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	<title>Arquivo para ricos - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:38:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/salarios-diminuem-pobreza-em-22-regioes-metropolitanas/">Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsalarios-diminuem-pobreza-em-22-regioes-metropolitanas%2F&amp;linkname=Sal%C3%A1rios%20diminuem%20pobreza%20em%2022%20regi%C3%B5es%20metropolitanas" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsalarios-diminuem-pobreza-em-22-regioes-metropolitanas%2F&amp;linkname=Sal%C3%A1rios%20diminuem%20pobreza%20em%2022%20regi%C3%B5es%20metropolitanas" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsalarios-diminuem-pobreza-em-22-regioes-metropolitanas%2F&amp;linkname=Sal%C3%A1rios%20diminuem%20pobreza%20em%2022%20regi%C3%B5es%20metropolitanas" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsalarios-diminuem-pobreza-em-22-regioes-metropolitanas%2F&amp;linkname=Sal%C3%A1rios%20diminuem%20pobreza%20em%2022%20regi%C3%B5es%20metropolitanas" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsalarios-diminuem-pobreza-em-22-regioes-metropolitanas%2F&#038;title=Sal%C3%A1rios%20diminuem%20pobreza%20em%2022%20regi%C3%B5es%20metropolitanas" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/salarios-diminuem-pobreza-em-22-regioes-metropolitanas/" data-a2a-title="Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas"></a></p><p>Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país. Os dados são do boletim <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.observatoriodasmetropoles.net.br/wp-content/uploads/2026/06/boletim_n17_jun26.pdf" target="_blank" rel="noopener">Desigualdade nas Metrópoles</a>,</span> produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1693170&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1693170&amp;o=node" /></p>
<p><strong>Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.</strong></p>
<blockquote><p>“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à <strong>Agência Brasil,</strong> o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.</p></blockquote>
<p><strong>Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”</strong></p>
<p>Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.</p>
<h2>Renda domiciliar mensal</h2>
<p><strong>Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar <em>per capita</em> do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.</strong></p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="RedODSAL/ PUC-RS" src="https://imagens.ebc.com.br/DCqP0RsRJaVE7Ti3Z7Tddcgk9wE=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/06/11/grafico1_copy.jpg?itok=4phYy-R8" alt="Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução da média de rendimentos. Foto: RedODSAL/ PUC-RS" /></div>
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<p>No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.</p>
<p>Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar <em>per capita</em> mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.</p>
<p><strong>O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.</strong></p>
<h2>10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres</h2>
<p>O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="RedODSAL/ PUC-RS" src="https://imagens.ebc.com.br/ZDDkx6DWwkB-WPsHQWF7VBtLVdk=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/06/11/grafico2_copy.jpg?itok=niX3RLLd" alt="Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução do coeficiente de Gini. Foto: RedODSAL/ PUC-RS" /></div>
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<p>Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”</p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><img decoding="async" title="RedODSAL/ PUC-RS" src="https://imagens.ebc.com.br/2JBri7jU1g-s_4eQ6HOMh7EWNhc=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/06/11/grafico3_copy.jpg?itok=Pm67QQY3" alt="Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Média de rendimento por estrato de renda. Foto: RedODSAL/ PUC-RS" /></div>
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<p><strong>Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”</strong></p>
<p>Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda &#8211; que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”</p>
<h2>Desigualdade no mapa</h2>
<p><strong>Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).</strong></p>
<p>As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).</p>
<p><strong>As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.</strong></p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Brasil de ricos reclamando por lucro e pobres por 2 dias de descanso</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/brasil-de-ricos-reclamando-por-lucro-e-pobres-por-2-dias-de-descanso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Valtenio Paes de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 10:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Valtênio Paes de Oliveira (*) &#160; Verdade que o Brasil melhorou o patamar de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) conforme a Organização das Nações Unidas, segundo estudo do PNUD &#8211; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento &#8211; em 2024. As melhorias aconteceram no século XXI. Saúde, resultando no aumento significativo da longevidade, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Valtênio Paes de Oliveira (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">V</span>erdade que o Brasil melhorou o patamar de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) conforme a<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://brasil.un.org/pt-br" target="_blank" rel="noopener"> Organização das Nações Unidas</a></span>, segundo estudo do PNUD &#8211; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento &#8211; em 2024. As melhorias aconteceram no século XXI. Saúde, resultando no aumento significativo da longevidade, e educação foram destaques, porém a distância entre ricos e pobres continua sendo uma vergonha social.</p>
<p>“A desigualdade de renda no Brasil voltou a subir em 2025, depois de recuar no ano anterior. A razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres chegou a 13,8 vezes, acima das 13,2 vezes registradas em 2024, segundo artigo do site <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.poder360.com.br/poder-economia/diferenca-entre-ricos-e-pobres-volta-a-subir-no-brasil-em-2025/" target="_blank" rel="noopener">Poder 360</a></span>. Ressalte-se que a metade mais pobre, cerca de 106 milhões  detêm  2,4 % do patrimônio do país,  enquanto os 10% mais  ricos detêm 70% da riqueza do país. Essa terrível desigualdade deve ser motivo de reflexão política, social e espiritual.</p>
<p>Com a recente votação do projeto da escala de trabalho cinco por dois, há políticos e até a <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://cni.portaldaindustria.com.br/home" target="_blank" rel="noopener">Confederação Nacional da Indústria (CNI)</a></span><span style="color: #000000;">,</span> rejeitando-o, sob o pretexto de que mais descanso para o trabalhador vai causar desemprego, aumento de preços, inflação etc. Pasmem, há empresário e político querendo contrapartida.  Esquecem os milhões de reais de incentivos fiscais que recebem dos cofres públicos. Argumentam que a proposta é política  face às próximas eleições e não beneficia aos trabalhadores, em que pese estarem ansiosos pelo direito.</p>
<p>Que cruel e desumana contradição! Rico reclama por lucro e pobre busca descanso. A usura pelo lucro torna alguns empresários e políticos desumanos.  Na Confederação Nacional da Indústria, donos de fábricas, sob o manto do  anonimato, rejeitam a escala cinco por dois sob alegação de  inflação, prejuízo para a empresa, aumento de custo de produtos, redução de produtividade do trabalhador, como se empresários  fossem reduzir os lucros. Aproximadamente 14,8 milhões de trabalhadores celetistas, somados a 1,4 milhão de serviços domésticos, podem atingir entre 15 e 16 milhões de pessoas esperançosas por dois dias de descanso.</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Somente grandes empresas localizadas no Brasil recebem benefícios fiscais de mais de 20% da arrecadação total de impostos. O montante acumulado é de cerca de R$ 490 bilhões, equivalente a 4,5% do PIB. Os números dos incentivos fiscais que as empresas recebem do governo federal estão na Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidade Tributária, a Dirbi, instituída pela Receita Federal em 2024. Assim, ganham milhões em incentivos fiscais e não querem  descanso para quem ganha salário-mínimo.</p>

			</div></div>
<p>Atente-se que  Henry Ford, desde o primeiro de maio  de 1926, já adotara a escala cinco por dois. Nem por isso deixou de ganhar e construir o império multinacional da Ford. Longe de questionar o sobrevivente capitalismo, porém, rejeita-se o cruel e desumano lucro defendido por empresários e políticos que ainda pensam na exploração semi-escravista da escala seis por um. Descanso é para todos. Alemanha e França adotam 5&#215;2 com 35 horas semanais. Também Argentina, México e Chile, dentre tantos outros países, já adotam a escala proposta na Câmara dos Deputados do Brasil</p>
