O caso Master é o maior escândalo financeiro no país Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Dentre tantos casos de corrupção, o caso Master liderado pelo empresário Daniel Vorcaro desde 2019, é o maior escândalo financeiro no país. Um dono de banco localizado na gema do mercado financeiro corrompeu juízes, gestores e parlamentares. Em 2025 o Banco Master, ainda sob o controle do banqueiro Daniel Vorcaro, cresceu surpreendentemente com emissão de bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBS) com ofertas acima do mercado. Após avaliação do Banco Central veio a liquidação por irregularidades insanáveis.Por Valtênio Paes (*)
Os crimes indicados nas investigações pelo empresário da Faria Lima dentre outros, foram:
organização criminosa, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, incluindo o próprio pai, gestão fraudulenta de instituição financeira, ameaça e intimidação, invasão de dispositivos informáticos com ações de ameaças e emboscada, interferência em investigações envolvendo Banco Central, ministros do STF, CPI do Senado.
O rombo está acima de R$ 50 bilhões de reais. Hoje, Vorcaro está na prisão de segurança máxima em Brasília, por ser arquivo vivo. Poderia morrer como já acontecera com o seu amigo, o Vicário.
A ramificação avança pela operação “Carbono Oculto” – PCC, lideres religiosos e chegará aos doadores e receptores de bilhões de reais de fundos exclusivos sem identificações. A gestão Campo Neto, no Banco Central também está posta na berlinda. Com ela, muita gente graúda virá à tona.
A surpresa ainda pior, além do tamanho do rombo financeiro, está no envolvimento simultâneo de políticos e gestores de Brasília, vinculados aos três poderes federais. Até agora, parabéns para a Polícia Federal. A amizade radioativa atinge conservadores e progressistas de todas as características dentre pessoas dos três poderes. Todos os tons ideológicos estão sendo atingidos deixando “amigos” com baixa imunidade moral que merecem punição incondicional.
A vulnerabilidade das três instituições do país, em Brasília, principalmente no STF e Congresso Nacional, fragiliza a democracia. Votantes em outubro de 2026 devem redobrar suas escolhas eletivas para colocarem no Congresso parlamentares de melhor imunidade à corrupção. Que os novos eleitos sejam capazes de propor mudanças nas escolhas de membros do judiciário com rigor nas relações dos membros do STF com a sociedade e fortalecimento dos órgãos investigativos a despeito da Polícia Federal.
Segundo a Folha de São Paulo, Antônio Rueda, Ciro Nogueira, Claudio Castro, Davi Alcolumbre, Guido Mantega, Ibaneis Rocha, Jair Bolsonaro Jacques Wagner, João Carlos Bacelar, João Henrique Caldas, Lula, Nikolas Ferreira, Lewandowski, Rui Costa e Tarcísio de Freitas estão expostos. Some-se à esses os ministros do STF. Se estes, estão visivelmente radioativos, imagine os respectivos contatos!
O STF não pode rejeitar investigação dentro da ética jurídica para qualquer fato. Assim também, para o caso Master, sob pena de contaminação epidêmica. Que o ministro Mendonça mantenha rumo com coerência investigativa porque senão a eleição de outubro de 2026 poderá alforriar um governo filial do governo Trump em nosso país. Pericialmente, o Brasil precisa de estancar esta doença que faz sangrar a democracia brasileira antes que defensores de ditaduras se arvorem como salvadores da pátria.
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