<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo para reflexão - Só Sergipe</title>
	<atom:link href="https://www.sosergipe.com.br/tag/reflexao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sosergipe.com.br/tag/reflexao/</link>
	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 27 Sep 2026 03:59:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.4</generator>
	<item>
		<title>Onde é que a voz encontra o silêncio?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/onde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 09:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[acolhimento]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[CVV]]></category>
		<category><![CDATA[CVV 188]]></category>
		<category><![CDATA[escuta]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção ao suicídio]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[respostas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro Amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[System of a Down]]></category>
		<category><![CDATA[Toxicity]]></category>
		<category><![CDATA[vozes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=101008</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*) &#160; Há silêncios que não são ausência de palavras — são excesso delas. Palavras que se atropelam dentro da gente, pensamentos que não encontram porta de saída, sentimentos que se acumulam como cartas jamais enviadas. Talvez eu tenha passado boa parte da vida tentando compreender o que existe &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/onde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio/">Onde é que a voz encontra o silêncio?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&amp;linkname=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&amp;linkname=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&amp;linkname=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&amp;linkname=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&#038;title=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/onde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio/" data-a2a-title="Onde é que a voz encontra o silêncio?"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á silêncios que não são ausência de palavras — são excesso delas. Palavras que se atropelam dentro da gente, pensamentos que não encontram porta de saída, sentimentos que se acumulam como cartas jamais enviadas. Talvez eu tenha passado boa parte da vida tentando compreender o que existe entre a palavra e o silêncio. Já escrevi sobre a voz, sobre o vazio, inclusive sobre aquilo que nos aprisiona e sobre as pequenas frestas por onde a vida insiste em entrar. Escrevi sobre o que se quebra e sobre aquilo que, depois de quebrado, pode encontrar uma outra forma de existir. E talvez seja justamente por isso que setembro sempre me faça pensar menos no amarelo e mais naquilo que existe por trás dele. Porque, de fato, há perguntas que não procuram respostas. Procuram ouvidos. Há dores que não chegam gritando; elas se acomodam devagar. Mudam o jeito de olhar, de dormir, de conversar, de chegar e de partir. Às vezes, vestem um sorriso. Às vezes, fazem piada. Às vezes, tornam-se extremamente funcionais. E ninguém percebe que, por dentro, alguém está apenas tentando descobrir como continuar.</p>
<p>Talvez não saibamos adequadamente dar um nome clínico a todos esses abismos. Às vezes não se precise de um diagnóstico para descrever aquilo que, em determinados momentos, acontece dentro de si mesmo. Mas sei reconhecer o caos quando o encontro. Sei que já houve dias em que meu mundo interior parecia uma casa depois da tempestade: ainda de pé, mas com coisas fora do lugar, algumas janelas abertas ao vento e outras simplesmente quebradas. E talvez eu tenha aprendido ali uma coisa que só compreendemos quando o silêncio deixa de ser escolha e passa a ser esconderijo: <strong>nem sempre quem parece bem está bem.</strong> Porque aprendemos cedo demais que demonstrar tristeza incomoda. Nem sempre, demonstrar cansaço é por excesso de trabalho — ou falta dele. Nem sempre estar em sofrimento é por falta de fé — às vezes isso pouco importa. Tampouco demostrar fragilidade é frescura. Ou ainda que pedir atenção é querer aparecer. Então aprendemos a representar. Pintamos o rosto, entramos no picadeiro, atuamos e fazemos graça enquanto alguma coisa, lá dentro, vai se desfazendo em silêncio. A gargalhada arpeja. O público ri. O aplauso acontece. E ninguém percebe que, por trás do sorriso na maquiagem, há um rosto pedindo apenas que alguém permaneça ali para te dar atenção.</p>
<p>Talvez seja por isso que eu tenha aprendido a desconfiar de algumas respostas automáticas. Aquele “está tudo bem” que encerramos sem perguntar mais nada. Aquele “força” que oferecemos como quem entrega um curativo tirado de dentro da caixinha para um ralado no joelho. Aquele “isso passa” dito por quem não precisará atravessar aquela noite. Não fazemos isso necessariamente por maldade. Muitas vezes, simplesmente não fomos ensinados a lidar com a dor do outro. Queremos consertar porque não sabemos permanecer diante do que não tem conserto imediato. Queremos uma solução porque o sofrimento alheio nos lembra da nossa própria vulnerabilidade. Mas escutar não é consertar. <strong>Escutar é permanecer.</strong> É suportar alguns segundos de silêncio sem preenchê-los com conselhos. É perguntar “como você está?” e ter disposição para ouvir a resposta — inclusive quando ela não cabe naquilo que gostaríamos de ouvir. É não transformar a dor de alguém em disputa, sermão, comparação ou julgamento. Às vezes, a pessoa não precisa que você resolva sua vida. Precisa apenas descobrir que existe um lugar onde pode dizer a verdade sem ser diminuída por ela.</p>
<figure id="attachment_101534" aria-describedby="caption-attachment-101534" style="width: 355px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/System_of_a_Down_live_in_Mexico_2026.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-101534" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/System_of_a_Down_live_in_Mexico_2026-300x292.jpg" alt="Banda System of a Down" width="355" height="346" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/System_of_a_Down_live_in_Mexico_2026-300x292.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/System_of_a_Down_live_in_Mexico_2026-1024x997.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/System_of_a_Down_live_in_Mexico_2026-768x747.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/System_of_a_Down_live_in_Mexico_2026.jpg 1080w" sizes="(max-width: 355px) 100vw, 355px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101534" class="wp-caption-text">Banda System of a Down Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p>Talvez a própria música já tenha me ensinado alguma coisa sobre isso. Providencialmente, enquanto estava finalizando os ajustes desse texto, o Mundo me apresentou uma entrevista de uma de minhas bandas favoritas, <em>System of a Down</em>, sobre a construção de uma de suas músicas, e há algo nessa história que me parece uma pequena metáfora sobre o que significa ser verdadeiramente escutado. Shavo Odadjian havia levado para a banda uma ideia que chamava de “<em>Version 7.0</em>”. O material quase passou despercebido&#8230; mais tarde, Daron Malakian retomou àquilo, reorganizou seus pedaços, deslocou estruturas, encontrou outras possibilidades — e, daquele encontro, nasceu <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.letras.mus.br/system-of-a-down/39424/traducao.html" target="_blank" rel="noopener"><em>Toxicity</em></a></span>. A música não nasceu pronta na mão de uma única pessoa. Nasceu quando alguém trouxe algo que tinha dentro de si e outro alguém<strong> escutou aquilo de uma maneira capaz de fazê-lo existir de outra forma</strong>. Talvez exista algo profundamente humano nisso: às vezes, não precisamos que alguém componha nossa vida por nós. Precisamos de alguém que consiga ouvir os fragmentos que estamos trazendo e nos ajude a perceber que ainda existe música onde nós só conseguimos ouvir ruído. E há ainda outra imagem naquela música que me atravessa: o “<em>sacred silence</em>” (o silêncio sagrado). Nessa entrevista, Serj Tankian explicou que esse silêncio remete a um espaço de espiritualidade e meditação, esse lugar paradoxal onde, através dos véus do silêncio, <strong>tudo se perde e tudo se encontra</strong>. Talvez seja justamente aí que a escuta verdadeira comece: não no silêncio que abandona, mas naquele que acolhe; não no vazio que nos engole, mas naquele intervalo em que podemos, finalmente, ouvir aquilo que dentro de nós ainda não conseguiu virar palavra.</p>
<p>Talvez eu pense que precisamos abandonar a ideia de que existe uma única porta para sair do labirinto. A fé pode ser abrigo. A espiritualidade pode ser caminho. Mas nenhuma crença deveria ser usada para reduzir a dor de quem acredita na vida de outra maneira – ou de quem, naquele momento, sequer consegue acreditar. Para mim, esse <em>religare</em> começa antes de qualquer templo: começa no reencontro do ser humano consigo mesmo. O primeiro templo talvez seja esse corpo que habitamos, essa consciência que carregamos, esse “eu” que tantas vezes abandonamos enquanto tentamos corresponder ao mundo. Mas reencontrar-se não significa fazer tudo sozinho. Há momentos em que precisamos de mãos. De amigos. De família. De profissionais. De escuta especializada. De cuidado. Há momentos em que um abraço é precioso, mas não substitui um profissional preparado para acolher aquilo que não conseguimos carregar. Há momentos em que a oração sustenta, mas não substitui o tratamento. <strong>Pedir ajuda não é fraqueza. Não é fracasso. Não é falta de fé. É, muitas vezes, um dos gestos mais corajosos de quem decidiu continuar.</strong></p>
<p>Talvez seja isso que eu queira dizer neste setembro. Não apenas sobre suicídio, nem apenas sobre saúde mental, mas sobre <strong>presença</strong>. Sobre gente. Sobre nós. Sobre aquilo que escondemos para continuar funcionando. Sobre as palavras que engolimos porque não sabemos quem terá coragem de escutá-las. Sobre os silêncios que confundimos com tranquilidade. Sobre a necessidade de olhar novamente para quem está ao nosso lado e perguntar — desta vez sem pressa, sem protocolo e sem respostas prontas: <strong>“Como você está&#8230; de verdade?”</strong> E, se a resposta vier acompanhada de lágrimas, silêncio, medo ou confusão, talvez a nossa primeira tarefa não seja encontrar a frase perfeita. Talvez seja simplesmente permanecer.</p>
<figure id="attachment_101536" aria-describedby="caption-attachment-101536" style="width: 321px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/setembro-amarelo.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-101536" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/setembro-amarelo-300x211.jpg" alt="Setembro amarelo" width="321" height="226" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/setembro-amarelo-300x211.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/setembro-amarelo-768x539.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/setembro-amarelo.jpg 840w" sizes="(max-width: 321px) 100vw, 321px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101536" class="wp-caption-text">Setembro amarelo</figcaption></figure>
<p>É nesse ponto que o tema deste <strong>Setembro Amarelo</strong> — <strong>“Escutar é estar presente”</strong> — deixa de ser uma frase de campanha e passa a ser uma responsabilidade humana. Porque eu não quero que a nossa disposição para ajudar seja apenas um cronograma de comunicação, uma cor no calendário ou uma publicação bonita que desaparece quando setembro termina. A dor não respeita calendário. O vazio não conhece campanhas. A solidão não espera outubro passar. Se quisermos realmente mudar a narrativa, talvez precisemos mudar a maneira como nos relacionamos com o sofrimento. Precisamos perceber aquele colega que mudou. O amigo que se afastou. A pessoa que continua trabalhando, produzindo, cuidando de todo mundo e dizendo que está tudo bem. Não para transformar cada silêncio em suspeita, mas para não transformar o sofrimento em invisibilidade. Há uma diferença enorme entre querer salvar alguém e simplesmente <strong>não o deixar sozinho diante da própria dor</strong>.</p>
<p>Porque algumas pessoas não precisam que alguém lhes diga como viver. Precisam, primeiro, sentir que ainda existe alguém disposto a caminhar alguns passos ao lado delas.</p>
<p>E, se em algum momento for você quem estiver perdido nesse caminho, não transforme a solidão em destino. <strong>Fale como conseguir. Procure alguém. Permita-se ser ouvido. Procure ajuda.</strong> O CVV atende gratuitamente pelo <strong>188</strong>, 24 horas por dia, e os serviços de saúde podem ser portas de entrada para o cuidado. Você não precisa possuir as palavras certas para pedir ajuda. Às vezes, basta começar com as três mais difíceis:</p>