<p>Em 1959 Roger Bastide já escrevera “Brasil País de Contrastes” pelas características.  Relevo, clima, vegetação, cultura etc. Depois do primeiro quarto do século XXI continuamos com extremos entre a usura e a pobreza. Sem questionar alternativa ao capitalismo! Porém, construir um discurso contaminado pela usura não é papel social de empresário.  No estoicismo afirma-se: “o pior tipo de pobreza é o das pessoas que se sentem pobres em meio a suas riquezas”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Declare guerra ao Pobre de Direita</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/declare-guerra-ao-pobre-de-direita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Nov 2024 14:01:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
		<category><![CDATA[aptidão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Emerson Sousa (*) &#160; A experiência internacional mostra que o desenvolvimento social pede a existência de fortes sistemas de proteção social, políticas públicas de amplo alcance e sólidos direitos coletivos. Por esse motivo, os países com os maiores níveis de desenvolvimento humano são justamente aqueles em que o Estado possui um forte poder &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Emerson Sousa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> experiência internacional mostra que o desenvolvimento social pede a existência de fortes sistemas de proteção social, políticas públicas de amplo alcance e sólidos direitos coletivos.</p>
<p>Por esse motivo, os países com os maiores níveis de desenvolvimento humano são justamente aqueles em que o Estado possui um forte poder regulatório e altos níveis de gasto social.</p>
<p>Se o Brasil quiser ser um país desenvolvido, ele precisaria imitar a conduta dessas nações e começar a fortalecer ainda mais as estruturas governamentais de políticas públicas e de direitos coletivos.</p>
<p>É nesse contexto que aparece a figura do Pobre de Direita, essa personagem que, embora seja obrigada a vender suas habilidades, competências e aptidões para sobreviver, continua votando nos candidatos dos Ricos.</p>
<p>O Pobre de Direita, simplesmente, não deixa que o Brasil se torne um país desenvolvido.</p>
<p>Isso ocorre porque é com o voto do Pobre de Direita que o Centrão de Arthur Lira arregimenta a sua força.</p>
<p>E essa realidade eleitoral se espalha por todos os níveis federativos da República, em todos os seus poderes.</p>
<p>É o Pobre de Direita quem garante, desde a Redemocratização, ocorrida em 1985, as vitórias das forças conservadoras em todas as instâncias do Legislativo e do Executivo e, por decorrência, a ocupação dos postos superiores do Judiciário.</p>
<p>Por conta do voto do Pobre de Direita, de nossas câmaras municipais até o Senado Federal, passando por prefeituras e assembleias legislativas, estão coalhadas de políticos conservadores que estão lá apenas para defenderem o interesse dos Ricos.</p>
<p>Não é por acaso que, por exemplo, dos oito deputados federais de Sergipe, apenas dois votaram a favor da criação de um Imposto sobre Grandes Fortunas. Um se ausentou e cinco foram contra esse tributo. E esse quadro se repetiu em todas as bancadas estaduais.</p>
<p>Ou seja, se não fosse a irresponsável conduta eleitoral do Pobre de Direita, o Brasil poderia começar a fazer Rico pagar Imposto.</p>
<p>Mas o Pobre de Direita não permitiu isso.</p>
<p>E ele faz isso porque é um tolo que acredita que Meritocracia existe e que o sucesso é uma experiência individual e não fruto de arranjos e combinações diversos.</p>
<p>Por conta disso, ele não acredita em Solidariedade, em Cidadania, em Direitos ou em Proteção.</p>
<p>Movido pela Lógica do Condomínio, o parvo só se agarra em seus boletos (nem sempre pagos).</p>
<p>O Pobre de Direita não se vê como Cidadão, apenas como Consumidor.</p>
<p>O Pobre de Direita é cognitivamente incapaz de compreender que somente a regulação pública pode criar uma sociedade justa e igualitária e que se tudo for entregue ao mercado, tudo for privatizado, só produziremos exclusão social.</p>
<p>Por sinal, o tonto não acredita na redução das desigualdades e vive sonhando em estar no inalcançável lugar de nossas elites econômicas.</p>
<p>O estulto não percebe que ele é apenas um instrumento, um insumo do maquinário social que, cada vez mais, concentra riqueza nas mãos dos Ricos.</p>
<p>Por isso ele deve ser sistematicamente combatido. Já passou do tempo do diálogo!</p>
<p>Até porque o Pobre de Direita é inepto demais para justificar racionalmente as suas palavras e atitudes políticas.</p>
<p>Ele tem que ser combatido porque ele é a pedra de torque que dá movimento ao nosso ímpio quadro de Iniquidade social.</p>
<p>Suas ideias e seu discurso devem ser prontamente rebatidos onde quer que eles se apresentem.</p>
<p>Num país injusto como o Brasil, não há como a Democracia se firmar ante a presença do Pobre de Direita. Afinal, é justamente ele que vive pedindo intervenção militar.</p>
<p>Então, enquanto o Pobre de Direita for maioria em nosso eleitorado, nós não poderemos ser um país desenvolvido, porque esse estágio só pode ser alcançado por meio da Cidadania.</p>
<p>E Cidadania só se constrói na presença de Políticas Públicas Emancipatórias, Direitos Coletivos e Sistemas de Proteção Social.</p>
<p>E, como bem mostra a sua conduta eleitoral, o Pobre de Direita não tem o mínimo interesse na promoção dessa tríade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Competição em desequilíbrio</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/competicao-em-desequilibrio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Manuel Luiz Figueiroa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Apr 2024 11:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[cursos]]></category>
		<category><![CDATA[desequilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[filhos]]></category>
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		<category><![CDATA[universidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Manuel Luiz Figueiroa (*) &#160; Era uma vez duas crianças de classe média alta que tinham 6 e 7 anos. O pai advogado e a mãe médica, como todos os pais, tinham como prioridade a educação das crianças. Os dois filhos estudavam numa das melhores escolas particulares da cidade, pois a escola pública não &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>ra uma vez duas crianças de classe média alta que tinham 6 e 7 anos. O pai advogado e a mãe médica, como todos os pais, tinham como prioridade a educação das crianças.</p>
<p>Os dois filhos estudavam numa das melhores escolas particulares da cidade, pois a escola pública não é a mais indicada e, consequentemente, a mensalidade que pagavam comprometia uma boa percentagem dos rendimentos do casal. Ocorre que, também, os meninos frequentavam o futebol, natação, curso de violão, de judô etc. Dessa forma, todas essas atividades faziam parte da formação educacional das crianças.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Registre-se que apenas a despesa com a escola regular é que goza benefício do Imposto de Renda, deixando um vazio que o legislador poderia corrigir. </span>Não há dúvida de que a sugestão acima, uma vez colocada em prática, traria benefícios sociais para os pais e, também, para os empresários daqueles serviços, com aumento da demanda, que ajudam na formação das crianças.</p>
<p>A rotina semanal dos meninos é de segunda a sexta-feira pela manhã na escola, à tarde futebol, judô ou natação. O estudo do violão é feito  às segundas, quartas e sextas nas primeiras horas do anoitecer.</p>
<p>Eles, os meninos, ainda têm obrigações domésticas como cuidar do jardim da casa, ajudar na cozinha nos fins-de-semana que a empregada folga. Essas crianças, ainda, dispõem de algumas horas, depois de cumpridas as obrigações de rotina, incluindo as tarefas escolares, para assistir à TV e participar de jogos eletrônicos. Esta rotina, provavelmente, é desenvolvida por todas as crianças da classe social privilegiada. A primeira indagação é que devido à condição social, esses estudantes não precisam de projetos específicos de ajuda.</p>
<p>Em comparação, considere-se as crianças Manés, numa alusão à fala indevida da autoridade, e Marias de famílias da periferia, o pai empregado da construção civil ou desempregado, e a mãe empregada doméstica ou dona de casa.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>A rotina destas crianças por não possuírem calçados não podem ir à escola, segundo Zé Ramalho na canção Cidadão: “&#8230;Minha filha inocente / Vem para mim toda contente / Pai, vou mim matricular / Mas mim diz um cidadão / Criança de pé no chão / Aqui não pode estudar&#8230;”</p>

			</div></div>
<p>O que lhes restam senão perambular pelas ruas fazendo traquinagens?</p>
