenas, única e exclusivamente por uma preferência desmotivada por este ou aquele clube futebolístico que, de fato, em nada acrescenta às nossas vidas pessoais, isto é, não nos traz conhecimento ou saber, não enche a despensa com mantimentos de subsistência, não paga as contas e nem quita as dívidas, enfim… não nos deixa qualquer legado. Nem mesmo o instinto animalesco de sobrevivência comparar-se-ia a esta pulsão que conduz o ser humano à prática do mal, por motivo torpe, indo de encontro ao que realmente se propõe o esporte, ou seja, transmitir saúde, disciplina, labor em equipe e divertimento.</p>
<figure id="attachment_57245" aria-describedby="caption-attachment-57245" style="width: 266px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/09/voltaire.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-57245" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/09/voltaire-266x300.jpg" alt="Voltaire" width="266" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/09/voltaire-266x300.jpg 266w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/09/voltaire.jpg 664w" sizes="auto, (max-width: 266px) 100vw, 266px" /></a><figcaption id="caption-attachment-57245" class="wp-caption-text">Voltaire Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p>Saindo dos campos de futebol e adentrando ao campo da política, a sublime arte da negociação, as coisas se encontram bem no fundo do poço. O debate já não é mais permitido, muito menos aceito o contraditório. A célebre frase de Voltaire: “posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”, dissipa-se ao vento. Os seres humanos parecem agir tal qual zumbis, sem vontade própria, levados como uma manada em fúria rumo ao precipício, com suas consciências, seus valores civis e, sobretudo, cristãos, completamente amordaçados e vendados, utilizando-se da agressão pessoal, moral e até física, para a resolução dos impasses e das divergências, de maneira geralmente inescrupulosa, sorrateira, sem qualquer noção da realidade, tempo ou espaço. Assim como afirmariam os religiosos mais conservadores, completamente possuídos pelos mais terríveis demônios.</p>
<p>Desse modo, a sociedade se distancia cada vez mais do diálogo político, harmonioso e edificante, aquele voltado ao bem comum, passando, então, a agir contra os princípios que regem a vida em sociedade, vilipendiando a Democracia, rasgando a Carta Magna, maculando o Livro da Lei e, por conseguinte, propiciando a ascensão, aos postos de comando, daqueles indivíduos imbuídos de intenções espúrias, que absolutamente não toleram “combater o bom combate”, tão bem ensinado por Paulo em carta a Timóteo.</p>
<p>O que se percebe é diametralmente oposto. Infelizmente o discurso de ódio, o preconceito, a vingança e a intolerância ganham espaço no seio familiar, nas rodas de amigos, nos grupos sociais, nas igrejas e em instituições filosóficas como a Maçonaria, justamente num momento em que a sociedade, assolada por uma pandemia que dizimara inúmeros sonhos, empregos e vidas, urge de mais solidariedade, carinho e compreensão. Alguns irmãos e amigos ainda insistem piamente que veem… mas efetivamente não enxergam os fatos tais quais verdadeiramente o são. Para Antoine de Saint Exupéry, autor do “O Pequeno Príncipe”: “só se vê bem com os olhos do coração”; ou como bem narrou o profeta Isaías (Is43:8): “manda vir este povo que é cego, embora tenha olhos perfeitos, manda vir este povo que é surdo embora tenha ouvidos”. Ou seja, para estes obcecados, a visão d’alma apresenta-se cada vez mais obnubilada, embaçada e distante da Verdade. O pior cego é aquele que não quer ver!</p>
<p>Faz-se necessário e premente, pois, que a Luz volte a brilhar sobre as trevas, trazendo vida e, acima de tudo, a esperança de dias melhores. Que a união de cada pequena chama de bondade existente no âmago d’alma dos homens e mulheres livres e de bons costumes, crentes no Grande Arquiteto do Universo, possa iluminar e sinalizar o justo e perfeito caminho rumo à paz, à concórdia e ao progresso da humanidade, deixando límpido, às claras, para que todos enxerguem, que o colírio para todas as paixões mundanas é o Amor Divino!</p>
<p>____________________</p>
<p>(*) <strong>Hernan</strong> Augusto <strong>Centurion</strong> Sobral é médico cirurgião e coloproctologista. Mestre maçom da Loja Maçônica Clodomir Silva 1477, exercendo atualmente o cargo de orador.</p>
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<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_55014" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Domingo em desbaste</span><div id="wplp_widget_55014" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="55014" style="" data-max-elts="10" data-per-page="10"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_55014" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_55014_100995" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/maconaria-e-religiao-entre-a-divergencia-historica-e-a-construcao-do-dialogo/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14.jpg" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14-660x330.jpg 660w" alt="Maçonaria e Religião: entre a divergência histórica e a construção do diálogo" class="wplp_thumb" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/maconaria-e-religiao-entre-a-divergencia-historica-e-a-construcao-do-dialogo/"  class="title">Maçonaria e Religião: entre a divergência histórica e a construção do diálogo</a></div></div><div id="wplp_box_left_55014_100995" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_55014_100995" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_55014_100995" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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