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	<title>Arquivo para poemas - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Sob as bênçãos de Éolo — Um verdadeiro clássico da Literatura em Sergipe: &#8220;Velas Pandas&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Jun 2024 11:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; &#8220;O amor é uma parcela essencial de nossa existência, e, portanto, deve ser buscado e valorizado de maneira global. Adicionalmente, a crescente falta de consciência em tomo dos escritos dos prístinos filósofos deve ser responsabilizada pela atitude negligente das pessoas de hoje em dia, no que diz respeito aos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8220;O amor é uma parcela essencial de nossa existência, e, portanto, deve ser buscado e valorizado de maneira global. Adicionalmente, a crescente falta de consciência em tomo dos escritos dos prístinos filósofos deve ser responsabilizada pela atitude negligente das pessoas de hoje em dia, no que diz respeito aos reais valores inerentes à natureza humana&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Marcos Almeida</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">Q</span>ual o sentido, qual o significado de ainda considerarmos importante ler e ver, enfim, cultivar as produções artísticas e filosóficas clássicas na cotidiana vida hodierna?</p>
<p>Esse questionamento não é originalmente meu, sob nenhuma hipótese. Contudo irmano-me aos que se deixam, pelo menos por alguns momentos, levar ao sabor das correntes do pensamento que consideram os pontos relacionados, e que devem ser discutidos e examinados.</p>
<p>O médico, latinista, pesquisador, enófilo e escritor Marcos Almeida ocupa, sem dúvidas, lugar de destaque na exígua comunidade constituída por mentes brilhantes, as quais buscam responder, com fundamento, às interrogativas primeiras linhas deste modesto artigo.</p>
<p>&#8220;Velas Pandas&#8221; foi publicado em 2005. Quase vinte anos depois mantém a vetusta validade. Entre as Letras Sergipanas, tornou-se um clássico. E estou convicto de que Ítalo Calvino o aprovaria.</p>
<p>Minha leitura é tardia, admito. Mas nutro uma superstição bem clássica: tudo tem seu tempo. Não tivesse lido o que li, refletido sobre o que refleti, ao longo dos anos, certamente não teria condições intelectuais (não que sejam essa Coca-Cola toda) para ler a obra e apreender alguma coisa, por mínima que seja, quanto ao seu significado.</p>
<p>O que dizer a mais sobre o autor, Marcos Almeida, este que transita pela Via Appia Antica que vai de Horácio, passando por Erasmo de Roterdã até Shakespeare? E tudo isso com propriedade que logra intimidar o mais arguto dos exegetas!</p>
<p>Estamos tratando de um estudioso e escritor que lê diretamente as fontes sem ter de se submeter ao traiçoeiro exercício de tradução levado a efeito por outrem. Almeida detém a distintiva capacidade de entender o idioma no qual imortais registraram seus sistemas filosóficos, seus poemas, suas crônicas, seus relatos históricos, suas tragédias e comédias.</p>
<p>Munido de largo e profundo conteúdo teórico e estético, o autor de &#8220;Velas Pandas&#8221; sabe valer-se muito bem dos bons ventos. Generoso, inclui o leitor na tripulação, porém mantém mão segura ao leme, cartografando as águas da História, da Literatura, das Belas-Artes, da Filosofia, da Música, da Mitologia, compreendendo bem a vastidão deste oceano que é o Pensamento Clássico.</p>
<p>Sua bússola, seu astrolábio, sua linha de sonda? A cultivada Razão, a elevada Gnose.</p>
<p>O índice da obra diz mais do que apenas funcionar como uma lista pela qual o leitor correrá o dedo. Eu diria que é um índice conceitual, e que adverte sobre o que virá dali em diante.</p>
<p>Então, vejamos, dispondo, aqui na ordem tal qual apresentada no livro: &#8220;Prudência: Uma Virtude Negligenciada; Roma X Cartago: O Vencedor leva tudo; Roma e os mistérios Dionisíacos;  Erasmo de Roterdã : loucura ou insensatez; Ovídio, Shakespeare e um caso de amor em comum; Algumas palavras sobre o amor (descuidadamente rabiscadas).</p>
<p>Sei que não é de bom tom, vale dizer, não estaria a obedecer a etiqueta compatível com o contexto, se danasse, aqui, a destrinchar cada capítulo.</p>
<p>Estaria longe do pouco de paciência dos contados leitores.</p>
<p>Sinceramente, nem sei se teria capacidade para tanto. Portanto, selecionei três capítulos, no intuito de dar uma ideia geral da obra. Caso o leitor se interesse, adquirirá o livro. Vamos lá!</p>
<p>Em &#8220;Prudência: Uma Virtude Negligenciada&#8221;, Marcos Almeida diz, de imediato, a que veio. Hoje em dia, não será qualquer um que escapará ao insosso e seboso palavreado da autoajuda (Brrrrr!). Mas o autor que motivou este artigo não é um qualquer. Ele mesmo esclarece que: &#8220;Uma vez que é impossível abordar toda a filosofia em poucas palavras, optei por exarar ilações acerca da prudência. Essa virtude através da qual proporcionamos equilíbrio à natureza humana. Horácio (65 -8 a.C.), laureado poeta dos tempos de Virgílio, Mecenas e do imperador Otávio Augusto, certa vez escreveu: &#8220;est modus in rebus&#8217; (Sermones I, 106). A frase posteriormente se transformou em uma máxima, que veio a ser um paradigma da temperança. Embora se possa traduzi-la de diversas maneiras, eis a minha proposição: há uma justa medida em todas as coisas. Fica evidente, portanto, que se trata de uma exaltação à manutenção do equilíbrio face às vicissitudes. Realizações, desejos, e &#8211; por que não dizer? &#8211; vícios humanos. Faz-se ali, enfim, uma celebração das excelências do valor da prudência, e é justamente sobre essa virtude tão importante, que faremos breve divagação&#8221;.</p>
<p>Pois bem, que o incauto e seduzido leitor, eis-me assim, não caia nesta: a &#8220;breve divagação&#8221;, proposta por Marcos Almeida, se configura num verdadeiro tratado. Independentemente da extensão do escrito. Com parte do capítulo tendo como pano de fundo as &#8220;Guerras Púnicas&#8221;, o escritor, além dos grandes nomes já citados acima, recorrerá a André Comte-Sponville, Aristóteles, Sêneca, Boécio, Isidoro de Sevilha e o poeta romano Pérsio. E nenhum é incluído de forma gratuita. As informações, as explicações e as justificativas do autor funcionam à guisa de firmes arcabouços.</p>
<p>Em &#8220;Roma e os mistérios Dionisíacos&#8221;, o culto a Dionísio, na Grécia, e sua extensão com outras denominações, no Império Romano, Marcos Almeida demonstra ainda que, com toda certeza, não seja um adepto aos ritos orgiásticos (no sentido compreendido na Antiguidade Clássica), é indubitavelmente um escritor iniciado. Ele relata, mas, também, emite juízos provenientes da percepção pessoal que tem diante dos fatos que narra: &#8220;Mas que ninguém se iluda: as bacanais eram no princípio um ritual essencialmente religioso, noturno e secreto. Veja o que o coro informa bem no começo de &#8216;As Bacantes&#8217;: &#8220;aquele que, para a alegria de Baco, foi iniciado nos seus mistérios celestiais e leva uma vida de devoção unindo o seu coração e alma em festejos báquicos nas colinas, purifica a alma de todo o pecado&#8221;.</p>
<p>A conclusão desse capítulo é elegante e pedagógica. Almeida preocupa-se em reiterar que tentou, ao máximo, tornar os textos &#8220;originais&#8221; reproduzidos o mais palatável aos leitores comuns,  entre os quais me incluo, sem o lastro (na verdade, nem a metade deste) que o escritor possui. Disposto a exercitar a honestidade intelectual, o autor esclarece que: &#8220;Nosso objetivo não foi escrever uma apologia daqueles prístinos rituais da era pré-cristã, nem também um libelo de ataque fervoroso à concupiscência Diferente de tudo isso, esse ensaio visa lembrar-nos quem fomos, e desvendar os atavismos que nem sempre ousamos revelar, e enfatizar o progresso social e ético que realizamos através dos tempos&#8221;.</p>
<p>E, apesar de todos os capítulos de &#8220;Velas Pandas&#8221; primarem pela qualidade em forma e conteúdo, o outro capítulo, nesta sequência que estabeleci, selecionado por mim, intitulado &#8220;Ovídio, Shakespeare e um caso de amor em comum&#8221;, tornou-se o meu preferido.</p>
<p>Nele, Marcos Almeida, traduzindo diretamente do latim, versos do prolífico poeta romano, contidos em &#8220;Metamorfoses&#8221;, cuja escrita influenciou (segundo, também, o professor de história antiga, pesquisador e latinista indiano Nasib Singh Gill) Chaucer, Shakespeare, Dante e Milton.</p>
<p>Almeida, ainda que ele mesmo previna ser mais um exercício de acurácia, estabelece com elegância, precisão, legitimidade, paralelos entre os versos compostos por Ovídio, em &#8220;Metamorfoses&#8221;, dedicados a Píramo e Tisbe, sobre sua história, amantes envolvidos por um destino cruel, e a tragédia shakespeariana &#8220;Romeu e Julieta&#8221;. As convergências são notáveis. O capítulo é abundante em informações. Fica claro que, fosse da disposição e vontade do autor, o tema redundaria em uma obra tão somente dedicada ao tema.</p>