<p>Alguns programas governamentais tendem a minorar essas dificuldades das famílias de baixa renda como exemplificam-se: Bolsa Família, Auxílio Gás, Benefício de Prestação Continuada, Tarifa Social de Energia Elétrica, Carteira de Pessoa Idosa, Minha Casa Minha Vida etc.</p>
<p>Ressalte-se da importância desses programas de assistência que estão aí e devem continuar independentemente de qualquer ideologia partidária que assuma o poder.</p>
<p>A única objeção é que eles não transferem as famílias de classe social correndo o risco da acomodação da permanência do status quo.</p>
<p>A mudança entre classes sociais passa pela escola e culturalmente todos sonham em formar os filhos numa universidade.</p>
<p>O ingresso na universidade pública com o critério existencial do melhor aproveitamento nos exames vestibulares, anteriormente, ou nas provas do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio &#8211; atualmente, são os meios que selecionam os candidatos para o curso superior.</p>
<p>É claro que essa disputa por uma classificação no exame do ENEM, entre jovens oriundos de classes sociais distintas, apresenta resultado desfavorável aos estudantes oriundos de classe inferior.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Por que a estrutura social leva a busca de um curso superior como fator de sucesso econômico familiar?</span></p>
<p>É também claro que existem outras atividades que não precisam passar pelos bancos de uma universidade que levam a resultados de estabilidade financeira considerável.</p>
<p>Fica como reflexão a possibilidade de acrescentar mais um objetivo das famílias para direcionar os seus filhos aos cursos técnicos e, consequentemente, os governos se sentiriam pressionados a atender mais essa demanda social.</p>
<p>A expansão dos cursos técnicos, com certeza, seria mais um fator para permitir fluxo entre as classes sociais, e, ainda, proporcionaria uma disputa mais igualitária entre os candidatos da classe baixa, pois os filhos dos doutores continuariam almejando a universidade.</p>
<p>Não se está aqui a defender que as universidades devem ser destinadas as classes superiores, elas continuariam abertas aos estudantes de todas as classes sociais. O que se argumenta é a necessidade da abrangência dos cursos técnicos que abririam oportunidades de elevação da classe social, uma vez que se sabe, ser fato, que o diploma de curso superior não garante estabilidade econômica a todos. O que se está a refletir é que o sistema educacional é um fator importante na formação de uma sociedade mais igualitária que irá contribuir num melhor bem-estar social. Até o presente fundamentou-se acima na melhoria de vida através da mobilização social.</p>
<p>Um outro enfoque para se melhorar o bem-estar social seria manter a economia em processo de crescimento, permitindo que o poder aquisitivo das pessoas crescesse. Essa seria uma discussão vinculada a princípios ideológicos, pois como é concordante que não se deve viver num processo de endividamento numa economia familiar, também tem a mesma validade para a economia global. Ocorre que todos os países considerados subdesenvolvidos, pobres, insistem, por diversas razões, a gastarem mais do que arrecadam, trazendo consequências desestabilizadoras da economia e, ainda, alimentado o estrato social dos mais pobres.</p>
<p>Por outro lado, o que se busca na mobilização social para o cume da pirâmide? Busca-se poder aquisitivo de bens materiais que momentaneamente se gratifica pelo que se denomina sucesso na vida.</p>
<p>Os grupos sociais abastados de bens vivem com um vazio, faltando-lhe paz; paz na família, paz na comunidade, paz espiritual.</p>
<p>Crê-se que falta durante o processo do cuidar do bem-estar material associar o trabalho intrínseco da pessoa humana que se tem e que se deseja construir para as próximas gerações.</p>
<p>Conclui-se que o razoável seria elevar a eficiência dos trabalhadores, permitindo maior oferta de bens e serviços, com estabilidade econômica, garantidora do poder aquisitivo da produção.</p>
<p>Em resumo, o que se deseja é um combate profundo das desigualdades sociais buscando uma competividade mais igualitária na construção da formação educacional dos jovens.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Para que servem os ricos?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/para-que-servem-os-ricos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Mar 2024 10:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Emerson Sousa (*) &#160; Antes de qualquer coisa, um aviso: você não faz parte dos Ricos. Primeiro, porque você, enquanto um CPF, não tem uma renda anual de R$ 10,1 milhões e nem um patrimônio de R$ 331,6 milhões, ambos declarados junto à Secretaria da Receita Federal. Segundo, porque, ainda que você tenha formação &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span>ntes de qualquer coisa, um aviso: você não faz parte dos Ricos.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Primeiro, porque você, enquanto um CPF, não tem uma renda anual de R$ 10,1 milhões e nem um patrimônio de R$ 331,6 milhões, ambos declarados junto à Secretaria da Receita Federal.</span></p>
<p>Segundo, porque, ainda que você tenha formação em Neurocirurgia, você ainda precisa vender suas habilidades, suas competências e suas aptidões para sobreviver.</p>
<p>Pare de fazer isso e, em pouco tempo, você vai experimentar uma forte queda no teu padrão de vida.</p>
<p>E Ricos não trabalham. Podem até despender esforços, mas Ricos não trabalham.</p>
<p>Feito esse esclarecimento, vamos ao texto.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Respondendo à pergunta-título: para nada!</span></p>
<p>No contexto do processo de produção social de riquezas, Ricos são funcionalmente inúteis e dispensáveis.</p>
<p>Desde que o Ser Humano se entende por gente, a criação de riquezas – compostas por todos os itens que nos garantem segurança, bem-estar e conforto – é um processo coletivo.</p>
<p>Isso quer dizer que todas as pessoas, de um modo ou de outro, estão envolvidas com esse objetivo.</p>
<p>Para você ter ideia do que falo: imagine como seria a construção de microprocessadores se, nas cantinas dessas fábricas, não houvesse uma garrafa térmica com café recém passado ou, nas suas portarias, não houvesse vigilantes de plantão.</p>
<p>E como seria a nossa labuta cotidiana se não houvesse atrizes e atores, cantores, garçons, bancárias, professores, sacerdotes, borracheiros e policiais?</p>
<p>Sim, cada uma dessas figuras está contribuindo para a constituição de nosso quadro social.</p>
<p>Todas elas estão cooperando para a construção da riqueza coletiva.</p>
<p>Mas e os Ricos?</p>
<p>Bom, eles são supérfluos.</p>
<p>Em termos práticos, eles nada agregam ao volume de bens e serviços providos pela sociedade.</p>
<p>Ricos não definem como algo deve ser feito, isso é feito pelos administradores por eles contratados.</p>
<p>Ricos não estabelecem em como os materiais devem ser combinados, esse papel é dos seus engenheiros.</p>
<p>Ricos não determinam como as coisas devem ser ensinadas, essa é uma atribuição de professores e educadores a eles submetidos.</p>
<p>Mas o que os Ricos, então, fazem?</p>
<p>Em termos de adição de valor ao processo produtivo, nada!</p>
<p>Eles apenas usam o poder político que têm para fixar o como eles vão se apropriar da riqueza socialmente produzida.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Donos de grandes construtoras </span>não riscam uma linha sequer num cálculo estrutural ou na confecção de uma planta baixa, eles apenas negociam com o poder público em que parte das cidades eles irão ficar mais ricos.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Donos de grandes faculdades </span>não perdem um minuto sequer participando de uma jornada pedagógica ou planejando uma simples aula, eles apenas procuram oportunidades com a nossa sede de conhecimento.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Donos de grandes empresas de transportes públicos ou de cargas</span> não sabem o que é dirigir uma condução lotada ou ter que acionar o freio motor, eles apenas se interessam por como colocar seus motoristas mais tempo nas ruas.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Donos de grandes usinas de açúcar</span> não gastam seu tempo cortando um bago de cana que seja, eles tão somente são atraídos pelos juros subsidiados do financiamento agrícola.</p>
<p>Ou seja, Ricos não criam riqueza, eles se apropriam dela.</p>
<p>E eles se apropriam dessa riqueza por meio da Política.</p>
<p>Tanto a Política eleitoral, quando eles se utilizam dos representantes sociais para definir os padrões de regulação coletiva, quanto da Política em um sentido mais amplo, quando eles se valem de seu poder e influência para assentar as próprias regras do processo de distribuição da riqueza socialmente produzida.</p>
<p>Vamos aos exemplos: quando as grandes firmas estão à beira da falência não é incomum que surja alguém sugerindo um socorro a elas ou que, quando o assunto é desenvolvimento econômico, apareçam outras advogando concessão de isenções ou favores fiscais às grandes corporações.</p>
<p>Agora, veja o que te acontece se você vier a público para propor uma lei na qual pessoas desempregadas passem a não pagar pelo transporte público até que elas voltem a trabalhar.</p>
