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	<title>Arquivo para comer - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Muito de nós dentro da panela</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/muito-de-nos-dentro-da-panela/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 May 2025 14:10:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por André Brito (*) &#160; Dia desses eu estava relendo O Príncipe, de Maquiavel, relembrando a importância de sempre estarmos em contato com os clássicos, com o que formou (e deveria continuar formando) a cultura intelectual de gerações e gerações. Pena que essas verdadeiras joias estão perdendo lugar para o artificialismo, o imediato, para &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmuito-de-nos-dentro-da-panela%2F&amp;linkname=Muito%20de%20n%C3%B3s%20dentro%20da%20panela" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmuito-de-nos-dentro-da-panela%2F&amp;linkname=Muito%20de%20n%C3%B3s%20dentro%20da%20panela" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmuito-de-nos-dentro-da-panela%2F&amp;linkname=Muito%20de%20n%C3%B3s%20dentro%20da%20panela" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmuito-de-nos-dentro-da-panela%2F&amp;linkname=Muito%20de%20n%C3%B3s%20dentro%20da%20panela" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmuito-de-nos-dentro-da-panela%2F&#038;title=Muito%20de%20n%C3%B3s%20dentro%20da%20panela" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/muito-de-nos-dentro-da-panela/" data-a2a-title="Muito de nós dentro da panela"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por André Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses eu estava relendo <em>O Príncipe</em>, de Maquiavel, relembrando a importância de sempre estarmos em contato com os clássicos, com o que formou (e deveria continuar formando) a cultura intelectual de gerações e gerações. Pena que essas verdadeiras joias estão perdendo lugar para o artificialismo, o imediato, para o culto do pragmatismo. Enfim, não quero me angustiar com essas questões típicas de um professor que se sente como um <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Mito_de_S%C3%ADsifo" target="_blank" rel="noopener">Sísifo</a></span> sem pedra e sem montanha (aprofundei o assunto agora). Voltemos ao livro maquiavélico (no bom sentido).</p>
<p>Depois de devorar páginas e páginas em uma leitura ininterrupta, daquelas de dar água na boca, sinto o estômago me chamando para uma conversa de pé de orelha. Dizia ele:</p>
<p>— André, bora ali sentar à mesa e comer alguma coisa. Sinto-me em um indelével vazio existencial, mais profundo que o abismo que separa as gerações passadas da atual. Isso é fome, meu caro André! Vá fazer uma comidinha pra nós.</p>
<p>Parei por um instante e pensei:</p>
<p>— Esse órgão deglutidor de alimentos está muito ousado. Onde já se viu falar comigo assim?</p>
<p>Mesmo com a minha indignação prévia e inusitada, dei razão ao meu estomagozinho. O bichinho já estava há horas, de fato, sem receber víveres para manutenção do corpo. Levantei-me, fui à cozinha e marchei numa saga para produzir algo que satisfizesse o estômago e a alma.</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-1.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-90338 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-1-300x300.jpg" alt="" width="135" height="135" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-1-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-1-1024x1024.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-1-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-1-768x768.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 135px) 100vw, 135px" /></a>Olhei dentro da geladeira e vi algumas coisas que me interessaram. Como não havia muito tempo para cozinhar, resolvi ser mais prático e decidi fazer<strong> tiras de frango ao molho de vinho branco com brócolis</strong>. Receita fácil, que começa com cebola e alho refogados na manteiga e no azeite, enquanto o brócolis cozinha no vapor do cuscuzeiro até chegar ao ponto de ser mergulhado na frigideira. O frango, marinado em ervas finas, azeite e manteiga, vai pra frigideira quente e solta sabor e música.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-2.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-90337 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-2-300x300.jpg" alt="" width="97" height="97" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-2-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-2-1024x1024.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-2-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-2-768x768.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Design-sem-nome-2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 97px) 100vw, 97px" /></a>Depois de estar ao ponto, junta-se ao alho, à cebola, ao brócolis, ao sonho. Juntos, recebem uma bela dose de vinho branco seco, que exala um perfume maravilhoso pela cozinha. Com a fuga do álcool, hora do creme de leite fresco dar o toque final. Completei o prato com arroz de alho e purê de abóbora com toque de erva doce. Pronto! Estômago, alma e fome estavam todos saciados.</p>

			</div></div>
<p>Depois de saborear essa simplicidade deliciosa (eu acredito que o simples é sempre imbatível), eu me peguei no seguinte pensamento:</p>
<p>— Quem era eu! Quando morava com a minha mãe, nem fritar ovo sabia. Tinha tudo à disposição, tudo sempre pronto, a qualquer hora.</p>
<p>Na verdade, dei sorte porque pude observar (e aprender a repetir) tudo que ela fazia e entender que o principal ingrediente que ela usava, inclusive em todas as refeições, era amor. Nunca faltaram afeto e carinho. Nunca faltou cuidado. Desde a banana da terra com açúcar e canela pela manhã, até a moela cozida mais macia que maria-mole, sempre a mesma perfeição. Foi assim que descobri que, quando cozinhamos, colocamos muito de nós dentro da panela. E, às vezes, muitas pessoas não valorizam quem as alimenta. Triste isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>De prato e copo com Charles Dickens</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/de-prato-e-copo-com-charles-dickens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Sep 2024 11:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; O homem tem sua parte animal, que é o que o traz de volta à realidade. Mas o que havia para comer? Onde e como? O Homem que Ri, Victor Hugo   Tem de beber comigo antes de ir; Creio poder saudá-lo nesta casa, Onde é provável que tenhamos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>O homem tem sua parte animal, que é o que o traz de volta à realidade. Mas o que havia para comer? Onde e como?</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>O Homem que Ri, Victor Hugo</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Tem de beber comigo antes de ir;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Creio poder saudá-lo nesta casa,</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Onde é provável que tenhamos festa.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>A Megera Domada, William Shakespeare</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A sociedade vitoriana encontra em Charles Dickens o seu retrato.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Cultura Geral, Dietrich Schwanitz</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>inguém é, decerto, obrigado a ler o que não gosta, o que não lhe causa interesse algum. E é sobre ler Literatura (Literatura literária, bem entendido) que estou a dizer. Este ou aquele título, este ou aquele autor, na minha perspectiva, não têm de ser de leitura impreterível, inescusável&#8230;</p>
<p>Salvo em momentos técnicos e estratégicos, quando há de se ler o que é para ler, sem negociação, melhor ler o que é de gosto, o que atrai e fascina. Estou de acordo com tal premissa e ponto.</p>
<p>Entretanto, ou talvez por isso mesmo, se o sujeito deseja fazer parte do universo literário, dispondo de mais alicerce e estofo, faz-se, creio, sensato e ajuizado deitar atentos olhos sobre as linhas escritas pelos gênios da narrativa. Sim, entra neste balaio a poesia, também, como contraponto da prosa. Mas é em nome da prosa, do texto corrido, que me ponho, hoje, a adubar as caraminholas.</p>
<p>Para tanto, selecionei um autor, o qual, se não é unanimidade (torço para que não o seja), detém alto poder como referência. Estou a apresentar a você, improvável leitor, Charles Dickens.</p>
<p>Motivo? O homem, além de competentíssimo escritor, era um gourmand, vale dizer, amava a boa mesa.</p>
<p>E tal amor, tal apreço, tal preferência refletiam-se em sua maravilhosa produção literária.</p>
<p>Comecemos por uma das suas obras mais populares: “Um Conto de Natal”. Valho-me, para este desiderato da edição publicada, em português, pela L&amp;PM Pocket, acho que de 2004.</p>
<p>Ali, pela página 14, lê-se: “O prefeito, em sua poderosa prefeitura, dava ordens a seus cinquenta cozinheiros e empregados, para garantir que o Natal fosse comemorado com toda a fartura que merecia a casa oficial. E até o alfaiate, que havia sido multado por andar bêbado pelas ruas, preparava a massa para o bolo de Natal em sua pequena casa, enquanto sua esposa magrela saía com o filhinho para comprar carne”.</p>
<p>Fartura&#8230; Ou, pelo menos, um bolo e um pouco de carne. Quem conhece o natalino conto sabe que este trecho é um implacável, um cruel contraponto com um trecho anterior. Inverti a ordem para que vossas senhorias tenham uma ideia mais clara, se assim posso dizer.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Leiamos portanto:</p>
<figure id="attachment_80804" aria-describedby="caption-attachment-80804" style="width: 180px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.36.35.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-80804" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.36.35-180x300.jpeg" alt="" width="180" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.36.35-180x300.jpeg 180w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.36.35.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px" /></a><figcaption id="caption-attachment-80804" class="wp-caption-text">Capa do livro</figcaption></figure>
<p>“<strong>Cavalheiros beneficentes</strong> – Estamos tentando recolher fundos para dar algo de comer e beber para os pobres, e o mínimo para que possam se aquecer, porque estamos convencidos de que essas instituições têm muito pouco a dar para aliviar as necessidades da mente e do corpo dessa gente. Escolhemos esta época do ano porque, entre todas, é aquela na qual a Necessidade mais se faz sentir duramente e a Abundância tem mais prazer em dividir. Qual será a sua contribuição? Que quantia posso colocar em seu nome?</p>
<p><strong>Scrooge</strong> – Nenhuma.</p>
<p><strong>Cavalheiros beneficentes</strong> – Prefere que o seu nome não apareça?</p>
