As redes sociais foram projetadas para prender atenção. Não é por acaso
Por Cleomir Santos, consultor de marketing digital (*)
Nos últimos dias, um relatório interno do Facebook trouxe um alerta que vai muito além da tecnologia: os brasileiros estão entre os usuários mais engajados, e possivelmente mais dependentes, das redes sociais.
À primeira vista, isso pode soar como uma vitória. Afinal, mais tempo na tela significa mais alcance, mais visualizações e mais oportunidades de venda.
Mas será que é tão simples assim?
As redes sociais foram projetadas para prender atenção. Não é por acaso.
Rolagem infinita, notificações constantes, vídeos curtos que nunca acabam… tudo isso ativa mecanismos psicológicos ligados à recompensa imediata, o famoso “prazer rápido” que faz o usuário voltar, mais uma vez, para a tela.
E o Brasil, como o próprio relatório sugere, responde intensamente a esse estímulo.
O problema é que existe uma linha tênue entre engajamento e dependência, e ela está ficando cada vez mais difícil de enxergar.
Aqui entra um ponto que muita gente prefere ignorar: o marketing digital moderno não apenas acompanha esse comportamento, ele se adapta e, muitas vezes, se aproveita dele.
Algoritmos priorizam o que prende atenção, não necessariamente o que agrega valor.
Isso significa que:
E nesse cenário, quem cria conteúdo acaba entrando em um jogo perigoso: produzir para informar… ou produzir para viciar?
Essa é a pergunta que precisa ser feita, principalmente por quem vive de internet.
Se uma estratégia funciona, ela deve ser usada a qualquer custo?
Prender a atenção do público é o objetivo. Mas será que isso deve acontecer sem limites?
Porque no fim das contas, estamos falando de pessoas, não apenas de métricas.
Existe uma diferença enorme entre:
E talvez o maior desafio do marketing hoje seja entender onde termina um e começa o outro.
Para pequenos negócios, criadores e profissionais do digital, esse cenário traz um aprendizado importante:
Nem todo engajamento é saudável, e nem todo resultado é sustentável.
Mais do que nunca, o diferencial está em:
Porque seguidores podem até vir pelo estímulo…
mas só ficam pelo valor.
Se o usuário não larga o celular, o marketing venceu?
Ou estamos apenas assistindo a um modelo que precisa evoluir?
Talvez o futuro do marketing não seja sobre prender atenção a qualquer custo, mas sobre merecer cada segundo dela.
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