<p>Marcos Almeida, como os melhores entre os intelectuais que detêm, de fato, denso lastro clássico, é um sedutor, e sabe muito bem disso. Com sagacidade, conduz o leitor por um outro caminho que não o da superficialidade e das soluções fáceis. Contudo, não complica gratuitamente, de forma pedante, seus argumentos a favor da muito provável paridade. Informa e explica. Indica o &#8220;quando&#8221;, o &#8220;como&#8221; e o &#8220;onde&#8221; ao leitor. Abre-lhe a vista diante da trilha das pedras. Comprovo isso a partir do seguinte trecho: (&#8230;) &#8220;em Sonho de Uma Noite de Verão, Shakespeare apresenta uma &#8220;peça dentro da peça, que é justamente a lenda de Píramo e Tisbe! Tendo sido escrita por volta de 1595 (no mesmo ano de Romeu e Julieta), isso dirime, portanto, qualquer dúvida quanto ao fato do bardo inglês ter conhecido em profundidade os versos de Ovídio. Há, ainda hoje em dia, certa polêmica em torno do nível de entendimento em latim de Shakespeare, e se ele teria adquirido habilidade o bastante para ler confortavelmente as &#8220;Metamorfoses&#8221; de Ovídio no original, e não em inglês. Afinal, poemas do cancioneiro francês retratando os lendários amantes babilônicos eram por demais conhecidos na época. O certo é que o autor de Romeu e Julieta fazia eventualmente uso da língua latina, e dos temas apresentados nos versos de Ovídio&#8221;.</p>
<p>Do primeiro ao último capítulo está presente um fator comum, creio eu, a todos os estágios da Civilização, a saber: o amor.</p>
<p>Seja o amor ao poder, aos deuses, a um homem por uma mulher, a uma mulher por um homem; seja pela modéstia, ou amor pela filosofia clássica e pelas viagens, durante as quais é possível meditar, como no caso de Erasmo de Roterdã.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-78027 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/WhatsApp-Image-2024-06-07-at-08.03.24.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Porém, com cuidado similar, não obstante muito abaixo, qualitativa e estrategicamente (diria, até mesmo, espúrio) do cultivado pelo gênio holandês, previno aos poucos legentes que é tão somente a minha reles opinião. Pois concluí a leitura de &#8220;Velas Pandas&#8221; com a depressiva certeza de que não passo de analfabeto funcional e emulador das próprias vergonhosas cincadas.</p>
<p>Não sendo dado, outrossim, a reinventar a roda, decidi, como soe acontecer, afogar minhas cognitivas mágoas mediante duas seguidas garrafas de um maravilhoso Vinho Occhio Nero Chianti Superiore D.O.C.G.</p>
<p>Mas continuo sem esperanças. A História não me absolverá.</p>
<p>Santé!</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A casa dos poemas regidos a óleo e torque</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-casa-dos-poemas-regidos-a-oleo-e-torque/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2023 13:56:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Guarnieri]]></category>
		<category><![CDATA[Casa das Máquinas]]></category>
		<category><![CDATA[estreia]]></category>
		<category><![CDATA[estudo poético]]></category>
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		<category><![CDATA[poemas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=61565</guid>

					<description><![CDATA[<p>CASA DAS MÁQUINAS, livro de estreia de Alexandre Guarnieri. Livro de poemas, um petardo diferenciado no rol do que já li. Um estudo poético sobre a maquinaria do mundo, com ou sem seus parafusos-fusos que apertam e afrouxam os nossos eixos de homem-humanidade, fator que pode ou não combustionar o rumo de todas as coisas. &#8230;</p>
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<p>CASA DAS MÁQUINAS, livro de estreia de Alexandre Guarnieri. Livro de poemas, um petardo diferenciado no rol do que já li. Um estudo poético sobre a maquinaria do mundo, com ou sem seus parafusos-fusos que apertam e afrouxam os nossos eixos de homem-humanidade, fator que pode ou não combustionar o rumo de todas as coisas. Poemas-válvula, poemas-rebite, poemas-cilindro, poemas-lâmpada, mecanophrenya generalizada. Repito: um petardo diferenciado no rol dos livros que já li, e olha que não foram poucos até aqui, no auge de meus 38 anos de idade e &#8211; bota aí&#8230; &#8211; uns 25 de amor à literatura, em especial à poesia.</p>
<p>Livro de capa preta. Livro de tarja assim também. Ele remedeia, ele escancara, ele previne um cancro maior, ou melhor, uma pane sem solução. Previne o caos com câncer da atualidade, já que o sistema já está instalado de tal maneira a nos sufocar os caminhares &#8211; uma prevenção do olhar, sim. Aí está: o componente zero da poética de Guarnieri neste livro é talvez um olhar absurdado através da fumaça das chaminés das fábricas, um olhar alterado sobre o barulho das maquinarias e de seus pontos de ferrugem, um músculo retesado diante da ameaça de domínio intercontinental por meio desses lestrigões da modernidade.</p>
<p>Luminária acesa, o poeta opera todos os botões antes da decisão que fataliza uma produção de opinião: o homem sabe que sabe. Duas válvulas de neurose na mente aturdida do homem mecânico mundial. Discos rígidos da memória para um backup urgentíssimo acerca do que fomos antes da invenção de tantas quinquilharias eletro-hidráulicas e etc. Três engrenagens atormentadas pela ínfima certeza de um dia a falha geral descambar na realidade. Quatro motores ligados rompendo a ânsia pelo capital monopolizado de agora e de sempre e de até quando? Poemas com cinco cilindros justapostos batendo sob um virabrequim de máculas e enjoos. A humanidade está pulsando em prol de uma robotização satânica que disfarça bem o mal. Onze rebites cravados na alma do ser, na alma do não-ser, na alma do sim e do não.</p>
<p>O que ainda pode uma máquina de datilografia num mundo de computadores megavelozes?</p>
<p>Na alameda industrial, o poeta saca o módulo inaugural, a pedra filosofal que rompe a inércia da vida transmoderna. A casa das máquinas somos nós. Casa e máquina, nós. Seres de neon, brilhantes, efervescentes entidades fabricadas para o uso, minerados com as dragas drágeas da dor escorrida pelas esteiras de metal e borracha. Qual a bitola certa para a mesquinhez da vida que levamos? Por que não atritamos mais diante das desventuras que nos abalam? Perdemos força? Perdemos?</p>
<p>Catálise pesada é a angústia de nascer e morrer na repetição, encantados pela música do trabalho a entorpecer até o mais rude ouvido. Poemas para uma marcha, para um batalhão desgovernado e alinhado aos mesmos conflitos diários de monotonia. Roupa suja de graxa, almoço frio, líquidos que entram goela adentro para lubrificar os pistões nossos de cada dia, dai-nos hoje um instante qualquer de inatividade!</p>
<p>&#8211; Não, diz a Máquina-Mor!</p>
<p>Tipos impressos em prensa desalinhada somos nós, seres humanos maquináveis, manobrados por outros seres humanos maquináveis. Cosmogonia sonora das turbinas que defloram infâncias, adolescências e jovialidades ingênuas.</p>
<p>&#8211; Vamos dormir que o cabeçote não aguenta! Vamos dormir que o século XX já veio!</p>
<p>CASA DAS MÁQUINAS é um livro de poemas escritos com o peso da poluição e com o medo do acidente central, que pode fazer com que tudo estanque no meio do caminho. Guarnieri escreveu não um livro com poesia, mas antes um livro que despoetiza o falso brilho dos cromos, um livro que atiça mais a gofada nebulosa dos escapamentos de enxofre e que nos torna tóxicos e pecadores pelo simples fato de permitirmos a existência supervalorizada de tais máquinas animadas e sem coração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________</p>
<p>(*) <strong>Germano Xavier</strong> nasceu em Iraquara, Chapada Diamantina-Bahia, em 1984. É jornalista pela UNEB e mestre em Letras pela UPE. Publicou o livro Clube de Carteado (Franciscana, 2006). Seu livro de contos intitulado Sombras Adentro (ainda não publicado) foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura (2016). Em 2021, publicou o livro O Homem Encurralado (Penalux); e em 2022 , Esplanada do Tempo, que compreende a segunda parte da Trilogia do Centauro. Escreve para encontrar o equador de todas as coisas.</p>
<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_46365" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Últimas do Literatura & Afins</span><div id="wplp_widget_46365" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="46365" style="" data-max-elts="10" data-per-page="3"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_46365" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_46365_77884" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/nivaldo-tenorio-e-as-camadas-do-conto/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91.png" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-660x330.png 660w" alt="Nivaldo Tenório e as camadas do conto" class="wplp_thumb" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/nivaldo-tenorio-e-as-camadas-do-conto/"  class="title">Nivaldo Tenório e as camadas do conto</a></div></div><div id="wplp_box_left_46365_77884" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_46365_77884" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_46365_77884" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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		<item>