<p><strong>“Não estou bem.”</strong></p>
<p>Talvez a vida não nos peça, todos os dias, que sejamos fortes.</p>
<p>Talvez, em alguns deles, ela nos peça apenas que permaneçamos.</p>
<p>E que permitamos que alguém permaneça conosco.</p>
<p>Porque, no fim, talvez a pergunta nunca tenha sido apenas onde a voz encontra o silêncio.</p>
<p>Talvez seja:</p>
<p><strong>&#8211; Quem estará presente quando finalmente tivermos coragem de falar?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>#ParaTodosVerem</em>: Fotografia em plano médio de um homem e uma mulher sentados frente a frente em uma mesa de madeira num café acolhedor e chuvoso ao anoitecer. O homem, à esquerda, com blazer cinza e barba, segura uma xícara azul e olha para baixo de forma pensativa. A mulher, à direita, com coque e blusa de tricô verde, olha para ele com empatia, tendo à frente uma xícara, um caderno e uma caneta. Uma grande janela com gotas de chuva revela luzes urbanas desfocadas ao fundo, criando uma atmosfera intimista com outras pessoas e estantes de livros visíveis mas sem foco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&amp;linkname=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&amp;linkname=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&amp;linkname=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&amp;linkname=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio%2F&#038;title=Onde%20%C3%A9%20que%20a%20voz%20encontra%20o%20sil%C3%AAncio%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/onde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio/" data-a2a-title="Onde é que a voz encontra o silêncio?"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/onde-e-que-a-voz-encontra-o-silencio/">Onde é que a voz encontra o silêncio?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A arte de escutar — atenção muda vidas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:17:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[acolhimento]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[atenção]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[escuta]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[relações humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Solidariedade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=101187</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Em tempos surreais, ainda tenho muito a aprender. Todos os dias acordo à espera de coisas novas que me desafiam a adaptar-me aos novos tempos. Em tempo de Inteligência Artificial, IA, e com tecnologias por todos os lados, vejo-me na obrigação de inseri-me no processo para &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/">A arte de escutar — atenção muda vidas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&#038;title=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/" data-a2a-title="A arte de escutar — atenção muda vidas"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m tempos surreais, ainda tenho muito a aprender. Todos os dias acordo à espera de coisas novas que me desafiam a adaptar-me aos novos tempos. Em tempo de Inteligência Artificial, IA, e com tecnologias por todos os lados, vejo-me na obrigação de inseri-me no processo para não ficar à parte. Se tem um aprendizado que eu carrego, é este: as pessoas sempre serão pessoas. A humanidade, a forma de sentir, de reagir, de cometer erros, de ter fraquezas e de viver é rigorosamente a mesma. O tempo passa, as tecnologias avançam, mas a essência do homo sapiens continua a mesma.</p>
<p>Tenho visto no meu entorno um grito, às vezes inaudível, de pessoas que clamam por atenção e afeto. As pessoas só querem ser amadas, respeitadas e valorizadas. O resto é história. Na semana passada, no supermercado que frequento, vi uma conhecida chorando baixinho. Por alguns momentos, hesitei se deveria ou não me aproximar e conversar com ela.</p>
<p>Finalmente tomei a iniciativa de aproximar-me e perguntar se ela estava bem. “Não! Estou triste, despedaçada.” Perguntei como poderia ajudá-la. Ela olhou-me com olhos expressivos e marejados. Andamos um pouco e nos sentamos na cafeteria do supermercado. Sem entrar em detalhes, falou-me que estava triste por escolhas erradas no passado que afetavam sua vida agora. Nos despedimos, e fiquei a observá-la. Quantas vivências essa senhora carregava dentro dela. Quantas lágrimas ainda sairiam de seus belos olhos. A verdade é que todos nós temos nossos infernos particulares. Ninguém está livre deles. O que nos diferencia é a maneira como lidamos com isso.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Quando você aprende a olhar para as pessoas, despido de preconceito, de rótulo, de cargo, de posição social, de poder, de riqueza, tudo muda.  Sabe por quê? Porque você para de julgar e começa a acolher. Você para de se afastar e começa a se aproximar. Ninguém é melhor do que o outro; apenas temos pecados diferentes.</p>

			</div></div>
<p>Quando você entende que por trás de uma roupa de grife ou daquela roupa simples existe alguém que chora, que sente dor, que tem medos e que acorda todo dia querendo melhorar e se livrar do que o atormenta, tudo muda.</p>
<p>Com o tempo, aprendemos a não nos assustar com o status alheio e descobrimos que, no fundo, somos todos iguais: aprendizes tentando acertar. Somos seres em busca constante de afetos e atenção.</p>
<p>Num domingo, após um compromisso de trabalho, me encaminhei para o carro. Ao lado, uma Belina marrom, muito antiga, surrada, com um senhor com as portas abertas. Dei-lhe bom dia. Ele respondeu e perguntou se não gostaria de comprar um saco de petas. Comprei dois sacos: um para o amigo Marcelo Augusto, que me acompanhava, outro para mim. Entabulamos conversa, e aquele homem esquálido levantou a camisa, mostrando o corpo franzino, coberto com uma cicatriz enorme e a bolsa de colostomia. Em quarenta minutos, ouvi-o atentamente narrar sua via-crucis. Contou-me que teve um câncer de intestino; fez tratamento brabo e estava usando a bolsa. Falou da alegria em estar vivo, trabalhando, provendo a família. Homem simples, que tem somente o dia para viver, e o coração cheio de gratidão. São pessoas como Wandeley que fazem termos fé na humanidade e vermos que nem tudo está perdido.</p>
<p>Quando você enxerga a essência das pessoas, você se conecta com o que realmente importa. E é aí que a mágica acontece. Suas relações ficam mais leves, seu entorno fica mais belo; seu ambiente profissional fica mais humano, e você descobre uma paz gigantesca dentro de você.</p>
<p>Ter tempo para ouvir o outro nos engrandece. Quantos estão neste momento querendo, tão somente, alguém que os ouça.</p>
<p>Se lhe puder dar uma dica, amigo leitor, querida leitora, sempre que possível, faça esse exercício: olhe para além dos cargos, dos títulos e das aparências. Olhe para a pessoa que está ali à sua frente. É isso que transforma vidas, é isso que constrói pontes e é isso que faz você ser inesquecível na vida de alguém.</p>
<p>Pense nisso. Ouça, inspire, expire. As palavras têm poder. A atenção muda vidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&#038;title=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/" data-a2a-title="A arte de escutar — atenção muda vidas"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/">A arte de escutar — atenção muda vidas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Do filósofo ao sábio: Quando a virtude se torna natureza</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/do-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/do-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alex Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2026 08:30:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[aperfeiçomento]]></category>
		<category><![CDATA[bruta]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[filósofo]]></category>
		<category><![CDATA[ignorância]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[ordem]]></category>
		<category><![CDATA[pedra]]></category>
		<category><![CDATA[poorco]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[sábio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=100572</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Alex Santana (*) &#160; O filósofo Clóvis de Barros Filho, em uma de suas entrevistas, faz uma reflexão que, à primeira vista, parece simples, mas revela uma profunda verdade sobre a condição humana: “Sabemos quase nada sobre quase tudo.” A partir dessa afirmação, ele nos convida a reconhecer que existem inúmeros assuntos sobre &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/do-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza/">Do filósofo ao sábio: Quando a virtude se torna natureza</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&amp;linkname=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&amp;linkname=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&amp;linkname=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&amp;linkname=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&#038;title=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/do-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza/" data-a2a-title="Do filósofo ao sábio: Quando a virtude se torna natureza"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Alex Santana (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd"><span class="dropcap ">O</span> filósofo <strong>Clóvis de Barros Filho</strong>, em uma de suas entrevistas, faz uma reflexão que, à primeira vista, parece simples, mas revela uma profunda verdade sobre a condição humana:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Sabemos quase nada sobre quase tudo.”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A partir dessa afirmação, ele nos convida a reconhecer que existem inúmeros assuntos sobre os quais nosso conhecimento é extremamente limitado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com exemplos do cotidiano, demonstra que, apesar dos avanços da humanidade, nossa compreensão da realidade ainda é pequena diante da imensidão do que existe para conhecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa constatação nos conduz a outra importante reflexão:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ninguém deseja aquilo que acredita já possuir.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, quem almeja a sabedoria precisa, antes de tudo, reconhecer que ainda não a alcançou. Afinal, somente busca o conhecimento aquele que tem consciência da própria ignorância. Na Maçonaria, essa verdade é profundamente simbólica. Ao ingressarmos na Ordem, somos convidados a reconhecer que somos uma <strong>Pedra Bruta</strong>, necessitada de contínuo aperfeiçoamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cada sessão, cada instrução e cada reflexão representam mais um golpe do malho e do cinzel em direção ao nosso aprimoramento moral e espiritual. Mas surge uma pergunta inevitável:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como se comporta um homem verdadeiramente sábio?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Será que a sabedoria consiste apenas em acumular conhecimentos?</p>
<p class="isSelectedEnd">Ou ela se revela, sobretudo, na forma como agimos diante das situações mais simples da vida?</p>
<p class="isSelectedEnd">Para responder a essa pergunta, permitam-me compartilhar um antigo conto oriental, difundido pela professora <strong>Lúcia Helena Galvão</strong>, que ilustra, de maneira extraordinária, a diferença entre conhecer o bem e tornar-se, verdadeiramente, um homem bom.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3>O Sábio e o Porco</h3>
<p class="isSelectedEnd">Certo dia, um filósofo, chamado de mestre, prometeu a dois de seus jovens aprendizes que os levaria ao ponto mais alto de uma montanha para conhecerem um sábio que por lá vivia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas, para que isso pudesse acontecer, os dois teriam que se esforçar em suas atividades para conquistar aquele tão apreciado prêmio.</p>
<p class="isSelectedEnd">Era preciso mérito para uma vivência tão grandiosa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pois eles assim o fizeram por muitos dias seguidos, aprimorando seus conhecimentos e destacando-se nas atividades que lhes foram propostas, a tal ponto de conseguirem alcançar a recompensa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Chegado o momento, o filósofo marcou um encontro com os dois aprendizes bem cedo, ao nascer do dia, para que, juntos, subissem aquela montanha em busca do tão esperado encontro com o sábio.</p>
<p class="isSelectedEnd">E, para não perderem nada, os dois aprendizes se adiantaram no horário, fazendo questão de chegar ao amanhecer ao ponto de encontro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Enquanto esperavam, viam o movimento de pessoas que caminhavam para uma feira local.</p>
