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Pela 13ª vez seguida, o preço da gasolina para os pobres mortais – o consumidor final – subiu. Nesse ritmo acelerado, ninguém fique espantado se, até março, tiver que pagar R$ 5,00 pelo litro. Os postos de Aracaju já estão cobrando algo em torno de R$ 4,40 a R$ 4,50, embora a Agência Nacional de Petróleo informe que o preço médio aqui é em torno de R$ 4,23, o que coloca a capital na segunda posição entre os estados nordestinos que tem a gasolina mais cara. E pelo jeito vai piorar.

Lamentavelmente, nós brasileiros não temos a disposição de lutar, de irmos às ruas, enfim, fazermos qualquer manifestação em benefício da coletividade. É mais fácil reunir milhares de pessoas para pularem atrás do trio elétrico ou se esbaldarem num forró, do que cinco gatos pingados para irem às ruas reivindicar direitos, brigarem por uma causa. Na semana passada, um pequeno grupo de pessoas foi abastecer apenas R$ 1,00 de gasolina num posto e pedir a nota fiscal. Foi um protesto louvável, afinal alguém teve iniciativa. Mas, na prática não adiantou nada.

Diante desse novo aumento, era para nós brasileiros estarmos em pé de guerra, reclamando aos quatro cantos e, principalmente, deixando o carro em casa. Se por um ou dois dias, nós todos aqui de Sergipe deixarmos de abastecer em todos os postos certamente o efeito será sentido pelo Estado e pela União. Esses dois entes virão a queda brutal na arrecadação dos impostos que incidem sobre a gasolina. Sergipe vai reclamar, enquanto que a União encontrará uma maneira de abaixar o preço na Petrobras.

Se o brasileiro não tomar atitude, ninguém fará nada por ele.  O governo fará tudo contra ele, como vêm fazendo sempre.

Como os brasileiros fazem piada da própria desgraça, recorro ao poeta alemão Bertold Brecht para deixar clara a minha indignação com tudo que está acontecendo e pelo que está por vir.

“Viver num país sem senso de humor é insuportável, mas pior ainda é viver num país em que é preciso ter senso de humor”.

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Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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