Toda categoria social merece apoio e valorização, porém qualquer outra prescinde de profissionais do magistério Foto: Arquivo Seduc
Por Valtênio Paes (*)
Até os anos sessenta do século passado, salário de professor e professora era abaixo do salário mínimo. Afilhados políticos pediam uma “cadeira” para a filha e logo estava empregada como professora independentemente de qualificação. Era possível alguém com as quatro primeiras séries lecionar as séries iniciais. Pior ainda, se não votasse no candidato do prefeito perdia o cargo e dificilmente recebia direitos trabalhistas. Com aprovação da Lei de Diretrizes e Bases do Ensino em 1996, lentamente começaram mudanças.
No governo FHC foi aprovada a lei 9424 de 24.12.1996 que institui o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério, depois ampliado para todo ensino médio. Mais de uma década depois, fora aprovada a lei 11.738 de 16 de julho de 2008 no governo Lula, regulamentando o piso salarial nacional do magistério da educação básica. Muitos prefeitos e governadores reclamaram e tentaram descumprir. O ordenamento foi garantido pelo judiciário. Hoje é difícil existir profissional com titulação sem receber o benefício da lei. Neste toar fora aprovado recentemente a Prova Nacional Docente – PND, no âmbito do Programa Mais Professores para o Brasil.
Objetivando melhoria da qualidade de ensino, incentivo à carreira docente no país, superação das desigualdades educacionais, ampliação de ingresso dos licenciados na carreira docente. Tal intuito era “subsidiar a União, Estados e municípios no processo de seleção e de ingresso no magistério da educação pública, dentre outros.
Doravante, os entes federativos poderão utilizar a Prova Nacional Docente – PND como mecanismo único ou complementar, de seleção nos editais próprios para admissão de docentes. Escolas de qualidade, currículo atualizado, qualificação profissional, saúde e alimentação de estudantes ainda necessitam ser fortalecidos neste longo caminho para percorrer na educação escolar. Por isso, ensino público deve ser política de Estado e nunca política de governo.
Verdade que toda categoria social merece apoio e valorização, porém qualquer outra prescinde de profissionais do magistério. Nada mais justo que se aprimore a qualificação e as condições de trabalho, fatores basilares para dignificar o exercício da função.
Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC)…
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), por votação…
CNC defende que votação fique para depois das eleições, enquanto proposta avança na CCJ e…
"O que sei eu?" Michel de Montaigne uma vez por todas,…
As micro e pequenas empresas devem estar atentas. Começa nesta terça-feira (1º) o prazo de adesão…
Por Valtênio Paes de Oliveira (*) m textos anteriores, nesta coluna, tratamos da…