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Ódio e nojo ao fascismo bolsonarista

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Gabriel Barros (*)

Mais uma vez, a política instigada pelo bolsonarismo mostrou sua verdadeira face. Fomos impactados com a notícia nada surpreendente que um homem cristão e conservador invadiu uma festa de aniversário com temática petista e assassinou Marcelo Arruda, que completava 50 anos de idade.

Importante ressaltar que não se trata de um surto psicótico ou um ataque perpetrado por um “louco” inconsequente que por alguns momentos perdeu a noção da realidade e resolveu agir criminosamente. Trata-se, na verdade, de um método tipicamente fascista de agir. O que é amplamente apoiado por (pasmem) o governo reacionário que ocupa o palácio presidencial.

Ora, precisamos identificar as coisas e qualificá-las pelo seu nome, como de fato são. Não estamos diante de um fato isolado, mas sim de uma tragédia anunciada, e que é sempre ocultada pela grande mídia. É que, como dizia o camarada Leon Tróstki “ao ignorar a natureza específica do fascismo, a vontade de lutar contra ele fica paralisada”. Explico.  A mídia tradicional, que é tão atacada pelos seguidores do “mito”, sempre foi sua aliada, sobretudo no tocante ao plano econômico, mas não só isso.

Ao estabelecer o constante paralelo e suposta polarização entre Lula e Bolsonaro, bem como dizendo que entre Haddad e Bolsonaro estaríamos diante de uma “escolha difícil”, os grandes veículos de comunicação acabam por não só legitimar como apoiar esse tipo de tragédia. O fascismo enquanto fenômeno político-ideológico costuma surgir em crises sistêmicas do capitalismo, e, a fim de manter sua hegemonia, o capital abraça o fascismo com muito carinho. Foi o que aconteceu, em termos práticos e objetivos, com a chegada de Bolsonaro ao poder.

Outro fato que a história nos demonstra de maneira peremptória, é que não se combate o fascismo com amor, mas com ódio a essa ideologia morticida. Ao menos não com esse “amor” abstrato vindo de um moralismo cristão arraigado no nosso modelo societal. Após o fim da ditadura empresarial-militar, virou ditado popular a frase do presidente da Assembleia Constituinte, Ulysses Guimarães, que devemos ter ódio e nojo à ditadura. Parece-me que o sentimento deve ser o mesmo em relação ao atual governo.

Mais do que derrotá-lo eleitoralmente, é fundamental frear essa ofensiva reacionária, caso contrário, a iminência de um Golpe de Estado se torna cada vez mais uma possibilidade real e violenta. Para isso, se faz necessário a participação popular, e isso acontece com o povo na rua. É imperioso que os partidos de esquerda saiam dessa tática eleitoreira e convoquem seus militantes para protestar contra tudo de tenebroso que está acontecendo no nosso país. Não podemos pagar para ver, é preciso mobilização e muita luta.

 

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(*)  Gabriel Barros é advogado e pós-graduando em Direito Público.

** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.

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