Prefeitura busca energias renováveis Foto: Ascom/PMA
A Prefeitura de Aracaju selecionou o Instituto de Desenvolvimento de Parcerias Estratégicas (IDPE) e a empresa Kappex para conduzir estudos voltados à estruturação de projetos de energias renováveis no município. As duas instituições foram as melhores classificadas no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) nº 02/2025 e agora irão elaborar modelagens técnica, operacional, econômico-financeira e jurídica que poderão embasar uma futura licitação para reduzir gastos com energia elétrica e ampliar a sustentabilidade nos prédios públicos e na iluminação pública da capital.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal da Articulação, Parcerias e Investimentos (Sempi) e integra a estratégia da gestão municipal de promover uma mudança estruturante na matriz energética da cidade. Lançado em dezembro do ano passado, o edital do PMI convocou interessados na realização de estudos que incluíssem análises de viabilidade econômica e financeira, com o objetivo central de diminuir os custos com energia elétrica e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos ambientais relacionados ao consumo nos prédios públicos municipais.
Ao todo, cinco instituições manifestaram interesse em participar do processo. Após análise da documentação pelo Departamento de Parcerias (DPAR) da Sempi, quatro foram consideradas aptas. Conforme previsto no decreto 8.328/2025, a Prefeitura pode autorizar até duas instituições para a elaboração dos estudos. Nesse contexto, IDPE e Kappex obtiveram as melhores pontuações e foram oficialmente selecionadas para conduzir os trabalhos.
Na prática, o município busca soluções que possibilitem a redução do valor pago por unidade de energia elétrica utilizada tanto nos prédios públicos quanto na iluminação pública, por meio da implementação de fontes renováveis e de modelos mais eficientes de gestão energética. Os estudos deverão apresentar alternativas concretas que aliem a sustentabilidade ambiental à eficiência econômica.
A Sempi já realizou a primeira reunião de acompanhamento com o IDPE, marcando o início do alinhamento técnico quanto às diretrizes e expectativas do município. Em relação à Kappex, a expectativa é que, na próxima etapa, a empresa apresente as diretrizes iniciais de sua modelagem, indicando como pretende contribuir para o alcance das metas estabelecidas pela Prefeitura.
De acordo com o diretor do DPAR, Marconi Cavalcanti, o objetivo é promover uma transformação estrutural. “Primeiro, a gente quer trocar a matriz energética por uma matriz que tenha rastreio de sustentabilidade, que seja ambientalmente mais adequada. Além disso, buscamos a redução do custo das contas que temos hoje. Sabemos onde queremos chegar, mas precisamos entender qual o melhor caminho para isso, e é justamente isso que estamos construindo junto às empresas”, explicou.
Sobre a proposta apresentada pelo IDPE, Marconi destacou que a ideia é estruturar uma licitação com foco em desempenho. “A proposta é que o município realize uma licitação para que a concorrência se dê pelo maior percentual de economia para a quantidade de energia a ser comprada. Não se trata de definir previamente como a solução será implementada, mas de exigir a garantia de determinado nível de economia, desde que respeitados os critérios de sustentabilidade”, afirmou.
Segundo o diretor, a iniciativa pode representar não apenas economia aos cofres públicos, mas também impactos positivos em áreas estratégicas da administração municipal. “Com a desoneração do cofre, o percentual economizado com energia pode ser direcionado para investimentos em saúde, educação e outras áreas essenciais e até mesmo uma redução do valor da taxa de contribuição da iluminação pública. É uma possibilidade concreta de gerar mais qualidade de vida para a população, aliando sustentabilidade ambiental, selos verdes e controle ambiental à eficiência no gasto público”, ressaltou.
A expectativa da gestão municipal é que, a partir dos estudos apresentados, seja possível ter uma visão mais precisa do potencial de economia e dos caminhos mais adequados para transformar a matriz energética dos prédios públicos, consolidando Aracaju como referência em inovação, responsabilidade ambiental e gestão eficiente dos recursos públicos.
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