<p><strong>Scrooge</strong> – Prefiro que me deixem em paz. Já que os senhores querem saber o que penso, eis minha resposta: não festejo o Natal e não me dou ao luxo de alegrar vagabundos. Contribuo para o sustento das instituições de que falei antes, e isto é o bastante. Quem estiver passando necessidade, que procure por elas.</p>
<p><strong>Cavalheiros beneficentes</strong> – Muitos não podem fazer isso, e outros preferem a morte.</p>
<p><strong>Scrooge</strong> – Que morram. Ajudarão, ao menos, a evitar o excesso da população. E além do mais, desculpem, mas estou me lixando para tudo isso”.</p>

			</div></div>
<p>Nada agradável, pois. Dickens amava comer. E seu amor gastronômico era uma resposta ao tempo, quando criança e adolescente, em que passou fome. Quando teve de sustentar a família, aos doze anos, numa fábrica de graxa.</p>
<p>Seu pai se endividava frequentemente. Por isso foi condenado à prisão. Alguns pesquisadores afirmam que, não somente o pai, mas, toda a família, exceto Dickens e uma irmã, foi sentenciada. Passou um ano na “Prisão Para Devedores”, em Marshalsea, por uma dívida de quarenta libras e dez xelins a um padeiro.</p>
<p>Dickens foi encarregado da tarefa de fazer dinheiro para sua família endividada.</p>
<p>O futuro escritor já era sensível à percepção estética do mundo, criança inteligente, e que já havia demonstrado ser criativa. Submeter-se às duras condições de um trabalho desta natureza, era para que perdesse todas as esperanças. Quase aconteceu isso. Mas, e eis o paradoxo, a terrível experiência o levou a definir sua personalidade, sua visão diante das contradições inerentes à vida em sociedade.</p>
<p>Dickens tinha um especial e bem proporcionado talento para defender o homem comum em suas histórias, sem resvalar para o panfletarismo militante, um estilo de escrita que eventualmente ficou conhecido como dickensiano. Seus romances despertam compaixão pelos sobrecarregados e mal pagos. Tendo vivido tempos difíceis, Dickens equiparou comida e bebida à abundância, à realização, à felicidade, sentimentos evidenciados em quase todas as histórias que escreveu.</p>
<p>Recordemo-nos de que Charles John Huffam Dickens veio ao mundo em 1812, na movimentada cidade portuária de Portsmouth, Inglaterra. Nasceu em meio ao cenário das Guerras Napoleônicas e cresceu em um ambiente repleto de incertezas domésticas e grandes convulsões globais.</p>
<p>Suas experiências durante seus anos de formação, especialmente a prisão de seu pai e seu período na fábrica de graxa, haviam marcado nele uma empatia palpável pelos oprimidos.</p>
<p>Não é meu propósito, no momento, neste artigo, de desenvolver uma tese socioeconômica a partir dos escritos de Dickens. O assunto aqui é comida e bebida. Mas dar uma ideia do cenário não será de todo mau. Quem já leu Dickens sentir-se-á em casa. Quem não o fez talvez se sinta tentado.</p>
<p>Voltemos ao Conto de Natal.</p>
<p>Ao ser guiado pelo “Espírito dos Natais Passados”, Scrooge volta no tempo e se encontra, de repente, diante de uma “sombria casa de tijolos vermelhos, com uma pequena torre com um catavento em cima e um sino dependurado. Era uma casa grande, mas parecia em ruínas”.</p>
<p>Neste lugar o avarento reencontra sua alegre irmã, Fanny. Ela o saúda de forma efusiva. É pura felicidade. Repentinamente, “o diretor da escola apareceu em pessoa, olhando o jovem Scrooge com uma condescendência feroz, deixando-o atordoado com seu aperto de mão. Em seguida, levou os dois até a sala mais velha e gelada que havia, onde até os mapas nas paredes e os globos celeste e terrestre, perto da janela, pareciam congelados de frio. Ali, desencavou uma garrafa de um vinho muito suave e fatias de um bolo muito pesado e ofereceu-os em pequenas porções a cada um dos jovens. Ao mesmo tempo, mandou que uma empregada franzina oferecesse um copo de “qualquer coisa” ao cocheiro, que agradeceu muito, dizendo que preferia não tomar nada”.</p>
<p>Sim, aos alunos, “vinho muito suave”; ao cocheiro, “qualquer coisa”. E o cocheiro, em sua dignidade, recusa o copo. Eis Charles Dickens em toda sua perspicácia e elegância no narrar.</p>
<p>Ainda em “Um Conto de Natal”, mais adiante, lemos (diria quase assistimos, quase vemos, dados os detalhes, a riqueza da descrição) o trecho em que é descrito o encontro de Scrooge com o imenso “Espírito do Natal”. O avarento havia ouvido um chamado. Seguindo a voz, chegou ao próprio quarto: “Era seu próprio quarto, não havia a menor dúvida, mas tinha sofrido uma transformação surpreendente. As paredes e o teto estavam tão cobertos de vegetação que mais parecia um bosque, com frutinhas coloridas brilhando por toda parte. As folhas verdes do azevinho e da hera refletiam a luz, como se fossem cacos de espelho espalhados por todos os lados. Um fogo potente ardia na lareira, tão forte como jamais aquela triste construção de pedra havia visto, nem na época de Scrooge nem na de Marley, ou em inverno algum do passado. Empilhados no chão, na forma de um trono, havia perus, gansos, caças, aves, pernis, grandes pedaços de carne, leitões, longas tripas de linguiça, pastelões de carne, pudins de ameixa, barris de ostras, castanhas assadas, maçãs vermelhas, laranjas suculentas, peras apetitosas, imensas tortas natalinas e vaporosas poncheiras que perfumavam a peça com um cheiro delicioso”.</p>
<p>O que Dickens nos oferece nesta curta passagem? Um qualificadíssimo rol de itens comestíveis. Atentemo-nos: são comidas da época. Era o que se comia, desde que se tivesse condições materiais para tanto.</p>
<p><span class="sigijh_hlt"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-80806 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-300x300.jpeg" alt="" width="379" height="379" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-08.56.05.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /></a>Hum&#8230; Se comes, tu bebes&#8230;</span></p>
<p>Vou citar o vinho. Porém, antes é preciso fazer jus ao paladar etílico de Dickens. Sua bebida preferida era o Gin Punch. E ele elaborou sua própria receita. Gostava muito mesmo. Em cartas, chegou a firmar que tomaria desta mesma bebida durante noventa anos.</p>
<p>Como observa David Wondrich, uma das maiores autoridades do mundo na história do coquetel e um dos fundadores do movimento moderno de coquetéis artesanais: “poucas coisas são mais dickensianas do que uma tigela de ponche. Um grande amante de bebidas, Dickens combinou ingredientes com rara competência. Temos, sempre que bebermos sua mistura, termos consciência de que estamos bebendo o Ponche de Charles Dickens”.</p>
<p>Em “Um Conto de Duas Cidades” lemos: “Aqueles eram dias de muita bebida e a maioria dos homens bebia além da conta. Tão grande foi o progresso que o tempo trouxe em relação a tais hábitos, que qualquer estimativa moderada da quantidade de vinho e ponche, que um homem engoliria, no decurso de uma noite, sem detrimento de sua reputação de perfeito cavalheiro, pareceria, nos dias de hoje, um ridículo exagero”.</p>
<p>Mais adiante&#8230; “O dia fora de um calor opressivo e, após o jantar, Lucie propôs que o vinho fosse levado para fora sob o plátano, e que se sentassem ali, ao ar livre. Como ela era o eixo em torno do qual tudo girava, eles se acomodaram debaixo da árvore e ela levou o vinho, para especial benefício do senhor Lorry; ela se havia nomeado, algum tempo antes, como guardiã do copo do senhor Lorry. Assim, ali sentados sob o plátano, encarregou-se de mantê-lo sempre cheio”.</p>
<p>Impensável degustar a literatura de Charles Dickens sem levar em consideração as bebidas destiladas e fermentadas. Junto aos pratos: pães com carne de boi ou de porco. Pastéis de carne de carneiro, bolos, cafés, ostras, camarões, língua, vitela, torta de peito de pombo, laranjas e sopas.</p>
<p>Minha opinião crítica sobre a produção literária de Charles Dickens tem e terá sempre algo de apologético. Ciente da minha pequenez, muno-me de cuidados ao comentar a lavra dum gigante. Com eventos, vinhos, gins, ponches, chás, o escritor tece a estética da generosidade com toques gastronômicos devidamente temperados. Tudo na justa medida, não há excessos. Há quem até mesmo diga que “generosidade” é seu sistema filosófico.</p>
<p>O que faz da alta literatura uma alta literatura? Ela é bonita, maravilhosa e induz à constante releitura.</p>
<p>O sucesso de público e de crítica chega até relativamente cedo para Charles Dickens. Sua primeira novela, “As Aventuras do Sr. Pickwick”, foi publicada em fascículos pela Chapman &amp; Hall, de março de 1836 a até novembro de 1837. A primeira edição desta novela vendeu quinhentas cópias, a última, na época, vendeu quarenta mil.</p>
<p>Os títulos de Dickens possuem o poder de comover, de tocar e de transformar. Quando os releio, sinto sempre a vontade de preparar um sanduíche, assar uma costela de porco, beber alguma coisa que tenha a ver, como a cerveja, o vinho, o ponche&#8230; O autor nos convida a beber e comer o que for mais fácil e o que estiver mais à mão no momento em que nos pusermos a correr as páginas de uma das suas extraordinárias obras.</p>
<p>Farei isso, hoje. Exorto ao improvável leitor que tente fazer algo parecido.</p>
<p>Santé</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Em pratos limpos&#8230; Ou nem tanto – Reflexões esparsas, inúteis e em nada inéditas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/em-pratos-limpos-ou-nem-tanto-reflexoes-esparsas-inuteis-e-em-nada-ineditas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Aug 2024 12:36:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
		<category><![CDATA[almoço]]></category>
		<category><![CDATA[beber]]></category>
		<category><![CDATA[científico]]></category>
		<category><![CDATA[colherada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; &#8220;Nosso relacionamento com a comida é complexo,  multifacetado e influenciado por uma série de fatores: cultura, tradição, emoções e gostos pessoais além de preferências nutricionais e dietéticas. Os tipos de comida que escolhemos e comemos, as maneiras como os preparamos e as ocasiões em que os consumimos são todos &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/em-pratos-limpos-ou-nem-tanto-reflexoes-esparsas-inuteis-e-em-nada-ineditas/">Em pratos limpos&#8230; Ou nem tanto – Reflexões esparsas, inúteis e em nada inéditas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8220;Nosso relacionamento com a comida é complexo,  multifacetado e influenciado por uma série de fatores: cultura, tradição, emoções e gostos pessoais além de preferências nutricionais e dietéticas. Os tipos de comida que escolhemos e comemos, as maneiras como os preparamos e as ocasiões em que os consumimos são todos fortemente influenciados por contextos culturais e sociais. Muitas pessoas também recorrem à comida como uma forma de lidar com felicidade, tristeza, estresse ou outras emoções&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Phil Lempert, Food and Drink</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> soma do saber cozinhar com o saber comer é muito mais que igual a dois. O resultado pode ser três, seis, nove&#8230; Consequências de uma vida, ou melhor, duma parte da vida às voltas com panelas, bocas de fogo e forno.</p>
