Condutas individuais moldam a sociedade: entre o egoísmo cotidiano e a construção de um coletivo mais justo
Por Valtênio Paes de Oliveira (*)
Já escrevemos aqui o seguinte artigo: Fronteira entre o conservador e o negacionista: a resposta. Voltamos, agora, a abordar o tema de forma objetiva. Tentaremos relatar sete condutas que justificam pessoas agindo deliberadamente como conservadoras. Cada vez mais individualistas e conservadoras, embora se digam progressistas, algumas pessoas querem impor seus conceitos e condutas, inclusive fazendo uso da violência para assegurar privilégios, prejudicando os direitos coletivos.
1 – No trânsito – Centenas de veículos seguem em uma direção e, no seu possante veículo com ar-condicionado ligado, o motorista resolve dificultar a passagem de um ônibus coletivo abarrotado de trabalhadores, sob um calor infernal. Achando que está certo, atrasa centenas de pessoas humildes por seu único benefício pessoal. Faz opção por uma ética pós-medieval fundada no individualismo.
2 – Na escola – Decide privilegiar estudantes com melhores condições sociais, premiando-os pelo sucesso nas avaliações, esquecendo que a escola deve ser inclusiva, jamais exclusivista de uma categoria social. Ao ser seletivo, torna-se peça de exclusão social no ensino, privilegiando somente o mérito em detrimento da inclusão.
3 – Na calçada – Circula despreocupadamente, quase em dança, com uma mangueira de água potável ligada, despejando água até considerar a calçada “limpa”. Despreza a redução da oferta para todos em satisfação ao seu desejo pessoal. Mais uma vez, privilegia o individual em detrimento do coletivo.
4 – Com o pet – Cria seu cão com grande estimação e o leva para passear na rua, mas os dejetos do animal ficam pelo caminho. Às vezes, leva sacola para recolher as fezes, mas ainda assim deixa marcas na via pública. Jardins e ruas passam a ser depósitos de dejetos. O carinho pelo pet, que deixa urina e fezes no ambiente social, é maior do que o cuidado com o coletivo humano. O prazer pessoal da companhia do animal se sobrepõe à convivência e à saúde coletiva.
5 – No meio ambiente – Promove o desvio do curso de água de um riacho em sua propriedade, enfraquecendo o fluxo natural para benefício próprio. Esquece que os demais agricultores também têm direito igual. O lucro pessoal como único objetivo prejudica a vida da população.
6 – O som no condomínio – Liga o aparelho de som em volume máximo no condomínio ou na rua, sob a alegação de que “é seu e faz o que quer”. Abusa do direito individual e incomoda a maioria, que sofre com a agressão dos elevados decibéis.
7 – Em bares e restaurantes – Conversa em voz alta, impedindo que pessoas nas mesas vizinhas ouçam seus próprios acompanhantes. Acredita que, por pagar a conta, tem o direito de incomodar. É adepto do “incomodado que se mude”. Tal conduta privilegia uma ética individual em detrimento do coletivo.
Por mais que flertem com ideias ou condutas progressistas, assumem no cotidiano, de forma contraditória, atitudes que geram sofrimento social. Este é um momento histórico que exige reflexão e esperança no fortalecimento de uma sociedade mais justa e humanizada, na qual consumismo e individualismo deixem de ser prioridades. É impossível a humanidade progredir espiritualmente diante de práticas predatórias tão comuns. Eliminar a ganância e o preconceito fortalece a espiritualidade terrena.
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