Entre o luxo e o caos, nasce e desmorona o mito de um homem feito de dinheiro e poder Imagem feita a partir da IA
Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)
Em um mundo cada vez mais louco, com vários paradigmas quebrados ou em transformação, quase tudo está fora de lugar. Tem que se ter cabeça boa para não sucumbir diante das tragédias do dia a dia.
Guerras, cada vez mais sangrentas: assisto atônito na TV, em frente ao sofá de casa, ou no smartphone, na mão, na fila do supermercado. Mesmo belicoso por formação, quem diria que o presidente da nação mais poderosa do mundo iria invadir, destruir e matar, sem dó nem piedade, pessoas indefesas, inclusive crianças, como foram as 172 mortas em um ataque a uma escola no subúrbio de Teerã, capital do Irã. Dizem os especialistas que a guerra declarada pelos EUA e Israel contra o Irã, que em princípio seria de curta duração, não terá fim a curto prazo. O tresloucado rei do mundo, em 14 meses de mandato, piorou o que já era ruim, e agora não sabe o que fazer.
O STF, a mais alta corte de Justiça do país, passa como um trator por cima de leis, a fim de proteger seus pares, deixando-o em vulnerabilidade e descrédito. Pesquisas já mostram que o descrédito dos brasileiros em relação ao STF é enorme.
Ficamos sabendo que um sujeito espertalhão, um gangster, travestido de banqueiro, em conluio com altas personagens dos três poderes, roubou bilhões de reais, e, não satisfeito, se exibiu nas redes sociais, mostrando ao grande público que quem tem amigos poderosos tem aval para fazer o que quiser. E, quando é pego, contrata a esposa de um dos ministros do STF, a peso de ouro, de forma acintosa; enquanto se associa a outro ministro da mesma corte, em um resort, de forma fraudulenta.
Comanda bacanais que fazem Giácomo Casanova, aventureiro italiano, ficar rubro de vergonha. Isso tudo na nossa cara. Em tempos de redes sociais, não adianta fazer, tem que exibir.
Enquanto escrevo, vejo pela TV as jogadas dos figurões do Congresso e do STF, se movimentando para livrar o espertalhão do xilindró, com medo de que ele, acostumado aos macios lençóis de algodão egípcio, não aguente a dureza do cárcere, abra a boca, e derrube a carcomida república.
Uma coisa não se pode negar, Daniel Vor…caro, além de deslumbrado, sabe que “dinheiro existe para se gastar e passar troco”, como dizia meu velho e saudoso pai, Luiz Magno. Melhor ainda, quando o dinheiro é… dos outros.
Se você acha que não vai pagar pela lambança feita por Vor…caro, prepare o bolso; logo, logo, será criado um imposto para cobrir o rombo. Isso é Brasil, onde se privativam os lucros e socializam os prejuízos.
A pergunta recorrente é: como um sujeito como esse chegou tão longe, abrindo banco, incorporando empresas, movimentando bilhões de reais e ninguém viu isso? Perdão amigo leitor, querida leitora, pela ingenuidade, mas todos viram, e estavam se deliciando com as maravilhas que o dinheiro do sr. Vor…caro, podia lhes proporcionar.
Imagine, homens e mulheres seduzidos, hipnotizados pelo dinheiro, poder, e pelos 1,95m desse senhor, que gastava dinheiro sem limites, lhes proporcionando mimos caros: luxos exorbitantes, viagens luxuosas, cruzeiros deslumbrantes, manjares e bebidas que chegavam a milhares de reais? Além de orgias homéricas. Agora que o sedutor está preso, todos que dele se beneficiaram, se afastaram, e Vor…caro se transformou na nova Geni, o personagem de Chico Buarque de Holanda, cuja canção:
“Joga pedra na Geni / Joga bosta na Geni / Ela é feita pra apanhar / Ela é boa de cuspir”
Como simples mortal, estou deliciando-me a cada matéria publicada, após a quebra do sigilo de um dos aparelhos celulares de Vor…caro — são oito os smartphones apreendidos dele.
Faço votos de que Daniel Bueno Vor…caro, mineiro de BH, 43 anos, fique preso em sua cela de 9m quadrados, e resolva dar com a língua nos alvos dentes e conte o que sabe. Mostre os fundilhos de todos que se beneficiaram de suas artimanhas. Até a cabeleira.
Oxalá!
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