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	<title>Arquivo para Outras palavras - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Há muito tempo em uma galáxia não muito distante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 10:00:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160;  “Os velhos cuidam dos novos e os novos cuidam dos velhos”. É sobre a importância do cuidado que a nova franquia do Star Wars está inserida. Lançada em 1977 por Steven Spielberg, ao longo de quase cinco décadas chega ao seu décimo segundo filme: O Mandaloriano e &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
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<p><em><i><span class="dropcap "> “<em><i>O</i></em></span>s velhos cuidam dos novos e os novos cuidam dos velhos</i></em>”. É sobre a importância do cuidado que a nova franquia do Star Wars está inserida. Lançada em 1977 por Steven Spielberg, ao longo de quase cinco décadas chega ao seu décimo segundo filme: <strong><b>O Mandaloriano e Grogu</b></strong>. A crítica não gostou, mas a exemplo do que aconteceu com a cinebiografia de Michael Jackson, o público está amando e os fãs da saga mais ainda, dentre os quais eu me incluo. Em linhas gerais, como se diz no popular o filme é “um fofo”. Aliás, se houve excesso nele foi exatamente o de fofura.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Recordemos a saga Star Wars até o presente momento, não necessariamente por ordem cronológica, mas de acordo com a sua sequência narrativa: <em><i>A Ameaça Fantasma</i></em> (1999); <em><i>Ataque dos Clones</i></em> (2002); <em><i>A Vingança dos Sith</i></em> (2005); <em><i>Han Solo</i></em> (2018); <em><i>Rogue One</i></em> (2016); <em><i>Uma Nova Esperança</i></em> (1977); <em><i>O Império Contra-Ataca</i></em> (1980); <em><i>O Retorno de Jedi</i></em> (1983); <em><i>O Mandaloriano e Grogu</i></em> (2026); <em><i>O Despertar da Força</i></em> (2015); <em><i>Os Últimos Jedi</i></em> (2017); <em><i>A Ascensão Skywalker</i></em> (2019).</p>

			</div></div>
<p>Meu primeiro contato com a saga foi ainda no final dos anos 70, quando eu mal tinha seis anos de idade. Minha geração não teve o acesso à informação como temos hoje. Assim, a melhor maneira de saber das novidades da indústria cinematográfica que aportavam no Brasil era exatamente a sala de cinema, o espaço propriamente dito. Em Lagarto, por aquela época, uma das grandes diversões era o <em><i>Cine Glória</i></em>, do saudoso Édson Dória, também conhecido por Edinho do Cinema. Lembro com nitidez o impacto que deixou em minha memória o cartaz de <em><i>O Retorno de Jedi, </i></em>para mim um dos mais lindos de toda a série.</p>
<p>Muito pequenino, acho que o primeiro que assisti foi <em><i>O Império Contra-Ataca.</i></em> Eu era amigo de infância do dono do cinema, Édson Júnior, e, em razão disso vi a vários filmes de graça, pois o local era vizinho à sua casa, separado apenas por uma porta estreita. A sessão na tela foi algo que me marcou profundamente, pois a trilha sonora de Star Wars (composta pelo maestro John Williams e executada pela London Symphony Orchestra), bem como a sua abertura, estão entre as melhores de todos os tempos.</p>
<p>No que diz respeito a <em><i>O Mandaloriano e Grogu, </i></em>compartilho da opinião do perfil de Instagram, Multiverso Comics, que disse em publicação recente: “(&#8230;) <em><i>se mostrou um excelente filme para introduzir alguém a Star Wars</i></em>”. É bem verdade que neste volume não aparece o mega vilão Darth Vader, mas quem, novamente, rouba a cena é o “bebê Yoda”, assim chamado por ele fazer parte da mesma espécie do mestre jedi Yoda, mentor de Luke Skywalker (Mark Hamill). Grogu é o companheiro inseparável do caçador de recompensas mandaloriano, Din Djarin, brilhantemente interpretado por Pedro Pascal.</p>
<p>O filme foi possível graças ao sucesso da série de três temporadas: <em><i>The Mandalorian</i></em> (2019), criada por Jon Favreau, um ator, diretor, comediante e argumentista norte-americano. A história se passa entre os filmes <em><i>O Retorno de Jedi</i></em> e <em><i>O Despertar da Força</i></em>, portanto após a queda do Império e antes da criação da temida Primeira Ordem. Além de Pedro Pascal, conta com as participações de grandes estrelas do cinema universal, a exemplo de Sigourney Weaver (no papel da comandante dos rebeldes, Ward) e de Martin Scorsese, que fez a voz do alienígena Hugo, um cozinheiro símio, de quatro braços, da espécie Ardenniano.</p>