<p>Não vai rolar, não é?</p>
<p>Por que isso acontece?</p>
<p>Porque a principal ocupação dos Ricos não é produzir, mas sim controlar as condições de produção de modo a garantir seus níveis de acumulação ou, de modo mais claro, a sua lucratividade.</p>
<p>E nem tente resgatar aquela mítica figura do Empresário Inovador.</p>
<p>Afinal, há décadas que esse personagem não mais existe.</p>
<p>Desde meados do Século XX, o avanço tecnológico passou a ser uma variável sob domínio dos Departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento e das Diretorias Executivas das grandes corporações.</p>
<p>E não venha me dizer que você acredita naquela estória de “dois jovens gênios da tecnologia numa garagem&#8230;”, porque isso é fábula.</p>
<p>Saiba que você não precisa acreditar em mim, mas bem que poderia dar ouvidos ao Noam Chomsky e procurar saber o que ele tem a dizer sobre isso bem aqui neste <span style="color: #008000;"><strong><a style="color: #008000;" href="https://youtu.be/ahQIp3i1ZQM?si=aZNbZQ4P1r3ZZVRN">hiperlink</a></strong></span>.</p>
<p>Ricos são inúteis e redundantes, o mundo continuaria funcionando tranquilamente sem eles.</p>
<p>Minto!</p>
<p>O mundo passaria a funcionar até melhor sem eles, porque a garantia de seus níveis de acumulação (lucratividade) deixaria de ser mais um problema com que nos preocuparmos e poderíamos dar melhor atenção aos nossos próprios problemas.</p>
<p>Então, saiba: Ricos são disfuncionais e desnecessários.</p>
<p>Não são os promotores do desenvolvimento, são apenas oportunistas que se aproveitam de nossa fraqueza política para nos dizer como devemos trabalhar para fazê-los mais ricos.</p>
<p>Não são vetores de transformações e avanços, pelo contrário, eles são barreiras de contenção dos avanços sociais.</p>
<p>Você duvida?</p>
<p>Então, pede a um deles uma opinião sobre temas tais como redução da jornada de trabalho ou a implementação de sistemas tributários progressivos e espere por uma enxurrada de conjunções adversativas.</p>
<p>Eles não querem papo com esse tipo de coisa, nunca quiseram.</p>
<p>E, guarde isso consigo: eles nunca vão querer!</p>
<p>Por quê?</p>
<p>Porque, para os Ricos, já que eles são entes alienígenas ao processo produtivo, desenvolvimento social é só mais uma rubrica de despesa.</p>
<p>Afinal, nunca se esqueça disso: eles são apenas parasitas imprestáveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Por que Economia Herética?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/por-que-economia-heretica/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/por-que-economia-heretica/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Feb 2024 15:08:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[compra]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[economia herética]]></category>
		<category><![CDATA[picanha]]></category>
		<category><![CDATA[pobres]]></category>
		<category><![CDATA[prataria]]></category>
		<category><![CDATA[promoção]]></category>
		<category><![CDATA[ricos]]></category>
		<category><![CDATA[salário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Emerson Sousa (*) &#160; Talvez algum dia, por uma simples curiosidade, você já deva ter feito essa pergunta. E a resposta para ela é bastante simples: este irresignado digitante, enquanto um economista formado, se recusa firmemente a interpretar a economia do ponto de vista dos Ricos. E isso, para a ampla maioria dos economistas, &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">T</span>alvez algum dia, por uma simples curiosidade, você já deva ter feito essa pergunta.</p>
<p>E a resposta para ela é bastante simples: este irresignado digitante, enquanto um economista formado, se recusa firmemente a interpretar a economia do ponto de vista dos Ricos.</p>
<p>E isso, para a ampla maioria dos economistas, é uma heresia.</p>
<p>Para o pensamento dominante das ciências econômicas no mundo ocidental, as soluções para os problemas e mazelas sociais têm por pressuposto primeiro e principal a garantia da lucratividade das grandes corporações.</p>
<p>Lembra quando sempre aparece alguém perguntando: de onde vão sair os recursos? De onde vem o dinheiro?</p>
<p>Pois bem, essas questões estão imbuídas no contexto ideológico de que toda solução para os problemas sociais só é viável se, de modo primordial, forem atendidas as exigências de lucratividade dos Ricos.</p>
<p>Essa percepção tem, por premissa latente, a crença de que os Ricos são fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico.</p>
<p>Só que eles não são.</p>
<p>Em verdade, são até supérfluos e redundantes.</p>
<p>Não fazem a menor falta.</p>
<p>Repare que, se por graça e obra do Divino Espírito Santo, apenas os Ricos fossem arrebatados aos céus, afora o choque causado pelo evento, o mundo continuaria funcionando normalmente?</p>
<p>É óbvio que sim!</p>
<p>Agora, imagine um mundo sem os pobres, sem essas pessoas que precisam vender suas habilidades, suas competências e suas aptidões para sobreviverem, o que aconteceria com a produção?</p>
<p>Sacastes o drama?</p>
<p>Ah, fazendo um parêntese: você não está entre os Ricos!</p>
<p>Então, continuando, na lógica hegemônica do pensamento econômico atual, uma deficiência coletiva que se apresente não pode, para ser solucionada, afrontar os ganhos dos Ricos.</p>
<p>Por isso que vemos no debate político e econômico do país e do mundo uma série de propostas que, em verdade, apenas inviabilizam a promoção dessas soluções.</p>
<p>Por exemplo, coisas como a Lei de Responsabilidade Fiscal (LCP 101/2000) e o Teto de Gastos (EC 95/2016) mais dificultam do que facilitam a expansão dos níveis de bem-estar do povo brasileiro.</p>
<p>Suspeito que, agora, você tenha tomado um susto.</p>
<p>Só que esse estranhamento decorre da doutrinação ideológica que sofremos todos os dias.</p>
<p>Diuturnamente, o pensamento hegemônico das ciências econômicas nos faz ver a realidade sob a óptica dos Ricos e não sobre o nosso ponto de vista.</p>
<p>Isso quer dizer que nós devemos tratar a economia de forma açodada e imprevidente?</p>
<p>Não, de forma alguma!</p>
<p>Nós apenas temos que inverter a ordem lógica dos pressupostos e, claro, dos objetivos.</p>
<p>Nosso conforto, nossa segurança e o nosso bem-estar é que devem vir em primeiro lugar, não os ganhos dos Ricos.</p>
<p>Aí, ao invés de colocarmos a lucratividade dos Ricos como premissa basilar para se garantir o bem-estar social, nós devemos, em primeiro lugar, pensar em soluções que resolvam nossas carências e, em seguida, se houver espaço, procurar garantir alguma lucratividade para essas figuras.</p>
<p>Para que isso aconteça, nós devemos cultivar em nós a percepção e o espírito de que o circuito produtivo &#8211; ou seja, o modo de organização do nosso trabalho &#8211; deve ser orientado para resolver os problemas da Sociedade e não para garantir a lucratividade das grandes corporações.</p>
<p>A esta altura você deve estar se perguntando: mas isso não pode criar alguns problemas?</p>
<p>Pode não, vai!</p>
<p>Mas é para isso que existem a Política e a Ciência.</p>
<p>Se, por um acaso, nesse processo de reconversão lógica do circuito produtivo, os Ricos respeitarem tanto a Política quanto a Ciência, de forma democrática, as soluções ótimas para os problemas sociais tendem a vir até com certa facilidade.</p>
<p>Claro que este irresignado digitante já estudou História e sabe que, quando seus lucros são negativamente afetados, os Ricos não têm o mínimo respeito pela Ciência, pela Política e nem, muito menos, pela Democracia.</p>
<p>Tocam o terror, mesmo!</p>
<p>Mas esse é um desafio que nós, enquanto seres do gênero humano, temos que enfrentar.</p>
<p>O que não se pode mais é submetermos a qualidade de vida das pessoas, sua segurança e seu conforto, bem como a sustentabilidade ambiental do planeta e, por decorrência, a nossa própria existência como espécie, aos desígnios dos Ricos.</p>
<p>Logo, para este velho economista, nós não devemos mais encarar a economia tendo o interesse dos Ricos como parâmetro de validade das soluções encontradas.</p>
<p>E saiba que isso, para ampla maioria dos economistas é um anátema, motivo suficiente para se mandar alguém para a “fogueira”.</p>
<p>E o mais curioso é que, para muitos deles, esse estado de coisas é algo tão natural que eles nem percebem as contradições expostas neste texto.</p>
<p>Dizem eles que: “isso é a realidade e tentar mudá-la é utopia!”.</p>
<p>Não sabem eles que a evolução das formas de produção é um processo dialético, materialista e historicamente determinado.</p>
<p>Bom, na verdade, eles sabem.</p>
<p>Só não admitem!</p>
<p>Dessa forma, esta é uma Economia Herética, porque este irresignado digitante sabe que, no contexto da busca por soluções dos problemas sociais, o interesse dos Ricos é uma peça de um quebra-cabeça de oito partes para preencher outro dividido em 5.000 fragmentos.</p>
<p>Ou seja, é impossível se completar adequadamente esse mosaico enquanto levarmos em conta os interesses dos Ricos.</p>
