No centro do banquete real, o repouso silencioso do gato simboliza a harmonia e a união conquistadas entre os dois reinos Imagem feita a partir da IA
Por Manuel Luiz Figueiroa (*)
Um conto simbólico sobre Luz, Ponte e Fraternidade
No Reino da Imaginação havia muitos reis, e cada um governava segundo o grau de luz que conseguira conquistar em sua própria jornada. Alguns conduziam seus reinos pela força, outros pela prudência, e poucos pelo equilíbrio entre ambas. Eram homens moldados pelo trabalho e pela responsabilidade, conscientes de que todo poder é, antes de tudo, um encargo.
Ao lado deles caminhavam rainhas que compreendiam uma verdade essencial: a de que não há reino sólido onde não exista cuidado com o próximo. Delas emanava uma luz serena, discreta, mas constante — aquela que não ofusca, apenas ilumina.
Os príncipes aprendiam cedo a sustentar o peso da espada e da palavra. As princesas, educadas junto às rainhas-mães, aprendiam a ciência mais elevada: a da Fraternidade, que se expressa no acolhimento, na escuta e no serviço silencioso.
Certo dia, uma princesa encontrou, fora dos muros do palácio, um pequeno gato abandonado. Frágil e faminto, caminhava à margem do caminho, como tantas verdades esquecidas à beira do mundo. A princesa o tomou nos braços e, ao fazê-lo, praticou um dos atos mais antigos da tradição humana: reconhecer no outro a centelha da mesma Luz.
Levou-o ao palácio, alimentou-o, purificou-o com água e cuidado, e o envolveu em gestos de dignidade. Ali, aquele ser frágil deixou de ser errante para tornar-se iniciado em um novo espaço de proteção e sentido.
Quando o rei retornou de suas tarefas, o gato aproximou-se e roçou-lhe os pés. Era um gesto simples, mas carregado de significado: o reconhecimento silencioso da autoridade legítima. Contudo, o rei, ainda envolto na rigidez do mundo profano, recusou aquele contato e ordenou que o animal fosse afastado.
A princesa, obediente à forma, mas fiel à essência, conduziu o gato para além dos muros, atravessando os limites do próprio reino. Levou-o a um reino vizinho, unido ao seu por antigos laços de respeito. Assim, sem perceber, ela lançou a primeira ponte.
O tempo, que lapida todas as pedras, seguiu seu curso. O pequeno gato tornou-se forte, belo e harmonioso. Sua presença passou a ser notada não por imposição, mas por atração natural. Onde ele estava, havia convivência, equilíbrio e encontro.
Anos depois, a princesa retornou para buscá-lo. Mas naquele reino o gato já não era apenas hóspede: tornara-se símbolo vivo de união. O rei daquele lugar, após ouvir sua corte, recusou devolvê-lo — não por apego, mas por compreensão de seu valor coletivo.
Instalou-se então um silêncio entre os dois reinos. Não houve ruptura, pois entre eles já existia uma ponte invisível. Decidiram reunir-se para um jantar festivo, ocasião em que ao som de clarins e trombetas foi servido um ágape à altura dos convivas.
No encontro dos reis, das rainhas e das princesas, com as suas respectivas cortes, o gato caminhou até o centro do salão. Ali, sob a luz que atravessava uma grande abertura no alto, deitou-se tranquilamente e fechou os olhos. Nenhuma palavra foi dita, pois a lição já estava dada.
Compreenderam, então, que a Luz não pertence a um único templo, nem a Fraternidade a um único reino. A verdadeira obra é aquela que une, não a que separa.
Decidiu-se que o gato seria livre para transitar entre os dois reinos, tornando-se ponte viva entre mundos distintos, lembrando a todos que a Fraternidade só se sustenta quando há confiança, liberdade e respeito mútuo.
Desde então, entre colunas invisíveis, portas abertas e uma fresta permanente de Luz ligando os dois palácios, os reinos prosperaram em harmonia.
E assim, sob o símbolo silencioso de um gato, aprenderam que a maior iniciação não é a que se recebe em palavras, mas a que se vive em atos — e que a verdadeira Fraternidade é a obra que jamais se encerra.
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