Mesmo com a decisão da Justiça de considerar a greve ilegal e aplicar multa diária de R$ 10 mil caso as aulas não recomecem imediatamente, os professores da rede estadual decidiram manter a paralisação. Pouco mais de 500 pessoas participaram da assembleia, hoje à tarde (segunda-feira, 25), no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), Ângela Melo, disse que o imposto sindical deverá ser usado para pagar as multas judiciais.
A atitude do desembargador, ao invés de intimidar os professores, causou mais a ira da categoria. Os discursos foram bastante inflamados, como o do professor Joel Almeida, diretor de comunicação do Sintese. Ouça um trecho.
A presidente do Sintese, Ângela Melo, também se irritou, não só com a atitude da Justiça, mas com o Governo do Estado que não atende a nenhuma das reivindicações da categoria. Os professores querem o reajuste do piso nacional de 13,01%. Ouça o que disse a professora Ângela.
Nesta terça-feira, a partir das 8 horas da manhã, os professores farão um ato em frente ao Tribunal de Justiça de Sergipe para protestar contra a liminar do desembargador José dos Anjos, colocando o movimento na ilegalidade. O Sintese recorrerá da decisão. Na quarta, também às 8 da manhã, o alvo das manifestações será o Palácio dos Despachos.
No dia 28, quinta-feira, às 9 horas, assembleia no Instituto Histórico e no dia 29, sexta, às 14 horas, ato público pelo dia nacional de paralisação na praça General Valadão, no centro de Aracaju.
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