<p>Não há solução ótima para os problemas sociais quando temos que considerar os interesses dos Ricos, isso porque a perspectiva deles é diametralmente oposta à da Sociedade.</p>
<p>Um exemplo disso: o 1% mais rico da população mundial é responsável pela mesma quantidade de emissões de carbono que os dois terços mais pobres do planeta.</p>
<p>Isso quer dizer que apenas 77 milhões de pessoas – soma das populações de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – exaurem o mesmo volume de recursos naturais do total de habitantes de países tais como China, Índia, Estados Unidos, Indonésia, Paquistão, Brasil, Nigéria, Bangladesh e Rússia.</p>
<p>Sacou o quanto os Ricos prejudicam o planeta?</p>
<p>O problema é que os Ricos possuem muito poder e muitos recursos para impedir o processo de evolução e emancipação humana.</p>
<p>Assim, qual a solução?</p>
<p>Nos valermos da Política e da Ciência para, democraticamente, retirarmos esses recursos e esse poder das mãos deles.</p>
<p>Então, nesta pouco visitada coluna, você nunca vai ouvir falar de tolices ideológicas como “Custo Brasil” ou “Reformas Estruturantes”.</p>
<p>Porque isso só interessa aos Ricos.</p>
<p>E, na Economia Herética, Rico não entra nem para limpar a prataria.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Aqui você vai ouvir falar do poder de compra dos salários, combate ao desemprego, de aumento da distribuição de renda, de empreendedorismo, do fim da fome, da erradicação das iniquidades sociais, em suma, aqui só se vai falar da promoção da Cidadania.</span></p>
<p>E se tem uma coisa que o mundo sabe desde, ao menos, os Irmãos Graco, é que Rico tem ódio e temor da Cidadania, porque esta reduz as suas possibilidades de ganhos.</p>
<p>Mas não se engane, esse velho economista também sabe que não existe almoço grátis.</p>
<p>E já que é assim, que os Ricos paguem por nossa cerveja e por nossa picanha.</p>
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		<item>
		<title>Valorização do Salário-Mínimo e combate ao Desemprego: Nossas prioridades!</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/valorizacao-do-salario-minimo-e-combate-ao-desemprego-nossas-prioridades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jan 2024 13:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
		<category><![CDATA[austeridade]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
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		<category><![CDATA[salário minimo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=74581</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Emerson Sousa (*) &#160; De modo muito costumeiro, sempre que falamos em Economia nos vêm à cabeça indicadores tais como o Ibovespa e o Dólar, também nos é muito recorrente à memória o desenrolar da Inflação. Mas muito raramente o nosso primeiro pensamento se volta para o valor e o poder de compra do &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>e modo muito costumeiro, sempre que falamos em Economia nos vêm à cabeça indicadores tais como o Ibovespa e o Dólar, também nos é muito recorrente à memória o desenrolar da Inflação.</p>
<p>Mas muito raramente o nosso primeiro pensamento se volta para o valor e o poder de compra do Salário-Mínimo ou agruras causadas pelo Desemprego.</p>
<p>Isso acontece porque nós somos doutrinados diuturnamente a interpretar a realidade sob o ponto de vista dos ricos.</p>
<p>E Salário-Mínimo e Desemprego não são temas que, verdadeiramente, interessam aos ricos.</p>
<p>Para ser mais preciso, esses dois assuntos só entram na pauta dos Ricos quando afetam a lucratividade de seus negócios.</p>
<p>Afora isso, eles não estão nem aí para esses tópicos.</p>
<p>Salário-Mínimo e Desemprego devem, então, ser os principais motivos de nossas preocupações em termos de política econômica, para todos nós que somos pobres.</p>
<p>O Salário-Mínimo e o seu poder de compra devem ser paranoicamente acompanhados por nós, porque ele é mais do que uma simples medida remuneratória.</p>
<p>Ele é, basicamente, a medida daquilo que nós, enquanto sociedade, consideramos que vem a ser “o viver de uma forma minimamente digna”.<span style="color: #ff0000;"><strong> </strong></span></p>
<p>Ou seja, mais do que um simples provento, o Salário-Mínimo é uma medida de<span style="color: #ff0000;"> </span>quanto nós somos civilizados.</p>
<p>É com base nele que nós vamos estabelecer como as pessoas vão poder garantir a sua felicidade.</p>
<p>Por mais contraintuitivo que te pareça ser, o Salário-Mínimo mais é um parâmetro político do que um custo econômico.</p>
<p>Já o Desemprego é um parâmetro do nível de vulnerabilidade às quais as pessoas estão expostas.</p>
<p>Quanto maior o Desemprego, mais desprotegidas estão as pessoas das adversidades do cotidiano no sistema capitalista.</p>
<p>Quanto maior o Desemprego, menos poder político nós temos para negociar nossa remuneração e nossas condições de trabalho.</p>
<p>Desemprego não é um problema individual das pessoas, que, para a sua solução, dependeria apenas do esforço e da capacitação individuais.</p>
<p>Ele é um problema social e coletivo.</p>
<p>Na sua ocorrência, a sociedade simplesmente está sinalizando que existe um grande conjunto de pessoas que são tomadas por desnecessárias para o circuito produtivo e, quem estiver fora dessa dança que dê um jeito de tomar o lugar de outro.</p>
<p>Claramente isso não é conduta de um povo civilizado.</p>
<p>Dessa forma, nós que somos pobres, deveríamos ter como variáveis econômicas principais o Salário-Mínimo e o Desemprego.</p>
<p>Deveria ser a partir desses dois que nós deveríamos estabelecer as nossas preferências e posições políticas.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">E a regra é clara: quem não defende e não se compromete com o aumento do poder de compra do Salário-Mínimo e com a redução do Desemprego não está do nosso lado.</span></p>
<p>Enquanto classe social, precisamos definir claramente aquilo que não abrimos mãos.</p>
<p>Até porque os ricos deixam isso bem claro.</p>
<p>Não é por acaso que, nos primeiros desequilíbrios da economia, eles não se furtam em propor a redução do poder de compra dos salários bem como medidas econômicas que <a href="https://oglobo.globo.com/opiniao/combater-inflacao-mexer-no-emprego-7738616"><span style="color: #008000;">diminuem</span></a> a oferta de emprego.</p>
<p>Lembra aquela conversa mole da tal da “Austeridade”?</p>
<p>É bem por aí!</p>
<p>É por isso que os Ricos adoram uma recessão, uma crise, uma depressão.</p>
<p>Nesses contextos, fica mais fácil para eles.</p>
<p>Logo, não perca tempo com indicadores que afetam menos a tua vida quanto esses dois.</p>
<p>Sim, e mesmo que você esteja numa boa colocação no Mercado de Trabalho e que receba mais do que o Salário-Mínimo, essas duas variáveis macroeconômicas devem fazer parte do teu interesse porque elas afetam diretamente os nossos níveis de desenvolvimento social.</p>
<p>Sempre que essas duas métricas entram em crise é porque a nossa economia não vai bem e, nesse momento, a tua segurança e o teu conforto passam a ficar seriamente comprometidos.</p>
<p>Aprenda uma coisa que ficou bem clara durante a Pandemia de Covid-19: só os Ricos se dão bem com a deterioração do Salário-Mínimo e do Mercado de Trabalho.</p>
<p>E nós não somos ricos, nem de longe!</p>
<p>Então, passe a devotar um pouco do teu tempo a essas duas grandezas econômicas e passe a identificar quem são os grupos sociais que se beneficiam da melhora de ambos e, claro, de suas pioras também.</p>
<p>De posse da natureza e da trajetória dessa dupla, você vai poder avaliar o desempenho das demais medidas econômicas sob a perspectiva do 99% mais pobre e não do 1% mais rico.</p>
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		<title>Por uma política dos Pobres!</title>
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					<comments>https://www.sosergipe.com.br/por-uma-politica-dos-pobres/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jul 2023 11:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
		<category><![CDATA[anomalia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Emerson Sousa (*) &#160; Aceita, porque dói menos: nós somos Pobres! Isso quer dizer que os nossos níveis de renda são incapazes de atenderem, efetivamente, a totalidade de nossos desejos, de nossas vontades e de nossas necessidades. E isso faz de nós Pobres! Assim, por sermos Pobres, nós precisamos continuamente vender nossas forças, nossas &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Aceita, porque dói menos: nós somos Pobres!</p>
<p>Isso quer dizer que os nossos níveis de renda são incapazes de atenderem, efetivamente, a totalidade de nossos desejos, de nossas vontades e de nossas necessidades.</p>
<p>E isso faz de nós Pobres!</p>
<p>Assim, por sermos Pobres, nós precisamos continuamente vender nossas forças, nossas habilidades, nossas aptidões e nossas competências se quisermos manter ou melhorar os nossos estilos de vida.</p>
<p>Ricos não precisam disso, eles já possuem mais do que necessitam, muito mais!</p>
<p>Então, nós não poupamos, apenas postergamos o consumo.</p>