<p class="isSelectedEnd">Muita gente, carregada de coisas e animais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um jovem pastor conduzia vários porcos para serem comercializados. Entre eles havia um porco gigante, que caminhava com muita dificuldade, devido ao peso e a alguma ferida incômoda em uma das patas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso fazia com que o comerciante se atrasasse e, por isso, estava extremamente irritado, dando uma surra no animal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Vendo tudo aquilo, um ancião resolveu chegar perto do pastor e pedir sua autorização para que pudesse carregar o porco.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assustado, o jovem permitiu, não acreditando que aquilo seria de fato realizado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Como o jovem não se opôs, o ancião carregou o porco, com muita dificuldade, lambuzando-se com a sujeira do animal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dois aprendizes viam aquilo perplexos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pois qual era a necessidade de fazer aquilo?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Deixassem o animal sofrer. Afinal, era só um porco.</p>
<p class="isSelectedEnd">Naquilo, no fim do trajeto, não havia nenhum tipo de gratidão a olho nu.</p>
<p class="isSelectedEnd">O porco não agradeceria, pois não é da natureza dos porcos agradecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">O jovem pastor e comerciante também não viu sentido naquilo e, por isso, fez-se de desentendido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando o filósofo chegou até os dois, o grupo foi subindo a montanha e comentando aquele estranho caso do ancião e do porco.</p>
<p class="isSelectedEnd">O filósofo, convicto, deu-lhes uma explicação:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O ancião fez isso por ele mesmo.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Como a sua consciência indicava que aquilo seria o justo, se ele não o fizesse, todos os dias, quando se lembrasse daquele fato, lhe doeria.</p>
<p class="isSelectedEnd">Viria à sua mente que ele deveria ter feito o justo e não o fez.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já no alto da montanha, numa casa simples, morava o tão respeitado sábio.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quanta honra poder conhecer um sábio!</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Ao baterem à porta, foram logo recebidos pelo mesmo ancião que haviam visto na feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os jovens ficaram assustados com a coincidência, mas não falaram nada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Passaram um dia de aprendizado ali.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao irem embora, já no fim da tarde, o sábio perguntou se poderia contribuir com eles em mais alguma coisa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Eles ficaram relutantes, mas resolveram perguntar por que aquele ancião havia feito, na manhã daquele mesmo dia, todo aquele esforço para carregar um porco manco que era conduzido por seu pastor até a feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">O sábio, com olhar sereno, disse:</p>
<p><strong>“Hoje de manhã? Porco? Que porco? Não estou lembrando de porco algum. Peço desculpas, mas não me recordo do que vocês estão relatando.”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os discípulos então agradeceram, despediram-se e desceram a montanha sem entender nada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Foi quando o seu mestre, o filósofo, soltou uma risada para si mesmo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os discípulos perguntaram do que ele ria.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mestre respondeu que havia atentado para um fato.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Aquele homem, diferente dele, era um sábio.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">E continuou:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Eu carregaria o porco por disciplina, mesmo estando em guerra interna, reclamando do porco e da má sorte de tê-lo encontrado.”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Mas o sábio, não.”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Ele carregou o porco com tanta naturalidade como quem respira, sem que a mente precisasse registrar aquilo como algo diferente da rotina do corpo.</p>

			</div></div>
<p class="isSelectedEnd"><strong>À primeira vista, pensamos que a história fala sobre um porco.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mas ela nunca foi sobre um porco.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ela fala sobre nós.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quantas vezes fazemos o bem esperando reconhecimento?</p>
<p class="isSelectedEnd">Quantas vezes ajudamos alguém e ficamos decepcionados porque ninguém agradeceu?</p>
<p class="isSelectedEnd">Quantas vezes cumprimos nosso dever apenas porque entendemos que era nossa obrigação?</p>
<p class="isSelectedEnd">Existe uma enorme diferença entre fazer o bem por obrigação e fazer o bem porque nos tornamos pessoas boas.</p>
<p class="isSelectedEnd">É exatamente essa diferença que o filósofo apresenta aos seus discípulos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele reconhece:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Eu carregaria o porco por disciplina.”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Que bela demonstração de humildade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele não se coloca no mesmo nível do sábio.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele compreende que ainda existe um conflito dentro de si.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma parte de sua consciência sabe o que deve fazer.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outra parte reclama.</p>
<p class="isSelectedEnd">Questiona.</p>
<p class="isSelectedEnd">Resiste.</p>
<p class="isSelectedEnd">E não é assim conosco?</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quando alguém nos ofende&#8230;</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nossa razão diz:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Perdoe.”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mas nosso orgulho responde:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Não.”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quando somos chamados a servir&#8230;</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nossa consciência diz:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Ajude.”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mas nossa comodidade responde:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Depois.”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quando devemos agir com paciência&#8230;</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nossa educação pede calma.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas nossas paixões querem reagir imediatamente.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>É exatamente esse conflito que caracteriza o homem em construção.</strong></p>
<h2>A visão maçônica</h2>
<p class="isSelectedEnd">Na Maçonaria, chamamos isso de <strong>desbastar a Pedra Bruta</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não se trata apenas de aprender símbolos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nem de decorar rituais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Muito menos de acumular conhecimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O verdadeiro trabalho acontece dentro de nós.</p>
<p class="isSelectedEnd">Toda sessão é um convite para lapidar nosso caráter.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cada ensinamento recebido é mais um golpe de malho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cada reflexão é mais um uso do cinzel.</p>
<p class="isSelectedEnd">E, pouco a pouco, aquilo que antes exigia esforço&#8230;</p>
<p class="isSelectedEnd">começa a acontecer naturalmente.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>No início, somos honestos</strong> porque aprendemos que devemos ser.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois&#8230;</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>nos tornamos honestos.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Primeiro somos pacientes por disciplina.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Depois&#8230;</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>nos tornamos pacientes por natureza.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Primeiro perdoamos porque sabemos que é o correto.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Depois&#8230;</p>
<p class="isSelectedEnd">perdoar deixa de ser esforço e passa a ser parte de quem somos.</p>
<h2>O verdadeiro objetivo da iniciação</h2>
<p class="isSelectedEnd">Talvez aqui esteja um dos maiores equívocos que podemos cometer:</p>
<p class="isSelectedEnd">pensar que a Maçonaria existe para ensinar virtudes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não.</p>
<p class="isSelectedEnd">Virtudes podem ser aprendidas em muitos lugares.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Maçonaria pretende algo muito maior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela deseja <strong>transformar a virtude em caráter.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Porque caráter não é aquilo que fazemos de vez em quando.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Caráter é aquilo que fazemos sem precisar pensar.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>É quando o bem deixa de ser uma escolha difícil&#8230;</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>e passa a ser nossa própria natureza.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Foi exatamente isso que os discípulos perceberam no final da história.</p>
<p class="isSelectedEnd">O sábio nem sequer lembrava do porco.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porque, para ele, aquilo não tinha sido um grande feito.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Foi apenas um ato natural.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Assim como respirar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim como caminhar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim como estender a mão.</p>
<h2>Aqui, uma reflexão para todos nós</h2>
<p class="isSelectedEnd">E eu lhes faço uma pergunta.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quantos porcos ainda carregamos reclamando?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quantas vezes fazemos o bem esperando reconhecimento?</p>
<p class="isSelectedEnd">Quantas vezes cumprimos nosso dever alimentando internamente o ressentimento?</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Talvez ainda sejamos filósofos ou aprendizes.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">E isso não é um problema.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porque todo sábio, um dia, também foi um filósofo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O problema seria acreditar que já chegamos ao destino.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Meus Amados Irmãos,</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nossa caminhada maçônica não termina quando recebemos um novo grau.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela não termina quando ocupamos um cargo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela não termina quando aprendemos novos símbolos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ela só termina quando aquilo que hoje exige disciplina&#8230;</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>amanhã se transformar em natureza.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a honestidade deixar de ser um esforço.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a fraternidade deixar de ser um dever.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a tolerância deixar de ser uma obrigação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando servir deixar de ser um sacrifício.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nesse dia&#8230;</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">talvez nem nos lembremos mais dos “porcos” que carregamos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Porque teremos aprendido a fazer o bem sem esperar aplausos&#8230;</p>
<p class="isSelectedEnd">a servir sem desejar reconhecimento&#8230;</p>
<p class="isSelectedEnd">e a agir corretamente não por imposição, mas porque essa será a nossa essência.</p>
