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	<title>Arquivo para espiritual - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Entre a fé e o amor: a jornada que transforma vidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion (*) &#160; Há momentos na vida em que o céu parece tocar a terra, não porque Deus se torne mais presente do que já é, mas porque, por alguns instantes, conseguimos afastar o excesso de ruídos que nos cercam e permitir que Sua voz encontre espaço para ecoar no silêncio da &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á momentos na vida em que o céu parece tocar a terra, não porque Deus se torne mais presente do que já é, mas porque, por alguns instantes, conseguimos afastar o excesso de ruídos que nos cercam e permitir que Sua voz encontre espaço para ecoar no silêncio da alma.</p>
<p>Vivemos tempos tumultuados por agendas cheias, redes sociais, metas incessantes e preocupações que se acumulam umas sobre as outras como ondas que não cessam de chegar à praia. Corremos para cumprir compromissos, resolver problemas, alcançar resultados e corresponder às expectativas de um mundo que nos cobra produtividade constante e sucesso desmedido, enquanto, muitas vezes, deixamos para depois aquilo que verdadeiramente sustenta a existência humana: a vida espiritual. E talvez seja exatamente por isso que tantas pessoas, mesmo cercadas por conforto, conquistas e reconhecimento, ainda carreguem dentro de si uma sensação de incompletude que nem sempre conseguem explicar.</p>
<p>A tradição cristã sempre compreendeu algo que o homem moderno frequentemente esquece: de que fomos criados para algo maior do que nós mesmos e que transpõe a nossa fugaz existência na Terra. Existe em cada coração humano uma sede de infinito que não pode ser plenamente saciada por bens materiais, status social ou realizações profissionais. Santo Agostinho já havia percebido essa verdade há muitos séculos, quando escreveu que nosso coração permanece inquieto enquanto não repousa em Deus e é justamente nesse conforto da alma que encontramos a forma mais elevada de felicidade, aquela que não depende das circunstâncias externas, não obstante, emerge da certeza íntima de estarmos caminhando corretamente em direção à “Luz, que alumia todo homem que vem a este mundo&#8221; (João, 1-9).</p>
<p>Ao longo desta jornada terrena, somos, então, chamados a percorrer muitos caminhos, alguns são concretos, feitos de estradas, trilhas e quilômetros percorridos com os próprios pés, já outros, invisíveis, desenhados no interior da essência, exigindo coragem para atravessar desertos emocionais, superar limitações e encontrar significados mais profundos para a existência. Aprendi, durante minha peregrinação pelo Caminho de Santiago de Compostela, que toda jornada exterior é, na verdade, uma metáfora de uma viagem interior e que, a cada passo, deixamos algo para trás; a cada subida, somos confrontados com nossas fragilidades e, a cada horizonte alcançado, percebemos que a verdadeira transformação não acontece na paisagem que nos cerca, todavia, dentro de nós mesmos.</p>
<figure id="attachment_99301" aria-describedby="caption-attachment-99301" style="width: 957px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-99301 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202.png" alt="Casal Hernan e Aline" width="957" height="762" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202.png 957w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202-300x239.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202-768x612.png 768w" sizes="(max-width: 957px) 100vw, 957px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99301" class="wp-caption-text">Hernan e Aline: conexão com o espiritual</figcaption></figure>
<p>Talvez por isso as experiências espirituais mais marcantes tenham algo em comum com as grandes peregrinações. Ambas nos retiram temporariamente da rotina, nos afastam das distrações habituais e nos convidam a enxergar a vida sob uma perspectiva diferente, lembrando-nos de que o importante não é tão somente chegar ao destino, contudo sermos transformados e evoluirmos durante o percurso.</p>
<p>Nesse contexto, a Igreja Católica continua exercendo um papel ímpar e insubstituível. Ao longo de mais de dois mil anos, ela tem preservado não apenas uma firme doutrina, mas uma experiência viva de encontro com Cristo, oferecendo ao homem caminhos de oração, comunhão, serviço e pura transcendência. Ao mesmo tempo, protege e valoriza aquela que continua sendo a célula fundamental da sociedade, a família, na qual aprendemos a amar antes mesmo de compreender o significado do amor, experimentamos os primeiros gestos de cuidado, de renúncia, de perdão e de pertencimento e onde a fé encontra terreno fértil para florescer perenemente, atravessando gerações.</p>
<p>Nesse contexto, estou convicto de que tenha vivido, ao lado de Aline, um dos finais de semana mais significativos e extraordinários dos últimos tempos em nossas vidas. Participamos de um encontro — a priori despretensioso — promovido pelos Campistas de Assis, movimento católico que nasceu em Presidente Prudente com a missão de evangelizar e fortalecer matrimônios e famílias por meio da convivência fraterna, da oração e da experiência comunitária, muito provavelmente inspirado na espiritualidade de São Francisco de Assis. O movimento convida homens e mulheres a redescobrirem a simplicidade e pureza do amor, a beleza da entrega e a presença concreta de Deus no cotidiano da vida individual e conjugal.</p>
<p>Nosso caminho, entretanto, já vinha sendo trilhado nos bancos da Capela São Lucas e enriquecido pelas Equipes de Nossa Senhora, movimento fundado pelo Padre Henri Caffarel, na França, em 1939, e que hoje reúne milhares de casais ao redor do mundo em torno de um mesmo propósito, isto é, buscar a santidade dentro do próprio matrimônio. Há poucos meses, fazemos parte dessa bela espiritualidade, aprendendo que o casamento não é apenas uma convivência entre duas pessoas, entretanto uma verdadeira vocação, um caminho de crescimento mútuo em comunidade e uma peregrinação compartilhada em direção a Deus.</p>
<p>Ainda assim, por mais que caminhemos, entre desvios e quedas, Deus sempre encontra maneiras de nos surpreender. E como fomos surpreendidos! Durante aqueles três dias, cercados por dezenas de casais que carregavam histórias, desafios, alegrias e cicatrizes semelhantes às nossas, fomos convidados a retirar as máscaras que normalmente utilizamos no cotidiano e a nos apresentar diante do Pai e de todos os irmãos ali presentes exatamente como somos, pecadores, frágeis, imperfeitos e necessitados de Sua graça.</p>
<p>Naquele lugar sagrado, na pacata cidade de Malhador, vivenciamos muitos instantes de oração intensa, de meditação em silêncio, de partilha edificante, momentos em que a presença de Nossa Senhora parecia envolver cada ambiente com uma ternura maternal difícil de traduzir em meras palavras. Houve também experiências em que o Espírito Santo parecia incendiar os corações com sua força renovadora, reacendendo a chama da fé e devolvendo sentido a muitos questionamentos que permaneciam adormecidos dentro de nós. Bem ali, em meio à natureza, olhando para minha própria história, esposa, família e para tudo aquilo que Deus havia construído ao longo dos anos, senti-me profundamente pequeno diante do Amor e, ao mesmo tempo, imensamente agraciado por Ele.</p>
<p>Nem sempre é confortável olhar para dentro, uma vez que também fui conduzido a um reencontro comigo mesmo, quando por vezes nos ocupamos com os defeitos alheios, poupando-nos do medo de encarar nossas próprias limitações. Somos todos, pois, obras inacabadas, pedras ainda em desbaste, constantemente trabalhadas pelas mãos amorosas e misericordiosas do Criador.</p>
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<p>Curiosamente, essa percepção me remeteu novamente ao Caminho de Santiago de Compostela. Recordei-me de que os peregrinos não carregam apenas mochilas, mas sim culpas, arrependimentos, sonhos interrompidos, medos silenciosos e perguntas sem respostas. Com o passar dos quilômetros, porém, compreendem que a verdadeira bagagem que precisa ser deixada para trás não é aquela que pesa sobre os ombros, mas aquela que pesa sobre a alma. Talvez por isso a experiência vivida naquele encontro tenha produzido algo semelhante, sem, contudo, montanhas a escalar nem longas jornadas a pé, mas sim uma travessia interior igualmente profunda e impactante.</p>

			</div></div>
<p>Pude perceber ainda, com mais clareza, que a santidade não está reservada aos grandes heróis da fé ou aos personagens extraordinários da história cristã. Ela se manifesta também nos gestos simples, no pedido sincero de perdão, na lágrima de arrependimento que escorre sobre a face vultuosa, na voz que embarga na garganta seca, na escuta atenta do cônjuge, no abraço apertado oferecido no momento certo, em ouvir cansado: &#8220;volta&#8221; e na capacidade de recomeçar quantas vezes forem necessárias.</p>
<p>Infelizmente, estamos vivendo tempos em que muitos casamentos se perdem não por falta de amor, mas por falta de propósito, em que casais dividem o mesmo teto, porém já não compartilham os mesmos sonhos e princípios. Famílias permanecem fisicamente próximas, mas espiritualmente distantes. Por isso mesmo é que movimentos como os Campistas de Assis, as Equipes de Nossa Senhora e tantas outras iniciativas autênticas da Igreja são tão valiosos, pois nos recordam que o matrimônio não é somente uma união entre dois seres humanos, contudo, é também uma experiência espiritual que precisa ser cultivada, protegida e constantemente alimentada pela graça divina.</p>