<p>Nós não temos capital. No máximo, alguns privilegiados conseguem acumular alguma reserva, que se esvai na primeira emergência.</p>
<p>Nós somos uma espécie tão despossuída que, atualmente, metade da população mundial adulta recebe, individualmente, até algo equivalente a R$ 1.900,00 por mês.</p>
<p>Sim, essa é uma realidade que atinge todo o planeta!</p>
<p>Logo, se a ampla maioria de nós é assim, o esperado é que a organização do circuito produtivo seja feita de um modo em que sejam atenuados os efeitos de nossa pobreza.</p>
<p>Noutras palavras, a economia deveria ser estruturada a fim de atender aos interesses dos Pobres.</p>
<p>No entanto, não é isso que acontece.</p>
<p>Na verdade, toda a economia é organizada sob a óptica de sua mais garimpada minoria: os Ricos.</p>
<p>Nossa estrutura produtiva não é conduzida sob a necessidade de diminuir as deficiências dos Pobres e sim, apenas, para garantir a acumulação dos Ricos.</p>
<p>Isso é um erro, porque enviesa a forma como o ser humano emprega os fatores de produção.</p>
<p>Os esforços produtivos não são direcionados para atender as carências humanas.</p>
<p>Pelo contrário!</p>
<p>Eles são inicialmente feitos para garantir a lucratividade dos ricos.</p>
<p>Se isso acabar resultando na melhoria da qualidade de vida para o resto da população, ótimo.</p>
<p>Se não, paciência!</p>
<p>Ocorre que isso resulta em uma série de problemas sociais, políticos, econômicos e ambientais.</p>
<p>Degradação dos recursos naturais, concentração de riqueza, desequilíbrio de poder, persistência da fome e das endemias, explosão da violência, atentados contra a democracia e as mais diversas formas de exclusão social derivam dessa anomalia.</p>
<p>É preciso que isso seja modificado.</p>
<p>Os Ricos já não podem ser mais o objetivo da organização do sistema produtivo. Esse deve ser modificado em favor do atendimento e da solução dos problemas enfrentados por nós, os pobres.</p>
<p>Enquanto os Ricos forem inseridos nos modelos que procuram debelar as mazelas sociais, essas não serão erradicadas, porque o interesse deles é diametralmente oposto ao interesse coletivo.</p>
<p>A sociedade anseia por ampliar os níveis de cidadania e de bem-estar, os Ricos focam apenas no aumento de suas taxas de rentabilidades.</p>
<p>E, muito raramente, esses dois objetivos se equilibram.</p>
<p>Não é por acaso que o 1% mais rico da população mundial usurpa para si 19% da renda e 38% da riqueza, enquanto o 50% mais pobre fica somente com 8% da renda e menos de 1,8% da riqueza.</p>
<p>E há lugares no planeta em que esse quadro é ainda mais horroroso, como é o caso do Brasil.</p>
<p>Logo, nós temos que mudar o eixo da forma como a política é feita e colocarmos o interesse dos Ricos em segundo ou terceiro plano.</p>
<p>A nossa dignidade é que deve vir em primeiro lugar.</p>
<p>A nós, Pobres, interessa apenas a redução das desigualdades, a sustentabilidade ambiental, a ampliação dos níveis de cidadania, incrustados no aumento da oferta de serviços públicos, e a criação de um contexto de pleno emprego.</p>
<p>Em suma, nós devemos nos empenhar por criar uma política para os Pobres!</p>
<p>Ou seja, uma política para nós e não para os Ricos.</p>
<p>O resto é secundário, devendo ser apenas encarado como acessório ou decorrência.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brasileiro, um povo de mentalidade bandeirante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Oct 2022 19:33:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O país que conhecemos pelo nome de Brasil – termo que significa “vermelho como a brasa” – é fruto de um processo extremamente violento de invasão e conquista. Toda essa façanha é historicamente demarcada por eventos de sutil crueldade pontuados por desinibida brutalidade, vide o exemplo de Cristóvão de Barros em suas “Guerras Justas” nas &#8230;</p>
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<p>O país que conhecemos pelo nome de Brasil – termo que significa “vermelho como a brasa” – é fruto de um processo extremamente violento de invasão e conquista.</p>
<p>Toda essa façanha é historicamente demarcada por eventos de sutil crueldade pontuados por desinibida brutalidade, vide o exemplo de Cristóvão de Barros em suas “Guerras Justas” nas terras hoje chamadas de Sergipe.</p>
<p>Patrocinada pela escravização de africanos e pelo apresamento e extermínio dos povos originários, a ocupação do território brasileiro sempre se deu passando ao largo de valores civilizatórios.</p>
<p>E tal qual profetizara Joaquim Nabuco, em sua obra Minha Formação, esses fenômenos ainda permanecem como  uma marca nacional, habitando o nosso imaginário e delineando a nossa conduta tal qual uma “religião viva e natural”.</p>
<p>Não é por acaso que, nos livros escolares, nossa história não é delimitada por estágios de evolução sociopolíticos, mas sim por ciclos econômicos, em que o pau-brasil deu lugar à cana-de-açúcar, esta ao café e este à soja, entremeados pelo ouro mineiro e pela borracha amazônica.</p>
<p>E, nesse contexto, o mando sempre foi concentrado nas mãos do mais forte em detrimento da garantia de direitos para a população em geral.</p>
<p>Para o brasileiro, a palavra igualdade, se não for utopia, é insulto.</p>
<p>Por esse motivo que cidadania é um conceito distante, incompreensível e incompreendido por nosso povo.</p>
<p>Para a minoria dirigente a cidadania é um motivo de escândalo – o famoso: “Onde já se viu isso?” – e para a maioria dirigida “coisa de comunista”.</p>
<p>Também por causa disso que preferimos a promoção da caridade esporádica à concretização de uma justiça social perene, como bem o dissera Dom Hélder Câmara.</p>
<p>Por resultado temos um povo de mentalidade bandeirante, numa alusão aos sertanistas do período colonial que penetraram no interior do país em busca de riquezas minerais e que, de quebra, destruíram quilombos e destroçaram tribos nativas por onde passaram.</p>
<p>Sob essa perspectiva inexiste o conceito de solidariedade social, a qualidade de vida é uma conquista individual, as regras são dadas pelos poderosos e as carências sociais derivam da pura e simples preguiça dos atingidos.</p>
<p>Nessa quadra, políticas públicas são vistas como perda de tempo e o mercado é a única forma de se atender às necessidades das pessoas, na cristalização daquilo o que o psicanalista Christian Dunker chama de “A Lógica do Condomínio”.</p>
<p>Não é à toa que o Brasil é o país mais desigual do mundo fora da África.</p>
<p>Aqui, os 10% mais ricos possuem um volume de renda três vezes superior ao detido pelos 40% mais pobres.</p>
<p>Para fins de comparação, na Noruega essa relação é inversa. Os mais pobres ficam com a maior parte da renda em relação aos mais ricos.</p>
<p>Aceitemos, porque dói menos: nós somos um povo iníquo, injusto e violento. E os nossos indicadores sociais estão aí para provar isso.</p>
<p>Lembrando que todo esse cenário não é decorrência de uma maldição divina, mas sim fruto de uma decisão política consciente de nossa gente que, sistematicamente, sempre abominou a cidadania.</p>
<p>E isso acontece porque nós criamos um ambiente social e político em que os ganhos dos mais ricos são mantidos às custas do trabalho dos mais pobres, bem ao gosto de nossa mentalidade bandeirante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________</p>
<p><strong>(*)</strong> <strong>Emerson Sousa é Doutor em Administração pelo NPGA/UFBA  e Mestre em Economia pelo NUPEC/UFS </strong></p>
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		<title>“A luz já foi dada”, garante o professor doutor Sérgio Araújo sobre a situação do desemprego no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2021 09:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de existir no Brasil um contingente de 14,9 milhões de desempregados, sendo 450 mil em Sergipe e aproximadamente 60 mil em Aracaju, existem vagas para empregos. A questão é que as empresas precisam de  mão de obra qualificada. O professor  da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Sérgio Luiz Elias de Araújo, doutor em Administração, &#8230;</p>
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<p>Apesar de existir no Brasil um contingente de 14,9 milhões de desempregados, sendo 450 mil em Sergipe e aproximadamente 60 mil em Aracaju, existem vagas para empregos. A questão é que as empresas precisam de  mão de obra qualificada. O professor  da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Sérgio Luiz Elias de Araújo, doutor em Administração, garante que o problema do desemprego tem solução. A primeira depende de vontade  política, a segunda diz respeito às pessoas que buscam o emprego: elas precisam se qualificar, pois os currículos que chegam às empresas estão abaixo das expectativas.</p>
<p>Sérgio Araújo diz isso com conhecimento de causa. Ele administra grupos de pessoas e empresas no WhatsApp: o primeiro grupo quer um emprego e o segundo, um empregado. Nem sempre essa sincronia dá certo, por vários motivos. A falta de qualificação para determinado cargo e um currículo nada atrativo. &#8220;Qual é a alternativa diante da falta de experiência?  É qualificação, fazer cursos, treinamentos. E as pessoas não estão muito dispostas a fazê-los&#8221;, lamenta o professor.</p>
