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Papai morreu. E a empresa da família?

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Cícero Rocha, do Instituto Empresariar

“Meu pai, o fundador dos negócios da nossa família, nunca esperou morrer jovem”. Um não-familiar assumiu como CEO, e a sucessão nunca foi discutida abertamente com toda a família presente. O medo de desagradar e de ser injusto, distancia-o do diálogo com a família. Casos assim, são comumente relatados no Instituto Empresariar.

Entretanto, a maioria dos fundadores não são assessorados por especialistas no assunto, buscando quase sempre, a solução societária patrimonial, ignorando a importância de considerar as questões da gestão, da família e dos indivíduos-chave. Mas como seria essa conversa? É necessário detalhar a situação: falar sobre dinheiro, patrimônio nem sempre é fácil, mas é importante que todos os envolvidos entendam o valor do negócio e sua situação financeira pessoal.

É preciso expor seus planos: o(s) proprietário (s) da empresa tem (têm) o direito de decidir o que acontece com ela, mas precisa(m) analisar as consequências atuais e futuras, na família, na empresa e na sociedade empresária. Outro passo fundamental é ouvir um especialista: sua família pode não gostar do que você planejou.

Talvez eles não queiram assumir a empresa e prefeririam que você a vendesse.  Você não é obrigado a seguir os desejos de qualquer outra pessoa, mas fazer algo como deixar um negócio para pessoas que não querem é uma má ideia. Por fim,  esteja aberto às críticas: o Instituto Empresariar tem um caso onde o negócio foi deixado para os dois filhos que trabalhavam na empresa, com os outros dois recebendo apenas participações menores.  Isso havia sido uma fonte de conflitos por décadas.

Ouça os mais incomodados e faça um esforço para explicar seu plano final. Em nossa prática diária temos utilizado com sucesso o método BFB – Balanced Family Business – desenvolvido pelo Instituto Empresariar, instituição que se dedica em transformar empresas familiares.

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Antonio Carlos Garcia

Editor do Portal Só Sergipe

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