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Entidades empresariais estão preocupadas com as mudanças na avenida Nestor Sampaio

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Diante da polêmica instalada acerca da mudança de sentido da avenida Nestor Sampaio e ruas Nelson Hungria e Abigail Ferreira, nos bairros Luzia, Jessé Pinto Freire e Ponto Novo, o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Sergipe (Sincadise), observa com preocupação o tema. A alteração do fluxo das vias pode levar os pequenos negócios da região a sofrerem com queda de vendas e consequentemente, demissão de colaboradores, até mesmo o fechamento das empresas.

De acordo com o presidente do Sincadise, Breno Pinheiro França, a mudança das vias em questão para mão única irá criar uma dificuldade para o consumidor ir para as lojas daquela região, sendo que a totalidade delas é de micro e pequenas empresas, que empregam cerca de 500 pessoas, nos mais de 100 estabelecimentos comerciais da área.

Breno França pede cautela

“Essa mudança no sentido da via é algo que deveria ter sido pensado com mais cautela pela SMTT, pois o que aconteceu pegou todos de surpresa. Ali nas três ruas em questão temos mais de 100 estabelecimentos comerciais do varejo de vizinhança, que empregam pessoas do próprio bairro. Se considerarmos a parte interna da região, o número de lojas passa de 200, variando de pequenas mercearias, até empresas do comércio atacadista e de serviços. São milhares de vidas afetadas pela mudança do trânsito anunciada em cima da hora. Isso vai dificultar a sobrevivência das pequenas empresas, que foram as que mais sofreram durante a pandemia e somente agora começam a dar sinais de recuperação. Por isso, o Sincadise discorda da mudança do trânsito na região”, disse Breno França.

As vias cuja alteração do trânsito foi anunciada pela SMTT são ruas que estão distantes uma da outra e que possuem fluxo intenso de veículos em determinados horários. De acordo com o empresário Alisson Reis, dono de um pequeno comércio na Nestor Sampaio, mudar o sentido da via vai prejudicar sobremaneira os empreendedores. “Não vai mudar em nada no trânsito, pois aqui tem problema de engarrafamento em horários pontuais. O dia todo a avenida tem trânsito tranquilo”, disse.

Breno França afirmou compreender as dificuldades dos empresários da região e hipotecou o apoio do Sincadise para dialogar com a Prefeitura de Aracaju, com o objetivo de evitar a alteração que pode prejudicar os comerciantes. “Vamos conversar com as autoridades constituídas, para evitar que essa mudança aconteça. Temos um entendimento ao verificar nas três vias, que não há a necessidade de mudança no sentido, pois isso não vai refletir em nada no trânsito da região, somente irá prejudicar as empresas da área”, comentou.

Acese

Marco Aurélio e o empresário Antonio Mendonça

Além do Sincadise,  a Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese) foi procurada no sentido de prestar ajuda. A entidade protocolou na última semana um ofício para a Prefeitura de Aracaju solicitando um diálogo com os empresários e moradores do local antes de instaurar essa modificação no trânsito da via.

Comerciante na região desde 1984, o engenheiro Antônio Mendonça diz que vê a mudança com muita preocupação por, segundo ele, ter lacunas técnicas que dificilmente serão preenchidas. “Precisamos sentar, debater para fazer um projeto decente”, assegurou.

“É previsto na Lei Nacional de Mobilidade Urbana as premissas mínimas para transformar uma via de mão dupla em mão única. É necessária outra via com capacidade de receber o fluxo contrário, que não seja muito distante e que tenha geometria compatível. E eu não vejo isso no esboço”, analisou Antônio.

Marco Pinheiro, presidente da Acese, se solidarizou com a situação dos comerciantes. Para ele, é imprescindível que uma mudança desse tamanho, que trará consequências tanto para os lojistas quanto para a comunidade da região deve ser discutida com cautela para que ninguém seja prejudicado.

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Antonio Carlos Garcia

Editor do Portal Só Sergipe

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