<p class="isSelectedEnd">E talvez possamos dizer que o verdadeiro objetivo da Iniciação não é formar homens que conheçam o bem.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>É formar homens para os quais o bem se tornou tão natural quanto respirar.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&amp;linkname=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&amp;linkname=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&amp;linkname=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&amp;linkname=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza%2F&#038;title=Do%20fil%C3%B3sofo%20ao%20s%C3%A1bio%3A%20Quando%20a%20virtude%20se%20torna%20natureza" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/do-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza/" data-a2a-title="Do filósofo ao sábio: Quando a virtude se torna natureza"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/do-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza/">Do filósofo ao sábio: Quando a virtude se torna natureza</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sosergipe.com.br/do-filosofo-ao-sabio-quando-a-virtude-se-torna-natureza/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Onde está seu irmão? Uma reflexão sobre fraternidade e responsabilidade moral</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/onde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/onde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Luiz Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 09:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[Abel]]></category>
		<category><![CDATA[atual]]></category>
		<category><![CDATA[Caim]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[diferença]]></category>
		<category><![CDATA[inveja]]></category>
		<category><![CDATA[irmão]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[pergunta]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[transformação]]></category>
		<category><![CDATA[vaidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=100415</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Andre Luiz (*) &#160; A passagem bíblica de Caim e Abel, narrada em Gênesis, capítulo 4, está entre os relatos mais marcantes das Sagradas Escrituras. À primeira vista, parece apenas a história do primeiro homicídio da humanidade. Contudo, quando observada sob uma perspectiva filosófica e iniciática, revela uma profunda lição sobre a natureza &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/onde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral/">Onde está seu irmão? Uma reflexão sobre fraternidade e responsabilidade moral</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&amp;linkname=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&amp;linkname=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&amp;linkname=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&amp;linkname=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&#038;title=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/onde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral/" data-a2a-title="Onde está seu irmão? Uma reflexão sobre fraternidade e responsabilidade moral"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Andre Luiz (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> passagem bíblica de Caim e Abel, narrada em Gênesis, capítulo 4, está entre os relatos mais marcantes das Sagradas Escrituras. À primeira vista, parece apenas a história do primeiro homicídio da humanidade. Contudo, quando observada sob uma perspectiva filosófica e iniciática, revela uma profunda lição sobre a natureza humana, a responsabilidade moral e o verdadeiro significado da fraternidade.</p>
<h3>A vaidade, a inveja e o domínio das paixões</h3>
<p>Após oferecerem seus sacrifícios ao Grande Arquiteto do Universo, Abel teve sua oferta aceita, enquanto Caim viu a sua rejeitada. Em vez de examinar a si mesmo, reconhecer suas limitações e buscar o aperfeiçoamento, Caim permitiu que a vaidade ferida, a inveja e o orgulho dominassem seu coração.</p>
<blockquote><p>Antes mesmo do crime, Deus o advertiu:<br />
“Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Mas, se não procederes bem, o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4:7).</p></blockquote>
<p>Essa advertência revela uma das maiores lições da tradição iniciática: o homem é sempre responsável pelo domínio de suas paixões. Não são os acontecimentos externos que determinam seu destino, mas a forma como ele governa seu mundo interior. O verdadeiro combate sempre ocorre dentro de nós, onde a razão deve prevalecer e a virtude precisa vencer o orgulho.</p>
<p>Todavia, Caim ignorou a voz da consciência. Levou seu irmão ao campo e ali o matou.</p>
<h3>“Onde está o teu irmão?”: o chamado à responsabilidade</h3>
<p>Então Deus lhe dirige uma pergunta que atravessa os séculos e continua ecoando na consciência da humanidade: “Onde está o teu irmão?”</p>
<p>À primeira vista, parece uma pergunta simples. Entretanto, Deus não buscava informação, pois conhecia os fatos. A pergunta era um convite ao reconhecimento da responsabilidade moral.</p>
<blockquote><p>A resposta de Caim evidencia o rompimento completo da fraternidade:<br />
“Não sei. Sou eu o guardador do meu irmão?” (Gn 4:9)</p></blockquote>
<p>Essa talvez seja uma das frases mais trágicas já pronunciadas pelo homem. Ela representa a negação da responsabilidade pelo outro, o abandono da solidariedade e o triunfo do egoísmo.</p>
<p>Mas a pergunta divina vai muito além daquele momento da história. Ela não foi dirigida apenas a Caim; continua sendo dirigida a cada homem, em todos os tempos. Ela nos convida a uma reflexão profunda:</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>&#8211; Onde estou eu diante do meu irmão?<br />
&#8211; Tenho sido instrumento de união ou de divisão?<br />
&#8211; Tenho estendido a mão ou permanecido indiferente?<br />
&#8211; Tenho cultivado a humildade ou permitido que a vaidade dite as minhas ações?</p>

			</div></div>
<p>Essas perguntas revelam muito mais sobre o nosso caráter do que qualquer discurso que possamos fazer.</p>
<h3>Fraternidade na Maçonaria: o oposto de Caim</h3>
<p>Na Maçonaria, aprendemos exatamente o contrário da resposta dada por Caim. Desde nossos primeiros passos na Ordem, somos ensinados que nenhum homem se aperfeiçoa sozinho. Somos chamados Irmãos porque reconhecemos que caminhamos juntos na construção do Templo Interior e na edificação de uma sociedade mais justa.</p>
<p>A verdadeira fraternidade não consiste apenas em chamar alguém de Irmão, mas em agir como tal. Ser guardador de nosso irmão significa compartilhar suas alegrias, aliviar suas dificuldades, orientá-lo quando necessário e jamais permitir que o orgulho, a inveja ou a indiferença destruam os laços que unem os obreiros do mesmo templo.</p>
<p>Assim, quando Deus pergunta “Onde está o teu irmão?”, o Maçom também deve perguntar a si mesmo: “Quem sou eu diante do meu irmão?”. Está ele ao nosso lado, precisando de orientação? Está distante, aguardando uma palavra de incentivo? Está sofrendo em silêncio enquanto permanecemos indiferentes? Ou estará, muitas vezes, dentro de nós mesmos, representado pela parte da nossa consciência que abandonamos quando cedemos ao orgulho, à vaidade ou à indiferença?</p>
<h3>Quando o silêncio se torna cúmplice</h3>
<p>Infelizmente, em nossos dias ainda vemos cenas que lembram Caim e Abel dentro da própria Ordem. Vemos um Irmão “matando” outro com a calúnia, com a intriga, com a exclusão, com a vaidade que ergue muros onde deveriam existir pontes.</p>
<p>E o que fazemos? Muitas vezes nos acovardamos. Desviamos o olhar. Fingimos não ver. Dizemos para nós mesmos: “não é problema meu”, “não quero me envolver”, “deixa pra lá”.</p>
<p>Ao agir assim, repetimos a trágica resposta de Caim: “Sou eu o guardador do meu irmão?”.</p>
<p>Mas não podemos esquecer que a Maçonaria nos chama justamente para o contrário. Fomos iniciados não para sermos espectadores da injustiça, mas arautos da justiça e da verdade. Fomos chamados para ser a voz que impede a pedra de ser lançada, a mão que ergue quem caiu, a consciência que incomoda quando o silêncio se torna conivência.</p>
<p>Ser maçom é ter a coragem de interferir quando a fraternidade está em risco. É não aceitar que o orgulho de um destrua o trabalho de muitos. É lembrar que o Templo só se sustenta quando cada Pedra sustenta a outra.</p>
<p>O silêncio diante da injustiça é também uma forma de violência. E toda vez que nos calamos frente ao erro de um Irmão, permitimos que mais um “Abel” seja sacrificado no campo.</p>
<p>Que a pergunta “Onde está o teu irmão?” nos tire da zona de conforto. Que ela nos cobre ação, presença e coragem moral. Porque se não formos nós a defender a verdade e a fraternidade dentro da Ordem, quem será?</p>
<h3>Temor, justiça e retidão diante do Grande Arquiteto</h3>
<p>Acrescenta-se a essa reflexão o entendimento de que o homem, ao reconhecer a grandeza do Árbitro dos Mundos, é tomado pelo temor e respeito a Deus. Não se trata de um medo servil, mas de uma reverência que o coloca em seu devido lugar diante da Criação.</p>
<p>É esse temor que o conduz a andar na justiça e na retidão divina. Por reconhecer que existe uma lei maior que o governa, o homem busca agir com equidade, integridade e moral, pois sabe que suas ações estão sob o olhar do Grande Arquiteto do Universo.</p>
<p>Assim, a verdadeira fraternidade só se sustenta quando alicerçada nesse princípio: temer a Deus é, antes de tudo, respeitar o próximo. E respeitar o próximo é cumprir o dever de guardá-lo.</p>
<h3>A lição de Caim para os dias atuais</h3>
<p>A história de Caim demonstra que a vaidade é extremamente perigosa quando alimentada pelo orgulho. O problema não foi apenas a rejeição de sua oferta, mas sua incapacidade de aceitar que precisava melhorar. Enquanto Abel ofereceu o melhor de si, Caim preocupou-se mais consigo mesmo do que com o verdadeiro sentido da oferta.</p>
<p>Essa diferença permanece atual. Também hoje buscamos, muitas vezes, reconhecimento, cargos, honrarias ou elogios. Quando não os recebemos, surgem o ressentimento, a competição e a divisão.</p>
<p>No entanto, a verdadeira iniciação ensina exatamente o oposto: a grandeza do homem não está em ser superior ao seu irmão, mas em tornar-se superior ao homem que ele próprio foi ontem.</p>
<h3>Justiça, correção e transformação</h3>
<p>A justiça divina também se manifesta nesse relato. Depois do assassinato, Deus declara que o sangue de Abel clama desde a terra. A violência jamais permanece oculta. Toda ação produz consequências.</p>
<p>Contudo, mesmo diante da culpa de Caim, Deus não permite sua execução. Coloca sobre ele um sinal para que ninguém o matasse. Nesse gesto encontramos outra importante lição: a justiça divina não se confunde com vingança. Ela responsabiliza, corrige, mas preserva a possibilidade de transformação.</p>
<p>Esse princípio encontra profunda harmonia com os ideais maçônicos. A Maçonaria não busca condenar homens, mas transformá-los. Não combate pessoas; combate os vícios. Não destrói o homem imperfeito; procura lapidá-lo até que se torne uma Pedra Polida, útil à construção do Templo da Humanidade.</p>
<h3>Conclusão: um exame diário de consciência</h3>
<p>Assim, a pergunta “onde está o teu irmão?” deixa de ser apenas uma lembrança do passado e transforma-se em um exame diário de consciência.</p>
<p>Cada vez que ignoramos o sofrimento alheio, cada vez que permitimos que a inveja substitua a admiração, cada vez que a vaidade fala mais alto que a humildade, cada vez que julgamos antes de compreender, cada vez que preferimos competir quando deveríamos cooperar, a voz de Deus continua perguntando: “onde está o teu irmão?”.</p>
<p>Que jamais respondamos como Caim. Que possamos responder com nossas atitudes.<br />
Que nosso irmão esteja protegido por nossa lealdade. Fortalecido por nossa fraternidade. Inspirado por nosso exemplo. E acolhido por nossa justiça.</p>
<p>Porque, ao contrário do que afirmou Caim, somos, sim, guardadores de nossos irmãos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&amp;linkname=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&amp;linkname=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&amp;linkname=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&amp;linkname=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fonde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral%2F&#038;title=Onde%20est%C3%A1%20seu%20irm%C3%A3o%3F%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20fraternidade%20e%20responsabilidade%20moral" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/onde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral/" data-a2a-title="Onde está seu irmão? Uma reflexão sobre fraternidade e responsabilidade moral"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/onde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral/">Onde está seu irmão? Uma reflexão sobre fraternidade e responsabilidade moral</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sosergipe.com.br/onde-esta-seu-irmao-uma-reflexao-sobre-fraternidade-e-responsabilidade-moral/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Armadilha de Tucídides</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-armadilha-de-tucidides/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Manuel Luiz Figueiroa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 09:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[armadilha]]></category>
