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Copom reduz taxa Selic; e como fica a renda fixa?

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David de Andrade Rocha (*)

Na semana passada o Copom reduziu mais uma vez a taxa Selic. Assim chegamos a uma situação nunca vista no Brasil, pois a taxa básica de juros chegou a 2,25% ao ano. Isso nos traz reflexões interessantes.

Primeiro devemos entender que com essa redução o governo sinaliza um período de incentivo à economia e ao crédito barato. Isso será importante nos próximos meses, visando uma melhora da situação econômica quando essa pandemia não mais existir. Essa taxa irá, sem dúvidas, ser uma espécie de alavancagem para o crédito do setor imobiliário, por onde se espera que  se inicie a recuperação da economia.

Mas a reflexão que mais chama a atenção é: E a renda fixa? Morreu de vez? Por incrível que pareça a resposta é um belo e redundante não!

De início parece que sim, já que investimentos como o Tesouro Selic vão render menos de 2% ao ano, podendo inclusive ficar negativo quanto à inflação. Mas se olharmos com  mais abrangência para títulos pré fixados e indexados, podemos ver uma oportunidade de ouro.

Exemplo de oportunidade

Há títulos pré fixados rendendo seguramente por volta de 13% a.a. Isso dá 1,02% ao mês, e o melhor:  esse título pode ser deixado por até 7 anos permitindo assim ao investidor dobrar o capital de forma líquida real em 7 anos, sem precisar se arriscar muito.

Esse é só um exemplo das oportunidades que estão aí, ainda descasadas da redução da Selic, pois mesmo o Brasil estando com os juros baixos, nossa remuneração como juros real está entre as maiores do mundo.

E isso se torna mais interessante quando observamos que a tendência dos juros é chegar a 0% ao ano ou até se tornar negativo. Aqueles que observarem essa oportunidade e souberem usar corretamente poderão, sem sombra de dúvidas, angariar muito lucro nos próximos anos.

Reflitam …

Um abraço e até a próxima.

Bons investimentos.

(*) David Rocha escreve semanalmente, às terças-feiras. Ele é assessor de investimentos e educador financeiro, que vive o mercado diariamente, desde 2011, e autor do livro Tesouro Direto – Um Caminho para a liberdade financeira de 2016.

** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.
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David Rocha

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