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Logan – Wolverine contra-ataca e se eterniza

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Aline Laranjeira

O décimo filme da série X-men não poderia ser mais contagiante. Logan, o novo longa que encerra a história do amado Wolverine, penetra profundamente na alma de cada fã ou qualquer telespectador que esteja diante dessa mais nova aventura.

Nosso ator principal, Hugh Jackman, despede-se com maestria e envolve com sua interpretação, inicialmente, aparentando ser alguém desregrado, isento de esperanças acerca da espécie mutante e, também, de um futuro promissor com os seus fortes poderes. Logan cuida, agora, do Professor X, embora suas atenções voltem-se, posteriormente, à misteriosa aparição de uma criança mutante, Laura Kinney, interpretada pela jovem Dafne Keen.

A direção é realizada por James Mangold, o mesmo diretor do último Wolverine, do ano de 2013. A apreciação por planos gerais e abertos ressaltam a vida caótica de Logan. Os ambientes se sobrepõem ao cotidiano arrastado e arredio do personagem, cuja humanização nesse longa é demonstrada de modo intenso, recaindo e transitando entre a imagem do herói e anti-herói. Os close-ups- outro enquadramento utilizado, a fim de favorecer uma percepção próxima à existente nas histórias em quadrinhos- também proporcionou uma visão precisa do estado físico do protagonista, que ao longo da trama sucumbe ao cansaço e dor. Além disso, o cineasta primou por registros violentos e viscerais da velha luta do bem X mal. O sangue, aqui, não é poupado, e as lutas entre os adversários, com o poderoso auxílio dos efeitos visuais produzidos pela Image Engine, evidenciam a realidade dos fatos.

O roteiro continua com o velho esquema existente em histórias de super-heróis. A fórmula não se modifica, constatando-se que o maniqueísmo do enredo continua relevante, porém esse fato não retira a grandiosidade da película. Alguns clichês podem ser encontrados com facilidade, especialmente por aqueles que acompanham os filmes do gênero em questão, entretanto, neste filme, os clichês são desprezados, visto que a ação acumulada tira o fôlego do telespectador, prendendo a atenção do início ao fim.

Logan, por fim, amadurece e eterniza a figura do Wolverine, atraindo e divertindo a todos que assistem. Se a DC Comics tinha sua obra-prima máxima e renomada no mundo cinematográfico devido ao Cavaleiro das Trevas, Batman, agora a Marvel também é capaz de dizer que carrega consigo uma obra notável com esse último filme em cartaz.

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Aline Laranjeira

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