		<category><![CDATA[Atenas]]></category>
		<category><![CDATA[disciplina]]></category>
		<category><![CDATA[egrégora]]></category>
		<category><![CDATA[Esparta]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[força]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra do Peloponeso]]></category>
		<category><![CDATA[maçônica]]></category>
		<category><![CDATA[orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[símbolos]]></category>
		<category><![CDATA[tradição]]></category>
		<category><![CDATA[Tucídides]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=99372</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Manuel Luiz Figueiroa (*) &#160; A chamada “Armadilha de Tucídides” nasce da reflexão do historiador grego Tucídides ao analisar a devastadora Guerra do Peloponeso. Segundo sua interpretação, “foi o crescimento do poder de Atenas e o medo que isso provocou em Esparta que tornou a guerra inevitável”. Mais do que um conflito militar, &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-armadilha-de-tucidides/">A Armadilha de Tucídides</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&amp;linkname=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&amp;linkname=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&amp;linkname=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&amp;linkname=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&#038;title=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-armadilha-de-tucidides/" data-a2a-title="A Armadilha de Tucídides"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Manuel Luiz Figueiroa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> chamada “Armadilha de Tucídides” nasce da reflexão do historiador grego Tucídides ao analisar a devastadora Guerra do Peloponeso. Segundo sua interpretação, “foi o crescimento do poder de Atenas e o medo que isso provocou em Esparta que tornou a guerra inevitável”. Mais do que um conflito militar, aquele episódio revelou <strong>como o medo, a ambição, o orgulho e a sede de supremacia podem conduzir civilizações inteiras ao abismo</strong>.</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>A Guerra do Peloponeso não destruiu apenas cidades e exércitos; ela corroeu a ética, a confiança e o senso de fraternidade entre os homens. <strong>Atenas, símbolo da filosofia e da razão, e Esparta, símbolo da disciplina e da força</strong>, tornaram-se reféns de suas próprias paixões. Quando o medo substitui a sabedoria e o orgulho suplanta a virtude, o homem deixa de enxergar o semelhante como irmão e passa a vê-lo como inimigo inevitável.</p>

			</div></div>
<p>É nesse cenário que se pode compreender a ideia da “egrégora do mal”: uma força coletiva alimentada pelos pensamentos, emoções e ações humanas degradadas. Não apenas como conceito místico, mas como realidade psicológica e social. A soma do ódio, da intolerância, da ganância e do desejo de dominação cria um campo moral sombrio capaz de influenciar multidões inteiras. <strong>A guerra nasce primeiro no interior do homem, antes de incendiar fronteiras e nações.</strong></p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_77512" aria-describedby="caption-attachment-77512" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-55.png"><img decoding="async" class="wp-image-77512 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-55.png" alt="desbaste da pedra bruta" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-55.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-55-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-55-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-55-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-55-660x330.png 660w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-77512" class="wp-caption-text">O homem e seu incessante trabalho de desbastar a pedra bruta Escultura do artista Iginio Rivero Moreno (@animalsigiloso)</figcaption></figure>

			</div></div>
<p>A tradição maçônica oferece profunda reflexão sobre esse perigo ao ensinar que o verdadeiro combate da humanidade não ocorre apenas no mundo externo, mas sobretudo dentro do próprio indivíduo. O simbolismo da “corrente dos 81 nós” representa justamente os múltiplos vínculos invisíveis que unem os homens em pensamentos, atitudes e destinos comuns. Cada nó simboliza uma ligação moral, espiritual e humana. Quando essa corrente é alimentada por virtudes — fraternidade, justiça, tolerância e sabedoria — ela sustenta a harmonia coletiva. Porém, quando dominada pelas paixões inferiores, transforma-se em cadeia de propagação do medo, da violência e da destruição.</p>
<p>A Armadilha de Tucídides manifesta-se precisamente quando os homens rompem os laços da fraternidade e permitem que a corrente humana seja conduzida pela ignorância e pelo orgulho. Assim, a egrégora negativa expande-se, influenciando líderes, povos e civilizações inteiras. O inimigo deixa de ser apenas externo; passa a habitar o interior do próprio homem.</p>
<p>Por isso, a Maçonaria insiste no fundamento da construção do “homem interior”. Antes de erguer templos de pedra, é necessário lapidar a pedra bruta da alma humana. O verdadeiro iniciado é chamado a dominar seus impulsos destrutivos, vencer o egoísmo, controlar a ira e iluminar a consciência pela razão e pela virtude. Sem essa transformação interior, qualquer sociedade, mesmo poderosa e culta, corre o risco de repetir a tragédia da Guerra do Peloponeso.</p>
<p>A construção do homem interior é, portanto, um antídoto contra a egrégora do mal. <strong>O homem que aprende a ouvir antes de julgar, dialogar antes de atacar e compreender antes de condenar torna-se instrumento de equilíbrio e não de caos.</strong> Cada consciência iluminada fortalece a corrente do bem; cada espírito dominado pelo ódio fortalece a corrente da destruição.</p>
<p>A lição de Tucídides permanece atual: civilizações não caem apenas pela força das armas, mas pela decadência moral de seus homens.<strong><b> </b></strong>Quando a ambição coletiva se afasta da ética e a busca pelo poder supera o compromisso com a verdade, abre-se espaço para a repetição dos grandes desastres históricos. É o que estamos vivenciando em nível global, dentro das instituições e, até mesmo, em nossa Ordem.</p>
<p>Assim, o verdadeiro desafio da humanidade não é apenas evitar guerras entre nações, mas impedir que a guerra interior domine o espírito humano. Somente pela construção consciente do homem interior, pela vigilância moral e pela fraternidade autêntica será possível romper a Armadilha de Tucídides e impedir que a egrégora do mal continue conduzindo os destinos da civilização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>____________________</p>
<p><strong><b>Bibliografia </b></strong></p>
<ol>
<li>Tucídides. História da Guerra do Peloponeso</li>
<li>Donald Kagan. A Guerra do Peloponeso</li>
<li>Platão. A República.</li>
<li>Graham Allison. Destined for War: Can America and China Escape Thucydides’s Trap?<br />
Thomas Hobbes. Leviatã</li>
<li>Sigmund Freud. O Mal-Estar na Civilização.</li>
<li>Albert Pike. Morals and Dogma.</li>
<li>Jules Boucher. O Simbolismo da Maçonaria</li>
<li>Eliphas Levi. A Chave dos Grandes Mistérios.</li>
<li>Robert Lomas. Os Símbolos Secretos da Maçonaria</li>
<li>Joaquim Gervásio de Figueiredo. Curso Filosófico de Maçonaria Simbólica</li>
<li>Carl Gustav Jung. O Homem e Seus Símbolos.</li>
<li>Carl Gustav Jung. Psicologia e Alquimia.</li>
<li>Mircea Eliade. Tratado de História das Religiões</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&amp;linkname=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&amp;linkname=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&amp;linkname=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&amp;linkname=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-armadilha-de-tucidides%2F&#038;title=A%20Armadilha%20de%20Tuc%C3%ADdides" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-armadilha-de-tucidides/" data-a2a-title="A Armadilha de Tucídides"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-armadilha-de-tucidides/">A Armadilha de Tucídides</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Paixão, entre a dor e o sentido</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 18:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[calvário]]></category>
		<category><![CDATA[Compostela]]></category>
		<category><![CDATA[dignidade]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Jeruslém]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[perdão]]></category>
		<category><![CDATA[Piscologia]]></category>
		<category><![CDATA[propósito]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[ressureição]]></category>
		<category><![CDATA[serena]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[vocábulo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=97895</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion Sobral (*) &#160; Há palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/">Paixão, entre a dor e o sentido</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&#038;title=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/" data-a2a-title="Paixão, entre a dor e o sentido"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Hernan Centurion Sobral (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, o sacrifício e, acima de tudo, a busca por um propósito.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Etimologicamente, a palavra nasce do latim <em>passio</em>, derivado de <em>pati</em>, que significava suportar, padecer ou simplesmente sofrer a ação de algo. Na origem da palavra, não havia qualquer romantização, ou seja, a paixão era aquilo que nos acontece muitas vezes sem o nosso controle, revelando, pois, a vulnerabilidade diante da nossa própria existência terrena.</p>

			</div></div>
<p>Curiosamente, com o passar das eras, esse mesmo vocábulo passou a designar também o entusiasmo exacerbado que nos move e o amor ardente que nos consome, sem que haja, contudo, qualquer contradição nisso, mas sim uma revelação sobre a natureza humana. Como intuiu Blaise Pascal, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Aquilo que mais nos apaixona é, quase sempre, o que mais nos expõe e fragiliza, pois amar intensamente exige a coragem proporcional de aceitar o risco da perda, da frustração e, consequentemente, do sofrimento. É neste prisma, então, que a Paixão de Cristo deixa de ser apenas um relato histórico milenar, para se tornar uma chave de leitura do significado da própria existência do homem neste mundo, isto é, um modo de compreensão do martírio e do amor à luz de um senso infinitamente maior.</p>
<figure id="attachment_97927" aria-describedby="caption-attachment-97927" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-97927 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg" alt="Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-768x699.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97927" class="wp-caption-text">Encenação da Paixão de Cristo</figcaption></figure>
<p>Analisando-se sob o olhar da História, o sacrifício no Calvário consolidou-se como o centro do Cristianismo, não apenas pela narrativa da vivência de uma morte crudelíssima, muito comum à época do Império Romano, não obstante pela maneira como foi assumida e conduzida por um homem humilde, com consciência límpida, propósito sublime, dignidade serena e um silêncio eloquente diante da imensa injustiça. Como bem sintetizou Santo Agostinho, “não foi o suplício que fez o mártir, mas a causa, assim como não foi a dor física em si que redimiu o ser humano, todavia o amor que a sustentou até ser consumada”.</p>
<p>Filosoficamente, a Paixão nos confronta com uma indagação inevitável: existe mesmo tal propósito e qual seria o verdadeiro sentido do sofrimento? Em um mundo que se apressa em anestesiar qualquer ínfimo desconforto, onde as pessoas não toleram os menores incômodos físicos e psicológicos, a morte em cruz ainda permanece como um “escândalo” — algo que confronta, que incomoda, que não se encaixa na lógica comum — e talvez resida aí sua real força, uma vez que ela não resolve ou elimina a dor da humanidade. Entretanto, a expõe em sua vertente mais radical e em sua intensidade máxima, transbordando, assim, injustiça, abandono e dores física e moral. Simultaneamente, em contrapartida, a eleva, pois o sofrimento deixa de ser algo absurdo, vazio e destrutivo e passa a carregar um claro sentido, ao tornar-se lugar de entrega altruísta, de amor sublime, de redenção reconfortante e de evolução íntima. Dostoiévski, que sondou como poucos a alma humana, afirmava que o homem aprende através do sofrimento e a dor, nesse horizonte, deixa de ser um erro e fatalidade do destino e passa a ser o terreno onde a consciência desperta e amadurece.</p>
