Centro de Aracaju
O Estado de Sergipe perdeu, no segundo trimestre deste ano, 950 lojas do comércio varejista. Desse total, mais de 180 ocorreram nos cinco shoppings, sendo três na capital e dois no interior. Com isso, foram perdidos mais de 3.500 postos de trabalho no comércio e mais de 4.600 no setor de serviços.
Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base em informações da Fecomércio Sergipe. O impacto ocorreu em virtude da covid-19, pois durante cinco meses, os estabelecimentos comerciais do centro e os shoppings ficaram fechados por quase cinco meses.
O comércio sergipano é majoritariamente concentrado na Grande Aracaju e cidades de maior concentração de pessoas, como Itabaiana, Lagarto, Estância e Nossa Senhora da Glória. A grande redução no consumo, levou centenas de lojas ao fechamento, por falta de vendas. Lojas de vestuário, tecidos, calçados e utilidades domésticas sentiram o maior impacto, de acordo com o estudo.
Muitas das lojas não estavam preparadas para o atendimento de forma online, o que também prejudicou sobremaneira a manutenção de sua existência. Somente em shoppings, mais de 180 lojas foram fechadas, segundo estimativa da Fecomércio.
O número de 950 lojas fechadas considera as empresas que tenham trabalhadores com carteira assinada. O presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, manifestou preocupação com o fechamento das lojas e afirmou que as dificuldades provocadas pela pandemia podem aumentar o número de lojas que podem entrar nessa situação, lamentando o desemprego.
“O fechamento de 950 lojas no estado também provoca danos para todo o contexto econômico sergipano. São lojas que deixam de vender, de arrecadar para o Estado e complicam mais a situação difícil que estamos vivendo diante desse período de pandemia”, disse Laércio.
“Juntamente com essas lojas, foram perdidos mais de 3.500 postos de trabalho no comércio e mais de 4.600 no setor de serviços. São pessoas que deixam o mercado de consumo, pois não estão empregadas. Precisamos resgatar isso, buscar medidas para o salvamento das empresas em nosso estado, para reduzir esse número”, completou.
Laércio lembrou também que as vendas presenciais são necessárias para a retomada do crescimento da economia, destacando que o varejo físico é a maior força da movimentação do setor em Sergipe.
“Temos que buscar a recuperação das vendas no estado, estimulando o consumidor a voltar para as lojas, atendendo os critérios de biossegurança para evitar a transmissão da doença e estimular mais a compra nas lojas locais pelos canais digitais. Temos vários mecanismos, a exemplo das redes sociais e o shopping virtual, que podem ajudar as lojas a recuperar seu volume de vendas”, disse.
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