<p>Ao final daquele encontro, enquanto observava tudo o que havia vivido, compreendi que a vida talvez seja uma sucessão de peregrinações. Algumas percorremos pelas estradas do mundo; já outras, pelos caminhos invisíveis do coração, e , em ambas, o destino final importa menos do que a transformação produzida ao longo da jornada. E foi exatamente isso que aconteceu, quando me dei conta da beleza daquele instante, da presença amorosa de Deus em nossa história, da caminhada construída ao lado de Aline, da bênção que são Henrique e Osório, dos amigos que conhecemos e reencontramos, das fragilidades reconhecidas e da esperança que renascia dentro de nós, percebi limpidamente que existiam sentimentos grandes demais para serem contidos por palavras. Como um peregrino que, depois de longa caminhada, finalmente alcança um ponto elevado e contempla toda a estrada percorrida, pude enxergar com mais nitidez o quanto fui conduzido pela graça, mesmo nos momentos em que julgava caminhar sozinho. Vi os desvios que me ensinaram, as quedas que me<br />
fortaleceram, as pessoas que Deus colocou em meu caminho e os inúmeros sinais de amor que, por vezes, passaram despercebidos pela correria da vida. Então, compreendi que algumas experiências não chegam para nos ensinar algo novo, mas para nos recordar aquilo que, no fundo, sempre soubemos: que Deus permanece presente, que a família continua sendo nosso maior patrimônio e que amar é, talvez, a mais sublime das  vocações humanas.</p>
<p>Retorno mais uma vez para casa diferente, não porque tenha encontrado respostas definitivas para todos os desafios da vida, mas porque redescobri algo ainda mais importante: a confiança de que Deus continua conduzindo cada passo do caminho, mesmo quando não conseguimos compreender plenamente Seus desígnios.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Voz do Vazio, no contraponto do Paradoxo do Silêncio</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-voz-do-vazio-no-contraponto-do-paradoxo-do-silencio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2026 13:29:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*) &#160; Agora, já durante esses dias de trabalho e de recolhimento reflexivo (porque, às vezes, a gente pensa que está falando muito, mas na verdade, bem lá no fundo, está é “engolindo” as palavras), fui atravessado por uma inquietação antiga: o que é, de fato, ter voz? O &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span>gora, já durante esses dias de trabalho e de recolhimento reflexivo (porque, às vezes, a gente pensa que está falando muito, mas na verdade, bem lá no fundo, está é “engolindo” as palavras), fui atravessado por uma inquietação antiga: o que é, de fato, ter voz? O que realmente acontece quando a gente escolhe (ou é obrigado a) se calar?</p>
<p>Não estou falando de vírgulas e pausas naturais de respiração, nem do silêncio cúmplice das, outrora, retratadas manhãs sem barulho. Estou falando daquele silêncio amargo, onde a voz tem que se recolher não por escolha, mas por ressalva, por prudência, ou que seja, por medo. O silêncio que se instala quando se sabe que falar pode custar mais do que se imagina — o olhar atravessado, o julgamento velado, a represália que vem em forma de isolamento. É aí que percebemos: nem todo silêncio é pacificador. E nem toda fala é libertária.</p>
<p>Comecei então a lembrar da infância inocente, dos dias em que nos escutamos com menos filtros. Das vezes em que a conversa fluía sem medo de desagradar, de como ser interpretado, de “soar mal”. Da confiança de poder dizer algo sincero sem medo de virar alvo. Do direito de escrever o que se pensa sem precisar cortar palavras com a tesoura da autocensura. De quando nossas palavras ainda não eram reféns do algoritmo do celular que não para de “escutar” o que a gente fala, nem da conveniência de falar o que mais lhe seja aprazível.</p>
<figure id="attachment_96600" aria-describedby="caption-attachment-96600" style="width: 200px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/martin-luther-king.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-96600" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/martin-luther-king-200x300.jpg" alt="Martin Luther King" width="200" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/martin-luther-king-200x300.jpg 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/martin-luther-king.jpg 500w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96600" class="wp-caption-text">Martin Luther King, em 1964<br />Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p>Nesse raciocínio obtuso, me veio à mente a citação de Martin Luther King, que me influencia ou me persegue há anos: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.” E percebi que, muitas vezes, temos trocado o incômodo necessário por uma paz ilusória. Que há um tipo de silêncio que não salva — só adia o conflito até ele estourar onde não deveria.</p>
<p>E talvez seja por isso que os regimes totalitários não temem armas – temem ideias. Porque a palavra é semente: uma vez lançada ao solo fértil da escuta, ela germina. Um poema pode incendiar corações. Uma canção pode derrubar muros. Um “não” bem-dito pode transformar uma estrutura inteira e mudar o sentimento de uma nação, enquanto um “sim” maldito pode transparecer subordinação e fraqueza. A palavra tem corpo. Tem densidade. Tem consequência. E é por isso que ela assusta tanto.</p>
<p>Recordei também da sabedoria antiga de Helena Blavatsky, que assim como no que retratamos sobre o Silêncio, ela ensina que existe um som que mata o som. Um tipo de vibração interior que só se ouve quando se silencia o ego. Assim, entendi que comunicação verdadeira começa com a escuta profunda. Não a escuta que espera a vez de falar, mas a que realmente se abre ao outro — mesmo que o outro seja um espelho do que ainda não entendemos em nós mesmos.</p>
<p>Nessa sequência filosófica, também me veio à memória <strong>O Livro Vermelho</strong> de Carl Jung, com sua corajosa imersão no inconsciente. Aquela travessia entre a palavra e o símbolo, entre o som e o silêncio, principalmente do que ainda não sabemos nomear. A voz que emerge dali não é barulhenta — é abissal. É a voz do Self, a totalidade da nossa psique que busca a individuação, e não a voz do Ego, que representa apenas o centro da nossa consciência. E essa fala, quando ouvida, pode redesenhar toda uma existência.</p>
<p>Nessas voltas e vozes, lembrei que comunicar é também um gesto espiritual. Uma vez entre colunas, “erguer templos às virtudes e cavar masmorras aos vícios” não é apenas uma máxima moral — é um chamado diário à reforma íntima. Um convite para usar a palavra como ponte e não como punhal. Um lembrete de que há formas de falar que adoecem e que curam. E há formas de calar que tanto machucam quanto restauram.</p>
<p>E, no meio de tudo isso, compreendi: falar é existir. E não se permitir falar é se negar. Cada vez que engolimos nossas convicções para agradar, ou nos omitimos diante da injustiça, estamos nos afastando de nós mesmos — e do outro. A comunicação é o solo onde floresce a empatia, e a falta dela é um deserto para a humanidade.</p>
<p>Voltar a falar com autenticidade — nos grupos, nas reuniões, nos corredores, nos cafés — é um ato revolucionário. E reconhecer o outro como alguém digno de escuta é mais do que respeito: é fraternidade. A convivência saudável não é a que evita o conflito, mas a que cria espaços seguros para o diálogo.</p>
<p>Porque o silêncio pode até ser necessário para reorganizar a alma&#8230;</p>
<p>Mas é a palavra — dita com coragem e afeto — que nos reconstrói por dentro e por fora.</p>
<p>A voz é verbo.</p>
<p>O verbo é semente.</p>
<p>E a semente só frutifica quando encontra terra boa — &#8230;ouvidos que escutam, olhos que leem, almas que compreendem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>#ParaTodosVerem: Imagem escura com a frase &#8220;Voz e Vazio&#8221; em letras claras. Ao lado direito, um detalhe da boca de uma pessoa com os lábios entreabertos e uma sombra profunda no lugar da boca, simbolizando o vazio ou o silêncio.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong>Leia também: <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-paradoxo-do-som-do-silencio-no-retorno-laboral/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #008000;">O paradoxo do Som do Silêncio no retorno laboral</span></a></strong></p>

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		<title>Contradições natalinas e o Cristianismo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/contradicoes-natalinas-e-o-cristianismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Valtenio Paes de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2025 11:41:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[esquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[hipocrisia]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[paganismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Valtênio Paes de Oliveira (*) &#160; Desfiles, mensagens, fotos e vídeos em redes sociais, presentes, sorrisos falsos, e ostentação, inundarão as comunicações até 25 de dezembro. Eis o “Natal” de grande parte da população no mundo ocidental. Com frequência, cometem maldades com o aniversariante deixando no esquecimento suas mensagens espirituais e humanitárias. Desde &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/contradicoes-natalinas-e-o-cristianismo/">Contradições natalinas e o Cristianismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<blockquote><p>Por Valtênio Paes de Oliveira (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">D</span>esfiles, mensagens, fotos e vídeos em redes sociais, presentes, sorrisos falsos, e ostentação, inundarão as comunicações até 25 de dezembro. Eis o “Natal” de grande parte da população no mundo ocidental. Com frequência, cometem maldades com o aniversariante deixando no esquecimento suas mensagens espirituais e humanitárias.</p>