<p>Quando adentramos no campo da Psicologia, especialmente nas correntes existenciais, o sofrimento é compreendido como parte estrutural da vida. Viktor Frankl ensinou que, quando não podemos mudar uma situação dolorosa, somos desafiados a transformar a nós mesmos. A Paixão de Cristo, sob esta análise, revela-se como um arquétipo em que o sofrimento, quando atravessado com sentido, deixa de punir e aprisionar e transfigura-se em aprendizado e fonte de cura.</p>
<p>No âmbito religioso pela crença cristã, o Calvário é o ápice da revelação de um Deus outrora invisível e distante, mas que naquele momento se mantém próximo de sua criatura na figura do seu Filho, Jesus. Essa relação caracteriza-se por um amor pleno, tangível, tão vívido, posto que chora e sangra sobre o perdão ante a traição, o abandono e a violência. Como escreveu São João da Cruz, “no entardecer da vida, seremos julgados unicamente pelo amor”, assim sendo, a Paixão revela que tal amor não se impõe pela força, porém se oferece na liberdade da entrega ao próximo.</p>
<figure id="attachment_97926" aria-describedby="caption-attachment-97926" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-97926 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg" alt="Familia Centurion em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-768x699.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97926" class="wp-caption-text">Família Centurion em Nova Jerusalém</figcaption></figure>
<p>Somos convidados a vivenciar anualmente este fato bíblico, pois quando o mistério deixa o plano das ideias e se torna experiência, verdadeiramente ele nos alcança. Ao contemplarmos, então, o espetáculo da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, no agreste pernambucano, já não estamos apenas diante de uma narrativa qualquer, mas em frente à emblemática encenação da agonia, morte e ressurreição de Cristo, refletida desde os nossos olhos marejados diretamente à consciência, revelando-nos, imediatamente, nossas próprias “cruzes”, bem como as pequenas e grandes “paixões” que atravessam os nossos dias e, mormente, tudo aquilo que ainda podemos transformar e edificar em nós. Experiência de fé e emoção como esta, confesso só ter vivenciado ao percorrer o Caminho de Santiago de Compostela há exatos 2 anos.</p>
<p>Destarte, podemos perceber, no mistério Pascal ora posto à reflexão, uma pedagogia singela e exigente, a qual nos ensina que nem toda dor é vazia, que nem todo sofrimento é inútil e que, em muitos momentos, a maior força não está em reagir, contudo em permanecer manso, firme, consciente e fiel. Tudo o que nos desafia serve como aprendizado, nada é em vão. A Paixão continua a acontecer, discretamente, em cada gesto de perdão, em cada ato de compaixão, em cada escolha pelo bem, quando seria mais fácil recuar e lavar as mãos.</p>
<p>Sofrer nos é imposto a cada instante, já o propósito que damos ao sofrimento, este sim, nos define.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h4>Leia também:</h4>
<p>1- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela</a></span></p>
<p>2- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela-ii/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela II</a></span></p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-entre-a-dor-e-o-sentido%2F&#038;title=Paix%C3%A3o%2C%20entre%20a%20dor%20e%20o%20sentido" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/" data-a2a-title="Paixão, entre a dor e o sentido"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/">Paixão, entre a dor e o sentido</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O tempo e as pluralidades do ser mulher</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 09:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[cíclico]]></category>
		<category><![CDATA[complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[conflito]]></category>
		<category><![CDATA[convite]]></category>
		<category><![CDATA[fôlego]]></category>
		<category><![CDATA[linear]]></category>
		<category><![CDATA[marco]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[urgência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=97715</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*) &#160; A ressignificação de março como o &#8220;Mês da Mulher&#8221; transborda a linearidade de um calendário comum, consolidando-se como um tempo de síntese e resistência. Mais do que uma contagem de trinta dias, este período funciona como um observatório onde o passado das conquistas históricas encontra os desafios &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher/">O tempo e as pluralidades do ser mulher</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&amp;linkname=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&amp;linkname=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&amp;linkname=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&amp;linkname=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&#038;title=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher/" data-a2a-title="O tempo e as pluralidades do ser mulher"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> ressignificação de março como o &#8220;Mês da Mulher&#8221; transborda a linearidade de um calendário comum, consolidando-se como um tempo de síntese e resistência. Mais do que uma contagem de trinta dias, este período funciona como um observatório onde o passado das conquistas históricas encontra os desafios prementes do presente. É um convite para que a sociedade não apenas celebre, mas analise as estruturas que moldam a existência feminina em suas múltiplas dimensões.</p>
<p>A transição do &#8220;Dia Internacional&#8221; para o &#8220;Mês da Mulher&#8221; reflete a urgência de um fôlego maior para o debate. Se em 1975 a ONU oficializou o 8 de março como um marco global, hoje compreendemos que vinte e quatro horas são insuficientes para abraçar a complexidade das lutas por igualdade. Esse alargamento temporal permite que as facetas do trabalho, da saúde e da segurança sejam discutidas com a profundidade que a dignidade humana exige.</p>
<p>Um dos pontos centrais dessa reflexão é o conflito entre o tempo cíclico e o tempo linear. Enquanto o mercado de trabalho impõe um ritmo de produtividade constante e inflexível, a experiência feminina é atravessada por ciclos biológicos e de cuidado que exigem uma integração mais humana. O Mês da Mulher busca, portanto, harmonizar essas vivências, questionando modelos que ignoram a natureza transformadora e o ritmo do bem-estar feminino.</p>
<p>No entanto, para que essa análise seja honesta, precisamos questionar: a experiência de &#8220;ser mulher&#8221; é igual para todas? Os dados do Mapa da Mulher Sergipana nos mostram que a violência e as oportunidades não se distribuem de forma uniforme. É aqui que o debate ganha contornos de urgência, pois a identidade feminina é atravessada por interseccionalidades que intensificam os desafios enfrentados no cotidiano.</p>
<p>Além da tragédia expressa pelo machismo por si só, mulheres negras têm que enfrentar o peso estrutural do racismo, mulheres LGBTQIAPN+ lidam com a LGBTfobia, enquanto mulheres com deficiência e mulheres 50+ combatem, respectivamente, o capacitismo e o etarismo. Entender essas camadas é fundamental para que o Mês da Mulher não seja um discurso genérico, mas uma plataforma que enxergue as especificidades de cada grupo, garantindo que nenhuma seja deixada para trás.</p>
<p>Essa desigualdade reflete-se diretamente na gestão do tempo e na dupla jornada. No Brasil, o tempo dedicado aos afazeres domésticos e ao cuidado de dependentes por mulheres é quase o dobro do dedicado pelos homens. Essa sobrecarga não apenas limita a ascensão profissional, mas drena a saúde mental e física, tornando o diálogo sobre o autocuidado e a rede de apoio uma questão de política pública e não apenas de foro íntimo.</p>
<p>Nesse contexto, a informação surge como a principal ferramenta de cuidado e prevenção. Eventos como palestras sobre saúde e bem-estar feminino são essenciais para fortalecer a autonomia. Ao abrir espaços para dialogar sobre a qualidade de vida, a sociedade promove o empoderamento real, permitindo que a mulher reconheça seus direitos e identifique os sinais de violência, sejam eles físicos, psicológicos ou patrimoniais.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Em suma, o Mês da Mulher é uma construção que utiliza o tempo do calendário para honrar a memória histórica das greves de 1857 e 1917, projetando um futuro de equidade. É um período de ação e visibilidade, onde o compromisso com a vida das mulheres deve se transformar em políticas eficazes e consciência social. Somente ao abraçar a pluralidade de vozes e corpos poderemos, de fato, celebrar um tempo de verdadeira justiça e renascimento.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>____________________<br />
#ParaTodosVerem: Fotografia em formato horizontal capturando um grupo diversificado de sete mulheres em um ambiente de conferência ou oficina. No centro, uma mulher negra segura um livreto intitulado &#8220;Mapa da Mulher Sergipana&#8221;, rodeada por uma mulher indígena, uma mulher idosa, uma jovem em cadeira de rodas e outras colaboradoras que conversam e analisam documentos sobre saúde e autocuidado. Ao fundo, um banner destaca a frase &#8220;Mês da Mulher: Pluralidade, Conquistas e Futuro&#8221;, próximo a um projetor com gráficos de dados. À esquerda, uma intervenção artística na parede une um relógio analógico a elementos cíclicos da natureza, simbolizando a fusão entre o tempo produtivo e o biológico. A cena é bem iluminada, transmitindo cooperação, diversidade e foco em políticas públicas femininas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&amp;linkname=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&amp;linkname=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&amp;linkname=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&amp;linkname=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher%2F&#038;title=O%20tempo%20e%20as%20pluralidades%20do%20ser%20mulher" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher/" data-a2a-title="O tempo e as pluralidades do ser mulher"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-tempo-e-as-pluralidades-do-ser-mulher/">O tempo e as pluralidades do ser mulher</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Seminário em Aracaju debate cristianismo, laicidade e liberdade religiosa</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/seminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 16:26:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[laicidade]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[relevância]]></category>
		<category><![CDATA[seminário]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=96413</guid>

					<description><![CDATA[<p>Começa amanhã, sexta-feira, 23, em Aracaju, o seminário “Cristianismo(s), Laicidade e Liberdade Religiosa”, promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, que reunirá especialistas, lideranças religiosas, acadêmicos e juristas para debater tolerância, pluralidade de crenças e o papel do Estado laico no Brasil. O evento segue até o sábado, 24 de janeiro, com programação distribuída em &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/seminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa/">Seminário em Aracaju debate cristianismo, laicidade e liberdade religiosa</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&amp;linkname=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&amp;linkname=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&amp;linkname=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&amp;linkname=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&#038;title=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/seminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa/" data-a2a-title="Seminário em Aracaju debate cristianismo, laicidade e liberdade religiosa"></a></p><p data-start="270" data-end="647">Começa amanhã, sexta-feira, 23, em Aracaju, o seminário <strong data-start="185" data-end="239">“Cristianismo(s), Laicidade e Liberdade Religiosa”</strong>, <strong data-start="241" data-end="291">promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia</strong>, que reunirá especialistas, lideranças religiosas, acadêmicos e juristas para debater tolerância, pluralidade de crenças e o papel do Estado laico no Brasil. O evento segue até o sábado, 24 de janeiro, com programação distribuída em dois locais da capital sergipana.</p>
