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Desafios da economia: Bioética e processos produtivos (Parte 2)

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Iginio Rivero Moreno (*)

O que os cidadãos comuns podem fazer para mudar esta realidade que afeta diretamente nosso futuro como humanidade?

Num cenário realista, parece que as pessoas comuns não podem fazer nada para mudar essa realidade. Os dados são desalentadores. Cada ano, com o desmatamento furtivo das florestas e zonas agrestes, desaparecem ainda mais espécies animais e vegetais em todas as regiões do planeta. Como consequência, acontecem os riscos de mutações de microrganismos: bactérias, vírus, vermes, etc. E estes, tratando de se adaptar com o desaparecimento de seus portadores buscam outros seres vivos que –  em muitos casos – escolhem os humanos. Além disso, provocam o aquecimento global e seus efeitos nos climas e temperaturas destes, causando efeitos nocivos nos cultivos agrícolas, aumentando pragas que, por sua vez, exigem o uso de agrotóxicos cada vez mais fortes provocando uma influência negativa na saúde do consumidor desses produtos.

Os avanços das periferias urbanas sem planejamento criam faixas de miséria e marginalidade, aumentam a desigualdade social e suas consequências: falta ou deficiência de serviços públicos, desnutrição, gravidez precoce, deficiência educativa, delinquência comum, entre outros.

Além do exposto, o desenvolvimento industrial sem respeito verdadeiro pelas normas ambientais, ou a implantação de normas ambientais hipócritas e inúteis permitem uma poluição criminosa para com a vida. Adicionada a tudo isso uma rede de esgoto “das cavernas” que joga tanto lixo nocivo, como as substâncias tóxicas de dejetos das fábricas e plásticos nos rios e no mar, acaba com a vida aquática  e, por sua vez, envenena as águas que nós consumimos.

Há uma corrida frenética de consumo de comidas e bebidas “junk food”, num sistema de saúde mundial, que apresenta avanços científicos-tecnológicos inegáveis e que conseguem melhorar a condição de vida das pessoas. Mas num sentido geral, sobrepassa a ética profissional dos médicos, que se comportam de forma mecanizada e fragmentada em especialidades que fazem parecer o corpo como composto isolado sem conexão. E na maioria dos casos, parecem só promotores das indústrias farmacêuticas. E estas complementam uma tríade que produz doenças, conseguindo mantê-las como fonte econômica.

Frente a tudo isso, observamos uma atitude indiferente das pessoas. Um jeito que dá para perceber uma ignorância sobre o assunto, como se não tivesse implicação, nem consequência futura para a vida. Pensam que é um problema que foi inventado pela galera “hippie” dos ecologistas que atrapalham a modernidade e o progresso.

Será que é possível  pessoas comuns conseguirem mudar essa realidade surreal, mas existente?

Existem alternativas e propostas viáveis que permitem ter esperanças de um mundo diferente?

A gente se fala no próximo texto.

Leia também: Desafios da economia: Bioética e Processos Produtivos (Parte 1)

(*) Poeta e artesão venezuelano. Licenciado em Educação, especializado em Desenvolvimento Cultural pela Universidade “Simón Rodríguez”, Venezuela.

** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a).  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.

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Iginio Rivero Moreno

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