		<title>Faz escuro no Brasil e no mundo, mas cantaremos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/faz-escuro-no-brasil-e-no-mundo-mas-cantaremos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jun 2022 11:03:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Faz escuro mas eu canto]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>
		<category><![CDATA[região amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[Thiago de Mello]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vozes fundamentais para a manutenção da vida são silenciadas a todo instante. Por vezes, a morte chega lenta, marota, tira o batimento dos corações e dos pulsos de um punhado de homens e mulheres que lançam ou lançaram luz sobre o mundo. Outras vezes, é o próprio homem que se adianta e se expressa com &#8230;</p>
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<p>Vozes fundamentais para a manutenção da vida são silenciadas a todo instante. Por vezes, a morte chega lenta, marota, tira o batimento dos corações e dos pulsos de um punhado de homens e mulheres que lançam ou lançaram luz sobre o mundo. Outras vezes, é o próprio homem que se adianta e se expressa com brutalismos e desgovernanças e violentas violências. No fim de tudo, é a vida quem termina sendo derrotada, esmagada, esganiçada, deturpada, estuprada, abafada&#8230; Daí que a rudeza da revolta precisa também vigorar, para que o canto pela existência insista em brotar de nossas bocas e mãos e abraços.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/06/livro-Thiago-de-Mello.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-54700 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/06/livro-Thiago-de-Mello-197x300.png" alt="" width="197" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/06/livro-Thiago-de-Mello-197x300.png 197w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/06/livro-Thiago-de-Mello.png 248w" sizes="auto, (max-width: 197px) 100vw, 197px" /></a>Quando eu soube do falecimento do poeta amazonense Thiago de Mello, no início de 2022, fui buscar seu livro &#8220;Faz escuro mas eu canto&#8221; em revisitação, certamente a sua obra-prima. O Amazonas nos deu o poeta Thiago de Mello e tal gesto não foi aleatório. Se há um lugar no Brasil, no continente e no mundo que carece de vozes de luta, poéticas ou não, este lugar é a região amazônica. Berço de todos os silêncios inaugurais e de todas as formas vitais, o Amazonas e a Amazônia necessitam com urgência de quem não silencie as suas dores e os seus golpes sofridos ano após ano, dia após dia.</p>
<p>A poesia presente em &#8220;Faz escuro mas eu canto&#8221; é aberta aos anseios da população brasileira, mesmo das gentes que mais se distanciam da região natural ao poeta. Em tempos tão sombrios como os de agora, nada mais útil e necessário do que beber da fonte de palavras e versos que nos inspiram coragem e luta. Se faz escuro, mas se cantamos, se não calamos, se não cessamos de erguer a voz e o braço, a manhã chega, a manhã chegará. Pode até tardar, mas chega, chegará.</p>
<p>É tempo de esperança, ainda é tempo de esperança. É tempo de buscar a vida verdadeira dentro de estatutos do Homem que não os impeçam de seguir adiante. É preciso cantar cantos de companhia em Tempos de Cuidados, elaborar toadas de ternura, criar palavras de alegria no corpo e na alma, insistir no pão nosso de cada dia, cantar a música que clareia, o fonema que é raiz, desinventar o amargo das coisas todas, ser o próprio sereno a serenar.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>É preciso trabalhar</p>
<p>todos os dias</p>
<p>pela alegria geral.</p>
<p>É preciso aprender</p>
<p>esta lição todos os dias</p>
<p>e sair pelas ruas</p>
<p>cantando e repartindo</p>
<p>a esperança,</p>
<p>a mão cristalina,</p>
<p>a fronte fraternal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Thiago de Mello.</p>

			</div></div>
<p>__________</p>
<div>(*) <strong>Germano Xavier</strong> nasceu em Iraquara, Chapada Diamantina-Bahia, em 1984. É jornalista pela UNEB e mestre em Letras pela UPE. Publicou o livro Clube de Carteado (Franciscana, 2006). Seu livro de contos intitulado Sombras Adentro (ainda não publicado) foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura (2016). Em 2021, publicou o livro O Homem Encurralado (Penalux); e em 2022 , Esplanada do Tempo, que compreende a segunda parte da Trilogia do Centauro. Escreve para encontrar o equador de todas as coisas.</div>
<div></div>
<div><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  </em><em>Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Sobre as festas particulares do corpo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sobre-as-festas-particulares-do-corpo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Apr 2022 16:19:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Corpo de Festim]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[reações]]></category>
		<category><![CDATA[revisto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=51231</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando li Casa das Máquinas, livro de estreia de Alexandre Guarnieri, eu já havia dito/escrito que estava diante de um conjunto de petardo-poemas diferenciado no rol do que já havia lido até então. O livro era/é uma investigação poética sobre a maquinaria do mundo, “com ou sem seus parafusos-fusos que apertam e afrouxam os nossos &#8230;</p>
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<figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 219px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-25901" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg" alt="" width="219" height="214" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg 409w" sizes="auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Germano Viana Xavier (*)</figcaption></figure>
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<p>Quando li Casa das Máquinas, livro de estreia de Alexandre Guarnieri, eu já havia dito/escrito que estava diante de um conjunto de petardo-poemas diferenciado no rol do que já havia lido até então. O livro era/é uma investigação poética sobre a maquinaria do mundo, “com ou sem seus parafusos-fusos que apertam e afrouxam os nossos eixos de homem-humanidade, fator que pode ou não combustionar o rumo de todas as coisas. Poemas-válvula, poemas-rebite, poemas-cilindro, poemas-lâmpada, mecanophrenya generalizada&#8230;”</p>
<p>O singular livro da capa preta agora cede espaço no território-criador de Guarnieri para outro rebento-solar: seu segundo livro, intitulado de Corpo de Festim. Livro da capa verde, com Houdini acorrentado, esboço-simulação de uma criação para a larga estrada da humanidade asfaltada através dos invólucros perfeitos: os corpos das coisas e até mesmo o corpo do próprio corpo: a ideia da possibilidade do banquete particular sempre disponível.</p>
<p>Aqui-agora neste, Guarnieri não remedeia nada de nossos males, não escancara aflições, não mais nos previne dos cancros maiores de nossas amarguras; melhor, explica a pane da vida desde o átomo primordial das ausências até a supernova celular das vistas opacas. E explica o passo-a-passo de nossos passos sombreando, com tortuosos verbos, como tem de ser o mistério em essência.</p>
<p>O revisto caos com câncer da atualidade-homem é, pré-leitura-pós, constantemente relembrado em todos – ou quase todos &#8211; os seus filtros invisíveis, já que o plasma medular da vida está agora embutido em todas as veias de palavra-vãos utilizadas pelo poeta-imagético/sensorial carioca. Assim, suspeitaremos durante todo o livro de uma porção um tanto mais espessa acerca de nossa origem animal-animalesca, sem deixar de lado a nossa porção-pensamento/sentimento.</p>
<p>De tal maneira forte a substância do livro que o caminho dos sentido-significados é sufocado pelo senso de arrependimento, ou ao menos de angústia por termos nascido e sermos nascentes, também. A vida se torna um desacerto dentro da grande-poesia de Corpo de Festim e o erro, um elemento elegantemente elogiado e extremamente funcional.</p>
<p>Aí está, novamente: o componente-marco da poética de Guarnieri, tendo em vista seus dois livros primeiros, é talvez um olhar uníssono sobre o enredo de nossos dias. O poeta parece atravessar a rua, no meio do tráfego violento, para nos dizer das coisas que existem dos outros lados, nas outras margens de nós mesmos. Do outro lado, repito, uma sempre-possibilidade. O corpo: uma casa, uma máquina, uma fonte eterna de tudo, mesmo quando alquebrado, sem vida ou morno.</p>