<p data-start="649" data-end="1025">A proposta do seminário é promover o diálogo e a reflexão sobre como diferentes vertentes do cristianismo compreendem e praticam a liberdade religiosa e a laicidade, em um contexto marcado pela diversidade e pela necessidade de respeito mútuo. A iniciativa é considerada inédita ao reunir distintas tradições cristãs em torno de temas sociais e jurídicos de grande relevância.</p>
<h3 data-start="1027" data-end="1042">Programação</h3>
<p data-start="1044" data-end="1578">O <strong data-start="1046" data-end="1062">primeiro dia</strong>, nesta sexta-feira (23), tem como tema <strong data-start="1102" data-end="1161">“Liberdade Religiosa e Laicidade em Perspectiva Global”</strong> e acontece às 10h, na sede da <strong data-start="1192" data-end="1202">OAB/SE</strong>, localizada na Avenida Ivo do Prado, 1072. Entre os destaques, a Dra. Verônica Passos, da Associação de Juristas Católicos da Arquidiocese de Aracaju (AJUCAT), apresentará a visão católica sobre laicidade e liberdade religiosa, abordando desde correntes mais conservadoras até interpretações mais liberais, com ênfase nas transformações ocorridas após o Concílio Vaticano II.</p>
<p data-start="1580" data-end="1852">Ainda na programação, o Dr. Uziel Santana fará uma análise da liberdade religiosa no cenário internacional, destacando seus reflexos em indicadores econômicos e sociais. O painel será encerrado com uma sessão de perguntas e respostas, mediada pelo pastor Hélio Carnassale.</p>
<p data-start="1854" data-end="2398">No <strong data-start="1857" data-end="1872">segundo dia</strong>, sábado (24), o seminário segue com o tema <strong data-start="1916" data-end="1985">“O Diálogo pela Liberdade Religiosa em uma Perspectiva Histórica”</strong>, a partir das 16h, na <strong data-start="2008" data-end="2066">Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) Central Aracaju</strong>, situada na Rua Lagarto, 1010. O pastor Hélio Carnassale conduzirá um sermão inspiracional com foco na tolerância e no avanço do evangelho. Em seguida, haverá um debate sobre a trajetória histórica da defesa da liberdade religiosa e da laicidade, encerrando com um painel de perguntas e respostas mediado pelo pastor Samuel Bastos.</p>
<p data-start="2400" data-end="2764">Aberto ao público, o seminário é direcionado a estudantes, juristas, líderes religiosos, jornalistas e a todos os interessados nos temas da pluralidade, do respeito e da convivência democrática. A iniciativa busca desmistificar conceitos, construir pontes entre diferentes compreensões de fé e Estado e fortalecer o compromisso com o bem comum por meio do diálogo.</p>
<p data-start="2400" data-end="2764">
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&amp;linkname=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&amp;linkname=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&amp;linkname=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&amp;linkname=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fseminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa%2F&#038;title=Semin%C3%A1rio%20em%20Aracaju%20debate%20cristianismo%2C%20laicidade%20e%20liberdade%20religiosa" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/seminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa/" data-a2a-title="Seminário em Aracaju debate cristianismo, laicidade e liberdade religiosa"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/seminario-em-aracaju-debate-cristianismo-laicidade-e-liberdade-religiosa/">Seminário em Aracaju debate cristianismo, laicidade e liberdade religiosa</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Água pouca, meu chá primeiro</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/agua-pouca-meu-cha-primeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 08:25:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Chã]]></category>
		<category><![CDATA[circularidade]]></category>
		<category><![CDATA[cultural]]></category>
		<category><![CDATA[demandas]]></category>
		<category><![CDATA[histórica]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[obra]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[posfácio]]></category>
		<category><![CDATA[prefácio]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[temporalidade]]></category>
		<category><![CDATA[textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=89680</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Iniciei este ano, lendo de um só fôlego, mas, ao mesmo tempo, sorvendo cada palavra e ideias como a um manjar delicioso, o livro A memória da água, de autoria de Emmi Itaranta. Assentei minhas considerações a respeito por algum tempo, no fundo de minha mente e &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/agua-pouca-meu-cha-primeiro/">Água pouca, meu chá primeiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&amp;linkname=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&amp;linkname=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&amp;linkname=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&amp;linkname=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&#038;title=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/agua-pouca-meu-cha-primeiro/" data-a2a-title="Água pouca, meu chá primeiro"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">I</span>niciei este ano, lendo de um só fôlego, mas, ao mesmo tempo, sorvendo cada palavra e ideias como a um manjar delicioso, o livro <em>A memória da água</em>, de autoria de <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://en.wikipedia.org/wiki/Emmi_It%C3%A4ranta" target="_blank" rel="noopener">Emmi Itaranta</a></span>. Assentei minhas considerações a respeito por algum tempo, no fundo de minha mente e coração, pois seu conteúdo me levou à necessidade de ler outra obra. Refiro-me a <em>O</em> <em>Livro do Chá</em>, de <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://en.wikipedia.org/wiki/Okakura_Kakuz%C5%8D" target="_blank" rel="noopener">Kakuzo Okakura</a></span>.</p>
<p>Embora escritos e publicados em tempos distintos (2015 e 1906, respectivamente), os textos se encontram e se atravessam, sobretudo no que diz respeito a questões muito atuais e a ensinamentos milenares que precisamos revisitar e que não estão tão distantes de nós, mas apenas subsumidos por nossa ânsia de querer, acumular e poder.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Dou primazia à antiguidade, começando, desse modo, por <strong>O</strong> <em><strong>Livro do Chá</strong>,</em> que ao contrário do primeiro não é ficção, embora esteja escrito de forma literária. Trata-se de um tratado de História e de Memória Cultural em torno de uma das culturas mais antigas do mundo, a feitura do chá, e todas as suas implicações. Para seu prefaciador e também autor do posfácio da obra, Hounsai Genshitsu Sen, é “(&#8230;) <em><i>um esforço pioneiro no sentido de construir uma ponte entre o Oriente e o Ocidente</i></em>”. Além disso, é uma obra contextualizada, pois foi escrita num lugar e num tempo específico para atender a demandas de sua temporalidade de produção. Início do século XX, escrita por um japonês aculturado norte-americano e britânico, que versou sobre um Japão que acabava de sair de uma guerra vitoriosa contra os russos, mas que também se abria para as influências ocidentais cada vez mais industrializadas.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/drink-156144_1280.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-89730 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/drink-156144_1280-300x277.png" alt="chá" width="196" height="181" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/drink-156144_1280-300x277.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/drink-156144_1280-1024x944.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/drink-156144_1280-768x708.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/drink-156144_1280.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 196px) 100vw, 196px" /></a>O resultado bem poderia ser definido, explicado e compreendido a partir do conceito de “circularidade cultural”, proposto e apresentado pelo historiador italiano, Carlo Ginzburg, hoje com 86 anos de idade e cujos livros e ideias ainda influenciam sobremaneira a pesquisa histórica. Para fins de reflexão, valho-me de algumas passagens de Kakuzo Okakura: “<em><i>Quando o Ocidente compreenderá ou tentará compreender o Oriente</i></em>?” (p. 32); “(&#8230;) <em><i>O missionário cristão vem para dar e não para receber</i></em>” (p. 33); “(&#8230;) <em><i>O homem branco escarnece de nossa religião e de nossos costumes, mas aceita a bebida marrom [chá] sem hesitar</i></em>” (p. 35); “(&#8230;) <em><i>Diz-se que os gregos eram magníficos porque nunca copiaram os antigos</i></em>” (p. 78). E quem diria que um dia o antigo chá da Índia, da China e do Japão fosse dar no que falar, provocar e mudar! E nesse sentido, o autor foi genial, nessa perspectiva da “circularidade cultural” em afirmar: “(&#8230;) <em><i>A obra-prima é tão nossa quanto nós somos da obra-prima</i></em>” (p. 85).</p>

			</div></div>
<p>Por outro lado, e não sem importância, claro, <strong><em>Memória da Água</em></strong> é uma magistral peça literária de uma escritora finlandesa de nosso tempo, Emmi Itaranta, atualmente com 49 anos de idade. Um olhar europeu sobre a cultura oriental, tendo a água como a sua inspiração, num mundo pós-apocalíptico, dominado pela China, onde a sua escassez a determina como a maior riqueza do mundo e, por isso mesmo, na sua condição de “falta de”, dotada de uma memória de um tempo em que foi abundante e que poderia ter sido melhor cuidada, nos remetendo à máxima que diz que lembrar é poder, tanto quanto esquecer.</p>
<p>E nesse sentido, a autora tece uma intricada e ao mesmo tempo leve e envolvente narrativa em torno da personagem Noria, uma jovem camponesa, filha de um grande Mestre do Chá, que guarda um grande segredo capaz de despertar a ira das autoridades e do governo, autocrata e tirano. Seu estilo literário me vez recordar uma outra leitura e autor que me marcou profundamente, durante meu doutoramento: “Orhan Pamuk” (72 anos, turco, Prêmio Nobel de Literatura de 2006), em seu <em>O livro negro</em>, de 1990. A mesma sutileza e jogo de palavras, com uso de cores, sons e sensações como estes tivessem vida e materialidade, sobretudo em passagens como as a seguir: “(&#8230;) <em><i>A escuridão nos recebeu com um estrondo</i></em>” (p. 15); “<em><i>mergulhar no silêncio</i></em>” (p. 34); “<em><i>sombra paciente</i></em>” (p. 40); “<em><i>silêncio pesado</i></em>” (p. 70); “(&#8230;) <em><i>a palavra fez o tempo parar ao meu redor</i></em>” (p.155).</p>
<p>Em comum entre as obras, para além da temática oriental, estão a água e o chá. São enredos distintos, cada um no seu quadrado (História e Literatura) e ambos se atravessando o tempo todo, que lançam luzes para o nosso tempo, com ensinamentos, reflexões que fariam até mesmo Confúcio para por um instante de escrever e filosofar para pensar, por exemplo, na vida, na necessidade de viver, de dar valor às coisas mais simples e até mesmo banais, como a beleza de uma flor, o sopro solitário do vento, o valor da amizade, enfim, uma infinidade de situações às quais, tento, para fins de conclusão, representar nas seguintes passagens: “(&#8230;) <em><i>Querem o caro, não o refinado; o que está na moda, não o belo</i></em>” (Okakura, p. 90); “(&#8230;) <em><i>Acredito que seja possível mudar a superfície das coisas e ainda assim manter o centro delas intacto. Da mesma forma que é possível manter as aparências, mas cultivar o centro oco</i></em>” (Itaranta, p. 113).</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/splash-308941_1280.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-89732 aligncenter" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/splash-308941_1280-300x150.png" alt="" width="300" height="150" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/splash-308941_1280-300x150.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/splash-308941_1280-1024x512.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/splash-308941_1280-768x384.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/splash-308941_1280-660x330.png 660w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/splash-308941_1280-1050x525.png 1050w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/splash-308941_1280.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&amp;linkname=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&amp;linkname=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&amp;linkname=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&amp;linkname=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagua-pouca-meu-cha-primeiro%2F&#038;title=%C3%81gua%20pouca%2C%20meu%20ch%C3%A1%20primeiro" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/agua-pouca-meu-cha-primeiro/" data-a2a-title="Água pouca, meu chá primeiro"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/agua-pouca-meu-cha-primeiro/">Água pouca, meu chá primeiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Palavras</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/palavras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nilton Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2025 11:40:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[arguto]]></category>