<p>Fato: a comida, o cozinhar, é um dos pontos basilares da construção social na civilização. Fez também com que mitologias surgissem. A comida e, consequentemente, o comer, são pecaminosos, culpados, redentores, eróticos, deliciosos, amados, odiados, divinizados&#8230; Totem e Tabu&#8230; “A força ética da refeição sacrificial pública baseava-se em antiquíssimas concepções sobre o significado de comer e beber em companhia de outrem. Comer e beber com alguém era, ao mesmo tempo, um símbolo e um robustecimento do vínculo social e da adoção de obrigações recíprocas. A refeição sacrificial exprimia diretamente o fato de que o deus e os adoradores eram comensais”.</p>
<p>Se o indulgente leitor perceber alguma direção oblíqua a mal guiá-lo por referências filosóficas, sociológicas, antropológicas, psicológicas, psicanalíticas (fazêuquê?) e literárias, digo-lhe que estará correto. Há muito dispus a aceitar, em mim, o caruncho da intertextualidade. Ou um vício cultivado, como diria Marcelle Duffet, personagem de Jean-Paul Sartre, em &#8220;A Idade da Razão&#8221;. Sim, sim, reconheço: o tecido das minhas palavras traz uma nódoa de barroquismo. Não adianta deixar de molho em água sanitária, nem esfregar com sabão em barra. Não sai.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Memória afetiva — inda novinho, cheirando a vinho, isto é, cheirando a leite, fui recrutado por Dona Vilma. Ela e Seu Léo, meu pai, tinham de passar o dia fora. Alguém deveria assumir o de comer. Oia eu, mais velho dos quatro, pois.</span></p>
<p>Não que cozinhasse tudo. Tava mais, no começo, para um encarregado de deixar o que estava pronto em ordem. Algo assim como a finalização.</p>
<p>Era, como sou até hoje, fascinado pelos aspectos científicos, digamos, dos processos de cocção: a química, a física e a biologia, campos de conhecimento que sempre fizeram parte da minha formação cultural. Nunca os vi como antípodas às ciências humanas. Todas as vezes que estou a cozinhar ou a comer, recordo de uma frase muito perspicaz do escritor americano, Harold James McGee, que produz textos sobre química e a história da ciência alimentar e culinária: <span class="sigijh_hlt">“Enquanto a ciência infiltrava-se aos poucos no mundo da culinária, a culinária foi se imiscuindo nas ciências puras e aplicadas”</span>. O cotidiano também nos proporciona, se quisermos mesmo perceber e admirar, coisas extraordinárias.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-4.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-79739 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-4.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-4.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-4-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-4-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-4-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-4-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p>Bem, ponhamos as coisas em pratos limpos&#8230; Ou nem tanto — qual o motivo de tão desinteressante revelação ao distinto público leitor?</p>
<p>Well&#8230; É aqui que nóis volta ao início do começo: soma multiplicada pelo fato de se saber cozinhar bem e comer bem. O que inclui o beber bem.</p>
<p>Coisa comum, eu, o marido, em casa, fazer café, almoço e janta. E ao obrigar-me a tal azo, por tantos anos, aprendi a fazê-los com mestria, seja a gororoba cotidiana, sem frescuras, seja o prato fru-fru, com bordadinhos, num arremedo de chef Michelin.</p>
<p>Voz repetente: gosto de cozinhar para ela – notadamente o jantar, ao qual raro é faltar o vinho, este problema sensorial e transcendental que se estende para muito além do beber pelo beber. Faço minhas, sem merecer tal privilégio, as doutas palavras de  José Ortega y Gasset, registradas em seu livro “Ensaios de Estética”. Diz o filósofo, historiador e ensaísta: “É um problema tão sério o do vinho, tão verdadeiramente cósmico, que a nossa época não pôde passar por ele sem lhe dar atenção e resolvê-lo à sua maneira”.</p>
<p>Uma das consequências desta prática é, além do afeto, do carinho, dificilmente gostar da comida dos outros. Mais especificamente da comida de restaurante, de lanchonete, de biboca&#8230; Com as raríssimas e rarefeitas exceções.</p>
<p>No nosso caso, meu e da radiopatroa, tá difícil encontrarmos comida (muito cara, diga-se de passagem) que preste.</p>
<p>A coisa fica muito pior se recorremos ao delivery. Como não tomamos, ainda, vergonha na cara, não obstante já termos nos decepcionado inúmeras vezes, decepção que inclui o prejuízo financeiro, vez por outra pedimos fora. A comida medonha chega e&#8230; De tão ruim, não conseguimos comer. Então o que se pediu fora vai fora.</p>
<p>Comida encomendada – este é um dos pontos nevrálgicos destas muito mal traçadas linhas.</p>
<p>Quando tal apocalipse gastronômico ocorre, eu juro de pé junto, mãos postas em oração, que nunca mais recorreremos ao serviço de entrega no que tange às refeições, já que a comida que faço é muito melhor. Além de sair mais em conta.</p>
<p>Mas quá! O dia exige mais, trabalhamos até mais tarde e, exausto demais para passar um tempo na cozinha, concordo com a esposa e, depois dela procurar muito, arriscamos um lugar. Fazemos o pedido e aguardamos.</p>
<p>E aí, frequentemente, a coisa degringola: se é uma polenta com ragu de linguiça, chega um mingau, uma mistureba triste; se é um risoto de alho poró com corte alto de filé, chega uma massaroca grudenta de arroz parboilizado com um naco de carne esturricado; caso ousemos pedir gnocchi ao pomodoro, chega massa encruada afogada numa mistura de extrato de tomate, molho pronto e colorau.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong>EM TEMPO</strong>: não se trata, aqui, de uma crítica ao serviço de delivery. Este, em si e em geral, funciona muito bem, e nada tem a ver com a qualidade do produto solicitado. Sabem como é: a gente tem que levar em conta certas cabecinhas confusas. É necessário desenhar.</p>

			</div></div>
<p>Portanto, se é pra fazer um prato mediano, ou até mesmo ruim, preferível fazer em casa, mesmo. O custo em dinheiro e em sanidade é menor. E sou eu a cozinhar, a pensar o prato. E devo ser por inteiro. Você leitor, quando na cozinha, deve estar totalmente ali, também. Afinal, como bem observou a exímia cozinheira e editora da Alfred A. Knopf, Judith Jones, &#8220;cozinhar é uma experiência sensual e você realmente deve permitir que todos os seus sentidos participem&#8221;.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Ah, seu Mittaraquis, não tem lugar que preste? Tem sim, claro que tem. Há bons lugares, por aqui, que oferecem boa comida&#8230; Pero no.</span></p>
<p>Louvor do quê, o tema? Estou a produzir este rascunho, como desimportante artigoleiro que sou, por falta doutro tema. A cachola deu tilt, que nem fliperama vintage.</p>
<p>Por sinal, era este escriba de meia-pataca muito bom no Pimball. Jogava apostado. Fingia não saber, insuflava a confiança do otário, deixava que levasse vantagem nas primeiras rodadas, elevava o valor da aposta e zás! Limpava a carteira do incauto e ingênuo jogador.</p>
<p>Mas, retornando ao assunto principal: defendo que o cidadão e a cidadã aprendam pelo menos o básico do cozinhar. Assim, com o pouco que se tem na geladeira e no armário, dá para elaborar um pratinho e acompanhar com um vinho, uma cerveja, um suco, um café, um chá ou apenas água.</p>
<p>Não é uma exortação nacionalista à independência e à dignidade culinária. Nada disso. Há quem não saiba e nem queira saber por não gostar mesmo de cozinha. É um inalienável direito.</p>
<p>O sujeito não tá nem aí tanto quanto, em relação a ele, não estou nem lá.</p>
<p>Minhas singelas, olvidáveis e deléveis palavras são dirigidas a quem interessar possa. Mais como garrafas ao mar. Deste modo, deixo-as à mercê do acaso, das correntes imprevisíveis deste imenso e caprichoso mar que é a vida.</p>
<p>Não depender, durante todo o tempo, de outrem para poder ter, em frente e sobre a mesa, um prato de comida, nos confere considerável poder. Pelo menos no tocante a um importante aspecto da existência.</p>
<p>Vindos, meio que inesperadamente, à superfície da memória, três nomes de peso (infame trocadilho), creio que haverá por bem citá-los.</p>
<p>David Hume, em “Tratado da Natureza Humana”, reflete sobre “um homem que contrai o hábito de comer fruta comendo peras ou pêssegos, contentar-se-á com melões quando não puder encontrar a sua fruta preferida”. E também sobre “aquele que se tornou um ébrio consumindo vinhos tintos, o qual será arrastado quase com a mesma violência para o vinho branco, se este lhe for apresentado”. Ora, eis a natureza do hábito a operar com toda intensidade – Provoco um tantinho a você, leitor: que ‘habito’ é mais hábito do que o hábito de comer e beber?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-9.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-79749 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-9.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-9.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-9-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-9-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-9-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Inserir-um-pouquinho-de-texto-9-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p>Immanuel Kant, em &#8220;Antropologia de um ponto de vista pragmático&#8221;, aborda o ritual do bem servir uma boa refeição. Entendia, o filósofo, que os convivas devem ser dotados de perspectivas estéticas e éticas semelhantes. E não estejam interessados tão somente no comer, mas, sim, no usufruto das nobres qualidades intelectuais dos demais presentes. A refeição em comum contará com mais um tempero essencial: a conversa fundamentada e educada.</p>
<figure id="attachment_79742" aria-describedby="caption-attachment-79742" style="width: 250px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Design-sem-nome-2024-08-09T230010.809.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-79742" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Design-sem-nome-2024-08-09T230010.809-250x300.png" alt="" width="250" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Design-sem-nome-2024-08-09T230010.809-250x300.png 250w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Design-sem-nome-2024-08-09T230010.809.png 500w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></a><figcaption id="caption-attachment-79742" class="wp-caption-text">Jean Anthelme Brillat-Savarin: &#8220;Diga-me o que você come e eu lhe direi o que você é&#8221;</figcaption></figure>