<p>Guarnieri se prostra diante do mundo doente para fazer intervenções pontuais: opera a carne humana, faz corte na carne anímica, elabora sucção da carne terrena, mete-se a reter os líquidos que extravasaram durante os noturnos tempos sem aurora, faz a cirurgia que entreabre a malha do tecido-pele, espeta a bolha e faz de conta que é o fotógrafo da explosão ao mesmo tempo em que inaugura qualquer espécie de pulso. Corpo de Festim é um livro de poemas escritos com o auxílio de um estetoscópio. Guarnieri, antes de fazer o papel de um médico do coração dos corpos do mundo, diagnostica os módulo-nódulos do ócio e de nossas bruscas des-frenagens cotidianas.</p>
<p>Afinal, o que poderíamos ser se tivéssemos feito tudo de outra maneira? O que ainda dá para ser se escolhermos mudar a rota? Não há um resultado definido ao final: nem a morte fica anunciada sob a maca que carregamos sem saber. Há sim, um peso. Um peso por sermos o centro dos movimentos de Nada-Tudo, um peso por pensarmos que somos. Tudo, como em Casa das Máquinas,  permanece alterado no meio do caminho, com numa experiência. Guarnieri, não obstante suas denotativas evoluções, segue a escrever não livros com poesia, mas livros que despoetizam o que é elemento-impostor, inverdade. Para ele e seu Corpo de Festim, o que importa é o avesso dos lados retos, o irresolvido dos absolutismos, a eletricidade nos nervos atingidos e suas prováveis reações sinestésico-inomináveis.</p>
<p>____</p>
<div>(*) <strong>Germano Xavier</strong> nasceu em Iraquara, Chapada Diamantina-Bahia, em 1984. É jornalista pela UNEB e mestre em Letras pela UPE. Publicou o livro Clube de Carteado (Franciscana, 2006). Seu livro de contos intitulado Sombras Adentro (ainda não publicado) foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura (2016). Em 2021, publicou o livro O Homem Encurralado (Penalux), que compreende a primeira parte da Trilogia do Centauro. Escreve para encontrar o equador de todas as coisas.</div>
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<div><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  </em><em>Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></div>
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<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_46365" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Últimas do Literatura & Afins</span><div id="wplp_widget_46365" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="46365" style="" data-max-elts="10" data-per-page="3"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_46365" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_46365_77884" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/nivaldo-tenorio-e-as-camadas-do-conto/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91.png" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Design-sem-nome-91-660x330.png 660w" alt="Nivaldo Tenório e as camadas do conto" class="wplp_thumb" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/nivaldo-tenorio-e-as-camadas-do-conto/"  class="title">Nivaldo Tenório e as camadas do conto</a></div></div><div id="wplp_box_left_46365_77884" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_46365_77884" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_46365_77884" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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		<title>&#8220;A dor do mundo&#8221; foi a inspiração de Carlos Cauê para seu novo livro Sinfonia da Desesperança</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/carlos-caue-titular-da-secom-da-prefeitura-de-aracaju-a-imprensa-e-imprescindivel-a-sociedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Dec 2021 09:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carlos Roberto da Silva. Talvez em Sergipe poucas pessoas saibam exatamente quem é esse cidadão, mas todos conhecem Carlos Cauê &#8211; jornalista, publicitário, escritor e poeta, dono de uma trajetória profissional vitoriosa. Sim, pois como homem de marketing teve sucesso em 16 campanhas políticas sob sua batuta, e atualmente dirige a Secretaria de Comunicação da &#8230;</p>
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]]></description>
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<p>Para ele, ser secretário de Comunicação “é uma experiência enriquecedora, cujo feedback da sociedade traz imensa satisfação. Constatar que a sociedade aracajuana conhece, respeita e valoriza o trabalho da Prefeitura de Aracaju é a melhor recompensa”, disse Cauê. Atento a tudo que acontece na capital e no país, ele lamenta os discursos negacionistas, os ataques sofridos por jornalistas constantemente &#8211; por parte do mandatário do país -, e assegura que “a imprensa é imprescindível à sociedade”.</p>
<figure id="attachment_46984" aria-describedby="caption-attachment-46984" style="width: 338px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191432.781.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-46984" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191432.781-300x231.png" alt="" width="338" height="260" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191432.781-300x231.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191432.781-1024x788.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191432.781-768x591.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191432.781.png 1300w" sizes="auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px" /></a><figcaption id="caption-attachment-46984" class="wp-caption-text">Cauê, Cidadão Sergipano Foto: Joel Cruz/Alese</figcaption></figure>
<p>Mas em meio a tantos problemas que pontuaram estes últimos dois anos – com a chegada da Covid-19, que tirou o mundo da situação de “conforto” – Cauê, neste turbilhão, produziu literatura e das boas. Na próxima quarta-feira, 22, ele lança o livro “Sinfonia da Desesperança” cujos contos retratam “desespero, fé e esperança, um pequeno mosaico das emoções e sentimentos que vivemos”, diante da pandemia.</p>
<p>&#8220;É difícil viver esses tempos sem se deixar ser atingido pela nossa fragilidade, sem se comover com a dor de tantos que perderam entes queridos, sem sofrer por tanta morte, tanto sofrimento, tanta desarrumação que o mundo e as gentes viveram. Esse foi o duro processo de inspiração: a dor do mundo&#8221;, completou.</p>
<p>Nascido em Maceió há exatos 60 anos, Carlos Cauê desembarcou em Aracaju em 1980 para estudar Engenharia Química, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), migrou para Comunicação Social, habilitando-se em Jornalismo em 1997. No ano passado recebeu dois prêmios: Melhor Marqueteiro de Sergipe, concedido pelo site Imprensa 24 horas; e o título de Cidadão Sergipano, na Assembleia Legislativa, numa iniciativa do presidente da Casa, deputado Luciano Bispo.</p>
<p>Cauê segue na Secom, mas também está à espera de uma nova campanha de marketing político, na qual alia, como ele próprio define, “profissionalismo, humildade, ciência e honesta observação da vida e da sociedade”. E por que não uma boa química?</p>
<p>Confira agora a entrevista que Carlos Cauê concedeu ao <strong>Só Sergipe</strong>. Está imperdível.</p>
<p><strong> <a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Inserir-um-subtitulo.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-46988 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Inserir-um-subtitulo-200x300.png" alt="" width="210" height="315" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Inserir-um-subtitulo-200x300.png 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Inserir-um-subtitulo-683x1024.png 683w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Inserir-um-subtitulo-768x1152.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Inserir-um-subtitulo.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px" /></a></strong></p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; No próximo dia 22, o senhor lança o livro “Sinfonia da Desesperança”, no qual reúne uma coletânea de 12 crônicas. Como ocorreu o processo de inspiração para escrever estas crônicas?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ</strong> – A própria realidade vivida pelo mundo nos dois últimos anos foi a base sobre a qual construí essa coletânea, a partir da observação do mundo, sobretudo da estranheza e da dor que o mundo sofreu e ainda vem sofrendo, pondo a humanidade à prova. É difícil viver esses tempos sem se deixar ser atingido pela nossa fragilidade, sem se comover com a dor de tantos que perderam entes queridos, sem sofrer por tanta morte, tanto sofrimento, tanta desarrumação que o mundo e as gentes viveram. Esse foi o duro processo de inspiração: a dor do mundo.