<p>Desde os anos 300 depois de Cristo, que se comemora o nascimento de Jesus Cristo — quando os católicos cristianizaram as comemorações pagãs. Fé, esperança, amor, união, gratidão e solidariedade compõem o cardápio. Nos dias de hoje acrescente-se a inclusão social, tolerância, paciência, amizade, dentre tantas ações. Neste toar, preconceito, em especial contra mulheres, negros, estrangeiros, deficientes, aparências, sexo etc. não condizem com os preceitos cristãos, em que pese, muitas pessoas usam a religião justamente para praticarem tal agressão.</p>
<p>Surgido num momento histórico em que o politeísmo era comum entre os povos, logo, o pensamento cristão se espalhou pelo mundo pela força da mensagem e do monoteísmo. O Império Romano, com Constantino, facilitou a difusão da religião. Ricos exploradores praticavam a caridade iniciada na Idade Média, até hoje difundida, porém poucos buscaram dividir o pão. Muitos fizeram e ainda hoje fazem, ouvido de mercador: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós de comer!” (Mateus 14,16)</p>
<p>A pressa dos convidados é tamanha pelo banquete que já começam no início da noite de 24 de dezembro. Comer e beber desejando “Feliz Natal” torna-se a frase frequentemente pronunciada entre os comemoradores. O aniversariante, esquecido, não escuta seu nome pronunciado. Suas ideias não são abordadas, tampouco praticadas. Muitas vezes tramas malignas acontecem. Pura hipocrisia! Vez por outra, alguns líderes religiosos abordam o tema, outros usam o nome de Jesus Cristo na busca do poder político e da prática da maldade.</p>
<p>Com tantas desgraças ambientais, políticas e desigualdade social, consumismo inveterado, individualismo exacerbado, o “amar o próximo como a ti mesmo” daria uma grande reflexão nos dias atuais. Justiça social e partilha do pão não fazem parte das reflexões nos banquetes natalinos.  Talvez esta data fosse um bom momento de culminância para ações concretas e reflexões sobre amor, perdão, solidariedade e espiritualidade. Mesmo que não mudássemos o mundo terreno, estaríamos fazendo nossa parte mudando a rota. Sentimentalismo espiritual, coisa do passado, ou necessidade de ressignificação do comportamento humano ante o consumismo e individualismo exagerados? A consciência de cada pessoa, no seu âmago, tem a palavra para responder.</p>
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		<title>Qual é a sua verdade?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Manuel Luiz Figueiroa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2025 09:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[dogma]]></category>
		<category><![CDATA[espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[filosófica]]></category>
		<category><![CDATA[fraterna]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[querelantes]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Manuel Luiz Figueiroa (*) &#160; A minha verdade é uma hipótese no sentido cartesiano, isto é, já é aceita, pelo menos por mim, como verdadeira, sem dar margem à discussão. A questão proposta é o conhecimento das outras verdades: como um fato ocorreu, qual o pensamento preponderante sobre determinado assunto etc. Nas questões &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Manuel Luiz Figueiroa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> minha verdade é uma hipótese no sentido cartesiano, isto é, já é aceita, pelo menos por mim, como verdadeira, sem dar margem à discussão. A questão proposta é o conhecimento das outras verdades: como um fato ocorreu, qual o pensamento preponderante sobre determinado assunto etc. Nas questões jurídicas, busca-se a verdade processual, simbolicamente representada por uma deusa da justiça de olhos vendados (indicando imparcialidade), com balança (simbolizando equidade) e espada (demonstrando força), sendo essa procura decisiva para os interesses das partes processuais.</p>
<h3>Métodos de Busca da Verdade</h3>
<p>A busca da verdade, ao longo da história, tem sido realizada por meio dos seguintes métodos: filosófico, científico, religioso e mitológico.</p>
<p>O método <strong>filosófico</strong> baseia-se na racionalidade, argumentação, lógica e crítica. Demanda o conhecimento sobre o ser, a verdade e a ética, sendo um método reflexivo, dialético e conceitual.</p>
<p>O método <strong>científico</strong> utiliza-se da observação, experimentação e comprovação. Procura explicar os fenômenos naturais e as leis do universo, utilizando hipótese, teste, análise e validação.</p>
<p>O método <strong>religioso</strong> apoia-se na fé, na revelação e na tradição do sagrado, buscando verdades em dogmas, textos sagrados, rituais e na autoridade espiritual. Fundamenta-se em livros como a Bíblia, o Alcorão, a Torá, e nas crenças sobre ressurreição, céu, inferno, entre outros.</p>
<p>O método <strong>mitológico</strong> fundamenta-se na narrativa simbólica, na tradição oral e nas alegorias. Trata de histórias com valor cultural, como a criação do mundo segundo os Tupis ou o mito de Prometeu, da mitologia grega, abordando temas como desobediência, sacrifício, progresso humano e punição divina.</p>
<h3>Do Mito ao Logos</h3>
<p>A transição do mito ao logos marca um momento histórico do pensamento ocidental, ocorrido na Grécia Antiga. Trata-se da passagem da explicação do mundo por meio de narrativas míticas para uma abordagem racional e argumentativa, que dá origem à filosofia.</p>
<p>O logos apresenta-se como razão e discurso racional, sustentado pelos filósofos pré-socráticos, no século VI a.C., que procuravam explicações lógicas, naturais e universais para os fenômenos. Dentre eles, destacam-se:</p>
<p><strong>Tales de Mileto:</strong> tudo vem da água.</p>
<p><strong>Anaximandro:</strong> o princípio de tudo é o ápeiron, concebido como o elemento primordial a partir do qual todos os seres foram gerados e para o qual retornam após sua dissolução.</p>
<p><strong>Heráclito:</strong> tudo flui ou tudo muda (panta rhei); o fogo é o princípio.</p>
<p><strong>Parmênides:</strong> “o ser é, o não-ser não é”, construindo um pensamento lógico puro.</p>
<h3>A Verdade Maçônica</h3>
<p>A Maçonaria pode ser definida como: “uma fraternidade iniciática, filosófica e filantrópica que busca o aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual do ser humano, utilizando-se de rituais simbólicos baseados na arte da construção.”</p>
<p>Outras definições:</p>
<p>“A Maçonaria é um sistema peculiar de moralidade, velado por alegorias e ilustrado por símbolos.” – Anderson (1723).</p>
<p>“A Maçonaria, em seu mais elevado sentido, é a busca pela verdade e pela perfeição do espírito humano.” – Albert Pike (1871).</p>
<p>“A Maçonaria é uma escola de mistérios, onde o homem aprende a construir o templo do seu próprio caráter.” – Manly P. Hall (1928).</p>
<p>“A Maçonaria é uma escola de virtude, onde cada um trabalha a pedra bruta de si mesmo para se aproximar da verdade.” – sem autor definido.</p>
<p>A “verdade maçônica” não é única, absoluta ou dogmática. Ela é compreendida como um ideal a ser buscado continuamente, um processo de aperfeiçoamento pessoal, moral, espiritual e intelectual.</p>
<h4>Símbolos como Caminhos à Verdade</h4>
<p>A Maçonaria utiliza símbolos, como o esquadro, o compasso, a pedra bruta, a pedra polida etc., para estimular a reflexão e apontar para verdades universais, como a justiça, a fraternidade, a liberdade, a tolerância e a igualdade. Esses símbolos não impõem verdades, mas provocam o encontro com elas.</p>
<h4>Pluralidade Religiosa e Espiritual</h4>
<p>A Maçonaria regular adota a crença em um “Ser Supremo”, chamado de Grande Arquiteto do Universo. Essa conexão permite que pessoas de diferentes crenças e tradições se unam em torno de valores comuns. Assim, a verdade religiosa, para os maçons, é pessoal e deve ser respeitada em sua diversidade.</p>
<h4>Liberdade de Pensamento</h4>
<p>A Maçonaria preza a liberdade de consciência e de expressão. Cada maçom tem o direito e o dever de formar suas próprias ideias sobre o mundo, a ética, a vida e a espiritualidade. A verdade, nesse sentido, é um diálogo interior e coletivo constante, não uma imposição externa.</p>
<h4>A Verdade como Princípio Ético</h4>
<p>Para os maçons, viver na verdade significa viver com honestidade, integridade e retidão de caráter. A mentira, a dissimulação e a hipocrisia são vistas como obstáculos ao aperfeiçoamento humano.</p>
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<h4>Resumindo, a Verdade Maçônica é:</h4>
<p><strong>Iniciática:</strong> descoberta gradualmente, por graus de sabedoria; um rito de passagem e renascimento para uma nova vida.</p>
<p><strong>Simbólica:</strong> representada por imagens e rituais.</p>
<p><strong>Ética:</strong> ligada à prática do bem.</p>
<p><strong>Espiritual:</strong> sem ser dogmática.</p>
<p><strong>Relacional:</strong> cada um possui sua parte da verdade.</p>
<p><strong>Fraterna:</strong> entre irmãos, com afeto, lealdade e união.</p>
