O economista Luís Moura: economia estagnada
Em maio deste ano foram criados 131 empregos celetistas em Sergipe, o que representa um aumento de apenas 0,05% na comparação com abril. Foram 7.079 admissões e 6.948 desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), órgão do Ministério do Trabalho. Esse percentual não é significativo, no entendimento do economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese), Luís Moura, ao apontar que “o emprego está estagnado e não há perspectivas de melhorias em curto prazo”.
O setor de serviços foi o que teve o melhor resultado entre os oito pesquisados pelo Caged e analisados pelo Dieese, com o saldo positivo de 281, que é a diferença entre o número de admissões (3.013) e demissões (2.732). A agropecuária teve 308 admissões e 257 demissões, um saldo positivo de 51.
“Os empresários estão afirmando que não há crescimento nas vendas, por isso não há contratações no comércio. Nós passamos pela Páscoa e não teve crescimento, no Dia das Mães também não. Vamos aguardar os dados de junho, com o dia dos namorados”, explicou Luís Moura. No mês de maio, o comércio apresentou déficit de -29, na comparação entre admissões (1.578) e desligamentos (1.607).
Na indústria de transformação o saldo também foi negativo (-95), com 1.199 admissões e 1.294 desligamentos. “Como ocorre no comércio, a indústria só contrata se houver demanda. Primeiro ele paga hora extra, depois coloca mais um turno e somente por último é que contrata. E isso não vem acontecendo”, reforça Luís Moura.
As atividades econômicas pesquisadas pelo Caged em Sergipe foram: extrativismo vegetal, saldo de 16 empregos; indústria de transformação, déficit de -95; serviço industrial de utilidade pública, saldo de 27; construção civil, déficit de -120; comércio, déficit de -29; serviço, saldo de 281; administração pública, zero; agropecuária, saldo de 51.
Os dados recentes do Caged não são suficientes para melhorar a crise no desemprego em Sergipe. “São 163 mil desempregados, que representam 17,5% da população economicamente ativa” lembra o economista.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, está anunciando uma medida que pode ter impacto positivo, que é a liberação das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). No entanto, isso só vai acontecer depois da reforma da Previdência, prevista para outubro.
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