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; As crônicas foram escritas durante a pandemia que, infelizmente, ainda não acabou. Todos os escritos fazem reflexões sobre este momento incomum que o senhor e todos nós estamos vivendo?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ </strong>– Todas as crônicas falam sobre isso, abordando aspectos diferentes umas das outras, mas todas elas estão centradas nisso, nas variadas percepções e vivências dos seres humanos durante a pandemia. São estupefações de quem viveu esse assombro coletivo, interrogações de quem se perguntou o tempo todo “por quê?”, reflexões de quem assomou à janela da vida pra tentar entender o que estava se passando, ações de quem teve que decidir o que fazer, a quem escolher, como se portar. Há também desespero, fé, esperança. Na verdade, um pequeno mosaico das emoções e sentimentos que vivemos.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Qual conto é o carro-chefe dessa obra e por quê?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ</strong> – Não há um carro chefe, até porque as situações narradas em cada uma delas são complementares, deslocando-se do eixo pessoal mais profundo até a observação mais ampla do sofrimento humano. Seja na Itália, onde caminhões do exército, num cortejo,  transportavam corpos para serem cremados em cidades vizinhas, pela absoluta falta de espaços nos cemitérios locais, seja pela incredulidade de uma dona de casa que se viu prisioneira em sua própria casa e entendeu que o mundo estava esquisito, um morador de rua que viu suas ruas ficarem desertas, ou profissionais de saúde que tiverem que tomar dolorosas decisões. A única coisa que unifica tudo é a estranheza de um tempo cujas lições ainda não começamos a aprender de todo.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Em 1999, o senhor publicou o livro “Contos de Vida e Morte”. É possível estabelecer uma comparação entre essa obra e a “Sinfonia da Desesperança”, tanto na sua forma de ver o mundo, como também de retratá-la nos seus escritos?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ</strong> – A matéria da literatura é o ser humano e todas as suas orquestrações. Nesse sentido se pode dizer que, sim, há um móvel de comparação objetivo, mas a singularidade do tempo que vivemos, ao mesmo tempo, diferencia um livro do outro. Além do mais, aquele foi meu livro de estreia, no qual o próprio gênero literário não está completamente definido, alternando-se entre contos, crônicas e textos livres, como os de agora. Também nunca fui de aprisionar minha literatura nos compartimentos de regras acadêmicas. E o mundo de hoje, com todas as convergências que pôs em marcha, vem amalgamando outras formas de expressão que talvez não caiba mais nos manuais de antanho. Tudo converge, tudo dialoga, tudo se transforma. E é bom que seja assim.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Há outras produções literárias em vista?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ –</strong> Sim. No próximo ano devo lançar mais um livro de poesia. Estou em fase de reunião delas. Também vou lançar uma coletânea de vídeo-poemas, interpretado apenas por mulheres. Já há um material produzido em fase de edição, faltando apenas outras integrantes, cujas agendas ainda não nos permitiram a captação do material. Mas, vamos fazê-la em breve.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O senhor é jornalista. Como analisa o trabalho da imprensa no país, neste momento de muitas dores, e quais as principais dificuldades que estes profissionais enfrentam?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ –</strong> A imprensa é imprescindível à sociedade. Sobretudo nos tempos em que a democracia sofre ataques violentos como os que temos visto no Brasil, ela torna-se mais necessária. Creio que ela vem cumprindo um bom papel, mas a imprensa não é algo monolítico, integral. Ela também possui variadas faces, algumas delas, infelizmente, contra a própria democracia. Vimos isso num passado recente e, mesmo hoje, uma parte dela ainda serve de força auxiliar ao conservadorismo. É lamentável, mas é a expressão de uma sociedade plural como a nossa.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Os jornalistas vêm sendo desrespeitados pelo atual mandatário do país. O exemplo mais recente ocorreu em Itamaraju, no sul da Bahia, com repórteres da TV Bahia e da TV Aratu. E já aconteceu aqui em Sergipe também. Que lições esses episódios deixam para os jornalistas?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ –</strong> É o preço da barbárie a qual retroagimos. Só é preciso lembrar que parte dessa mesma imprensa que sofre hoje esses ataques, ajudou a produzir o algoz que os ataca no presente. Mas, é inaceitável. E não são só os jornalistas que são vítimas dessa barbárie, artistas, professores, ambientalistas, trabalhadores de modo geral vêm sendo rotineiramente depreciados e atacados pelo governante deste país.</p>
<figure id="attachment_46982" aria-describedby="caption-attachment-46982" style="width: 481px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191010.953.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-46982" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191010.953-300x214.png" alt="" width="481" height="343" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191010.953-300x214.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191010.953-1024x731.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191010.953-768x549.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Design-sem-nome-2021-12-18T191010.953.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 481px) 100vw, 481px" /></a><figcaption id="caption-attachment-46982" class="wp-caption-text">Cauê, tomando posse como titular da Secom Foto: Ana Lícia Menezes/PMA</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O senhor lidera uma equipe de profissionais na Secom. Como é esse trabalho de desafiar-se todos os dias para dar a informação correta, mostrando tanto o lado político do prefeito Edvaldo Nogueira como também fazendo prestação de serviços à população?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ –</strong> É uma experiência enriquecedora cujo feedback da sociedade traz imensa satisfação. Constatar que a sociedade aracajuana conhece, respeita e valoriza o trabalho da Prefeitura de Aracaju é a melhor recompensa, porque sei que parte desse reconhecimento nasce da nossa capacidade de dar visibilidade ao nosso trabalho, e isso está na raiz do nosso ofício como comunicadores que somos nessa equipe. É um trabalho coletivo, reconhecido, inclusive, nacionalmente, do qual sinto enorme orgulho.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Como tem sido trabalhar a comunicação nesse momento atípico, quando a ciência nos diz como lidar para combater a Covid-19, mas outros insistem em propagar fake-news com discursos negacionistas? A comunicação teve que se reinventar?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ –</strong> Cada tempo traz os seus desafios. Parece que os nossos são vencer a cegueira do atraso e lutar por um novo tempo de luzes. A verdade vencerá, assim como a justiça, o bem e o futuro.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Mudando de assunto, estamos às vésperas de um ano político. O senhor foi vitorioso em 16 campanhas políticas, portanto, o seu talento é inquestionável, seu nome é uma referência em marketing político. Qual o segredo para o sucesso &#8211; tanto o seu, como o dos seus assessorados?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ –</strong> Profissionalismo, humildade, ciência e honesta observação da vida e da sociedade. Sem artificializar situações ou pessoas, sem desprezar a ciência, entendendo que o marketing é apenas uma ferramenta, não é uma varinha mágica. É a política o rio caudaloso que engendra e resolve os processos eleitorais.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Em 2022, o prefeito Edvaldo Nogueira será o candidato a governador de Sergipe.  O senhor já começou a organizar a próxima campanha de marketing?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ –</strong> O prefeito Edvaldo Nogueira colocou o seu nome à disposição do agrupamento que ele integra, para que seja analisado, juntamente com o nome dos outros postulantes. A decisão de quem será o candidato será coletiva, acredito eu que, levando em conta qual seja o melhor nome, o mais capaz de conduzir o grupo à vitória e com mais condições de conduzir o estado de Sergipe num processo ascendente de progresso, desenvolvimento, solução dos problemas e à modernidade que todos nós queremos que chegue, ofertando inclusão social e elevação da qualidade de vida.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O fato de Edvaldo Nogueira ser o prefeito mais longevo de Aracaju e a administração dele serão credenciais importantes nas eleições de 2022?</strong></p>