<p>Aliada a essa falta de iniciativa, tem a educação, algo que não foi uma prioridade nas sucessivas gestões brasileiras.  A começar por Dom João VI. O Brasil, segundo o professor, desde os primórdios, passa por um problema  sério: a educação sempre foi privilégio das elites. Sérgio remonta a 1808, ano da chegada da família real ao Brasil, ao fugir de Napoleão Bonaparte quando ele invadiu Portugal, para mostrar que a educação, já naquela época, era destinada às elites. “Dom João VI criou as Faculdades de Direito e Medicina, cursos para a nobreza”, observou. Passados 213 anos, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, exorta as elites, ao dizer em entrevista no programa Sem Censura, da TV Brasil, no dia 9 de agosto deste ano,  que a “universidade deveria ser, na verdade, para poucos, nesse sentido de ser útil à sociedade”, aumentando a fundura do poço de oportunidades que separa ricos de pobres neste país.</p>
<p>Mas nem tudo está perdido, mesmo diante da declaração estapafúrdia do ministro da Educação. O professor Sérgio Araújo dá essa luz e sugere às pessoas que busquem qualificação em cursos gratuitos pela internet, aprendam cada vez mais, ampliem os conhecimentos.  E com a devida qualificação melhorem seus salários para que seja quebrado um terrível ciclo que ainda resiste:  “O povo sempre foi escravo e ainda o é”, lamenta o professor  ao comentar, também,  sobre o valor do salário mínimo recebido pela maioria da população brasileira.</p>
<p>“O salário mínimo do povo, hoje, mal dá para comer e sobreviver; não temos um ganho real”, disse. Hoje o salário é de R$ 1.100,00, quando o ideal  calculado pelo <a href="https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html"><strong><span style="color: #008000;">Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese)</span></strong><span style="color: #000000;">,</span></a> em junho deste ano, é de R$ 5.421,84, anos-luz distante da realidade tupiniquim.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-43233 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo-1-300x300.png" alt="" width="238" height="238" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo-1-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo-1-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo-1.png 350w" sizes="auto, (max-width: 238px) 100vw, 238px" /></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-43234 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo-300x300.png" alt="" width="252" height="252" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/livro-os-5-segredos-p-um-curriculo.png 350w" sizes="auto, (max-width: 252px) 100vw, 252px" /></a>Para Sérgio, mesmo diante de situação tão caótica, existem soluções. E ele fala isso de cátedra, pois sabe, como ninguém, a maneira de elaborar um currículo. Afinal, é autor dos livros “Vencendo o desemprego”, no qual ensina os segredos para se conquistar espaço no mercado de trabalho, e também de <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/os-cinco-segredos-para-um-curr%C3%ADculo-de-sucesso.pdf">&#8220;Os cinco segredos para o currículo de sucesso”.</a></span></strong></p>
<p>Esta semana, ele conversou com  o <strong>Só Sergipe</strong>, traçou um panorama da questão do emprego e desemprego no país, comentou sobre educação, gestão e lembrou que o Brasil já viveu dias melhores. “A luz já foi dada”, disse Sérgio ao ser indagado se era possível, no atual cenário, avistar uma luz no fim do túnel.</p>
<p>Saiba o porquê dessa sua afirmação, lendo a  entrevista que segue.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Hoje estamos com milhões de desempregados no Brasil e, claro, em Sergipe. Como o país e as pessoas podem sair dessa crise?</strong></p>
<p><strong>SÉRGIO ARAÚJO &#8211;</strong> O Brasil tem quase 15 milhões de desempregados no Nordeste. E Sergipe tem o terceiro maior índice, com cerca de 450 mil desempregados. Em Aracaju é a mesma proporção e vai dar em torno de 60 mil pessoas.  Mas esse problema tem solução. Primeiro, com bastante boa vontade política de mudar essa realidade. E como se faz isso? Incentivando as empresas a produzirem mais. O segundo é qualificar as pessoas. E até existem vagas. Eu tenho recebido muitas vagas, pois tenho grupos de desempregados no WhatsApp. Mas os currículos enviados são muito abaixo do perfil requerido. Principalmente agora, nesse período de desemprego, no qual temos muitas pessoas boas fora do mercado. E temos outro problema: as pessoas sem experiência não têm tido condições de competir.</p>
<figure id="attachment_43235" aria-describedby="caption-attachment-43235" style="width: 334px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/prof-sergio-palestrando.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-43235 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/prof-sergio-palestrando-300x300.png" alt="" width="334" height="334" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/prof-sergio-palestrando-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/prof-sergio-palestrando-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/prof-sergio-palestrando.png 350w" sizes="auto, (max-width: 334px) 100vw, 334px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43235" class="wp-caption-text">Professor Sérgio Araújo durante palestra</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Por quê?</strong></p>
<p><strong>SÉRGIO ARAÚJO –</strong> Porque já tem gente com experiência no mercado à disposição.  Quem não tem experiência não consegue competir porque não busca qualificação. As pessoas precisam se qualificar. Qual é a alternativa diante da falta de experiência?  É qualificação, fazer cursos, treinamentos. E as pessoas não estão muito dispostas a fazê-los. E se você não se preparar, vai ter problemas porque as empresas estão pedindo qualificação.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211;  O fato de as pessoas não se qualificarem, buscarem cursos, não é por falta de dinheiro? Afinal, estão desempregadas.</strong></p>
<p><strong>SÉRGIO ARAÚJO  –</strong> Não, porque existem muitos cursos gratuitos. É falta de orientação mesmo. Às vezes, não falta somente predisposição, mas orientação. Tenho dito que existe uma falha, um defeito nas universidades e nos cursos profissionalizantes. Eles entregam conteúdo, preparam os profissionais, ou seja, de lá saem bons engenheiros, arquitetos, contadores, porém eles não  sabem como vender essa sua qualificação para o mercado. Então, essas pessoas, no outro dia depois da festa de formatura, não sabem o que fazer. Você não se forma e o emprego está ali te esperando. Você precisa batalhar por ele. Mas as pessoas não sabem preparar um currículo, não sabem participar de uma entrevista, não sabem onde os empregos estão, como abordar os empresários ou os gestores de recursos humanos para vender suas qualificações. E a culpa não é delas.  É porque ninguém as ensinou.  As pessoas precisam se qualificar, não só em conteúdo, mas também precisam aprender como fazer um currículo. Tem gente que pega um modelo e escreve qualquer coisa, diz que tem experiência como vendedora, mas não explica o que sabe fazer, quais são suas qualidades, as experiências profissionais de verdade.  Alguns entram na entrevista de emprego e não sabem responder nada, não dizem o que sabem ou não sabem fazer.  Há pessoas que procuram emprego de recepcionista e borracheiro ao mesmo tempo, que são duas coisas totalmente diferentes. Elas precisam ter foco, saber qual o  perfil delas e o que querem fazer.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Mas chega uma hora que a pessoa já procurou um emprego específico, não conseguiu e está aceitando qualquer coisa. É a luta pela sobrevivência.  Bate o desespero em determinado momento e ela busca qualquer coisa. Não é assim que acontece?</strong></p>
<p><strong>SÉRGIO ARAÚJO –</strong> Veja, o desespero é ruim em qualquer situação. Toda vez que você estiver numa situação de crise e se desesperar, a chance de entrar em colapso é muito maior. Uma pessoa que estiver se afogando entrar em desespero, a chance de se afogar é grande. Se estiver perdida num lugar e ficar aflita, o resultado é pior. E numa situação de desemprego acontece o mesmo. Se procurar o dia inteiro o emprego que gostaria é mais vantajoso do que encontrar uma coisa que não gosta, ficar insatisfeito e queimar seu nome. Entendemos que a necessidade de conseguir uma remuneração é de imediato, é uma alternativa necessária devido à sobrevivência, mas o investimento de procurar um pouco mais e tomar atitudes mais pensadas pode lhe trazer um resultado melhor depois.</p>
