Taxa de desemprego em Sergipe é preocupante Foto: Agência Brasil/Arquivo
A taxa de desemprego em Sergipe ficou em 7,9% no segundo trimestre de 2026, acima das médias do Nordeste (7,6%) e do Brasil (5,4%). O estado registrou a quarta maior taxa de desocupação entre os nove estados nordestinos, empatado com Alagoas. Apesar disso, houve melhora em relação ao primeiro trimestre, quando o índice sergipano era de 8,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em agosto.
Nesta sexta-feira (30), o IBGE divulgou novos dados nacionais, que mostram a taxa de desocupação em 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026. Esse é o menor índice registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa uma queda em relação ao trimestre encerrado em junho, quando a taxa era de 5,4%, e ao mesmo período de 2025, quando estava em 5,6%.
Os dados estaduais referentes ao terceiro trimestre de 2026 ainda não foram divulgados. Segundo o calendário do IBGE, a publicação está prevista para 18 de novembro. Por isso, os indicadores de Sergipe e das demais regiões apresentados nesta reportagem correspondem ao segundo trimestre.
O desemprego em Sergipe ficou 0,3 ponto percentual acima da média nordestina e 2,5 pontos acima da média brasileira no segundo trimestre de 2026.
A Bahia apresentou a maior taxa de desocupação do Nordeste, com 9,1%. Em seguida, apareceram Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%. Sergipe e Alagoas registraram 7,9%.
Na outra ponta, a Paraíba apresentou o menor desemprego regional, com 5,4%. O Rio Grande do Norte registrou 5,6%, seguido pelo Maranhão (6,0%) e Ceará (6,6%).
Apesar de permanecer entre os estados nordestinos com maiores taxas, Sergipe apresentou redução de 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando a taxa era de 8,1%, houve recuo de 0,2 ponto percentual.
O Nordeste apresentou a maior taxa de desocupação do país no segundo trimestre de 2026, com 7,6%. O Norte apareceu em segundo lugar, com 6,1%.
O Sudeste registrou 5,2%, enquanto o Centro-Oeste apresentou 3,8%. A menor taxa foi observada no Sul, com 3,2%.
A diferença entre Nordeste e Sul chegou a 4,4 pontos percentuais. Os números mostram que, apesar da redução do desemprego nacional, permanecem diferenças expressivas entre os mercados de trabalho das regiões brasileiras.
No trimestre encerrado em setembro, a população desocupada no Brasil caiu para 5,6 milhões de pessoas. O contingente diminuiu 4% em relação ao trimestre encerrado em junho, o equivalente a 234 mil pessoas.
Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução foi de 6,9%, representando 417 mil pessoas a menos em busca de trabalho.
A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. Houve crescimento de 0,6% no trimestre, com mais 581 mil trabalhadores, e de 1,2% em relação ao ano anterior, equivalente a aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.
O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar, alcançou 59%. O indicador também atingiu o maior patamar da série histórica.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
No trimestre anterior, o índice era de 37,4%, com 38,6 milhões de pessoas. Já no mesmo período de 2025, a informalidade atingia 37,8%, ou 38,7 milhões de trabalhadores.
Os dados mostram que, mesmo com a ampliação da ocupação, uma parcela expressiva dos brasileiros permanece em atividades informais.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.790 no trimestre encerrado em setembro. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior e apresentou crescimento de 3,6% na comparação anual, equivalente a R$ 131.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador cresceu 1,5% no trimestre, com acréscimo de R$ 5,6 bilhões, e 4,7% em relação ao mesmo período de 2025, representando R$ 17,5 bilhões adicionais.
A próxima divulgação regionalizada da Pnad Contínua, prevista para 18 de novembro, permitirá verificar se Sergipe acompanhou a redução do desemprego observada no Brasil durante o terceiro trimestre de 2026.
Com informações da Agência Brasil
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