A Lua, vista pelos astronautas do Artemis II Fotos: Nasa
Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)
Em 1973, a banda Pink Floyd lançava o álbum “The Dark Side of the Moon” com uma das capas de LP mais marcantes da indústria fonográfica internacional. Àquela altura, a chamada corrida espacial entre a antiga União Soviética e os EUA estava chegando ao seu ápice e também, dois anos depois, ao seu fim oficial com a missão conjunta realizada em 17 de julho. O disco, de alguma forma, reflete o auge dos acontecimentos em torno daqueles eventos, como a chegada e exploração da Lua em anos anteriores, a ponto de ser inspiração para o seu título e também do presente texto.
Enquanto o maníaco Donald Trump “brincava” de guerra, astronautas da missão Artemis II (NASA – EUA / CSA – Canadá / ESA – Europa), na última semana, realizavam um feito histórico: tripular a órbita lunar, depois de 58 anos. A primeira vez aconteceu com a Apollo 8, em dezembro de 1968, com os astronautas Frank Borman, James Lovell e William Anders. Os norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen, que compõem a equipe da Artemis II, protagonizaram, sobretudo com suas falas, coisas que vão na contramão do que o mundo está vivendo hoje, muito por culpa do atual mandatário dos EUA e também do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, entre outros.
Entre os referidos astronautas, destaco Victor Glover, 49 anos. O primeiro homem negro e a primeira pessoa não branca a orbitar a Lua. Atenção comentaristas da Globo News: “homem negro” e não “um negro”, como se ele não fosse homem. E isto diz muito do racismo predominante na história, inclusive espacial, dos EUA e do chamado racismo estrutural presente nas elites brasileiras. Para além disto, alguém cuja humanidade e religiosidade chamaram muito a atenção nestas duas, além das também inéditas e lindas imagens do planeta Terra e da Lua.
Para além de ser um piloto de elite, do ponto mais distante já alcançado pela humanidade em relação à distância da Terra, ele concebe o universo como um “vasto nada”. Ao contemplar nosso mundo da espaçonave, percebe a força da criação Divina. Ou ainda, conforme li esta semana no perfil do Instagram capela.app:
“Quanto mais o homem avança no cosmos, mais ele tropeça na glória inegável do Criador.”
Afirma Victor Glover, entre tantas palavras profundas, sábias e reais:
“Quer você acredite em Deus ou não, esta é uma oportunidade para nos lembrarmos de onde estamos e quem somos.”
A missão Artemis II mostra quão insignificantes são as pretensões de Trump, Netanyahu e todo esse tipo de líderes cafonas que insistem em existir que nem baratas (com o perdão às baratas). Voltar nossa atenção para o espaço sideral, num momento em que o mundo sofre sob a tensão de conflitos os mais absurdos possíveis, deixa em nós um alento de esperança: talvez precisemos sair um pouco do nosso umbigo para perceber as inúmeras maravilhas ao nosso redor e, enfim, notarmos que, diante da exuberância do Planeta Terra e do satélite Lua, somos apenas meros e insignificantes seres, que ainda merecemos a atenção, o amor e o cuidado de nosso Criador.
De há muito tempo sou crítico dos enormes custos utilizados em expedições espaciais. Por outro, desde muito menino, sou um fã incondicional do assunto, sobretudo ao nível da indústria cinematográfica, com clássicos como “2001, uma odisseia no espaço” (1968), “Star Wars” (1977-2024), “Star Trek” (filmes e séries), entre outros. Mas, esta nova missão deixou para mim algumas lições e reflexões: melhor investir dinheiro na exploração do desconhecido mundo para além do Planeta Terra, do que com mísseis, armas, bombas e guerras; a certeza de que somos plenamente abençoados morando num minúsculo e maravilhoso lugar do universo; que a ciência, aliada à fé e nas mãos de pessoas bem-intencionadas, pode gerar frutos benéficos para a existência humana.
Ah, outra coisa, que me perdoem (se quiserem) os terraplanistas, mas a Terra é, DEFINITIVAMENTE, redonda. Plana é a mediocridade de vocês, que não lhes permitem dobrar-se sequer à obviedade, imagine ao infinito amor de Deus, a quem vocês usam o seu Santo Nome em vão. Por fim, encerro fazendo menção ao inesquecível Belchior (1946-2017), que em 1979 nos brindou com a canção “Espacial”, onde diz:
“Quem não quiser deixar a Terra em que vivemos / Pelos astros onde iremos / Vai ouvir, ver e contar / Tantas estrelas quantas forem nossas naves / Noutros mares mais suaves / A voar, voar, voar”
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