Nos últimos cinco anos, os custos para operação no serviço do transporte público na Grande Aracaju tiveram 53,08% de aumento no preço do combustível e 53,84% de acréscimo salarial aos trabalhadores rodoviários. Nesse mesmo período a tarifa de ônibus marcou uma correção de 37,78%, sendo que na época do último reajuste – em dezembro de 2015 — o percentual de reajuste já não atendia a necessidade de revisão da tarifa, de acordo com os aumentos dos custos do serviço do transporte para equilíbrio do setor. E, hoje, na diferença entre a tarifa e despesas, o setor aponta uma defasagem de 15%.
Os dados são do Setransp (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju), ao ressaltar que, em contrapartida, acompanhando a realidade do país com o fechamento dos postos de trabalho – menos trabalhadores fazendo uso dos ônibus – e dificuldades para incluir o transporte público na linha de prioridades para ações de mobilidade urbana, o transporte por ônibus da capital sergipana continuou marcando uma grande queda no número de passageiros pagantes, chegando a cair em mais de 14% entre 2014 e 2016.
Todos os esses dados estatísticos demonstram um desequilíbrio econômico no setor que serve à mobilidade da população nas cidades da Grande Aracaju através do transporte coletivo.
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