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Policiais sem salários, presos sem visitas

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Fotos: Jorge Henrique

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Batalhão de Choque é chamado para a Segunda Delegacia Metropolitana

Policiais civis, mesmo em greve, ajudam a controlar a rebelião

Policiais do Choque entram na delegacia

Familiares de presos choram na porta da Segunda Delegacia. Ontem foi dia de visita

 

Militares tomam o controle da delegacia

 

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Os policiais civis, em greve desde a semana passada,  suspenderam as visitas aos presos das delegacias da capital e do interior, enquanto durar  o movimento.  Eles decidiram tomar essa atitude, depois das suas rebeliões ocorridas, ontem,em duas Delegacias Metropolitanas (DM): na Décima, no Conjunto Bugio, e na Segunda, na rua Divina Pastora, bairro Getúlio Vargas. A situação é insustentável, porque as condições das celas são desumanas, confirma o titular da Segunda DM, Luciano Cardoso. A superlotação chega a níveis insuportáveis. À tarde, a Secretaria de Justiça e Cidadania disponibilizou 100 vagas no sistema prisional, mas o número de presos em todas  delegacias do Estado chega a 512.

O secretário de Justiça e Cidadania, Antônio Hora, disse que não há vagas no sistema prisional, mas que elas foram criadas em caráter emergencial diante do caos nas delegacias.  Na verdade, ele diz que houve uma transferência do problema. Ou seja, os 100 presos das delegacias  foram para o Cadeião de Socorro que tem capacidade para 160 pessoas, mas existem 200. Isso agrava, ainda mais, o problema de superlotação. Os presídios de Areia Branca e  São Cristóvão (Complexo Penitenciário Manuel Carvalho Neto) foram interditados pela Justiça e não podem receber nenhum preso.

O secretário Antônio Hora torce que não haja rebeliões no sistema prisional, principalmente agora com população carcerária ainda maior. Ele espera a conclusão das unidades de Areia Branca e Estância para disponibilizar mais 600 vagas nos presídios. Enquanto isso, o delegado geral da Polícia Civil, Everton dos Santos, assegurou que as delegacias continuarão recebendo as pessoas que forem presas pela Polícia Militar.

Durante as rebeliões, os presos derrubaram as grades, fizeram dois buracos nas paredes. No Bugio, quatro homens tentaram fugir, mas os policiais deram tiros para assustá-los e eles recuaram. O Grupamento Especial de Repressão e Busca (Gerb) esteve no local, conteve a situação e os dois presos que eram mantidos como reféns foram liberados e  atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Fomos atacados por mais de 50 pessoas”, disse um deles.

Pagamento – Depois do caos nas delegacias o Governo do Estado se apressou em anunciar que pagaria os salários atrasados. O secretário de Estado da Comunicação, Sales Neto,  disse que “o dinheiro dos policiais, bombeiros militares e dos funcionários das empresas estará na conta na manhã desta sexta-feira”.

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