<p>O genial Jean Anthelme Brillat-Savarin, autor de &#8220;A Fisiologia do Gosto&#8221;, cunhou uma frase que se tornou emblemática: &#8220;Diga-me o que você come e eu lhe direi o que você é&#8221;. Todas as vezes que como mal, por preguiça de cozinhar minha própria comida, sei no que me transformo: um mastigador, um engolidor, um empastador impulsivo e infeliz. E a responsabilidade é toda minha.</p>
<p>Brillat-Savarin soube, como poucos, brilhar no campo da culinária. Sua abordagem à comida foi inovadora, tratando o ato de comer de forma científica e, ao mesmo tempo, estética.</p>
<p>Saber e querer cozinhar, segundo Brillat-Savarin, é um modo de viver, de encarar o mundo. E isso pode ser aprimorado se melhor compreendido for.</p>
<p>As ideias deste grande pensador, continua a inspirar cozinheiros domésticos, chefs, pretensiosos gourmands, escritores e filósofos.</p>
<p>Brillat-Savarin demonstrou que o comer de maneira decente é participar de uma das alegrias mais essenciais ao nosso espírito.</p>
<p>Ao vincular o ato de comer a temas culturais e filosóficos mais amplos, Brillat-Savarin preencheu a lacuna entre o mero ato de levar à boca uma colherada e o mundo mais rico e complexo do prazer culinário/gastronômico.</p>
<p>Ora veja só: a comida, o comer, foram pensados por grandes pensadores.</p>
<p>Estes gigantes, dentre outros, da meditação e da práxis, fazem sombra acima da minha velha carcaça. Pois que dos meus ossos faça-se bom brodo.</p>
<p>Ao me pôr na cozinha todos os dias, pela manhã, logo cedo, entendo que repetirei gestos, receitas, métodos&#8230; Tradição&#8230; Sabedoria ancestral&#8230;</p>
<p>Café da manhã e almoço. O primeiro consumimos juntos; o segundo ela leva na lancheirinha. Come no trabalho.</p>
<p>Vez por outra invento de inventar. Pode dar certo ou não. Costumo acertar, mas o erro faz parte&#8230; Oh, como o faz&#8230;</p>
<p>Mandar buscar fora, como se costuma dizer, é uma opção. Há riscos e vantagens. O ponto é que só realmente sabemos o que veio e como veio após receber e abrir a embalagem.</p>
<p>Suspense hitchcockiano&#8230; Com uma pitada de pessimismo sem redenção de um Sam Peckinpah.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Hum&#8230; Em se tratando de comida, entre outros tópicos de peso universal, nos acossa a esfinge gastronômico-shakespeareana: &#8220;Delivery or not Delivery? That is the question&#8221;.</span></p>
<p>Santé <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f377.png" alt="🍷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ouroboros</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ouroboros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nilton Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jun 2024 11:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[básicas]]></category>
		<category><![CDATA[cauda]]></category>
		<category><![CDATA[comer]]></category>
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		<category><![CDATA[Dragão]]></category>
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		<category><![CDATA[serpente]]></category>
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		<category><![CDATA[Universal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Nilton Santana (*) &#160; O que seria o Ouroboros? Símbolo no qual uma serpente (ou um dragão) se alimenta de sua própria cauda, formando um círculo. Em grego, a palavra Ouroboros significa literalmente isso, “devorador de cauda”.[1] O símbolo do Ouroboros é universal, sendo visto em diversas culturas espalhadas pelo globo terrestre, recebendo diferentes &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> que seria o Ouroboros? Símbolo no qual uma serpente (ou um dragão) se alimenta de sua própria cauda, formando um círculo. Em grego, a palavra Ouroboros significa literalmente isso, “devorador de cauda”<span style="color: #008000;">.<a style="color: #008000;" href="#_ftn2" name="_ftnref2"><sup>[1]</sup></a></span></p>
<p>O símbolo do Ouroboros é universal, sendo visto em diversas culturas espalhadas pelo globo terrestre, recebendo diferentes nomes, mas sempre remetendo à ideia de eterno retorno, a ideia de eternidade, a ideia de infinitude. Por qual motivo?</p>
<p>O símbolo é uma cobra que come a própria cauda, então devemos pensar o que simboliza este animal. A serpente para alguns povos é o símbolo da vida por excelência! Porque a vida exige de cada ser vivo duas atitudes, duas necessidades básicas, as necessidades básicas de sobreviver e reproduzir. A serpente seria uma alegoria aos nossos impulsos vitais mais primitivos de sobrevivência e reprodução. Estes estímulos estariam presentes quando nos defendemos contra alguma ameaça, estariam presentes no momento da fome e sede, nos instantes em que se deve fugir ou caçar, entre outros atributos que fizeram com que a nossa espécie continuasse viva e chegasse até aqui.</p>
<p>A serpente seria para os antigos aquela vida animalesca, bastante primitiva, que passa pelos ciclos da vida. Em muitas culturas, a serpente simboliza a vida, como nas culturas de alguns povos originários da América, como também na cultura da Índia e na cultura da Grécia, a serpente adquire o mesmo significado positivo, a serpente simboliza a vida!</p>
<p>A serpente que se alimenta da própria cauda, simboliza a vida que se alimenta da própria vida. É interessantíssimo notar isso! O Ouroboros é o símbolo do eterno retorno, porque a todo momento a vida está se alimentando da própria vida, como se estivesse em um círculo. E ver o mundo a partir de ciclos se comunica profundamente com a natureza de praticamente tudo que nos rodeia.</p>
<p>O ser humano ao se alimentar, está se alimentando de vida. Não importa se essa vida esteja em sua forma vegetal ou em sua forma animal, não importa se comemos grãos, frutas, cereais, vegetais ou carnes, estamos nos aproveitando da força vital daquele alimento. O mais significativo é que somos a vida e estamos nos alimentando da própria vida. E isso é o que também significa o Ouroboros: a vida que se alimenta da vida para ter continuidade, formando assim um ciclo.</p>
<p>Porém, a visão mais profunda acerca do Ouroboros seria na relação entre pais e filhos. Quando um homem defende o seu filho, ele está defendendo a sua continuação. Ele está defendendo seus genes, só que em outro veículo. O ciclo da vida aí continua. Somos a vida que se alimenta da vida, porém, também somos a vida que dá lugar à vida. Um dia teremos que deixar o palco para que os nossos descendentes adentrem e façam as suas apresentações.</p>
<p>O Ouroboros é um símbolo que não expressa somente a condição humana, mas expressa a condição de todo o universo. Podemos ver o Ouroboros nas relações da cadeia alimentar e podemos ver o Ouroboros no agir do tempo, no decorrer das gerações. Nesse sentido, a Vida possui continuidade, a Vida possui eternidade na mudança de suas formas, no abraçar de seus eternos ciclos. A Vida muda de forma para continuar. Os nossos filhos são os nossos genes adquirindo outras formas que possuem mais chances de avançar no tempo. A Vida se perpetuando através de outra forma. Isso é a Vida! Isso é Eterno! Isso é o Ouroboros!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>____________________</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>Significado de Ouroboros. <strong>Dicionário de Símbolos</strong>, 2024. Disponível em: <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.dicionariodesimbolos.com.br/ouroboros/">https://www.dicionariodesimbolos.com.br/ouroboros/</a>.</span> Acesso em 01/06/2024.</p>
<p>CAMPBELL, Joseph. <strong>O Poder do Mito</strong> &#8211; Entrevistas com Bill Moyers. São Paulo:Editora Palas Athena, 1990.</p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="#_ftnref2" name="_ftn2"><sup>[1]</sup></a></span> Significado de Ouroboros. <strong>Dicionário de Símbolos</strong>, 2024. Disponível em: <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.dicionariodesimbolos.com.br/ouroboros/">https://www.dicionariodesimbolos.com.br/ouroboros/</a>.</span> Acesso em 01/06/2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Comer e beber bem com Marcel Proust</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/comer-e-beber-bem-com-marcel-proust/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 May 2024 11:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
		<category><![CDATA[beber]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[comer]]></category>
		<category><![CDATA[enólogo]]></category>
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		<category><![CDATA[Marcel Proust]]></category>
		<category><![CDATA[obra]]></category>
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		<category><![CDATA[vinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; “Para Proust, o ato de recordar é uma forma de experiência involuntária de efeito arrebatador, que não vivenciamos na própria ocasião nem podemos provocar com um trabalho de memória, dirigida pela consciência. Mas em momentos espontâneos, em virtude de uma associação casual, somos inundados com recordações que levam a &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Para Proust, o ato de recordar é uma forma de experiência involuntária de efeito arrebatador, que não vivenciamos na própria ocasião nem podemos provocar com um trabalho de memória, dirigida pela consciência. Mas em momentos espontâneos, em virtude de uma associação casual, somos inundados com recordações que levam a uma simultaneidade de presente e passado e, com isso, tornam visível uma realidade situada além do tempo.”</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Dietrich Schwanitz</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há quem diga e, creio, com acerto, que é perfeitamente possível elaborar um ótimo cardápio e uma boa carta de vinhos a partir da atenta leitura de cada volume de &#8220;Em Busca do Tempo Perdido&#8221;, de Marcel Proust. Conhecendo a obra completa como a conheço, não tenho, de fato, motivo algum para duvidar.</p>
<p>Até porque o escritor, segundo estudiosos das respectivas vida e obra, fora um verdadeiro gourmet, durante a mocidade. O comer e o beber o atraía. Sabia muito bem selecionar bons pratos e bons vinhos. Ressalte-se que nos seus últimos anos de vida, quiçá a manter uma alimentação mais leve, optou por filés de linguado, frango e batatas. Há quem inclua sorvetes, bolos e cerveja gelada.</p>
<p>O que, desta lista, corresponde à realidade, não importa tanto. A grandeza do autor justifica a inclusão dalgum mito.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-10-at-08.41.55.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-77371 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-10-at-08.41.55-269x300.jpeg" alt="" width="298" height="332" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-10-at-08.41.55-269x300.jpeg 269w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-10-at-08.41.55-768x858.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-10-at-08.41.55.jpeg 900w" sizes="auto, (max-width: 298px) 100vw, 298px" /></a>A propósito, eis brevíssima biografia: nasceu a 10 de julho de 1871, em Auteuil, pertinho de Paris. Faleceu em 18 de novembro de 1922, em Paris. Tornou-se universalmente reconhecido com a, já citada, monumental obra &#8220;Em Busca do Tempo Perdido&#8221;. Quase uma autobiografia. Produção literária de complexa estrutura psicoalegórica.</p>