<p><strong>Filosófica:</strong> voltada à reflexão profunda, ao conhecimento, à moral e à razão.</p>
<p><strong>Filantrópica:</strong> atua com solidariedade e ações sociais, educacionais e humanitárias.</p>
<p><strong>Simbólica:</strong> inspirada nos antigos maçons operativos, utiliza ferramentas como o esquadro e o compasso para ensinar que o ser humano deve “lapidar-se” rumo à perfeição.</p>

			</div></div>
<h3>Reflexões Finais</h3>
<p>À luz dos dias atuais, o mundo está em guerra, com os querelantes defendendo cada qual a sua própria verdade. E, nessa busca, utilizam todos os métodos filosóficos disponíveis, acrescido do decisório, o mais usual, o poder das armas.</p>
<p>Já se disse que “a história é escrita pelos vencedores”. Como exemplos, citam-se: os colonizadores que se intitulavam como “civilizadores”; os aliados julgando os nazistas em Nuremberg; regimes autoritários controlando narrativas, incinerando documentos, censurando testemunhos e promovendo “verdades” convenientes.</p>
<p>Diante disso, a verdade mostra-se relativa: depende do ponto de vista do analista. Segundo Foucault, quem controla o discurso controla a verdade socialmente aceita, sendo isso uma prática comum na política partidária.</p>
<p>A verdade deve ser vista como um objetivo a ser alcançado, e não como posse. A Maçonaria não impõe uma verdade final. Ao contrário, incentiva seus membros a buscarem por meio do estudo, do autoconhecimento, da reflexão filosófica e do diálogo fraterno, admitindo a diversidade da verdade, pois cada um deve descobrir a sua própria.</p>
<p>Apesar dos fatos, é necessário estar alerta para investigar outras versões, valorizando a memória dos vencidos, dos marginalizados e dos silenciados. Nem toda “verdade oficial” é, de fato, a verdade verdadeira.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<h5>Bibliografia</h5>
<p>ANDERSON, James. Constituições dos Franco-Maçons (1723). Ed. Maçônica.</p>
<p>PIKE, Albert. Moral e Dogma do Antigo e Aceito Rito Escocês (1871).</p>
<p>HALL, Manly P. The Secret Teachings of All Ages, 1928.</p>
<p>REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia. São Paulo: Paulos, 1990.</p>
<p>ELIADE, Mircea. O Sagrado e o Profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992.</p>
<p>FOUCAULT, Michel. A Ordem do Discurso. São Paulo: Loyola, 1996.</p>
<p>DESCARTES, René. Discurso do Método. São Paulo: Nova Cultural, 1999.</p>
<p>CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.</p>
<p>RICOEUR, Paul. A Memória, a História, o Esquecimento. Campinas: UNICAMP, 2007.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&amp;linkname=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fqual-e-a-sua-verdade%2F&#038;title=Qual%20%C3%A9%20a%20sua%20verdade%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/" data-a2a-title="Qual é a sua verdade?"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/qual-e-a-sua-verdade/">Qual é a sua verdade?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<item>
		<title>O simbolismo de São João na Maçonaria</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-simbolismo-de-sao-joao-na-maconaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2025 12:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[Batista]]></category>
		<category><![CDATA[cerimonial]]></category>
		<category><![CDATA[decorativa]]></category>
		<category><![CDATA[espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelista]]></category>
		<category><![CDATA[GOB]]></category>
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		<category><![CDATA[países]]></category>
		<category><![CDATA[Progresso]]></category>
		<category><![CDATA[São João]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Antônio Carlos Garcia A figura de São João ocupa um lugar de destaque na tradição maçônica em todo o mundo. Mais do que um simples padroeiro, São João — nas figuras do Batista e do Evangelista — representa uma síntese de valores espirituais, simbólicos e históricos cultivados pela Maçonaria desde sua transição das corporações &#8230;</p>
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]]></description>
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<p data-start="240" data-end="323">Por Antônio Carlos Garcia</p>
</blockquote>
<p data-start="325" data-end="788"><span class="dropcap ">A</span> figura de São João ocupa um lugar de destaque na tradição maçônica em todo o mundo. Mais do que um simples padroeiro, São João — nas figuras do Batista e do Evangelista — representa uma síntese de valores espirituais, simbólicos e históricos cultivados pela Maçonaria desde sua transição das corporações operativas para a organização especulativa. Sua presença em datas, rituais e ritos reflete o papel central que ocupa na formação moral e filosófica do maçom.</p>
<p data-start="851" data-end="1150">A devoção a São João Batista remonta à Idade Média, quando as corporações de ofício, especialmente os pedreiros, reuniam-se sob a proteção de santos padroeiros. O Batista, com sua vida de austeridade, retidão e preparo espiritual para a chegada da Luz, tornou-se símbolo ideal para essas confrarias.</p>
<p data-start="851" data-end="1150"><div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p data-start="1152" data-end="1542">Essa conexão se consolidou com a fundação da Premier Grand Lodge of England, em 24 de junho de 1717 — data que coincide com o dia de São João Batista. Posteriormente, São João Evangelista, celebrado em 27 de dezembro, foi incorporado como símbolo da contemplação, do conhecimento e da escrita — complementando a ação anunciadora do Batista com a introspecção e sabedoria do Evangelista.</p>
<p data-start="1152" data-end="1542">
			</div></div>
<p data-start="1544" data-end="1795">O simbolismo dessas datas não é aleatório. Ambas coincidem com os solstícios de verão e inverno no hemisfério norte — momentos de virada solar que reforçam a ideia de ciclo, luz e renovação espiritual (Mackey, Albert G., <em data-start="1769" data-end="1793">History of Freemasonry</em>).</p>
<p data-start="1835" data-end="2322">A tradição joanina é amplamente celebrada nas potências maçônicas brasileiras, como o <strong data-start="1921" data-end="1955">Grande Oriente do Brasil (GOB)</strong>. Lojas com nomes como “Luz de São João”, “Estrela de São João” e “Virtude e Sabedoria de São João” perpetuam o legado dos santos joaninos. Nesses contextos, é comum a realização de sessões especiais em 24 de junho e 27 de dezembro, marcando o fim e o reinício dos trabalhos maçônicos do ano (Revista Maçônica <em data-start="2298" data-end="2306">Trolha</em>; GOB Nacional).</p>
<p data-start="2324" data-end="2820">O Brasil também guarda uma particularidade rara no mundo: é um dos únicos países onde se pratica o chamado Rito de São João, introduzido por maçons húngaros na década de 1950, por meio da ARLS Ressurrectio nº 99, vinculada à GLESP. Esse rito valoriza a simplicidade ritual, a ausência de hierarquias visíveis no templo e a liberdade filosófica. Traduzido oficialmente em 1969, representa uma vertente introspectiva e igualitária da vivência maçônica (<em data-start="2779" data-end="2805">Site da Loja Resurrectio</em>; GLESP, 2011).</p>
<p data-start="2872" data-end="3168">Há registros históricos que indicam a associação dos Cavaleiros Templários com São João. Em especial, a Ordem de São João de Jerusalém, ligada aos Cavaleiros Hospitalários — que sucederam os Templários em várias tradições cristãs e esotéricas — é um ponto de interseção com a Maçonaria.</p>
<p data-start="3170" data-end="3618">No contexto maçônico, São João de Jerusalém (também conhecido como São João Esmoler) representa ideais de caridade, sacrifício e serviço, reverenciados nos altos graus dos Ritos Escocês Retificado e de York, nos quais ordens templárias maçônicas mantêm viva essa memória espiritual. Essa vertente é acolhida no Brasil por corpos maçônicos ligados a potências como o GOB e a Grande Loja Maçônica de Minas Gerais (<em data-start="3590" data-end="3610">Revista Philalèthe</em>, 2020).</p>
<p data-start="3652" data-end="4017">A devoção a São João ultrapassa fronteiras. Em países como Inglaterra, Escócia, Irlanda, Estados Unidos, Canadá e Alemanha, ele é figura central das celebrações maçônicas. Na Inglaterra, a fundação da primeira Grande Loja foi propositalmente marcada para o dia do Batista. Na Escócia, a instalação do Venerável Mestre costuma ocorrer no dia de São João Evangelista.</p>
<p data-start="4019" data-end="4376">Nos Estados Unidos e no Canadá, são comuns as chamadas <em data-start="4074" data-end="4102">St. John’s Day Observances</em>, reuniões públicas e privadas em homenagem aos santos joaninos. Na Alemanha, o termo <em data-start="4188" data-end="4206">St. John’s Lodge</em> é amplamente usado como sinônimo de Loja Azul, ou simbólica, indicando a importância perene da figura joanina (<em data-start="4318" data-end="4347">Coil’s Masonic Encyclopedia</em>; <em data-start="4349" data-end="4374">Ars Quatuor Coronatorum</em>).</p>
<p data-start="4019" data-end="4376"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p data-start="4393" data-end="4718">A presença de São João na Maçonaria não é apenas cerimonial ou decorativa. Ele encarna arquétipos profundos que orientam o desenvolvimento espiritual do iniciado. O Batista representa o anúncio da Luz e o início do caminho; o Evangelista, a sabedoria e a permanência da Verdade; o Esmoler, a compaixão e o serviço ao próximo.</p>
<p data-start="4393" data-end="4718">
			</div></div>
