Com juros elevados e falta de previsibilidade fiscal, o capital se desloca do setor produtivo para o rentismo. O ambiente empresarial é sufocado por burocracia, carga tributária e escassez de crédito para inovação Ilustração: Agência Senado
Por Juliano César Souto(*)
Seguindo meu propósito de compartilhar com amigos/leitores minhas reflexões após leitura , tomo a liberdade (sem que pra isto tenha a capacitação técnica) de trazer alguns pontos relevantes que pude compreender no best seller Por que as Nações Fracassam dos autores: Daron Acemoglu e James A. Robinson, publicado em 2012.
Assim, partindo da tese do livro citado, tento , de forma simplória, analisar as raízes do atraso econômico e social brasileiro. Segundo os autores, nações fracassam não por falta de recursos naturais, cultura ou clima, mas por manterem instituições extrativistas: estruturas políticas e econômicas que concentram poder e riqueza em poucos, barrando inovação, inclusão e desenvolvimento sustentável.
As instituições inclusivas, por outro lado, permitem a destruição criativa, asseguram direitos de propriedade, promovem igualdade de oportunidades e incentivam investimentos de longo prazo.
“O extrativismo econômico restringe o crescimento sustentável ao impedir a inovação e a destruição criativa.”
“A riqueza baseada em recursos naturais frequentemente reforça regimes extrativistas, dificultando o desenvolvimento de instituições inclusivas.”
“A diferença entre países ricos e pobres está na diferença entre instituições econômicas inclusivas e extrativas.”
Nos últimos 50 anos, o Brasil ilustra com clareza a armadilha das instituições extrativistas: crescimento excessivo do Estado sem entrega social, juros reais historicamente altos, dependência de commodities, estagnação educacional, baixa produtividade e concentração de poder político-econômico. Mesmo após a redemocratização, não houve ruptura institucional capaz de impulsionar o país rumo à inovação e à inclusão produtiva.
O aumento constante dos gastos públicos – hoje acima de 40% do PIB – não se traduziu em avanços sociais. Ao contrário, vemos um ciclo de endividamento público, estímulo ao consumo via crédito caro e fuga de capital do setor produtivo para o rentismo.
Evolução das Despesas Públicas (% PIB)
Frear crescimento de gastos e incentivar inovação são as chaves para o ajuste fiscal efetivo, diz Marcos Lisboa.
Evolução da Taxa Selic (2024–2025)
Participação da Indústria no PIB (1980–2022)
Investimento em P&D (% do PIB)
Com juros elevados e falta de previsibilidade fiscal, o capital se desloca do setor produtivo para o rentismo. O ambiente empresarial é sufocado por burocracia, carga tributária e escassez de crédito para inovação.
O Brasil precisa abandonar a lógica de planos de governo para adotar um projeto de nação. Isso passa por escolhas que independem de ideologia: foco em educação, estímulo ao trabalho, base institucional sólida e contenção de desperdício público.
O Brasil fracassa por insistir em proteger interesses de curto prazo enquanto sacrifica gerações futuras. A saída não virá de um partido, mas de um novo senso de propósito coletivo. Quando o Brasil decidir ser uma nação e não um conjunto de governos, o caminho da prosperidade será possível.
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