<p>Fui por demais sintético, mas exorto algum improvável interessado a buscar mais dados sobre o autor, sua existência, seu modo de ser.</p>
<p>Acredito que saber, com alguma substância, detalhes da vida de um escritor seja sempre de alguma valia no tocante ao maior entendimento da respectiva obra. E quando esta perspectiva é aplicada a Proust, saber mais sobre sua breve e, ainda assim, interessante vida, torna-se essencial.</p>
<p>Leitores comuns, entretanto, atentos, e estudiosos do campo literário consideram Marcel Proust um dos mais influentes escritores do século vinte, apesar de ter morrido cedo, aos cinquenta e um anos.</p>
<p>Proust escreveu sobre o próprio passado, experiências as quais viveu, de modo muito particular e intenso.</p>
<p>Por toda a obra, seis a sete volumes conforme a edição (editores ingleses, por exemplo, fundiram o quinto com o sexto), o tempo é o protagonista e o antagonista. Bebida e comida representam bem a passagem das horas, dos dias, dos meses e dos anos.</p>
<p>Antes de continuar, também quero, mais uma vez, entoar meu mantra: &#8220;não sou enólogo, não sou sommelier, não sou gastrólogo&#8221;.</p>
<p>As três áreas/profissões exigem anos de estudo e a devida certificação. Sim, eu estudo. Leio muito, pesquiso&#8230; E, evidentemente, bebo vinho à larga.</p>
<p>Mas é um exercício autodidata, sem nenhum reconhecimento oficial.</p>
<p>Aqui, em Aracaju, capital do estado de Sergipe, Brasil (localização é importante, afinal, estou a ser lido nos mais distantes rincões deste vasto e drummondiano mundo) há sommeliers e chefs/cozinheiros experientes e competentes com os quais tenho a honra de aprender coisa aqui outra ali.</p>
<p>Consequentemente, tampouco sou chef. Estou mais pra barrigudo de fogão.</p>
<p>Dito isto, voltemos ao tempo, à mesa e aos vinhos, ou seja, voltemos a Proust.</p>
<p>Por sinal, em 1991 foi publicado uma edição luxuosa, muito bem elaborada, intitulada, no Brasil, “À Mesa com Proust”, pela editora Salamandra, a partir da edição francesa, intitulada “Proust la cuisine retrouvée”, da Société Nouvelle des Éditions du Chêne. Não me baseei neste livro. Busquei, por vaidade e orgulho, confiar no que a idosa memória poderia trazer à luz. Contudo, recomendo a leitura.</p>
<figure id="attachment_77373" aria-describedby="caption-attachment-77373" style="width: 194px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-10-at-08.50.46.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-77373 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-10-at-08.50.46-194x300.jpeg" alt="" width="194" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-10-at-08.50.46-194x300.jpeg 194w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-10-at-08.50.46.jpeg 309w" sizes="auto, (max-width: 194px) 100vw, 194px" /></a><figcaption id="caption-attachment-77373" class="wp-caption-text">Coleção das obras de Marcel Proust</figcaption></figure>
<p><span class="sigijh_hlt">No mais das vezes, quem não leu os sete volumes, reproduz, numa conversa, a xícara de chá e a madeleine. E, como soe ocorrer, é insuportavelmente secundado pelos demais iletrados convivas.</span></p>
<p>Assisti à tal cena, em silêncio, submetido a uma tortura única. Cá e lá com meus botões a resmungar, a rosnar surdamente: &#8220;Mas que cabrunco da peste dos infernos! A obra não se resume a um chá com bolinhos, oh, bando de parvos e tansos!</p>
<p>Tranquilize-se, oh, leitor. Não listarei, neste artigo, o completo cardápio proustiano. E cedendo ao trocadilho barato, porém, irresistível, digo que não o farei perder tempo&#8230; Quá, quá, quá!!! Há, outrossim, o fator preguiça mesmo, a acossar-me.</p>
<p>Folgo em informar que a mnemônica busca, levada a efeito pelo autor, dos específicos aspectos extraviados ao longo da dimensão na qual os eventos ocorrem e se sucedem, inclui cardápio bem mais amplo e variado.</p>
<p>Curioso é o fato de que o primeiro prato bem antes da literalmente bendita madeleine, é mencionado logo no primeiro volume, &#8220;O Caminho de Swan&#8221;. E qual é? Na tradução em língua portuguesa, algo como &#8220;bife à caçarola&#8221;.</p>
<p>Proust nos conta, a relembrar, sobre pratos com biscoitos, consumidos em Combray (isto ainda no primeiro volume). Discorre sobre ovos com creme, bolo de amêndoas. Sigo, sem citar volumes e capítulos a reproduzir os &#8220;de comer e de beber&#8221; que o escritor francês, mediante seu alto conhecimento gastronômico menciona: caviar, linguado, ostra, uvas, molho escabeche, sequilhos, gruyère, sidra espumante, manjar, &#8216;foie gras&#8217;, vinhos (como os d&#8217;Asti, de Swann, que os trazia para impressionar e, por isto, ser bem recebido; o Chianti servido com frutas, durante o almoço; o Porto após a refeição).</p>
<p>Hum, é verdade, nada de fingir que não lembro — e a madeleine.</p>
<p>Mas eu gosto, leitor. Amo o doce — a la rocaille ou coquille — biscoito.</p>
<p>O que amarga é o palrar tipo fotocópia de pseudoleitores. Coisa injusta com uma iguaria dotada de origem santa e nobre (há outra versão, contudo, prefiro esta).</p>
<p>A passagem em que chá e biscoito agem como gatilhos de um amplo e profundo fluxo de lembranças é uma das mais ricas em argumento e estilo. Quem cita por citar, sem nunca ter se dado ao “luxo” ler, pelo menos, todo o trecho, desmerece a si e, mais ainda, a obra.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_77376" aria-describedby="caption-attachment-77376" style="width: 324px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/madeleine-683743_1280.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-77376" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/madeleine-683743_1280-300x225.jpg" alt="" width="324" height="243" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/madeleine-683743_1280-300x225.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/madeleine-683743_1280-1024x768.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/madeleine-683743_1280-768x576.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/madeleine-683743_1280.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px" /></a><figcaption id="caption-attachment-77376" class="wp-caption-text">Biscoito madeleine  Foto: Pixabay</figcaption></figure>
<p>Para que esses serumaninhos possam se passar por leitores, eis o trecho (volume I, “No Caminho de Swan”, tradução por Mario Quintana). Basta repeti-lo ‘ad nauseam’, com certa pompa e ênfase:</p>
<p>“[&#8230;] Minha mãe, vendo-me com frio, propôs que tomasse, contra meus hábitos, um pouco de chá. A princípio recusei e, nem sei bem por que, acabei aceitando. Ela então mandou buscar um desses biscoitos curtos e rechonchudos chamados madeleines, que parecem ter sido moldados na valva estriada de uma concha de São Tiago. E logo, maquinalmente, acabrunhado pelo dia tristonho e a perspectiva de um dia seguinte igualmente sombrio, levei à boca uma colherada de chá onde deixara amolecer um pedaço da madeleine. Mas no mesmo instante em que esse gole, misturado com os farelos do biscoito, tocou meu paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem a noção de sua causa. Rapidamente se me tornaram indiferentes as vicissitudes da minha vida, inofensivos os seus desastres, ilusória a sua brevidade, da mesma forma como opera o amor, enchendo-me de uma essência preciosa; ou antes, essa essência não estava em mim, ela era eu”.</p>

			</div></div>
<p>É só mesmo uma pequena parte de toda a digressão, linhas nunca mais superadas na história da literatura universal. Na edição amorosamente gasta que possuo, Edições Loyola – Globo, ano 1987, o trecho vai da página quarenta e oito a cinquenta e um.</p>
<p>Antes da sequência acima, à altura da página de número trinta, o vinho de Asti será citado. Saber disso evitará, se calhar, o fátuo madeleinizar da extensa e densa obra proustiana.</p>
<p>À semelhança de uma receita culinária, os personagens criados por Proust não remetem, cada um, a uma só pessoa que o autor conhecera. Seus personagens, em suas características individuais, são constituídos de modo múltiplo, com elementos extraídos de diversas figuras.</p>
<p>Nessas misturas, nessas harmonizações e, também, nesses conflitos e dramas, a comida e a bebida desempenham papéis fundamentais.</p>
<p>Marcel Proust ocupa seu justo e devido lugar entre os escritores que alçaram o status de titãs da atemporalidade.</p>
<p>Bem, chega. Creio que seja o bastante para se ter, pelo menos, uma vaga ideia.</p>
<p>Não será exagero, caso estejamos diante de alguém a ler &#8220;Em Busca do Tempo Perdido&#8221;  desejarmos boa leitura e bon appetit.</p>
<p>Santé!</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“Se Comes, Tu Bebes” – Um Velho Crítico e Sua Nova Coluna</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/se-comes-tu-bebes-um-velho-critico-e-sua-nova-coluna/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Apr 2024 11:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Léo Mittaraquis (*) &#160; Oh! Gole farto de vinho velho! Fresco há muito no profundo coração da terra, com sabor de flora e verdes prados, dança e canção provençal, alegria queimada de sol! John Keats Nos mosteiros, tendemos sempre para uma alimentação saudável e equilibrada, no conhecimento dado pela experiência do passado, a qual &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Oh! Gole farto de vinho velho! Fresco há muito no profundo coração da terra, com sabor de flora e verdes prados, dança e canção provençal, alegria queimada de sol!</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>John Keats</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Nos mosteiros, tendemos sempre para uma alimentação saudável e equilibrada, no conhecimento dado pela experiência do passado, a qual reza que um monge deve ser nutrido da maneira mais adequada para servir a Deus.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Irmão Victor-Antoine D’Avila-Latourrete</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">P</span>ois é: este velho crítico cismou de manter uma nova coluna no aconchegante Portal <strong>Só Sergipe</strong>. Feliz, diga-se de passagem, por ter sido devidamente autorizado pelo editor Antônio Carlos Garcia. A este amigo, manifesto minha gratidão pela sua significativa e essencial confiança.</p>
<p>A coluna anterior, Leitura Crítica, já cumpriu seu papel, já atendeu aos objetivos que eu visava.</p>