<p data-start="4720" data-end="4980">Ao reverenciar São João, a Maçonaria afirma seu compromisso com o progresso espiritual, a liberdade de consciência e a fraternidade universal. Trata-se de uma tradição viva, que atravessa os séculos iluminando os templos e os corações dos que buscam a verdade.</p>
<p data-start="5361" data-end="5387">
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			</item>
		<item>
		<title>Ganância</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ganancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Manuel Luiz Figueiroa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2024 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>
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		<category><![CDATA[espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[ganância]]></category>
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		<category><![CDATA[Lucas]]></category>
		<category><![CDATA[perfume]]></category>
		<category><![CDATA[plenitude]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Manuel Luiz Figueiroa (*) &#160; Esse desejo exacerbado humano de ter ou receber mais do que os outros, a ânsia por ganhos exorbitantes, ou seja, a cobiça, leva o homem a comportamentos antiéticos e a não respeitar os princípios básicos defendidos pelo cristianismo. Lucas 14,15: ”Tomai cuidado com todo tipo de ganância, porque, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Manuel Luiz Figueiroa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>sse desejo exacerbado humano de ter ou receber mais do que os outros, a ânsia por ganhos exorbitantes, ou seja, a cobiça, leva o homem a comportamentos antiéticos e a não respeitar os princípios básicos defendidos pelo cristianismo.</p>
<p><em>Lucas 14,15: ”Tomai cuidado com todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”.  </em></p>
<p>Ao se acometer contra alguém através do sentimento da ganância, em busca de riqueza e cobiça, esse infeliz estará sujeito ao fracasso, falta de êxito, malogro, a derrota, simplesmente por ter escolhido o caminho errado.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Em Gênesis, Deus disse: “Ganharás o seu sustento com o suor do seu próprio rosto”, indicando o caminho a ser seguido na obtenção de patrimônio. A aquisição de bens, sem o próprio esforço, é submeter-se ao instinto do ganancioso.</p>

			</div></div>
<p>O caminho está indicado, é com trabalho, submetido aos princípios cristãos e dos bons costumes, que o homem encontrará a plenitude do sucesso.</p>
<p>A estrada da vida, em certo momento se bifurca. A escolha do caminho a ser seguido é do seu livre arbítrio. Se escolhes o caminho mais fácil de obter riqueza a qualquer custo, no mínimo, perderás o respeito dos que os cercam e é iminente o seu insucesso. Se o caminho escolhido for o bíblico, o seu sucesso — com o maior patrimônio que o homem pode ter, a riqueza espiritual — está garantido.</p>
<p>Com a escolha do verdadeiro caminho, o viajante desta estrada da vida seguirá pelo jardim de rosas deliciando-se das belezas, do perfume e também da presença dos espinhos tornando-se presente a dicotomia prazer e dor, pois o que seria do primeiro sem a existência do segundo?</p>
<p>A beleza e o perfume das flores simbolizam as alegrias e conquistas, enquanto os espinhos indicam a tristeza de batalhas perdidas. Dessa forma, cada batalha perdida deve ser transformada em aprendizagem para fortalecer-se aos novos embates que virão. É esse o caminho do sucesso, no qual só há ganhos, ao apreciar a beleza da criação e transformar em aprendizagem a superação de cada dificuldade que lhes são apresentadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Diário da viagem a Santiago de Compostela II</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela-ii/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela-ii/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Mar 2024 11:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[bistrô]]></category>
		<category><![CDATA[camino]]></category>
		<category><![CDATA[chopp]]></category>
		<category><![CDATA[companhia]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[Galícia]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[Porriño]]></category>
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		<category><![CDATA[recompensa]]></category>
		<category><![CDATA[Redondela]]></category>
		<category><![CDATA[Santiago de Compostela]]></category>
		<category><![CDATA[tapas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=76312</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; O articulista Hernan Centurion faz uma viagem que, por certo, já está fazendo profundas transformações em vida que serão para sempre. Na semana passada, aqui neste espaço, ele começou a narrativa de sua viagem a Santiago de Compostela, no noroeste da Espanha, para visitar a Catedral onde está o túmulo de São Tiago Maior, &#8230;</p>
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<p>O articulista Hernan Centurion faz uma viagem que, por certo, já está fazendo profundas transformações em vida que serão para sempre. Na semana passada, aqui neste espaço, ele começou a narrativa de sua <a href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #008000;"><strong>viagem a Santiago de Compostela, no noroeste da Espanha,</strong></span></a> para visitar a Catedral onde está o túmulo de São Tiago Maior, um dos 12 apóstolos de Jesus, martirizado no ano de 44,  junto a outros dois discípulos, Teodoro e Atanásio. Aqui ele segue com a parte II do seu relato. Boa leitura.</p>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion (*)</p></blockquote>
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<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-7.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76348 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-7.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-7.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-7-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-7-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-7-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-7-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
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<span class="dropcap ">A</span>cordei cedo devido ao barulho das obras da nova linha rosa do metrô aqui próximo à Praça da Liberdade no Porto, onde há uma bela estátua de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal, montado sobre um suntuoso cavalo. Hora de conferir se as roupas lavadas na véspera estão secas, preparar a mochila e arrumar-me para tomar um cafezinho para aquecer.</p>
<p>Dia lindo, céu de brigadeiro, temperatura bem amena por volta dos 15 graus. Já vejo nas ruas a movimentação de algumas dezenas de peregrinos portando suas mochilas e cajados em pleno curso das suas respectivas jornadas. Aproveito que tenho tempo disponível e, antes de ir à estação de trem São Bento com destino à cidade lusitana Valença fronteiriça à espanhola Tui, dou uma passada na Catedral da Sé do Porto, onde encontro, logo bem à sua frente, um pequeno marco com a concha símbolo do Caminho de Santiago de Compostela, cuja lenda nos remonta ao traslado do corpo do apóstolo Tiago, o Maior, pelo Mediterrâneo, contornando o estreito de Gibraltar até o Norte da Galícia, local em que ele tivera pregado outrora e, posteriormente, sido sepultado.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Engraçado que logo hoje, no Domingo de Ramos, porta de entrada da Semana Santa, quando Jesus aclamado adentra na cidade de Jerusalém, eu, na minha insignificância, chego a Tui, onde efetivamente iniciarei meu caminho.</span></p>
<p>Depois de uma viagem tranquila de cerca de 2 horas, desço na estação de Valença, cidade das mais setentrionais de Portugal e, poucos metros adiante, deparo-me com mais um marco no qual encontra-se grafada a distância a ser percorrida doravante, 117 Km. Agora o meio de transporte dar-se-á pela força propulsiva das minhas próprias pernas, num cenário cinematográfico de tirar o fôlego. Atravesso a ponte centenária sobre o rio Minho e visibilizo uma cidadela de pedras medievais, antiga capital galega, com ruelas e becos charmosos e Catedral imponente. Depois de uma caminhada leve de 3 km, aprecio a suspirante paisagem bucólica logo após uma curva, composta por um riacho de não mais que 2 metros de largura, cujas águas percorriam, placidamente, soando tal qual uma sinfonia perfeita, bem dentro de um pequeno pasto verdejante, de não mais que 300 m², confinando ovelhas de lã alva a pastar com suas crias. Lembro-me, de súbito, da música do poeta Gilberto Gil: “A paz, invadiu meu coração, de repente me encheu de paz…”</p>
<p>Já passa das 13 horas. A fome deu sinal de alerta, já que meu desjejum não passou de 2 cafés com 1 pastel de nata. Sento-me, pois, num pequeno bistrô de “tapas” e saboreio a inusitada culinária galega, ou seja, uma suculenta costela de porco assada lentamente por 8 horas, harmonizada com uma taça de malte fermentado (popularmente conhecido por chopp) da marca espanhola Estrela da Galícia, enquanto inspiro-me para escrever parte deste singelo roteiro.</p>
<p>Interessante é como, durante o percurso, começamos a ficar mais atentos ao mundo que nos cerca, procurando, consequentemente, as setas amarelas que indicam nosso rumo. Metaforicamente podemos correlacionar à atenção que deveremos ter ao agir e falar, medindo, respectivamente, nossas ações e palavras, a fim de não fugirmos do prumo, que na Maçonaria representa a joia do 2º vigilante, guardião da coluna da beleza, uma das quais sustenta nossos trabalhos esotéricos e que serve para nos recordarmos da retidão e integridade que devem nos guiar, na tentativa, pois, de alcançarmos o caminho da verdade, sem tropeçarmos ou perdermos o rumo.</p>
