Canyon Xingó, uma das atrações turísticas de Sergipe Foto: Márcio Dantas/Sebrae
O sucesso da empresa turística não se encontra só no investimento em infraestrutura de hospedaria e no serviço gastronômico. Claro que é parte fundamental uma boa estrutura de serviço; isso é inequívoco. Mas, se não se tem uma visão integral que vincule a sociedade no seu conjunto, só vai ter obras teatrais repartidas em cantos de realidade virtual, parques temáticos estranhos a uma população afastada do que poderia ser um polo de desenvolvimento socioeconômico.
É aí que uma visão política com compromisso e seriedade pela governança e uma consciência sócio-política do povo pode conseguir dar uma virada de conjunto na realidade. Onde o conhecimento da história não seja como aulas escolares fastidiosas que incomodam com a memorização inútil de datas, lugares e personagens, que só tem conseguido que todos nós sintamos aversão e fiquemos entediados com questionários intermináveis e torturadores. Refiro-me a uma visão histórica real, que nos permita entender o nosso papel transformador como cidadão, e isso só é possível quando temos conhecimento do nosso entorno, de seu trajeto no tempo. E alcançável com uma educação diferente.
A história só tem sentido quando estamos vinculados a ela e significa um elemento importante para nosso interesse. E conseguir entender isso, desse jeito, representa um risco para o “coronelismo político”. Só políticos com mentalidade avançada podem se permitir impulsar projetos que integrem a sociedade no seu conjunto. Conseguindo uma consciência histórica que oriente um crescimento econômico amplo com políticas claras e vinculantes. Onde o turismo cultural é um integrador extraordinário.
(*) Poeta e artesão venezuelano. Licenciado em Educação, especializado em Desenvolvimento Cultural pela Universidade “Simón Rodríguez”, Venezuela.
** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a). Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.
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