<p>O que não significa, de modo algum, que renunciarei à minha sólida cultura clássica. Esta, bem sabido pelos iniciados, leva efeito qualificados diálogos com a cultura culinária e com a cultura vinícola.</p>
<p>Ou seja: manter-se-á, em mim, os sagrados espíritos da arrogância do pedantismo, os quais me são tão caros.</p>
<p>Como meus semelhantes, como &#8220;homo culturalis&#8221;, trago comigo sonhos, receios, medos e, até mesmo, horrores. Todavia, no mais das vezes, sou desassombrado. Não temo ingressar num dado campo, experimentá-lo, vivê-lo e, em seguida, se porventura me for justificado, abandoná-lo e buscar outro.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_76807" aria-describedby="caption-attachment-76807" style="width: 157px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/cheese-1887233_1280.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-76807" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/cheese-1887233_1280-213x300.jpg" alt="" width="157" height="221" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/cheese-1887233_1280-213x300.jpg 213w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/cheese-1887233_1280-727x1024.jpg 727w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/cheese-1887233_1280-768x1081.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/cheese-1887233_1280.jpg 909w" sizes="auto, (max-width: 157px) 100vw, 157px" /></a><figcaption id="caption-attachment-76807" class="wp-caption-text">Imagem: Pixabay</figcaption></figure>
<p>Doravante, nesta coluna, intitulada “<strong>Se Comes, Tu bebes</strong>”, tecerei despretensiosas considerações sobre vinho e comida. Em tempo: não sou enólogo, não sou sommelier, não sou chef. Porém, creio, que posso apresentar-me como enófilo, vale dizer, amo aos bons vinhos, e tenho imensa satisfação em aprender cada vez mais sobre o assunto. Quanto à cozinha, bem, lido com o fogão desde os doze ou treze anos&#8230; Meus pais iam trabalhar e me incumbiam de preparar sopa e café para a noite. E, com o tempo, outras receitas cotidianas passaram à minha responsabilidade.</p>
<p>Esta formação familiar fez fermentar lenta e longamente, em mim, e crescer como massa para bom pão, o amor apaixonado pela cozinha, pelo ato de cozinhar, de conhecer o como e o porquê de se preparar este ou aquele alimento.</p>

			</div></div>
<p>E mais um ponto importante: saber cozinhar é uma das mais antigas e elementares condições de independência pessoal. Ao dominar o básico, o indivíduo pode elaborar pratos deliciosos, até um tantinho sofisticados, com um ovo, um molho de cebolinha e um pedacinho de queijo.</p>
<p>E se souber, e puder adquirir, um vinho mediano, porém honesto, que harmonize com a delicada gororoba&#8230; Aí é elevar, por alguns preciosos momentos, a alma ao paraíso.</p>
<p>O ambiente da cozinha é, sem dúvidas, edênico para mim. Tanto mais pelo fato de saber e poder cozinhar para Iara, a Imperatriz Absoluta do Meu Coração.</p>
<p>Quando ficamos juntos pela primeira vez, busquei demonstrar todo meu amor por ela mediante um vinho muito especial e uma receita única criada especialmente para ela. Deu certo. Foi um inesquecível momento de aprovação por parte dela, que a manifestou com o sorriso mais lindo e luminoso, uma supernova a iluminar toda a galáxia do meu ser, até então envolta pela matéria sombria.</p>
<p>Fiat Lux!</p>
<p>E um novo mundo, um novo universo se fez. Realizado, então, flagrei a mim compreendendo que nossa vida, lado a lado, implicaria, sempre, para além de tantas outras coisas boas, beber e comer bem.</p>
<p>Sim, ela ama comer o que eu amo cozinhar. Mas, bem entendido, não alivia se cometo erros (Céus, e quantos&#8230;!). Sem perder a classe e a elegância que lhe são tão características, aponta as falhas e me manda de volta para a cozinha.</p>
<p>Consolador, entretanto, é saber que meu score é de noventa por cento de acerto. Como diletante, cultivo a arte culinária por puro prazer.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-15-at-16.15.58.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-76813 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-15-at-16.15.58-130x300.jpeg" alt="" width="130" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-15-at-16.15.58-130x300.jpeg 130w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-15-at-16.15.58-444x1024.jpeg 444w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-15-at-16.15.58-665x1536.jpeg 665w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-15-at-16.15.58.jpeg 693w" sizes="auto, (max-width: 130px) 100vw, 130px" /></a>Disponho de considerável biblioteca sobre o assunto. Os títulos cobrem tanto o campo enológico como o culinário. Sabemos o quanto ambos conversam bem.</p>
<p>Decerto que escrever sobre vinhos e comidas traz riscos bem específicos. Se, por um lado, é em grande parte, o mundo das maravilhas estéticas, do pleno exercício sensorial, das descobertas fascinantes, também é [por sorte, numa escala menor], o mundo dos melindres, das frescurites&#8230;</p>
<p>Grupelhos moleculares chatíssimos, os quais confundem elegância e bom gosto com afetação e empáfia.</p>
<p>Mas, como se diz, faz parte do jogo. Prossigamos a beber e a comer bem, então.</p>
<p>Reitero: não sou especialista nos dois campos. Mas os amo e entendo que ambos são intimamente relacionados com a história da Civilização Ocidental. Para mim, pelo menos, tal noção determina parte importante do meu papel na minha cultura, vale dizer, como aprendo, absorvo e cultivo determinadas referências estéticas, filosóficas, éticas e morais.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Portanto, “<strong>Se Comes, Tu Bebes</strong>” será dedicada, como ficou patente, aos vinhos que bebemos, aos pratos que comemos, e outras coisinhas mais. Sobre os pratos, tanto os que elaboro, como os que consumimos fora de casa.</span></p>
<p><span class="sigijh_hlt">Incluídos estão todos os campos de conhecimento que se relacionam com a viticultura e com a culinária: a música, a literatura, as belas artes, a história&#8230;</span></p>
<p>Vinho e comida são campos em intersecção. Na minha opinião, não há como pensar um sem o outro. Talvez seja a percepção de um apaixonado. Se assim o é, desejo, de corpo e espírito, mantê-la e cultivá-la.</p>
<p>A coluna abordará tanto pratos e rótulos em si, como a literatura especializada, além de &#8220;casos&#8221; relacionados. E aí, <em>nóis vê niqui vai dá</em>.</p>
<p>Bem, creio que procedi com uma boa apresentação. Em breve, os gentis leitores poderão ler e avaliar o primeiro artigo sobre vinhos, pratos e publicações afins.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/glasses-2028374_1280.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-76808 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/glasses-2028374_1280-300x215.png" alt="" width="222" height="159" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/glasses-2028374_1280-300x215.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/glasses-2028374_1280-1024x733.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/glasses-2028374_1280-768x550.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/glasses-2028374_1280.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 222px) 100vw, 222px" /></a>Santé!</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fse-comes-tu-bebes-um-velho-critico-e-sua-nova-coluna%2F&amp;linkname=%E2%80%9CSe%20Comes%2C%20Tu%20Bebes%E2%80%9D%20%E2%80%93%20Um%20Velho%20Cr%C3%ADtico%20e%20Sua%20Nova%20Coluna" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fse-comes-tu-bebes-um-velho-critico-e-sua-nova-coluna%2F&amp;linkname=%E2%80%9CSe%20Comes%2C%20Tu%20Bebes%E2%80%9D%20%E2%80%93%20Um%20Velho%20Cr%C3%ADtico%20e%20Sua%20Nova%20Coluna" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fse-comes-tu-bebes-um-velho-critico-e-sua-nova-coluna%2F&amp;linkname=%E2%80%9CSe%20Comes%2C%20Tu%20Bebes%E2%80%9D%20%E2%80%93%20Um%20Velho%20Cr%C3%ADtico%20e%20Sua%20Nova%20Coluna" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fse-comes-tu-bebes-um-velho-critico-e-sua-nova-coluna%2F&amp;linkname=%E2%80%9CSe%20Comes%2C%20Tu%20Bebes%E2%80%9D%20%E2%80%93%20Um%20Velho%20Cr%C3%ADtico%20e%20Sua%20Nova%20Coluna" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fse-comes-tu-bebes-um-velho-critico-e-sua-nova-coluna%2F&#038;title=%E2%80%9CSe%20Comes%2C%20Tu%20Bebes%E2%80%9D%20%E2%80%93%20Um%20Velho%20Cr%C3%ADtico%20e%20Sua%20Nova%20Coluna" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/se-comes-tu-bebes-um-velho-critico-e-sua-nova-coluna/" data-a2a-title="“Se Comes, Tu Bebes” – Um Velho Crítico e Sua Nova Coluna"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/se-comes-tu-bebes-um-velho-critico-e-sua-nova-coluna/">“Se Comes, Tu Bebes” – Um Velho Crítico e Sua Nova Coluna</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<title>Origem, Natureza e Prato: Sobre &#8220;Comida e Cozinha — Ciência e Cultura da Culinária”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/origem-natureza-e-prato-sobre-comida-e-cozinha-ciencia-e-cultura-da-culinaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2024 11:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[aquática]]></category>
		<category><![CDATA[autor]]></category>
		<category><![CDATA[aves]]></category>
		<category><![CDATA[beber]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; “A gastronomia é o conhecimento racional de tudo           que respeito ao homem quando se alimenta” Jean Anthelme Brillat-Savarin &#160; &#160; Este livro, de quase mil páginas, nasceu após despretensioso questionamento durante um jantar. Segundo o autor, &#8220;certo amigo, de Nova Orleans&#8221;, perguntou, em tom de conjectura, por que &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Forigem-natureza-e-prato-sobre-comida-e-cozinha-ciencia-e-cultura-da-culinaria%2F&amp;linkname=Origem%2C%20Natureza%20e%20Prato%3A%20Sobre%20%E2%80%9CComida%20e%20Cozinha%20%E2%80%94%20Ci%C3%AAncia%20e%20Cultura%20da%20Culin%C3%A1ria%E2%80%9D" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Forigem-natureza-e-prato-sobre-comida-e-cozinha-ciencia-e-cultura-da-culinaria%2F&amp;linkname=Origem%2C%20Natureza%20e%20Prato%3A%20Sobre%20%E2%80%9CComida%20e%20Cozinha%20%E2%80%94%20Ci%C3%AAncia%20e%20Cultura%20da%20Culin%C3%A1ria%E2%80%9D" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Forigem-natureza-e-prato-sobre-comida-e-cozinha-ciencia-e-cultura-da-culinaria%2F&amp;linkname=Origem%2C%20Natureza%20e%20Prato%3A%20Sobre%20%E2%80%9CComida%20e%20Cozinha%20%E2%80%94%20Ci%C3%AAncia%20e%20Cultura%20da%20Culin%C3%A1ria%E2%80%9D" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Forigem-natureza-e-prato-sobre-comida-e-cozinha-ciencia-e-cultura-da-culinaria%2F&amp;linkname=Origem%2C%20Natureza%20e%20Prato%3A%20Sobre%20%E2%80%9CComida%20e%20Cozinha%20%E2%80%94%20Ci%C3%AAncia%20e%20Cultura%20da%20Culin%C3%A1ria%E2%80%9D" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Forigem-natureza-e-prato-sobre-comida-e-cozinha-ciencia-e-cultura-da-culinaria%2F&#038;title=Origem%2C%20Natureza%20e%20Prato%3A%20Sobre%20%E2%80%9CComida%20e%20Cozinha%20%E2%80%94%20Ci%C3%AAncia%20e%20Cultura%20da%20Culin%C3%A1ria%E2%80%9D" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/origem-natureza-e-prato-sobre-comida-e-cozinha-ciencia-e-cultura-da-culinaria/" data-a2a-title="Origem, Natureza e Prato: Sobre “Comida e Cozinha — Ciência e Cultura da Culinária”"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>“A gastronomia é o conhecimento racional de tudo</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>          que respeito ao homem quando se alimenta”</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Jean Anthelme Brillat-Savarin</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>ste livro, de quase mil páginas, nasceu após despretensioso questionamento durante um jantar. Segundo o autor, &#8220;certo amigo, de Nova Orleans&#8221;, perguntou, em tom de conjectura, por que o feijão era uma comida tão problemática e por que o ato de comer feijão-roxo com arroz nos custava algumas horas de desconforto e, às vezes, nos fazia passar vergonha&#8221;.