<p><span class="sigijh_hlt"><span class="sigijh_hlt">E</span>ncerro este diário por hoje, tentando compreender o artista Juan Oliveira que criou uma bela escultura de bronze que acabo de encontrar ao anoitecer no Centro de Tui, denominada Glorieta de Vigo. </span>Ela retrata três cavalos a galopar, mostrando-me nas entrelinhas, ou melhor, nos seus contornos, que devemos sempre caminhar com os olhares voltados para frente, enquanto os concorrentes combatem entre si logo atrás. Todo cuidado é pouco!</p>
<p>Buenas notches a ustedes!</p>
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<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-8.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76349 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-8.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-8.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-8-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-8-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-8-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-8-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
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<p>Que noite mal dormida. Tal insônia tomou-me talvez pelo fuso-horário de 1 hora adiantada na Espanha. Acordo ainda com o quarto escuro e extremamente frio, digo gelado, em se tratando de um sergipano acostumado com temperaturas equatoriais. Isso se deve a uma massa de ar polar que acabara de chegar a Galícia e que fez o clima mudar ao avesso, com temperaturas médias de 12º C e grande tendência a despencar ainda mais, além de muitas nuvens num céu de tons cinzas.</p>
<p>Após um desjejum leve, dessa vez um apetitoso sanduíche de presunto e queijo de cabras espanhóis, acompanhado de uma xícara cheia de café coado, parto para o próximo destino: o Porriño, por trilhas e pontes de pedra floresta adentro, que remontam ao período histórico romano, circundadas por uma flora regional típica da estação vigente, isto é, do início da primavera europeia.</p>
<p>Interessante é que estava um tanto apreensivo caso viesse a chover e, ao acompanhar as últimas notícias do clima na noite de ontem, comentei, em um grupo social composto só por peregrinos sergipanos que já fizeram ou farão o Caminho, sobre essa problemática das possíveis precipitações e do mau tempo. Recebo então a seguinte resposta de um amigo e grande incentivador: ”Hernan, peregrino não reclama, só agradece”. Frase que a princípio pareceu-me chacota, todavia revelou-se envolta por um significado profundo e poder indescritíveis. Foi com ela na mente que dormi na véspera e incorporei-a durante os poucos mais de 17 km percorridos de muita chuva, podendo, assim, transpor esse (até então) desafio, com uma grande descontração que contagiou alguns que também caminhavam ao meu lado.</p>
<p>Muitas vezes reclamamos por poucas e ínfimas adversidades, enquanto somos agraciados com muitas dádivas e bênçãos que apenas uma minoria as possue. Enquanto nos queixamos da vida, deixamos de viver, apenas sobrevivemos, sem sequer aproveitá-la e, consequentemente, esquecendo de aprender e evoluir, contaminando com fluidos negativos aqueles com quem convivemos. Essa lição do caminho, ou melhor, essa prova prática, certamente foi crucial para meu bom desempenho no percurso que acabo de completar.</p>
<p>Chego, enfim, ao albergue. Hoje é dia de compartilhar não somente as dependências da estada, como também experiências de vida!</p>
<p>Bom descanso.</p>
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<h2><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-6.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76347 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-6.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-6.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-6-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-6-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-6-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-6-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></h2>
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<p>Sobre o Caminho de Santiago de Compostela existe uma máxima que já havia escutado e confirmei-a in loco: <span class="sigijh_hlt">nunca estamos sozinhos, ou seja, sempre protegidos pelo GADU e ladeados por outros tantos peregrinos</span>. Como não poderia deixar de ser sempre que viajamos mundo afora, conheci e fui agraciado com a companhia de uma brasileira natural de Cascavel no interior do Paraná, durante meu percurso de hoje. Senhora meiga e simpática que habitava com sua família, a saber: marido e um filho, em Londres, cidade em que aportaram há 7 anos com o sonho de vencerem pessoal e profissionalmente.</p>
<p>Conversamos sobre espiritualidade, religião e um pouco de nossas vidas e famílias, cujas histórias se assemelharam em vários aspectos, já que compartilhamos os mesmos propósitos e valores e, principalmente, procurávamos respostas aos enigmas que o mundo nos impõe. O colóquio foi deveras profícuo, tanto é que fizemos os 17 Km num piscar de olhos, percorrendo por florestas e montes, regados por relatos interessantes e edificantes, logo após alguns dias em profundo silêncio. Pareceu-me um verdadeiro “divã” a céu aberto, numa troca de experiências que indubitavelmente ficará registrada no diário do caminho.</p>
<p>Nesse trecho final do percurso, chamou-me atenção quando a ouvi confidenciar-me que depois dos anos até então vividos na Europa &#8211; faturando muito bem, com uma rotina avassaladoramente intensa no trabalho &#8211; sentia uma profunda solidão e ausência dos parentes e amigos, dos momentos de lazer, dos festejos regionais e da tranquilidade que ficaram para trás no Brasil. A minha mente, em profunda atividade, fez-me subitamente recordar das aulas de Literatura com o saudoso professor Landisvalte (acho que é assim que se escreve), quando nos ensinou os versos que iniciam o poema “Meus 8 anos” de Casimiro de Abreu: &#8220;Oh! Que saudades que tenho/ da aurora da minha vida/ da minha infância querida/ que os anos não trazem mais!&#8221; Voltei ao diálogo quando ela até me confessou que pensava muito em voltar para sua Terra Natal, entretanto ainda receava não manter o mesmo padrão financeiro.</p>
<p>Após escutá-la atentamente, disse-lhe que procurasse as respostas dentro si mesma, que o caminho seria o instrumento a ajudá-la nas indagações que tanto lhe afligiam e que a verdadeira felicidade se encontrava nos pequenos detalhes percebidos com o olhar atento do coração, como nos momentos corriqueiros com a família, confraternizando com os amigos, ajudando o semelhante desconhecido, culminado, assim, na construção de uma herança de bondade que será transmitida para os descendentes e não somente numa recheada conta bancária, como muitos erroneamente ainda acreditam.</p>
<p>Por fim, comentamos sobre a finitude da vida e de que maneira encarar a morte, citando o best seller “A morte é um dia que vale a pena viver”, livro escrito pela médica Ana Claudia Arantes. Chegamos ao consenso de que a morte é uma transformação natural e enriquecedora do ser humano, mormente para aqueles que semearam a boa semente, a qual gerou bons frutos.</p>
<p>Despedimo-nos numa cafeteria bem no centro de Redondela, logo em frente ao belo Pazo Vilavella e segui o meu caminho ao albergue novamente sozinho, ou melhor, ladeado pelos outros tantos peregrinos desconhecidos.</p>
<p>A você, querida peregrina Thatiana, onde quer que esteja, resta-me desejar um “Buen camino”.</p>
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<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-9.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76350 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-9.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-9.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-9-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-9-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-9-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-9-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
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<p>Apesar do albergue que pernoitei ontem, em Redondela, ser bem aconchegante e seus proprietários terem sido bons anfitriões, muito gentis, percebi, claramente, que nem todos os peregrinos a Compostela estão na mesma condição. Vislumbro que há quem faça o caminho porque gosta de trilhas e procura, exclusivamente, exercitar-se; outros por ecoturismo; e alguns por modismo. O que presenciei na noite de ontem foi algo nesse sentido, quando deparei-me com um grupo de jovens rapazes e moças que estavam curtindo uma festa privativa regada a cerveja e música alta até tarde da madrugada na copa do albergue, num clima de algazarra, trazendo, pois, certo transtorno àqueles que precisavam de uma boa noite de sono e eu era um destes. Com toda resiliência que o caminho exige, acabei metaforicamente caindo do beliche meio que agoniado, querendo sair daquele local antes mesmo que raiasse o sol , visto que não estávamos “vibrando” na mesma sintonia.</p>
<p>Às 7h30 já percorria o caminho, até aqui o mais longo e desafiador, entretanto, extremamente prazeiroso, haja vista as belas paisagens, bosques de pinheiros e eucaliptos, vilarejos, córregos, pequenas cascatas, aquele cheiro de “mato molhado”, além do fundo musical composto pelas gotas da chuva colidindo contra o chão e a correnteza dos riachos envolvendo as rochas assentadas nos seus leitos.</p>
