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ONGs e instituições apoiam comunidades com projetos de incentivo e melhorias na qualidade de vida

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Paulo César Santana (*)

Na capital do menor estado brasileiro, Aracaju, o trabalho desempenhado por ONGs, projetos e entidades sem fins lucrativos têm minimizado a luta de grupos socialmente vulneráveis e que convivem com a ineficácia ou insuficiência de políticas públicas. Sem o apoio de governantes e engajadas pela solidariedade, empatia ou, ainda, o desejo de traçar novos cursos para as histórias de seus assistidos, estas instituições vêm demonstrando a importância de uma união por parte da sociedade civil na busca por mudanças para realidades diversas.

Reunião da FSA com organizadores de corrida de rua

Um desses exemplos vem da Federação Sergipana de Atletismo (FSAt), que promove o estímulo às atividades esportivas como corridas de rua, pista, profissional e em campo. Com  8.572 membros e portas abertas para corredores a partir dos 13 anos, o principal objetivo da entidade está em regulamentar esse tipo de competição, assim como viabilizar o preparo desses atletas para participação em eventos regionais e nacionais. Atualmente, o único subsídio para garantia dos trabalhos é conseguido através da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

“Esta ajuda de custo dada pela confederação, a qual recebemos por meio de um convênio com a Caixa Econômica Federal, é destinada às competições e outras despesas como telefone, internet. Quem tem a partir da faixa etária indicada já pode se filiar à confederação e participar de nossas competições, que vão do sub-16 ao adulto, sendo ranqueados pela mesma, de acordo com os resultados que obtiverem”, explicou a vice-presidente da FSA, Ethel Menezes.

Em Aracaju, 79 instituições sociais estão em funcionamento, segundo dados do Portal ONGs Brasil. Entre os tipos, estão os que desenvolvem trabalhos nas áreas ambiental, proteção social, cultura e arte, defesa de direitos de grupos e minorias, além das associações de moradores. Do ponto de vista jurídico, essas instituições, pertencentes ao chamado terceiro setor, têm suas práticas embasadas de maneira mais sólida através da Lei 9.790/1999, a qual se refere às organizações da sociedade civil de interesse público, assim como 44º artigo do código civil brasileiro.

Uma das contempladas com doações do Projeto Por Elas foi a Associação Bom Samaritano

Uma das recentes iniciativas a surgir no município, mais precisamente em fevereiro deste ano, foi o Projeto Por Elas (@porelasaju), que começou com o intuito de ajudar mulheres em situação de rua, a partir da doação de mantimentos. Ao longo da pandemia, seu público alvo foi ampliado e mais pessoas passaram a receber itens como materiais de higiene pessoal e kits de alimentação ou refeição. Com apenas seis integrantes e seus postos de arrecadação desativados, em razão das medidas sanitárias, o projeto tem usado o meio virtual para divulgação dos produtos de que precisam e recebido o apoio da comunidade para que mais pessoas sejam contempladas.

“Com o tempo, começamos a ver a necessidade de ampliar o nosso foco para outras áreas e, desde o início da pandemia, passamos a trabalhar em prol, também, de pessoas menos favorecidas. Os kits são formados por produtos como creme dental, escova de dente, sabonete, entre outros, e também levamos kits de alimentação, com pão, biscoito, água e suco, ou refeições em marmitas. Divulgamos em nosso Instagram o que estamos precisando, os interessados entram em contato por lá mesmo e, em seguida, vamos buscar na casa da pessoa”, explicou uma das fundadoras, Lorena Lopes.

Além do auxílio aos moradores de rua, o projeto da Lorena também efetua doações para a Associação Bom Samaritano, única entidade no estado voltada ao suporte e tratamento de pessoas diagnosticadas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), com atendimento psicológico e de enfermagem, através da atuação de voluntários. Administrada até 2017 pelo Centro de Integração Raio do Sol, a entidade sobrevive de doações de alguns empresários, dos próprios colaboradores, de ações promovidas pela casa, como o Bloco da Prevenção e da comunidade.

(*) Estagiário sob orientação do jornalista Antônio Carlos Garcia

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