		<category><![CDATA[beijo]]></category>
		<category><![CDATA[experiência]]></category>
		<category><![CDATA[leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Otimismo]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[signos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=85496</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Por Nilton Santana (*) &#160; O otimismo é uma palavra que possui um grandioso significado. As palavras são compreendidas facilmente pela nossa razão, porém, somente são intimamente conhecidas ou verdadeiramente conhecidas quando a “vivemos” de alguma forma. Algumas palavras precisam ter vivência para serem conhecidas. Quer um exemplo? O beijo. Podemos definir o &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/palavras/">Palavras</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&amp;linkname=Palavras" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&amp;linkname=Palavras" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&amp;linkname=Palavras" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&amp;linkname=Palavras" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&#038;title=Palavras" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/palavras/" data-a2a-title="Palavras"></a></p><p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Nilton Santana (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> otimismo é uma palavra que possui um grandioso significado. As palavras são compreendidas facilmente pela nossa razão, porém, somente são intimamente conhecidas ou verdadeiramente conhecidas quando a “vivemos” de alguma forma.</p>
<p>Algumas palavras precisam ter vivência para serem conhecidas. Quer um exemplo? O beijo. Podemos definir o beijo como a ação de toque da boca em outra pessoa ou objeto. Frio, não é? Te dei uma definição racional sobre o beijo? Sim! Mas eu falei toda a verdade sobre o beijo? Claro que não! Qualquer pessoa que tenha beijado outra com enorme afeto ou desejo saberá que no beijo há intensas sensações que somente saberá quem realmente “beija”. Somente saberá quem passou pela experiência de beijar intensamente quem ama.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/A-sabedoria-pode-ser-adquirida-pela-nossa-experiencia-e-reflexao-mas-tambem-pela-experiencia-e-reflexao-de-quem-ja-estava-aqui-antes-de-nos.-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-85691 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/A-sabedoria-pode-ser-adquirida-pela-nossa-experiencia-e-reflexao-mas-tambem-pela-experiencia-e-reflexao-de-quem-ja-estava-aqui-antes-de-nos.-1-150x300.png" alt="" width="157" height="314" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/A-sabedoria-pode-ser-adquirida-pela-nossa-experiencia-e-reflexao-mas-tambem-pela-experiencia-e-reflexao-de-quem-ja-estava-aqui-antes-de-nos.-1-150x300.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/A-sabedoria-pode-ser-adquirida-pela-nossa-experiencia-e-reflexao-mas-tambem-pela-experiencia-e-reflexao-de-quem-ja-estava-aqui-antes-de-nos.-1.png 300w" sizes="auto, (max-width: 157px) 100vw, 157px" /></a>Mas é somente a experiência que nos diz o que é o beijo? Não somente a experiência. Mas a experiência acompanhada de reflexão. Quando temos alguma experiência e refletimos, estamos adquirindo aquilo que o humano poderá ter de mais valioso: a sabedoria. Palavra que inclusive deveria ser mais estudada. A sabedoria pode ser adquirida pela nossa experiência e reflexão, mas também pela experiência e reflexão de quem já estava aqui antes de nós. Por isso que dou um tremendo valor aos livros sagrados. Possuo o Baghavad Gita, o Ramayana, o Dhammapada, a Torá, o Alcorão, o Nahjul Balaghah, a Pequena Filocalia, e claro, a Bíblia. Os textos sagrados possuem milênios de sabedoria acumulada! A vida humana em qualquer tempo e espaço possui os mesmos estágios e as mesmas necessidades. Somos unos neste sentido!</p>
<p>O arguto leitor de textos sagrados saberá observar o que deve aprender de tais textos. Existe a leitura literal dos mitos sagrados, porém, não se deve ficar apenas nisso. Aliás, a verdadeira riqueza de um escrito sagrado está em seus símbolos e metáforas. Os símbolos e as metáforas possuem a força necessária para avançar no tempo e influenciar diversos povos. A humanidade não teria avançado tanto se não tivesse criado os símbolos. O nosso sistema político, a nossa forma de governo, o nosso ensino, o nosso comércio é constituído por símbolos. O comércio? Sim! Afinal de contas, a moeda é uma ferramenta simbólica de trocas. Atribuímos o valor a um pedaço de metal ou papel. E ultimamente atribuímos valor a algo que nem sequer tocamos porque a maioria das trocas são feitas por meio virtual.</p>
<p>As palavras são signos, quando transformadas em ideias e convencionadas coletivamente se transformam também em símbolos. Ser humano é isto, produzir símbolos. Somos intrinsecamente animais simbólicos. O símbolo está presente onde o ser humano estiver.</p>
<p>As palavras possuem grandioso poder de explicar símbolos, emoções, sentimentos, raciocínios, experiências sapienciais. Entretanto, quanto maior for o poder de uma palavra, mais ela é irresponsavelmente usada. O maior exemplo seria a palavra “amor”. Quantas pessoas fazem uso responsável da palavra “amor”? Quantas pessoas sabem o que é o amor “ágape” tão referido em textos sagrados? E o amor “philos”? E o amor “eros”? E o ainda menos conhecido amor “storge”?</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong>Storge</strong> é o amor mais instintivo, aquele que nasce de forma natural, porque é a tradução para o “amor familiar”. Em seguida nós temos o <strong>Philos</strong>, sendo o amor que nasce da “amizade”. O <strong>Eros</strong> seria o amor proveniente do desejo, aquele que almeja a união com o outro, é o amor da “atração sexual”. E o <strong>ágape</strong> é o amor incondicional, é o amor conhecido por aqueles que se “tornaram amor”, é aquele amor que não é sentimento, é o amor que é “ação”. Todas as ações amorosas do ágape são praticadas por pessoas que vivem no “estado de amor”. O ágape engloba todas as demais formas de amor.</p>

			</div></div>
<p>Todas as formas de amor mencionadas acima são válidas! Todas as formas de amor são sagradas! Todas conduzem para Deus! Aliás, Deus é outra palavra não muito compreendida. Quando pergunto acerca de Deus para alguém, passo a saber de forma indireta como essa pessoa enxerga o mundo. Alguns dirão que Deus é o amor, a bondade, já outros vão dizer que Deus é a justiça, e há ainda aqueles que acreditam que Deus seja uma energia, uma vibração, uma entidade não personificada. Visões monoteístas de Deus, visões politeístas de Deus, visões panteístas de Deus e visões panenteístas de Deus. E claro, não posso esquecer da visão gnóstica de Deus.</p>
<p>No fundo, tudo vai de como associamos a palavra “Deus”. Quais associações em nossas mentes fazemos quando pensamos na palavra “Deus”? Até mesmo um ateu ou um agnóstico fará algumas associações ao pensar na palavra “Deus”. A palavra “Deus” possui uma carga simbólica, psicológica e histórica muito acentuada, muito forte! É impossível pensar na palavra “Deus” sem que um turbilhão emocional seja ativado. Sendo de um ponto de vista negativo ou positivo, a palavra Deus possui uma influência enorme em nossa mente.</p>
<p>Não estou entrando aqui no mérito de que Deus existe ou não. Não dou grande importância a essa indagação. Diga primeiro o que é Deus para você, e daí eu digo se concordo ou não. Mas não vou julgar seu ateísmo ou seu teísmo. Existem pessoas que se dizem religiosas e são fervorosas ateias, e existem pessoas que se dizem ateias e que são religiosas. Religiosidade aqui é aplicado no sentido de espiritualidade. Não estou me referindo a religião institucionalizada.</p>
<p>O ser humano quando não compreende o mundo ao seu redor, quando não compreende a vida que possui, acaba “deusificando” ideologias, celebridades, personagens ou partidos políticos.</p>
<p><strong><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/A-sabedoria-pode-ser-adquirida-pela-nossa-experiencia-e-reflexao-mas-tambem-pela-experiencia-e-reflexao-de-quem-ja-estava-aqui-antes-de-nos.-2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-85690 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/A-sabedoria-pode-ser-adquirida-pela-nossa-experiencia-e-reflexao-mas-tambem-pela-experiencia-e-reflexao-de-quem-ja-estava-aqui-antes-de-nos.-2-150x300.png" alt="" width="157" height="314" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/A-sabedoria-pode-ser-adquirida-pela-nossa-experiencia-e-reflexao-mas-tambem-pela-experiencia-e-reflexao-de-quem-ja-estava-aqui-antes-de-nos.-2-150x300.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/A-sabedoria-pode-ser-adquirida-pela-nossa-experiencia-e-reflexao-mas-tambem-pela-experiencia-e-reflexao-de-quem-ja-estava-aqui-antes-de-nos.-2.png 300w" sizes="auto, (max-width: 157px) 100vw, 157px" /></a>Mas e a palavra otimismo?</strong> Podemos pensar no motivo dela ser importante. O otimista muitas vezes é confundido como um ingênuo. Mas não penso assim. Os pessimistas também podem ser tão iludidos quanto os otimistas. Aliás, ser realista não é ver o lado negativo de tudo, na verdade, ser realista é ter uma visão ampla da vida, observando os riscos e as oportunidades. O realista é pessimista para observar os riscos e otimista para observar as oportunidades. Durante muito tempo, eu confesso que acalentei o pessimismo, porém, digo que o pessimismo pode te fazer perder chances valiosas na vida.</p>
<p>O pessimismo te congela, o otimismo te leva para a ação! Mas esta ação tem que ser balanceada com a prudência. A prudência te leva a refletir e a tomar as devidas ações em momentos certos. Sem o otimismo, a humanidade jamais teria chegado onde chegou. Não teríamos construído a civilização se não fôssemos otimistas. A civilização e todo o seu conforto foi historicamente construída por otimistas.</p>
<p>O otimismo é a força que nos mantém firmes mediante as adversidades que possamos enfrentar. O otimismo é o que nos faz ter grandes conquistas. É o que nos faz traçar estratégias, táticas para conseguir melhorar a nossa situação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/RG-2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-85693 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/RG-2-300x50.png" alt="" width="300" height="50" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/RG-2-300x50.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/RG-2-1024x169.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/RG-2-768x127.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/RG-2.png 1209w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Aprenda com o passado, aproveite o presente e seja otimista para conquistar o que quiser no futuro.</strong> Paradoxalmente, somente aprende com o passado, aquele que está vivendo o presente. Somente traça boas estratégias para o futuro, aquele que vive no presente. Aproveite todo o processo de aprendizado do passado, ele acontece no presente, tenha prazer nisso. Delineie as estratégias para o futuro, isso também acontece no presente, inclusive tenha prazer em cada momento que foi tracejado. E claro, <span class="sigijh_hlt">lembre de desfrutar cada momento de lazer com aqueles que te amam, estes são os melhores momentos da vida</span>. Sei que o idioma português nos permite expressar com precisão e beleza muitos pensamentos e sentimentos. Mas a vida é em qualquer idioma “inefável”! Assim como Deus, a vida é inefável, em outras “palavras”, não podemos descrever a vida por causa de toda a sua beleza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&amp;linkname=Palavras" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&amp;linkname=Palavras" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&amp;linkname=Palavras" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&amp;linkname=Palavras" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpalavras%2F&#038;title=Palavras" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/palavras/" data-a2a-title="Palavras"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/palavras/">Palavras</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