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-04-at-08.22.51.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-76445 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-04-at-08.22.51-201x300.jpeg" alt="" width="201" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-04-at-08.22.51-201x300.jpeg 201w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-04-at-08.22.51.jpeg 335w" sizes="auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px" /></a>Harold McGee considerou a questão deveras interessante e curiosa. Dias depois, quando se encontrava numa biblioteca, decidiu por buscar a resposta sobre a indagação gastronômica do amigo. Ao consultar livros e mais livros, passou a saber de muita coisa sobre alimentação. Quanto ao feijão e a incômoda produção de gases no nosso organismo, percebeu que havia alguma informação, porém, havia espaço para ampliá-la. O mais interessante é que McGee não se limitou ao feijão. Seu livro, elaborado com base nos seus sérios e profundos estudos, aos quais deu prosseguimento, se tornaria o mais importante guia sobre &#8220;Ciência e Cultura da Culinária&#8221; em todo o mundo. A primeira edição foi publicada em 1984. Meu artigo crítico comenta a segunda edição, de 2014.</p>
<p>A obra oferece ao leitor uma viagem alimentícia (mas, também, filosófica, geográfica, estética e histórica) desde leite e lacticínios até as quatro moléculas básicas dos alimentos.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">A questão básica que sustenta todo o trabalho de McGee é: o que há na comida e na bebida que nos dá esse prazer e como o vivenciamos?</span></p>
<p>O autor, mesmo que não de maneira radical, absoluta, leva em consideração, também, as suas experiências com alimentos que se deram durante a infância. A manga madura e o sorvete de café que saboreou pela primeira vez. E o momento em que se viu numa cozinha. Desde cedo, então, as inquietações culinárias o acompanharam: como se dão estes processos?</p>
<p>Há no fazer, no servir e no comer, a transcendental subjetividade com a qual nos relacionamos com a comida, reconhecendo nesta o status de grande arte, levando em consideração a estética que define a montagem do prato que vai à mesa e as harmonizações entre o prato e vinhos. Some-se os molhos, as especiarias e a sobremesas.</p>
<p>Para além das referências poéticas, o alimento, desde sua condição in natura até a transformação por que passa na cozinha, são, de acordo com o autor, &#8220;misturas de diferentes substâncias químicas, e as qualidades que buscamos influenciar quando cozinhamos — gosto, aroma, textura, cor, valor nutritivo — são todas manifestações de propriedades químicas&#8221;.</p>
<p>Ainda que seja, então, um ato de amor, de pura satisfação, cozinhar se mantém como um diálogo constante entre a cultura e a natureza. Entretanto, tomar ciência disso não se configura em demérito algum. Pelo contrário, saber, em maior detalhe, como se dá o processo, empresta maior capital ao mesmo e a nós.</p>
<p>Humanos e mamíferos que somos, temos, na origem da nossa alimentação, o leite e seus derivados. McGee soube muito bem valorizar esse fato: o primeiro capítulo é rico em história e informações técnicas sobre a secreção nutritiva de cor esbranquiçada e opaca produzida pelas glândulas mamárias das fêmeas.</p>
<p>O autor aborda o leite, bebida tão comum, de maneira a nos reapresentá-la. Ao lê-lo, passamos a ter, pelo menos, a impressão de que a bebida diária tem muito mais a nos dizer. Concedamos palavra a McGee: &#8220;O leite é alimento para o ser que está começando a comer, uma essência deglutível sintetizada pela mãe a partir de sua dieta mais variada e difícil de digerir&#8221;.</p>
<p>Mais adiante, é o ovo que se destaca. E o autor nos fornece dados, sobre esta célula reprodutiva (em geral nas aves) madura e não fecundada usada na alimentação, mais do que importantes, pois, alguns nos afiguram como pitorescos, estranhos, fascinantes.</p>
<p>O capítulo nos toma pela mão e percorremos gustativa linha do tempo, desde a evolução do ovo até técnicas chinesas de se produzir ovos em conserva.</p>
<p>E mais: inclui receitas medievais com ovos para omelete e creme inglês.</p>
<p>McGee não tem a menor intenção de se pôr contra o glamour, contra certa mística que cercam a culinária. Apenas (e, neste caso, apenas significa muito) diz de forma, ao mesmo tempo técnica e elegante, que o amar cozinhar pode ganhar muito se a este agregarmos &#8220;o como e o porquê&#8221; os fenômenos que resultam em delícias irresistíveis acontecem.</p>
<p>E se ovo e leite protagonizam, em largo aspecto, a cultura culinária, a carne não fica, de modo algum, para trás. Afinal somos seres carnívoros. O autor nos lembra de que: &#8221; A carne tornou-se elemento previsível da dieta humana há cerca de nove mil anos, quando os povos do Oriente Médio conseguiram domesticar um punhado de animais selvagens — primeiro os cães, depois cabras e ovelhas e, por fim, porcos, bovinos e cavalos — e criá-los junto de si&#8221;.</p>
<p>Entre os pontos que constituem o capítulo do livro dedicada à carne, McGee inclui uma indagação ao leitor: &#8220;Por que as pessoas adoram comer carne?&#8221;. E ele mesmo responde em parte: &#8220;a satisfação mais profunda em comer carne vem do instinto e da biologia&#8221;.</p>
<p>O autor é generoso. E o leitor, caso se mostre grato a isso, prosseguirá, chegando aos peixes e frutos do mar.</p>
<p>McGee, fiel ao propósito de aprofundar nosso conhecimento, discorre sobre &#8220;A vida aquática e a natureza particular dos peixes&#8221;. E, também, sobre os frutos do mar.</p>
<p>Li, maravilhado. Aprendi, e muito, ao adotar uma atitude humilde e manter o entendimento de que estava (e estou) com um tesouro nas mãos. E se sempre amei cozinhar, principalmente, para minha muito amada imperatriz, após a leitura desta obra monumental, esta paixão, este amor, fortaleceram-se, consolidaram-se. E a isto agradeçamos, e a isto comamos, e a isto bebamos. Evoé!</p>
<p><strong>&#8220;Comida e Cozinha — Ciência e Cultura da Culinária&#8221;</strong> impõe sua importância tão somente pelo conteúdo direto, detalhado e rico. Sem nenhum apelo a mais. E é assim que grandes produções literárias devem ser.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Você está pronto para ver a flor murchar?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/voce-esta-pronto-para-ver-a-flor-murchar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Charles Albuquerque]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2023 11:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[À Flor da Pele]]></category>
		<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[açúcar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A beleza fugaz das rosas são o melhor exemplo da flor da juventude que se dissipa com os tique-taques dos segundos. Sem aviso, o fulgor da maturidade brinca de se esconder de forma lenta e contínua&#8230; sem nada dizer, só se vai entre o choro da chegada, na sala de parto, e o último suspiro &#8230;</p>
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<p>A beleza fugaz das rosas são o melhor exemplo da flor da juventude que se dissipa com os tique-taques dos segundos.</p>
<p>Sem aviso, o fulgor da maturidade brinca de se esconder de forma lenta e contínua&#8230; sem nada dizer, só se vai entre o choro da chegada, na sala de parto, e o último suspiro da partida na “hora chegada”.</p>
<p>Será que tem que ser assim? Seremos para sempre cravos e rosas risonhas de viço fugaz? Ou será que haverá entre nós quem tenha o vigor, a força e a robustez quase eternos da *Welwítschia?</p>
<p>Se eu disser que sim, você acredita? Não importa! Direi de qualquer forma: sim! É possível!</p>
<p>A decadência senil não é uma catástrofe inevitável. A decrepitude cronológica (ou envelhecimento), não precisa ser uma sequência nefasta de eventos limitadores e degradantes da condição humana. Esse fim terrível é completamente evitável para a maior parte das pessoas, embora elas não saibam.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Design-sem-nome-2023-05-07T104300.647.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-66244 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Design-sem-nome-2023-05-07T104300.647.png" alt="" width="86" height="153" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Design-sem-nome-2023-05-07T104300.647.png 1080w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Design-sem-nome-2023-05-07T104300.647-169x300.png 169w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Design-sem-nome-2023-05-07T104300.647-576x1024.png 576w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Design-sem-nome-2023-05-07T104300.647-768x1365.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Design-sem-nome-2023-05-07T104300.647-864x1536.png 864w" sizes="auto, (max-width: 86px) 100vw, 86px" /></a>Nós, seres humanos, nascemos, crescemos e amadurecemos até atingir a plenitude biológica por volta dos 30 anos de idade quando, então, entramos num platô de estabilidade biológica, a fase da vida na qual mantemos a mesma aparência, sem envelhecer, por alguns anos.</p>
<p>Para alguns, essa fase pode ser curta (de 1 a 5 anos), para outros pode durar 10 ou mais anos, esses são considerados super jovens – pessoas cuja aparência e desempenho físicos (que indicam a idade biológica) são compatíveis com os índices de alguém, pelo menos, 10 anos mais jovem.</p>
<p>Ao fim dessa lua de mel com a juventude, começam a surgir os primeiros sinais do envelhecimento. Começa o, quase inevitável, processo de decadência biológica rumo à decrepitude senil. Começamos a envelhecer tanto por dentro quanto por fora. A manutenção da aparência jovem que cada pessoa apresenta depende basicamente do seu passado (somos todos reféns do passado).</p>