<p><strong>CARLOS CAUÊ –</strong> Eu diria que indispensáveis. A possibilidade de o prefeito Edvaldo vir a ser candidato ao cargo de governador se dá fundamentalmente porque Sergipe e os sergipanos conhecem o seu trabalho, veem o repertório de conquistas que a capital tem apresentado ao longo desses anos, a profunda alteração de qualidade que ele impingiu à vida urbana por aqui e desejam isso para Sergipe como um todo.</p>
<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_46150" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Últimas notícias:</span><div id="wplp_widget_46150" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="46150" style="" data-max-elts="10" data-per-page="3"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_46150" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_46150_100305" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/avenida-beira-mar-tera-interdicao-neste-sabado-1o-para-corrida-em-alusao-ao-dia-do-pedestre/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Design-sem-nome-16-1.jpg" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Design-sem-nome-16-1.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Design-sem-nome-16-1-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Design-sem-nome-16-1-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Design-sem-nome-16-1-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Design-sem-nome-16-1-660x330.jpg 660w" alt="Avenida Beira Mar terá interdição neste sábado, 1º, para corrida em alusão ao Dia do Pedestre" class="swiper-lazy wplp_thumb" /><div class="swiper-lazy-preloader"></div></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/avenida-beira-mar-tera-interdicao-neste-sabado-1o-para-corrida-em-alusao-ao-dia-do-pedestre/"  class="title">Avenida Beira Mar terá interdição neste sábado, 1º, para corrida em alusão ao Dia do Pedestre</a></div></div><div id="wplp_box_left_46150_100305" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_46150_100305" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_46150_100305" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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		<title>Germano Xavier lança seu segundo livro de poemas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/germano-xavier-lanca-seu-segundo-livro-de-poemas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 May 2021 09:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentação &#8211; Luís Osete Ribeiro Carvalho É possível que não haja epíteto mais preciso para definir a ventura humana do que o título deste livro de Germano Xavier: O Homem Encurralado, que Luísa Fresta verteu para a língua do bicentenário poeta Charles Baudelaire como L’Homme Acculé. Quinze anos depois de seu primeiro compêndio poético, intitulado &#8230;</p>
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<p style="text-align: right;"><em>Apresentação &#8211; Luís Osete Ribeiro Carvalho</em></p>
<p style="text-align: justify;">É possível que não haja epíteto mais preciso para definir a ventura humana do que o título deste livro de Germano Xavier: O Homem Encurralado, que Luísa Fresta verteu para a língua do bicentenário poeta Charles Baudelaire como L’Homme Acculé. Quinze anos depois de seu primeiro compêndio poético, intitulado Clube de Carteado (2006), Germano se firma na busca obstinada por desvelar o porto dos disfarces da sórdida engrenagem social onde ancoramos a nossa indubitável condição de náufragos do caos.</p>
<p style="text-align: justify;">A matéria que enlaça os cinquenta e um poemas sequenciados em algarismos romanos, desde o anúncio de Nulla até o crepúsculo de L (ou Um fim), corporiza as várias dimensões cotidianas do encurralamento contemporâneo. Imerso em um rude cenário pandêmico, o poeta avista da janela o mais fundo das nossas retinas e sintetiza a rija paisagem que sobra de alguma coisa móvel que se desassossega no ar.</p>
<p style="text-align: justify;">Invisível, imprevisível, frio e febril, o novo coronavírus é o cavalo ensinado do nosso gigante Nada sobressalente, do nosso imenso Tudo inquietante. É, na metáfora poética que o presente faz desver, a gota d&#8217;água da grande catástrofe que desveste as cercanias do curral e, no murmúrio seco das vistas sem fé, atualiza o desamparo telúrico do dilúvio universal.</p>
<p style="text-align: justify;">Como resultado da inundação suprema, inscrita em tantas narrativas míticas, resta uma humanidade purificada e preparada para renascer sobre rastros desmanchados, paisagens desfiguradas, povos exterminados, memórias apagadas. Mas, antes de girar a manivela do fim, há o sopro divino no ouvido de alguém que possa contar | e cantar | o lugar em que se forma o silêncio, preenchendo de sentido | um texto de dúvidas | um novo mundo desenterrado pela palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">E é aí que toma alma e carne o osso temporal da orelha interna de alguns poetas, como Germano, que se lançam a certa prática de escritura, ao trazer notícias do dilúvio, ao iluminar o arquétipo da sombra, ao experimentar o dentro/fora do vazio e ao converter a trama em desejo, o caminho em leitura, o trajeto em relato. São esses vates que atravessam a devastação terrena como se mergulhassem, intrépidos, no mar aberto do existir.</p>
<p style="text-align: justify;">A experiência poética que aqui submerge, em meio à perplexidade da descoberta das nossas múltiplas fragilidades, revela os destroços coletivos na praia de todos os naufrágios, como Regina Correia escreve no luminoso posfácio desta obra. Em inspirada mirada crítica sobre o Eu-Nós do Homem Encurralado, Regina reúne as tábuas do cercado e edifica uma arca de sentidos para uma precisa navegação na imprecisão dessa vida confinada que Germano poetiza.</p>
<p style="text-align: justify;">Há salvação para a grande catástrofe no horizonte da linguagem. E o convite é para você, ser vivente encurralado, sem exceção alguma, adentrar as páginas desta estrada literária e essencialmente inconclusa: entre o céu e o poema // entre a terra e o poema // entre a viagem e o poema // entre // e tente ficar.</p>
<p style="text-align: justify;">Já disponível em pré-venda pela Editora Penalux.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.editorapenalux.com.br%2Floja%2Fo-homem-encurralado%3Ffbclid%3DIwAR3J57wIE7Fq35l9JdVQY8zeljN49VROVsb_as5wwG8JYj1TZnb8GqWM-fs&amp;h=AT2mdfy-_QUjibUE7HdlhrXB7dp2PeVwchrtGGybPDKd8p2cFUPx0hak9NnZmUMERMkh4BgDGNqrf8V6UTtH3CmWvtRd7UaS50bzZHD-hDH3EyvZGP6VhAWJGvHPsousdFJX&amp;__tn__=-UK*F&amp;c%5b0%5d=AT2NDjf2vYyplAq5i0p8JIjZrdWFsg4LZlVLCSj-CRiZ_sII_bIYq6hi3L9_dEXbyiKlcyvBCJD5FUhOvKWa4_Bx2PvpZkmkFaIftT3GJxzJgve_9s_YH1wi2HxBaTQEPBW-2NdWnrDt7JF8hWZhwWgVqw">https://www.editorapenalux.com.br/loja/o-homem-encurralado</a></span></p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-30T232850.179.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-40784 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-30T232850.179.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-30T232850.179.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-30T232850.179-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-30T232850.179-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-30T232850.179-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-30T232850.179-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">(*) <strong>Germano Xavier</strong> nasceu em Iraquara, Chapada Diamantina-Bahia, em 1984. É jornalista pela UNEB e mestre em Letras pela UPE. Publicou o livro Clube de Carteado (Franciscana, 2006). Seu livro de contos intitulado Sombras Adentro (ainda não publicado) foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura (2016). Em 2021, publicou o livro O Homem Encurralado (Penalux), que compreende a primeira parte da Trilogia do Centauro. Escreve para encontrar o equador de todas as coisas.</p>
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		<title>O grafismo de Bruno Macacore transforma o bairro Bugio, em Aracaju</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-grafismo-de-bruno-macacore-transforma-o-bairro-bugio-em-aracaju/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 May 2021 10:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Se você quiser ouvir o canto dos pássaros, não compre gaiola. Plante árvores!”. Essa é apenas uma das muitas mensagens espalhadas pelo bairro Bugio, em Aracaju, pelo grafiteiro e artista plástico Bruno Bezerra Santos, mais conhecido como Bruno Macacore. Há 13 anos, ele promove diversas atividades culturais no bairro desde que fundou o Movimento Macacore, &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">“Se você quiser ouvir o canto dos pássaros, não compre gaiola. Plante árvores!”. Essa é apenas uma das muitas mensagens espalhadas pelo bairro Bugio, em Aracaju, pelo grafiteiro e artista plástico Bruno Bezerra Santos, mais conhecido como Bruno Macacore. Há 13 anos, ele promove diversas atividades culturais no bairro desde que fundou o Movimento Macacore, hoje incorporado ao seu nome. Mas o que é mesmo Macacore?  É a abreviatura de Movimento Ambientalista Comunicador Artístico Cultural Opositor Reformador Ecológico. Há, ainda, outro detalhe para explicar o nome do movimento. É que Bugio é o nome de uma das espécies de macacos.</p>