<p>Encontrei minha compatriota Thatiana que me acompanhou novamente pelo trajeto. Interessante como é frequente esses encontros e desencontros e a interação com os mesmos peregrinos dos percursos anteriores. Dessa vez, conheci uma simpática e ligeira alemã de Frankfurt, uma argentina engraçada de Buenos Aires, um guia português de Lisboa, torcedor do Benfica, enfim, ratifico o que já comentei anteriormente, não estamos sozinhos por aqui.</p>
<p>Acontece que hoje senti levemente a parte física, sobretudo as pernas quando na subida dos vários morros e ladeiras, entretanto em nada abalou-me a vontade de chegar ao destino traçado. É fato que, numa jornada inusitada como esta, nosso corpo poderá padecer de alguma maneira, por mais que achemos que somos fortes e preparados. O que vale realmente é a vontade e o poder da mente em usar o sofrimento físico como combustível para manter-nos firmes no caminho, não desistindo na primeira bolha na sola do pé, dor na panturrilha ou garganta irritada pelo ar descomunalmente gelado. O que nos conforta é a grata recompensa, por exemplo, de emocionar-se às lágrimas ao adentrar à capela da Virgem Peregrina de Pontevedra e admirar, sobre o altar-mor, a incrível e inenarrável imagem de Nossa Senhora.</p>
<p>Estou quase no meio desta aventura. É hora de ir à missa na referida capela e orar, pois peregrino “raiz” não reclama, só agradece.</p>
<p>Obrigado, minha Mãe do Céu! Grato São Tiago!</p>
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<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-12.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76357 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-12.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-12.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-12-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-12-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-12-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-12-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
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<p>O clima ajudou e a chuva deu uma trégua pelos 10 km iniciais de Pontevedra a Caldas de Reis, não obstante senti extrema falta da minha rotina habitual e, sobretudo, da minha família. Meus pais que por mim se doaram, minha dulcíssima esposa que nunca desistiu de mim apesar dos percalços, meus filhos, combustível que nutre minha vontade de viver cada dia mais e melhor. Vocês todos são o amanhecer que traz luz ao meu caminho. Se o céu da Galícia está cinza, minh’alma se ilumina pelo seus sorrisos que agora vejo claramente em minha lembrança.<br />
Meu coração palpita forte e a mente, de imediato, traz-me à tona recordações da minha saudável infância, das brincadeiras no quintal das casas das minhas saudosas avós, dos tempos e colegas do colégio e faculdade, do início do namoro com aquela que veio a ser minha atual esposa, do nascimento um tanto atribulado de Henriquinho e da vinda do meu caçula Osorinho. Momentos únicos do passado longínquo que aparecem e vão como um sopro efêmero e que fortuitamente surgiram na minha memória aqui, bem na metade desta jornada transformadora.</p>
<p>Os tão comentados pensamentos que emanam no caminho são como bálsamos que lenta e suavemente banham o âmago da minha existência e mostram-me como a felicidade existe e está tão perto de mim, de maneira que os olhos físicos não podem enxergar, somente a Luz que ofuscou Paulo na estrada de Damasco poderia demonstrar.</p>
<p>A mim traz uma paz avassaladora, eleva o espírito tão próximo ao Divino como jamais sentira em 44 anos de vida. Faz-me, pois, derramar lágrimas de ternura, aliviando todas as angústias, dores ou quaisquer adversidades.</p>
<p>Bem aventurado aquele que entendeu o propósito da vida, que não se mede, não se compra, muito menos está à venda, conquista-se quando se pratica o bem e exerce a palavra de Deus, a fonte fecunda de amor incondicional, que proporciona uma explosão de júbilo no interior de quem o busca.</p>
<p>Chego na pitoresca cidade de Caldas de Reis de modo diferente. Talvez a ficha caiu… será?<br />
Hoje não quero falar do caminho físico, das paisagens ou experiências externas, gostaria apenas descrever pouco das memórias que invadem a mente, assim como os sentimentos que escancaram as portas do meu coração.</p>
<p>Emocionado encerro por aqui, no silêncio frio do quarto do hotel.<br />
Meu amor por vocês transborda.</p>
<p>Esse é o caminho!</p>
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<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-13.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76358 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-13.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-13.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-13-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-13-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-13-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-13-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estou quase no fim do “camino”. Santiago de Compostela está a pouco menos de 30 Km. Depois de 5 dias de muita chuva, frio e céu cinza, fomos agraciados com a aparição do astro-rei: o Sol, com toda sua força e vigor.</p>
<p>Muito mais que fonte de luz e calor, sua importância para a vida no planeta vai muito além do que podemos imaginar, influenciando a vida dos animais e vegetais e até do nosso comportamento, trazendo consigo alegria e contentamento.</p>
<p>Como nunca dantes foi tão prazeroso, para mim, sentir no rosto cansado, úmido e frio o brilho e calor dos incipientes raios solares que surgiam entre nuvens que se dissipavam, massageando minha pele, renovando os ânimos e apontando com mais afinco o caminho a ser percorrido.</p>
<p>Cultuado em várias civilizações e religiões pelos quatro cantos como Rá no Egito, Hélio na Grécia ou Surya no hinduísmo, o astro-rei sempre esteve prioritariamente em pauta desde os primórdios, descrito no Antigo Testamento, mais precisamente no livro dos Gênesis, assim como no Evangelho de João, quando o associa a Jesus Cristo, reafirmando ambos, como fontes de vida verdadeira e plena. Só quem busca sua Luz, encontra-la-á. No caminho não seria diferente. Aqui as luzes solar e divina estão agora tão próximas, basta-me, doravante, segui-las.</p>
<p>E assim o mundo foi criado, a vida estabelecida e nosso destino traçado.<br />
Pernoitarei em Padron, cidade que remonta ao Império Romano, local onde haveria aportado o barco com os restos mortais de São Tiago trazidos de Jafa no Oriente Médio.</p>
<p>Buen camino</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-14.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76359 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-14.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-14.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-14-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-14-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-14-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-14-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>A inquietude me consome, posto que me encontro ansioso pela chegada na sonhada Igreja que guarda o túmulo de Tiago Maior, apóstolo de Jesus. Entretanto, durante este longo trajeto de algumas centenas de quilômetros, o que de fato importa é o aprendizado assimilado e as boas histórias nele vividas.</p>
<p>Como costumeiro, na noite passada saí do hostel, despretensiosamente, para jantar uma comidinha mais leve e eis que me deparo com algo difícil de narrar, ou seja, uma encenação da Paixão de Cristo em plena Igreja de Santiago de Padron, às margens do rio Sar. Ruas tomadas pela procissão que lindamente descrevia o sepultamento de Cristo após ter sido retirado da cruz, num coordenado compasso, ao som da marcha fúnebre, fato de emocionar todos os espectadores ali presentes.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Paixão de Cristo em Santiago de Compostela" width="618" height="348" src="https://www.youtube.com/embed/DWFRZuQpBdc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Pelas ruelas e praças bem perto, havia também tendas enormes que se assemelhavam ao que costumamos ver no Brasil, os food parks, onde serviam, intensamente, polvo cozido ao molho curry, costelas de porco com salsa galega, vinhos tinto e branco locais. Parecia muito com os festejos juninos da minha Terra Natal, o amado estado de Sergipe, tudo muito regado a conversas e boas gargalhadas e fartas comidas e bebidas. Fui agraciado, realmente, por uma inesquecível aula de fé cristã e cultura galega que só se vive, não se explica facilmente, momentos estes que estarão selados na “credencial de peregrino” da minha parca memória.</p>
<p>Acordo hoje um pouco mais tarde, ainda sentindo um pouco do vinho tomado a mais. Hora de preparar a minha companheira, a mochila, para mais uma vez, seguir pela estrada fria e chuvosa.</p>
<p>Estou quase chegando no trecho final deste imenso ponto de corte, divisor de águas, assim dizendo, marco na minha evolução como ser humano e espírito. Em pouco mais de uma semana provei experiências que jamais teria dantes imaginado e que, se é fato que escutei o chamado divino, aqui estou, cansado, mãos frias, face molhada, um pouco ofegante, pés doloridos, silhueta mais fina, não obstante feliz, em êxtase d’alma.</p>