<figure id="attachment_43244" aria-describedby="caption-attachment-43244" style="width: 322px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-10.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-43244" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-10-300x263.png" alt="" width="322" height="282" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-10-300x263.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-10-768x672.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Design-sem-nome-10.png 800w" sizes="auto, (max-width: 322px) 100vw, 322px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43244" class="wp-caption-text">Ministro da Educação, Milton Ribeiro Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Já que estamos falando em qualificação, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, numa entrevista no programa Sem Censura, na TV Brasil, no dia 9 de agosto,   disse que “universidade deveria ser, na verdade, para poucos, nesse sentido de ser útil à sociedade” e supervalorizou os cursos técnicos. Como o senhor analisa essa declaração. </strong></p>
<p><strong>SÉRGIO ARAÚJO –</strong> Na verdade, essa é uma declaração de campanha do presidente ao falar que o ideal é que o brasileiro seja consertador de fogão e geladeira como ele foi. Nunca foi isso. Esse é um discurso elitista. Para você ter uma ideia, a Escola Técnica Federal, hoje  IFS (Instituto Federal de Sergipe), foi criada como um centro para educar pobre. Ou seja, a mão de obra técnica era dos pobres e a universitária para os ricos. Eu quero saber se o ministro da Educação vai colocar o filho ou neto dele numa escola técnica. Não vai. O ministro da Educação ou o presidente da República não colocarão filhos ou netos para aprender a consertar fogão, geladeira, parede. Esse é um pensamento elitista para perpetuar a ideia de que os ricos devem estudar em universidades.  Eu tenho um dado científico: a cada ano que você estuda aumenta 14% o seu salário. Quanto mais a pessoa estuda, melhores são as chances de ela ter um salário maior. E mais chances de ser um líder, um chefe. No setor técnico terá sempre uma remuneração baixa, estará sempre no piso da pirâmide e não no topo. Eu não concordo com as declarações do ministro. Vou lhe dar um exemplo. Eu trabalhei nos Correios, e uma vez a empresa comprou uma máquina super avançada de triagem de encomendas. Essa máquina veio da Europa e quem a montou foram os engenheiros. Não teve técnico. Eles não deixaram nenhum brasileiro tocar.  Se você for à Fórmula 1, verá que os mecânicos e os caras que trocam os pneus são engenheiros que fazem o papel mesmo de mão de obra. No Brasil temos ainda uma cultura escravagista de que pobre tem que fazer a função braçal e rico tem que fazer a função intelectual. Essa pregação de que pobre tem que estudar em Escola Técnica é a perpetuação da cultura escravagista no Brasil.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O senhor citou que as pessoas com nível universitário não sabem fazer currículo.  E aquelas que não tiveram a chance de chegar ao curso universitário? Não seria mais essa legião de pessoas que está desempregada?</strong></p>
<p><strong>SÉRGIO ARAÚJO –</strong> Sim, também. Mas continuamos com o mesmo problema: a educação. Deveria ter na escola uma disciplina ensinando como fazer um currículo, que nada mais é do que um portfólio de vendas das suas habilidades e atitudes. Quando você faz um currículo está vendendo um &#8220;produto&#8221; chamado você. E se não aprendeu, ficará atrás de quem sabe. Quem aprendeu foi por intuição ou teve assessoria de um profissional de recursos humanos. Realmente temos um problema de educação no Brasil.  Quero lembrar que nossa escola, inclusive a nossa LDB da Educação (Lei de Diretrizes e Bases) diz, nos seus primeiros artigos, que a educação no Brasil é voltada para o trabalho. E a escola, desde o início, é voltada para o trabalho. É para ensinar na escola como as pessoas devem procurar trabalho.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Ao longo da história do Brasil, a educação não foi uma prioridade dos governos? </strong></p>
<p><strong>SÉRGIO ARAÚJO  –</strong> Nunca foi. O Brasil começou a ter uma educação formal, se não me engano, em 1808, quando Dom João VI veio para o Brasil fugido de Napoleão. Quando ele chegou aqui o Brasil não tinha estrutura nenhuma, e ele começou a criar as Faculdades de Medicina e de Direito, ou seja, cursos elitistas. Trouxe toda estrutura de Portugal. Foi a partir daí que começou a ter uma educação. Mas ela era voltada para os filhos dos fazendeiros, da nobreza. Então, no Brasil, a educação sempre foi para a elite. Nunca foi voltada para o povo. O povo sempre foi escravo e ainda o é. O salário mínimo do povo, hoje, mal dá para comer e sobreviver. Quem trabalha só para comer é escravo. Não temos um ganho real do salário mínimo, o pobre não tem o direito de fazer uma viagem, de comprar um supérfluo.  A vida não é só comida e trabalho. Você precisa ter educação, diversão, vida social, coisas que os ricos têm. Cada um na sua escala, mas tem que ter. Pobre só tem direito a trabalhar e, quando dá, comer. O rico é quem tem as melhores oportunidades de educação.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Diante desse quadro, será que ainda encontraremos uma luz no fim do túnel?</strong></p>
<figure id="attachment_39560" aria-describedby="caption-attachment-39560" style="width: 456px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Carteira-de-trabalho-EBC-Agencia-Brasilia.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-39560" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Carteira-de-trabalho-EBC-Agencia-Brasilia-300x179.jpg" alt="" width="456" height="272" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Carteira-de-trabalho-EBC-Agencia-Brasilia-300x179.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Carteira-de-trabalho-EBC-Agencia-Brasilia-1024x613.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Carteira-de-trabalho-EBC-Agencia-Brasilia-768x459.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Carteira-de-trabalho-EBC-Agencia-Brasilia.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 456px) 100vw, 456px" /></a><figcaption id="caption-attachment-39560" class="wp-caption-text">As pessoas procuram emprego Foto: Agência Brasília</p></figcaption></figure>
<p><strong>SÉRGIO  ARAÚJO &#8211;</strong>  A luz já foi dada. Se prestar atenção, nos governos de Lula foi quando nós tivemos o maior crescimento da educação no Brasil.  Na Universidade Federal de Sergipe nós saímos de 400 professores para quase 1.500. De  30 cursos para  quase 110; tínhamos 6 mil alunos e hoje 30 mil. Criou-se o FIES,  financiamentos para os pobres irem para as universidades privadas, e o governo pagava. Ou seja, foram oportunidades dadas aos mais pobres. E hoje temos 20% da população com nível superior. Hoje, as pessoas me procuram para ajudá-las a procurarem emprego. Naquela época, a ajuda era para decidir qual emprego escolher diante de três oportunidades surgidas. Antes eu orientava para qual dos três empregos a pessoa deveria ir. Pedreiro não saía de casa por menos de R$ 4 mil. A solução é gerar crédito, demanda para as empresas, é baixar o valor do crédito e ampliá-lo.  Antes, a população conseguia comprar eletrodoméstico mais barato, dividindo em várias prestações, comprar apartamento, etc. O que precisa é dar crédito à população, pois a economia se aquece, as empresas  ampliam seus negócios e todo mundo ganha dinheiro. Que falem o que quiser, mas no governo Lula foi a época que todo mundo ganhava dinheiro, andava de avião, a empregada doméstica tirava férias na mesma época da patroa. E esse é o grande problema.  Na época do governo Dilma foi tirada a barreira da escravidão das empregadas domésticas. Elas eram escravas, afilhadas do interior que vinham sob o pretexto de ter uma vida melhor e estudar na cidade grande. Mas não estudavam, trabalhavam o dia todo e não recebiam nada, a não ser aquela roupinha e a comida. No governo Dilma acabou isso. A empregada doméstica ganha salário mínimo, tem seus direitos. Isso é respeito ao trabalhador e divisão de renda. Essa visão de que pobre não tem que ter energia elétrica, gás de cozinha é errada. Todos têm que ter as condições para fazer girar a economia do país e você resolve o desemprego, a fome. Voltamos ao mapa da fome no mundo que tinha acabado, e o problema não foi da pandemia de Covid-19.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211;  Foi de quê?</strong></p>
<p><strong>SÉRGIO ARAÚJO  –</strong> Foi da gestão elitista, ao privilegiar o direito dos mais ricos que conseguiram ficar  ainda mais ricos na pandemia. E os mais pobres não tiveram oportunidade. Não foi só da pandemia, mas de gestão pública.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE- E hoje o país  parou?</strong></p>
<p><strong>SÉRGIO ARAÚJO  –</strong>Parou, mas não era para ter parado. Se o gestor tivesse tomado a decisão de comprar a vacina na época certa,  logo que foi oferecida, o Brasil já estaria girando hoje. Se fosse comprada a vacina, estaríamos com a pandemia dominada até novembro ou dezembro. Estamos praticamente em setembro e com a pandemia em plenos pulmões e com um grande problema:  a economia  não se movimenta porque as pessoas  perderam seus empregos, as empresas não estão confiantes para investir e aí as coisas não acontecem.</p>
<p>&nbsp;</p>
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