<p style="text-align: justify;">A pandemia da Covid-19 frustrou os planos de Bruno Macacore, mas não sua disposição. Um dos projetos é ter, no bairro, uma galeria de arte. Hoje, Bruno já tem os instrumentos necessários para uma banda, que antes da pandemia fazia apresentações em diversos bairros de Aracaju. “Já fizemos trabalhos no Incra, onde revitalizamos uma parede, fizemos  no Centro de Criatividade,  nos bairros Coroa do Meio, América e aqui no Bugio atuamos bastante”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Favela-do-Amor.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-40428 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Favela-do-Amor.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Favela-do-Amor.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Favela-do-Amor-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Favela-do-Amor-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Favela-do-Amor-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Favela-do-Amor-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a>Ele lembra de uma atividade na Comunidade do Amor (ou Favela do Amor), anteriormente chamado de  loteamento Anchietão.  “Foi sensacional o trabalho que fizemos ali. Grafitamos 47 barracos, chegamos junto das pessoas e levamos cestas básicas a 270 moradores. É algo que quero voltar a fazer”, deseja Bruno Macacacore.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Inspiração</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T165331.159.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-40438 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T165331.159-300x300.png" alt="" width="142" height="142" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T165331.159-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T165331.159-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T165331.159-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T165331.159-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T165331.159.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 142px) 100vw, 142px" /></a>Desde criança que a arte segue os caminhos de Bruno Macacacore. Ele lembra que, quando tinha 8 anos de idade, sua referência foi o amigo Edilson, dono de salão de corte de cabelo e também artista plástico. Como Bruno ia sempre ao salão, começou a ter contato com a arte plástica e também ouvia MPB e rock. “Ele me incentivou e fui desenvolvendo por conta própria. Foi um toque que tive e levei para a minha vida”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163050.116.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-40432 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163050.116-300x300.png" alt="" width="157" height="157" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163050.116-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163050.116-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163050.116-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163050.116-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163050.116.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 157px) 100vw, 157px" /></a>“Era algo que me movia e no decorrer do tempo foi acontecendo. Sempre estive ligado ao teatro, shows, enfim, à cultura como um todo. E são 13 anos nisso”, completou Bruno Macacore. Nesse tempo de estrada, ele viajou o país mostrando, não só a sua arte, mas as produzidas por outros artistas do Bugio e de Aracaju. “Fizemos um intercâmbio cultural em Curitiba, levamos o nosso forró nordestino e aprendemos sobre a bela cultura curitibana. No momento em que a pandemia passar, queremos voltar a Curitiba e, também, trazer, os artistas de lá para vivenciarem nossa cidade, nosso bairro”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163404.372.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-40433 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163404.372-300x300.png" alt="" width="141" height="141" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163404.372-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163404.372-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163404.372-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163404.372-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Design-sem-nome-2021-05-21T163404.372.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 141px) 100vw, 141px" /></a>Enquanto esse dia não chega, Bruno Macacore segue, com sua arte embelezando as escolas estaduais e municipais do Bugio, afinal, como ele mesmo diz, “tem muita coisa a ser feita”. E nesse ritmo intenso de trabalho, do fazer arte, é sempre bom dar uma pequena pausa para refletir o que o poeta Fernando  Pessoa ensina num poema que pode ser lido numa das paredes do Bugio. “Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol;  ambos existem, cada um como é”.</p>
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		<title>Borges e o esquecimento que devora tudo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/borges-e-o-esquecimento-que-devora-tudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2020 11:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<category><![CDATA[escritor argentino]]></category>
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		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1899. Viveu perto de 87 anos e adquiriu a cegueira mais incorrigível como “prêmio” por tanto amor e devoção à literatura. Autor de diversas obras, Borges sempre esteve no mais alto patamar do cânone literário. Dono de uma palavra tecida sobre o sudário do misterioso, do &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1899. Viveu perto de 87 anos e adquiriu a cegueira mais incorrigível como “prêmio” por tanto amor e devoção à literatura. Autor de diversas obras, Borges sempre esteve no mais alto patamar do cânone literário. Dono de uma palavra tecida sobre o sudário do misterioso, do secreto e do mitológico, do metafísico e do fantástico, o homem que tinha verdadeira paixão por livros, principalmente enciclopédias, era possuidor de uma linguagem marcada por construções e narrativas labirínticas &#8211; leia-se &#8220;labirinto&#8221; como lugar de achar-se e perder-se. Para ele, era no espaço do texto onde tudo poderia acontecer, inclusive o despertar para a vida, inclusive o entendimento perante o dilema da morte, genitora de outros nascimentos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/08/capa-do-livro-O-Fazedor.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31856 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/08/capa-do-livro-O-Fazedor-191x300.jpg" alt="" width="191" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/08/capa-do-livro-O-Fazedor-191x300.jpg 191w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/08/capa-do-livro-O-Fazedor.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 191px) 100vw, 191px" /></a><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/08/O-Fazedor-Jorge-Luis-Borges.pdf">O Fazedor  </a></span>publicado primeiramente em 1960, é, segundo ele, seu livro mais pessoal, mais íntimo, mais próximo do homem Jorge Luis Borges. Quase sem linearidade, desprovido de uma unidade morfológica e temática, misto de poemas, ensaios e contos, O FAZEDOR revela um Borges preocupado com as nuances de sua vida &#8220;comum&#8221;, como pode ser percebido já no texto de abertura do livro intitulado homonimamente. Neste texto, falando sobre sua cegueira, Borges finaliza com a seguinte construção: &#8220;Sabemos estas coisas, mas não as que sentiu ao afundar até a última sombra&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Remoído e remoendo-se diante da tão extensa potência da memória, e agora sobrepujado pela presença da possibilidade do esquecer, do deslembrar o sentido das coisas e de suas faces, de suas sensações e iminências sígnicas, o escritor parece amargar um sentimento de derrota frente à evolução do seu corpo, do seu organismo que, velho e já gasto pelo uso, pressente o fim chegando. Ainda no texto, Borges questiona: &#8220;Por que lhe vinham essas lembranças e por que chegavam sem amargura, feito mera prefiguração do presente?&#8221;, duvidando, talvez, ou simplesmente incrédulo ao suspeitar da existência dessa forma viva, autônoma, agente de si: a memória.</p>