<p>Paro para repousar a 7 Km de Santiago, na pacata Aldea Ventín em Milladoiro. Amanhã será o “gran finale”, com muita fé e ajuda de Jesus Cristo Ressuscitado, estarei em Santiago de Compostela.</p>
<p>Torçam por mim que rezarei por cada um de vocês.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-15.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76360 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-15.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-15.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-15-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-15-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-15-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/03/2103-A-Despedida-viagem-a-Santiago-de-Compostela-15-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anoitece nas imediações de Santiago de Compostela e, na solidão do quarto de hotel, em profunda reflexão, logo depois de percorrido quase toda a trilha e das revelações que o Caminho de Santiago me proporcionou até então, fui mais uma vez surpreendido hoje ao falar por vídeo-chamada com minha família, quando interrompido por um choro copioso, que traz um sentimento um tanto reconfortante e deveras prazeroso, que lava a alma e aquece o coração.</p>
<p>Então prontamente me questiono: por que tenho caído tanto em lágrimas? Lá vai o médico querer elocubrar que, fisiologicamente, a produção da lágrima é fundamental para lubrificação da córnea, camada mais externa do globo ocular, auxiliando-o também na sua proteção, removendo, isto é, lavando tal membrana da presença de corpos estranhos, mais conhecidos como ciscos.</p>
<p>Por outro lado, vem-me à mente a expressão jocosa, “lágrimas de crocodilo” que significa aquele que age com hipocrisia e falsidade, por conseguinte, alguém que não merece nossa confiança.</p>
<p>Todavia o que pretendo confidenciar aqui nesse particular desabafo, finalizando minha missão na Galícia, não passa pela questão do choro como proteção contra partículas ou reação a uma inflamação ocular, às conjuntivites, tampouco o que está embutido na linguagem metafórica que simboliza, por exemplo, falsídia ou fingimento.</p>
<p>Certamente não! O choro que diariamente me toma é fruto de um sentimento estranhamente inusitado, não sei bem, dá alívio, paz, mansidão, contentamento, enfim, faz o coração palpitar, as mãos tremerem, a voz embargar, o rosto enrubescer e os olhos cerrarem. Surge toda vez que rebobino a fita da trajetória de minha vida, das escolhas tomadas, dos percalços enfrentados, dos erros quer por ação ou omissão reconhecidos, isto é, tudo isso resumido em algo maior, uma profunda gratidão por ter sido abençoado em possuir mais do que mereço, perante minha insignificância no cosmo.</p>
<p>Este Caminho parece-me um imenso confessionário ou divã sem intermediários, padre ou terapeuta, respectivamente. Conectamo-nos com Deus e conosco mesmos a cada instante, quando tais memórias da vida pregressa aparecem abruptamente sem motivos, como se fossem frutos dos planos divinos. Nada é por acaso.</p>
<p>Isso talvez se caracteriza pelo que tanto ouvimos: ressignificar, ou seja, “pôr em pratos limpos” (popularmente falando), reordenar, reconduzir, lapidar, desbastar nossas condutas, selando um compromisso de fidelidade inicialmente para consigo, bem como para com a humanidade e todo o universo. A verdadeira transformação parte do âmago de cada indivíduo, da reconstrução do templo interior, pois, somente assim, poderemos contagiar nosso entorno, emanando energias positivas, almejando dias melhores e plantando a boa semente para usufruto das gerações vindouras.</p>
<p>Pode parecer até campanha a santo ou até a posse para o cargo de beato. Justamente a intenção é diametralmente contrária. Gostaria sim de propagar que devemos trabalhar a autocrítica, a fim de que reconheçamos nossas falhas, fraquezas e vícios, tornando-nos, pois, mais alertas e vigilantes a cada palavra proferida ou atitude tomada, sempre com a palavra perdão na ponta da língua, evitando-se, assim, danos maiores para nós e, sobretudo, nosso semelhante, já que toda ação gera uma reação. Somos humanamente imperfeitos, em busca constante da Perfeição. Exponho essa experiência como um testemunho sincero de um singelo e incipiente peregrino, que partira de um lugar distante acreditando na reforma interior e chegou ao destino cônscio disso.</p>
<p>Há muito que ser feito. Não paremos de trilhar o caminho da vida, onde quer que estejamos, uma vez que a estrada é sinuosa, porém, quem a percorre atento, seguindo as setas do destino divino, saberá aprender e certificar-se quão perfeitamente incrível é Deus, o Grande Arquiteto do universo.</p>
<p>Acabo por aqui com a visão embaçada e garanto que não foi um cisco atrevido.<br />
Para mim o Caminho de Santiago de Compostela é surpreendente e está chegando ao fim com um gostinho de quero mais, encharcado não somente pela chuva torrencial que caiu, não obstante por incontáveis lágrimas de profunda gratidão derramadas por mim e vários outros peregrinos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Intervenção… sempre uma boa ideia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2022 11:00:28 +0000</pubDate>
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<p>Os últimos episódios políticos que se sucederam às eleições trazem-nos à reflexão sobre a intervenção militar tão aclamada pelos partidários do lado derrotado democraticamente nas eleições.</p>
<p>Diante dessa celeuma, independente do sufrágio por mim adotado, questiono-me, reflito e busco entender o que tantos amigos e familiares pretendem. Nas minhas incertezas, reporto-me frequentemente à semântica, essência da linguística, já que falamos ou até bradamos muitas vezes em um uníssono inconsciente, propagados por um efeito manada, que em nada se refere ao gado, mas sim à motivação.</p>
<p>Pois bem, retorno à biblioteca virtual, aprecio o significado literal da palavra<span class="sigijh_hlt"> intervenção, isto é: “ato de intervir; em um debate, ato de emitir opinião, contribuir com ideias”</span>. E aí pergunto: qual a contribuição que buscamos quando nos recorremos à força e à intolerância para assim impor nossa vontade? Será que perdemos a oratória e deixamos o poder do convencimento à míngua, sem sequer ouvirmos o contraditório, que certamente nos completa, nos engrandece e nos traz sabedoria, quando amplia nossos horizontes mentais e nos faz perceber as verdades que cada indivíduo leva consigo, como pontos de vista peculiares que tentam representar a mesma imagem.</p>
<p><span class="sigijh_hlt"><span class="sigijh_hlt">O debate sempre foi um marco filosófico que nos permeia desde a antiguidade, fazendo-nos entender que </span>somos partes diferentes de um todo, células que interagem pela homeostase do sistema, quer seja orgânico, político ou social</span>. Como nossas fibras musculares da língua agiriam sem ação dos neurônios e das hemácias que carreiam o estímulo e os nutrientes vitais para a fala, respectivamente?</p>
<p>Essa engrenagem que congrega células distintas num mesmo propósito é a representação vital que transladamos à sociedade que urge pela mesma harmonia. Perdida por paixões que embriagam a razão e tolhem a fraternidade, subjugando as diferenças que nos fazem seres humanos, numa atitude cada vez mais intolerante e soberba.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">O aperfeiçoamento vem da base.</span> Intervir na família, orientando nossos filhos; no trabalho, questionando e aprimorando os processos operacionais; ou na espiritualidade, fazendo nosso autoexame de consciência diário, certamente proporcionarão os alicerces para uma humanidade mais evoluída, consciente e fraterna.</p>
<p>Que essa intervenção individual e sincera nas nossas mentes, no desbaste da pedra bruta, equilibre nossas vontades ante nossa realidade, norteando nossas ações num perfeito triângulo equilátero amparado sobre o olhar justo do Grande Arquiteto do Universo.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Intervenção mental e espiritual já! Mais ideias menos violência!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________</p>
<p>(*) <strong>Hernan</strong> Augusto <strong>Centurion</strong> Sobral é médico cirurgião e coloproctologista. Mestre maçom da Loja Maçônica Clodomir Silva 1477, exercendo atualmente o cargo de orador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_55014" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Domingo em desbaste</span><div id="wplp_widget_55014" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="55014" style="" data-max-elts="10" data-per-page="10"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_55014" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_55014_100882" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/aprendiz-de-poeta/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-2.jpg" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-2.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-2-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-2-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-2-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-2-660x330.jpg 660w" alt="Aprendiz de poeta" class="wplp_thumb" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/aprendiz-de-poeta/"  class="title">Aprendiz de poeta</a></div></div><div id="wplp_box_left_55014_100882" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_55014_100882" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_55014_100882" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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