<p>A genética é o nosso passado mais remoto. Somos reféns da nossa genética na longevidade familiar, na propensão às doenças, na forma de pensar e de ver o mundo. Tudo isso vai interferir na velocidade e na qualidade da nossa velhice.</p>
<p>Embora sejamos reféns, não somos escravos da genética. Com o avanço da epigenética, sabemos que os nossos genes são mutantes. Podemos mudar nossas expressões orgânicas, podemos ativar e desativar genes dentro de nós, mudando o curso da genética familiar&#8230; Isso é um assunto para outra ocasião.</p>
<p>O meio ambiente representa nosso passado ambiental. As principais variáveis do meio ambiente que interferem na qualidade do envelhecimento são os alimentos, o movimento (versus sedentarismo) e a poluição.</p>
<p>O microambiente interno reflete a forma como reagimos com o mundo. Reflete o modo como vemos e sentimos as coisas que nos cercam. Estudos mostram que envelhecem com mais qualidade de vida as pessoas mais otimistas, mais altruístas e caridosas. As pessoas que perdoam mais e são agradecidas adoecem menos do que as pessoas rancorosas e ingratas. As pessoas que se dizem com mais fé resistem mais às doenças e vencem mais as dificuldades do que os céticos e os pessimistas. As pessoas que se dizem com muitos amigos e que compartilham tempo com eles parecem adoecer menos e viver mais que os introspectivos e os solitários. As pessoas casadas vivem mais e adoecem menos que as solteiras. Essa vantagem é atribuída ao cuidado mútuo e ao bem estar gerado pelos bons sentimentos e pelas companhias duradouras. Como se, de certa forma, o estilo de vida emocional fortalecesse o microambiente corporal contra as doenças e contra a decrepitude senil.</p>
<p>Dessa forma, o envelhecimento doloroso e cruel não ocorre de maneira súbita e igualmente a toda gente&#8230; ele é, em suma, uma consequência dos eventos nefastos vividos e acumulados ao longo dos anos.</p>
<p>Enquanto o envelhecimento saudável, a chamada envelhecência, é o resultado da soma de fatores prévios (a genética) mais as escolhas corretas (boa alimentação, atividade física regular, espírito alegre, mente proativa, altruísmo de alma e flexibilidade de pensamentos, por exemplo).</p>
<p>Hoje, sabemos que nossa memória tende a melhorar à medida que somamos os anos. O esquecimento, a caduquice, a amnésia é o resultado de doenças do corpo ou da alma&#8230; Idosos saudáveis são memoráveis, em todos os sentidos. Por isso, o estilo de vida escolhido na juventude forja o idoso do amanhã.</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Agora, pegue papel e caneta e anote a receita para fazer o bolo da juventude que será servido à mesa da “envelhecência saudável”:</p>
<ol>
<li>Mantenha o peso ideal: o sobrepeso e a obesidade são inimigos da envelhecência saudável;</li>
<li>Mantenha-se em movimento: evite o sedentarismo, esse é o fermento sob o qual cresce a maior parte das doenças que hão de surgir na vida tardia. Apaixone-se por um esporte diferente a cada fase da sua vida, de modo que você tenha sempre motivos para manter-se em movimento (parou, enferrujou!);</li>
<li>Pode comer de quase tudo um pouco: evite comer muito e, principalmente, três alimentos: açúcar, trigo e leite de vaca (é simples, mas não é fácil). Se conseguir, livre-se do açúcar e do excesso de trigo (as farmácias e hospitais hão de lamentar, mas seu futuro agradece);</li>
<li>Evite excesso de álcool: o álcool social ou uma pequena dose diária protege a saúde, segundo alguns estudos. Porém, beber todas, mesmo esporadicamente, ou tornar-se alcóolatra antecipa a decadência orgânica;</li>
<li>Faça e mantenha novos amigos: não deixe cair no esquecimento pessoas que valem à pena. Mantenha por perto as pessoas que te fazem rir, que te dão os melhores conselhos e que não falam mal do próximo;</li>
<li>Reduza a carga de obrigações: reorganize suas despesas para não precisar trabalhar tanto, nem sempre trabalhar é viver. O ócio criativo é necessário pois o excesso de obrigações oxida e mata;</li>
<li>Perdoe frequentemente e agradeça sempre: mágoa e ingratidão danificam as células;</li>
<li>Escove os dentes pelo menos duas vezes ao dia e use o fio dental pelo menos antes de dormir: dentes saudáveis fazem muita falta na envelhecência da vida;</li>
<li>E, por fim, proteja-se do excesso de sol: além do risco de câncer de pele, que pode abreviar sua vida, os raios solares são responsáveis por 80% das rugas faciais embora muita gente ainda culpe a idade;</li>
<li>Pronto! Esses são os ingredientes para se alcançar um envelhecência saudável, sem a cara de velhice.</li>
</ol>
<p>Bom proveito!</p>

			</div></div>
<p>Um grande abraço.</p>
<p>* Welwitschia &#8211; Planta originária do deserto da Namíbia que pode sobreviver por milênios num dos climas mais hostis do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________</p>
<p>(*) Médico, expert em feridas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Alimentação e covid-19</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/alimentacao-e-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Talita Xavier Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 12:41:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como anda sua alimentação? A pandemia leva as pessoas a comerem mais? O que você está fazendo para aumentar sua imunidade? Os dados e estatísticas mostram um panorama mundial triste. Muitos infectados e muitos mortos. Por que então, países de “primeiro mundo” sofrem tanto com esta situação? Sabe-se que um dos indicadores de saúde é &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Como anda sua alimentação? A pandemia leva as pessoas a comerem mais? O que você está fazendo para aumentar sua imunidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Os dados e estatísticas mostram um panorama mundial triste. Muitos infectados e muitos mortos. Por que então, países de “primeiro mundo” sofrem tanto com esta situação?</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se que um dos indicadores de saúde é manter uma boa alimentação e também um estilo de vida saudável. Logo, por conta da industrialização, muitas pessoas acabam por se alimentar de maneira errada consumindo alimentos enlatados, fast food, biscoitos, refrigerantes, macarrão instantâneo, balas, entre outras guloseimas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, uma pessoa bem nutrida, que consome alimentos naturais, saladas, grãos integrais, frutas e hortaliças, gera uma boa imunidade, que é o mais importante neste momento.</p>
<p style="text-align: justify;">O vírus se comporta de maneira que apenas o sistema imunológico é capaz de combater, claro, não esquecendo de manter os hábitos de higiene. Todavia, pode-se melhorar esses hábitos alimentares a partir de agora, pois o açúcar é um dos maiores vilões nesta batalha.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobretudo muita atenção com os idosos que já consomem demasiadamente medicações e muitos têm aversão aos alimentos mais saudáveis. Tomando-se medidas protetoras, toda a população pode garantir a sua saúde e bem-estar num período tão difícil que passamos.</p>
<p style="text-align: justify;">(*) <strong>Talita Costa</strong> é nutricionista e escreve quinzenalmente, às sextas-feiras, no portal. Ela é pós-graduada em Gestão, Qualidade e Segurança em Alimentação, especialista em Auditoria em Alimentação e Nutrição; e especialista em Alimentação Escolar.</p>
<p>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</p>
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		<item>
		<title>Saúde e alimentação: cuide-se bem</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/saude-e-alimentacao-cuide-se-bem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Talita Xavier Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2020 23:15:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano começou e muitos começam a correr atrás das dietas milagrosas. Exagerou na comilança do Natal e Ano Novo? O que fazer para perder aqueles quilos extras? O verão é a melhor época para investir em saúde; as pessoas fazem mais atividade física ao ar livre, há uma maior ingestão de líquidos devido ao &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">O ano começou e muitos começam a correr atrás das dietas milagrosas. Exagerou na comilança do Natal e Ano Novo? O que fazer para perder aqueles quilos extras?</p>
<p style="text-align: justify;">O verão é a melhor época para investir em saúde; as pessoas fazem mais atividade física ao ar livre, há uma maior ingestão de líquidos devido ao calor e aumento na queima de gordura.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante que os bons hábitos permaneçam por todo o ano, afinal cuidar da saúde é um estilo de vida e não apenas um momento. Não adianta tentar dietas instantâneas ou tratamentos estéticos e atividade física de alto impacto para ter um resultado rápido. O maior desafio é manter-se no equilíbrio e isso deve ser encarado como uma meta.</p>
<figure id="attachment_24508" aria-describedby="caption-attachment-24508" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/01/efeito-sanfona.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24508 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/01/efeito-sanfona-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/01/efeito-sanfona-300x181.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/01/efeito-sanfona.jpg 738w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-24508" class="wp-caption-text">Cuidado com o efeito sanfona</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">A pessoa que se encontra com excesso de peso, não pode perder o foco e deve estar em constante vigilância, para não entrar no efeito “sanfona”. O trabalho de educação alimentar e nutricional tem muita importância nesses casos.</p>
<p style="text-align: justify;">É no período de férias e nos recessos de trabalho que acontecem os maiores deslizes na alimentação. As confraternizações e saidinhas a passeio, viagens, entre outros encontros sempre vêm recheados de guloseimas.</p>
<p style="text-align: justify;">Devo salientar que a alimentação é também um ato social e cultural e não dá para separar e isolar-se de todos. O ideal é que não aconteçam os exageros e que na hora de comer, a pessoa saiba fazer a harmonização, o equilíbrio e opte pelo mais saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">Construir metas tangíveis e gradativas é sempre válido! Comece o ano cuidando mais de você!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(*)</strong>Talita Xavier Costa é nutricionista e escreve quinzenalmente, às sextas-feiras, no portal. Ela é pós-graduada em Gestão, Qualidade e Segurança em Alimentação, especialista em Auditoria em Alimentação e Nutrição; e especialista em Alimentação Escolar.</p>
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