<p style="text-align: justify;">Atulhado de emoções e recortes de lembranças, livrescas ou não, Borges altera a morosidade da mecânica das reminiscências e põe na superfície do tempo, à mostra de tudo e de todos, o rosto que há por debaixo do capacho humano, do tapete de nossa mente, livrando-nos de certas mortalidades e fragilidades infantis. &#8220;O que morrerá comigo quando eu morrer?&#8221;, pergunta o argentino, falecido em Genebra no ano de 1986. Percebe-se a sapiência e o alumbramento diante da existência de algo mais que não somente a armadura do corpo, da matéria, e essa percepção vai se perlongar nas páginas do livro inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais adiante, no texto <em>Dreamtigers</em>, diz assustado: &#8220;(Ainda me lembro dessas figuras: eu, que não consigo recordar sem engano a fronte ou o sorriso de uma mulher).&#8221; É a memória que persiste em não morrer, mesmo dentro da escuridão da visão ofuscada, opaca, translúcida. O susto de ter um-outro-olho, um olho que não para de lembrar, de ver, de rememorar, de reviver.</p>
<p style="text-align: justify;">Após iniciado o confronto, Borges retalha-se em perguntas, a tomar como exemplo: &#8220;O que pratiquei com fervor na infância?&#8221; &#8211; quase uma tentativa de descobrir as razões que o fizeram possuir o &#8220;bem&#8221; ou o &#8220;mal&#8221; do guardar tudo, dentro de si. E continua: &#8220;Você se suicidou naquele dia?&#8221;; &#8220;O que ele sentiu?&#8221;; &#8220;O que buscam os espelhos?&#8221;&#8230; no centro do furação, no redemoinho da batalha que o autor trava consigo mesmo, surge a presença de Deus: &#8220;Fecho os olhos e vejo um bando de pássaros. A visão dura um segundo, talvez menos; não sei quantos pássaros vi. Era definido ou indefinido seu número?&#8221;, e finaliza o seu <em>argumentum ornithologicum</em> cosendo a frase: &#8220;ergo, Deus existe&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">A experiência de conhecer o algo-a-mais-que-apenas-humano faz com que Borges receie, sem muito titubear, que a morte não passa de uma ilusão. Portanto, o esquecimento, ou seja, a morte do que um dia existiu, é simplesmente uma mentira que criamos, ora por nos acharmos fracos ora por não tendermos à resolução de nossos próprios problemas, quaisquer que sejam eles. Nada morre, porque tudo é imortal. A morte pode ser uma invenção da debilidade do homem, uma espécie de doença. E o sonho, &#8220;o sonho de um é parte da memória de todos&#8221;, escreve no texto <em>Martín Fiero</em>, onde ainda cita: &#8220;o que aconteceu uma vez volta a acontecer, infinitamente&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Navega pelas estradas do seu passado tentando averiguar os motivos para tanta liberdade entregue a sua memória, tanta incapacidade de manipular, domar o seu ato de esquecer ou o de lembrar. Depois de já ter lutado consideravelmente contra tais mistérios, Borges relata: &#8220;O esquecimento devora tudo&#8221;. Como um rolo compressor, o &#8220;parecer e o não ser&#8221; adquire o que tanto ele temia: a imortalidade. E o que fazer diante de uma coisa que nos parasita, que mora dentro de nós e que não podemos cercá-la? Buscar o silêncio, seria esta a resposta? Calar-se? Deixar-se? O que operar em nós mesmos quando somos muitos e ao mesmo tempo não somos ninguém? Qual a ordem do jogo e a dos dominados? Nesta celeuma, &#8220;sempre se perde o essencial?&#8221;, interroga Borges. Qual a voz que prevalece, qual o som que fica? O que vive, se &#8220;tudo já teve fim há muitos anos?&#8221; O que permanece, se &#8220;toda glória é somente uma das formas do olvido?&#8221;</p>

			</div></div>
<p style="text-align: justify;">A leitura borgeana não adormece quando fechamos o livro. Toda uma esfera de edificações se apronta no momento destinado à reflexão. Mestre da ficção, Borges confessa que muito do que está contido em sua obra não foi vivido, mas lido. Abre-se, então, a porta que dá para o vestíbulo da irremediável memória, este demônio que temos dentro de nós, tantas vezes ponto de partida para sofrimentos, angústias e alegrias várias.</p>
<p style="text-align: justify;">No labirinto onde nos perdemos e nos encontramos dia ante dia, noite após noite, assombro vis assombro, resta-nos contentarmos com a ideia de que não estamos sozinhos dentro de nossa individualidade, que não estaremos mortos depois da morte, que não estamos vivos quando pensamos que estamos. Até porque, o que existe por detrás dos espelhos pode não ser muito bem o que imaginamos que seja. Porque nada pode ser tão óbvio quando suspeitamos que a escuridão é a nossa maior sentinela.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;"><strong>Trecho da obra:</strong></p>
<p><strong>Poema la lluvia (A chuva)</strong></p>
<p>Bruscamente la tarde se ha aclarado<br />
porque ya cae la lluvia minuciosa.<br />
Cae o cayó. La lluvia es una cosa<br />
que sin duda sucede en el pasado.</p>
<p>Quien la oye caer ha recobrado<br />
el tiempo en que la suerte venturosa<br />
le reveló una flor llamada rosa<br />
y el curioso color del colorado.</p>
<p>Esta lluvia que ciega los cristales<br />
alegrará en perdidos arrabales<br />
las negras uvas de una parra en cierto</p>
<p>patio que ya no existe. La mojada<br />
tarde me trae la voz, la voz deseada,<br />
de mi padre que vuelve y que no ha muerto.</p>
<p>***</p>
<p>Bruscamente a tarde se há desanuviado<br />
Porque já cai uma chuva minuciosa<br />
Cai ou caiu. A chuva é uma coisa<br />
Que, sem dúvida, sucede no passado.</p>
<p>Quem a ouve cair há recobrado<br />
O tempo em que a sorte venturosa<br />
Lhe revelou uma flor de nome rosa<br />
De tão peculiar avermelhado.</p>
<p>Esta chuva que escurece os vidros<br />
Há de alegrar os subúrbios perdidos<br />
As uvas pretas de uma parra em certo</p>
<p>Pátio que já não existe. A molhada<br />
Tarde me traz a voz, a voz desejada,<br />
De meu pai que volta e que não morreu.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>,</span> cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do <strong>Só Sergipe.</strong></em></p>
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		<title>Marcelo Ribeiro lança seu  17º  livro no Villa Veron</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 13:52:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[biografias]]></category>
		<category><![CDATA[CD Fina Flor]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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		<category><![CDATA[múltiplos sentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[pizzaria]]></category>
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		<category><![CDATA[Sérgio Botto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O médico e escritor Marcelo Ribeiro lança hoje, 12, às 19 horas, no centro gastronômico e cultural Villa Veron,  o livro “Imagens&#38;Letras”, onde reúne 52 poemas inéditos e 74 letras de canções que compôs junto com o amigo e músico, Sérgio Botto, falecido em 2013, com quem já gravou o CD Fina Flor. O Villa &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;"><div class="box shadow  aligncenter"><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">“Imagens@Letras é o 17º livro na carreira de Marcelo, que já pensa em escrever seu primeiro romance.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-16746 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/livro-de-marcelo-ribeiro-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/livro-de-marcelo-ribeiro-208x300.jpg 208w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/livro-de-marcelo-ribeiro-768x1107.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/livro-de-marcelo-ribeiro-710x1024.jpg 710w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/03/livro-de-marcelo-ribeiro.jpg 888w" sizes="auto, (max-width: 208px) 100vw, 208px" />“Escrever é uma cachaça.  Ao invés de  ficar nas redes sociais  comentando este ou aquele assunto, prefiro me concentrar  em meus livros”, disse Marcelo Ribeiro, que já escreveu biografias, como a de Mário Cabral e de vultos da história de Sergipe, como o General Calazans, dentre outros.  Este novo livro conta prefácio de Clínio Guimarães,  orelha assinada pelo jornalista e poeta Jozailto Lima, e 126 ilustrações de Ana Denise.</p>
<p style="text-align: justify;">Clínio, diz, inclusive, no prefácio  que “Marcelo Ribeiro é um cuidadoso arquiteto da palavra e sua poética se apresenta coloquial, irreverente, concisa e formal, revestida de múltiplos sentimentos, que ora se desilude ora delira com a acidez do cotidiano, da fragilidade do ser, da instabilidade da vida”.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de médico e escritor, Marcelo Ribeiro elegeu-se deputado estadual em 1987, é funcionário público estadual e foi o pioneiro em Sergipe na técnica operatória ‘laringoscopia em fibra ótica&#8217;. Formou-se em Medicina em 1974 e, a partir do final da década de 90, começou a publicar livros de poesia e prosa: ‘Confissões&#8217;, ‘Um torrado de mim&#8217;, ‘Saudades cinzas, manhãs azuis&#8217;, ‘Motivos Diversos&#8217;, ‘PT Saudações&#8217;, ‘Algum Poema Conciso&#8217; e ‘Poemas Irregulares&#8217;.</p>

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