Cotidiano

   Confiança: da alegria à vergonha social

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Por Valtênio Paes de Oliveira (*)

 

Em textos anteriores, nesta coluna, tratamos da glória proletária. Agora, questionamos a ética social de alguns empresários que fogem da responsabilidade para anonimato como diabo foge da cruz. A SAF da Associação Desportiva Confiança, como todas as outras, deveria zelar, profissionalizar a gestão com eficiência, portar-se com equilíbrio financeiro e atrair investimentos, dentre tantos outros. Uma agremiação que orgulha o esporte nordestino teve o céu prometido e foi levada ao inferno em menos de um ano.

Após ter passado quase 12 anos entre as séries C e B do campeonato nacional brasileiro de futebol masculino, foi jogada pela SAF para a série D, numa campanha inglória, sem qualquer explicação plausível, até o momento, por seus dirigentes. Tal conduta desonra sua valorizada torcida e macula a memória de Joaquim Ribeiro Chaves, dentre tantos ex-dirigentes.

Segundo o endereço abaixo para uma leitura: Venê Casagrande e outros fazem parte da atual direção do clube. Torcedores, sócios-torcedores e a história gloriosa da Associação Desportiva Confiança esperam explicações ante a vergonhosa gestão, para o bem do retorno do Confiança, urgente, ao seu devido lugar.

Para o jornalista PVC, “uma série de ‘picaretas’ está envolvida no mercado das SAF e que o Brasil precisa ‘atrair os honestos’”. Em Sergipe, a Associação Desportiva Confiança foi vítima de uma tragédia jurídico-administrativa. Contratações de técnicos, atletas e gastos desqualificados  levaram, em pouco tempo, ao fundo do poço. Cuidado para que não queiram controlar o patrimônio imobiliário! A tragédia anunciou-se por todo este ano e nada foi feito pelos controladores da SAF.

Em 2024 lembramos aqui inúmeros clubes originados nas fábricas, tal qual o “Confiança campeão! Não se decora o time como antigamente”.  Hoje a derrocada inesperada com a queda, deixou seus torcedores consternados.  Empresários gananciosos não ajudaram a criar o clube agora afundam a pretexto de que “o dinheiro é meu, faço o que quero”. Ferem a função social do clube alvianil. Uma apuração contábil rigorosa ajudará a esclarecer a trajetória do dinheiro.  Quando um empresário manipula a fé e a paixão da sociedade, obriga-se a ter responsabilidade social. No mínimo, espera-se uma postura ética deste grupo e daqueles que estão na retaguarda. O povo, a história e o esporte esperam lisura comprovada e recuperação imediata do Clube Proletário do bairro Industrial.

 

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Valtenio Paes de Oliveira

(*) Professor, advogado, especialista em educação, doutor em Ciências Jurídicas, autor de A LDBEN Comentada-Redes Editora, Derecho Educacional en el Mercosur- Editorial Dunken e Diálogos em 1970- J Andrade.

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