O escritor Antonio Carlos Viana morre aos 72 anos Foto: Paulo Henrique Britto/ Arquivo Pessoal
Jozailto Lima
O mano véio escritor e professor Antônio Carlos Viana não mais brincará de manja por aqui, entre nós. Acaba de morrer. Ou de se encantar. O velório do cabra vai ser na Biblioteca Epifânio Dória, a partir das 14 horas.
Mas a família pede que o seja sem choros nem velas. Quer que tudo soe como num conto dele: cheio de vida e de pulsação. Alguns leros, sambas e pingas – no ritmo de uma alegria que ele adotou entre o se deparar com um mieloma, afastar-se da enfermidade e voltarem a se desentender.
Cada um poderá se manifestar do jeito que bem quiser: vale música, recitar poemas e trechos de contos dele ou de qualquer outro, malabarismo, festa.
Viana era doutor em literatura comparada pela Universidade de Nice, na França, e foi professor da Universidade Federal de Sergipe. Ele é autor de Jeito de Matar Lagartas, O Meio do Mundo, Brincar de Manja, Aberto Está o Inferno, Cine Privê. No ano passado, ganhou um prêmio da Associação Paulista, com o livro Jeito de Matar Lagartas.
Celebremos, pois, esta passagem daquele cuja barba cessou de crescer! (Depois de velado na Epifânio, o corpo será levado para ser cremado em Salvador, Bahia).
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