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Mesmo com isolamento social, as pessoas vão ao Ceasa e vendas surpreendem

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Juliana Melo (*)

Sergipe é o país do forró, tem milho, canjica e quentão e quando chega o mês de junho todos os caminhos para as compras do São João te levam ao Ceasa. Localizado na rua Riachão, 228, no bairro Getúlio Vargas, a Central de Abastecimento do Estado de Sergipe teve um número expressivo de vendas para a comemoração nestes festejos juninos.

O isolamento social não foi capaz de distanciar as comidas típicas e nem a alegria dos nordestinos. Foram mais de 39 toneladas de milho saindo por dia do estabelecimento comercial desde o início do dia 20 de junho. O Ceasa também obteve uma venda de 500 quilos de amendoins e 60 toneladas de laranjas por dia. Os caminhões não paravam de chegar ao Ceasa para abastecer a mesa junina da população sergipana.

Dorgival Targino: vendas muito boas

“Graças a Deus as vendas foram muito boas, elas ultrapassaram a minha expectativa porque na realidade nós estávamos apreensivos de como seriam essas vendas diante do decreto de isolamento social. Ficamos receosos também diante das ligações dos nossos colegas agricultores sobre a situação do adiantamento do feriado do São João, mas o resultado que tivemos foi positivo”, conta o gerente do estabelecimento, Dorgival Targino.

O Ceasa montou uma estrutura monitorada pela segurança da garantia na utilização do álcool em gel e das máscaras em seus clientes, tentando também fazer com que a população respeitasse o distanciamento entre um cliente e outro.

Horário abrangente

Durante esse período junino o Governo de Sergipe, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e irrigação de Sergipe – Cohidro, juntamente com o Ceasa estabeleceram um horário de vendas mais abrangente para não haver uma aglomeração social.  Funcionando das 3h até 13h30 o período de funcionamento se estendeu até as 18h.

Dona Maria Rita dos Santos é cliente assídua do estabelecimento comercial e conta que o funcionamento do Ceasa foi essencial para manter viva a tradição junina em sua casa.

“Minha gente, qual a graça de comemorar o São João sem um milhinho para gastar os dentes? É uma delícia as comidas típicas, com o milho, por exemplo, eu faço várias receitas e os produtos do Ceasa são de boa qualidade, vale apena. Eu usei a minha máscara, como os outros clientes também estavam usando, tomei meus cuidados e fui fazer minhas compras, comprei dançando ainda mais. Foi uma alegria só, eu, meu esposo e meu filho. Eu não iria comemorar sem meu milhinho, jamais”, disse  Maria Rita.

Parceria

Por dia foram em torno de 30 a 40 carros abastecidos chegando ao Ceasa. Os feirantes, impossibilitados de contratar o trio pé de serra para animar as compras dos clientes, se reinventaram e optaram por não parar a música. Entre as bandeirolas do local, era também possível, assim como Alceu Valença, escutar os sinais, os sinais do mês de junho, ou seja, a música típica que o gerente do estabelecimento não abriu mão.

“Nós temos um som interno do Ceasa, aí colocamos para animar nossos clientes, eu pedi também para um colega meu da rádio gravar algumas vinhetas falando da pandemia, da importância do distanciamento e da obrigatoriedade do uso das máscaras. O forrozinho pé de serra que colocamos no som animou muito os nossos clientes e nós ficamos satisfeitos por, mesmo diante da realidade na qual vivemos, proporcionar alegria e levar os pratos tipos da nossa cultura para a mesa de cada um” esclarece Dorgival.

“Eu só tenha a agradecer à SMTT, Cohidro, Guarda Municipal, Vigilância Sanitária, Polícia Militar e Emsurb. São parceiros que nos ajudam e exercem um trabalho magnífico para o funcionamento da nossa casa, a gratidão é de suma relevância em qualquer aspecto da vida e eu quero aproveitar esse espaço para deixar o meu muito obrigado a todos esses parceiros de trabalho, não conseguiríamos sem vocês”, reconhece  Dorgival, que há dois anos dirige o Ceasa.

(*) Estagiária sob orientação do jornalista Antônio Carlos Garcia

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