<p>Além dos incríveis efeitos visuais, das cenas de ação, notadamente as de luta, o filme <em><i>O Mandaloriano e Grogu, </i></em>tal qual a cinebiografia de Michael Jackson, é para quem é de fato fã. E, nesse sentido, não importa se ele vai “salvar a franquia” (como se ela estivesse em perigo) ou que não seja uma das melhores do todo. Importa que é Star Wars e cumpre, com dignidade e maestria, o papel de fazer as pessoas de qualquer idade se emocionar e sonhar. E, como disse, sair do cinema com a certeza de que o que vale mesmo nesta vida é cuidar de quem amamos.</p>
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		<title>Ao divino Espírito Santo de Indiaroba, Sergipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 09:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos &#160; Neste domingo, 24, a cidade de Indiaroba celebra mais uma festa de seu padroeiro, o Divino Espírito Santo. Trata-se de uma das manifestações mais singulares do catolicismo sergipano, também presente em algumas partes do Brasil, a exemplo de Paraty (RJ), Alcântara e São Luís (MA), São João del-Rei &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">N</span>este domingo, 24, a cidade de Indiaroba celebra mais uma festa de seu padroeiro, o Divino Espírito Santo. Trata-se de uma das manifestações mais singulares do catolicismo sergipano, também presente em algumas partes do Brasil, a exemplo de Paraty (RJ), Alcântara e São Luís (MA), São João del-Rei e Diamantina (MG), Florianópolis e Governador Celso Ramos (SC) e Mogi das Cruzes (SP), esta última uma das mais antigas e tradicionais.</p>
<p>Entre os trabalhos acadêmicos voltados para esta manifestação, notadamente de cunho popular, mas sob as bênçãos da Igreja, destaque para “<em><i>O império do divino: festas religiosas e cultura popular no Rio de Janeiro (1830-1900)</i></em>”, publicada em 1996 pela historiadora Martha Abreu. Entre os registros mais antigos, se sobressaem dois capítulos da obra de Alexandre José de Melo Moraes Filho, “<em><i>Festas e tradições populares do Brasil</i></em>”, de 1895, cujo prefácio é assinado por Sílvio Romero.</p>
<figure id="attachment_98866" aria-describedby="caption-attachment-98866" style="width: 214px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779368556001.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-98866 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779368556001-214x300.jpg" alt="Livro escrito por Claudefranklin e Patrícia Monteiro" width="214" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779368556001-214x300.jpg 214w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779368556001-729x1024.jpg 729w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779368556001-768x1079.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779368556001-1093x1536.jpg 1093w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1779368556001.jpg 1139w" sizes="(max-width: 214px) 100vw, 214px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98866" class="wp-caption-text">Livro escrito por Claudefranklin e Patrícia Monteiro</figcaption></figure>
<p>No último dia 18, terceira noite do novenário, sob a presidência do padre Jodeclan Rabelo (Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Lagarto), eu e minha esposa, a professora e historiadora Patrícia dos Santos Silva Monteiro, lançamos o livro “<strong><b>Indiaroba – uma dádiva do Divino Espírito Santo</b></strong>”, em comemoração aos 185 anos de fundação da paróquia e aos 180 anos de criação da Vila do Espírito Santo. Trata-se do primeiro registro sistematizado da história daquele município, sob a perspectiva do catolicismo, embora, na primeira parte, versamos também sobre aspectos políticos, sociais, econômicos, educacionais e culturais. Digo sistemátizado, porque até o presente momento havia estudos esparsos, de textos para jornais a pesquisas acadêmicas, como monografias.</p>
<p>A obra nasceu de um convite feito pelo padre Josimar Araújo Melo, atual pároco da comunidade, no segundo semestre do ano passado. Em pouco menos de três meses, eu e minha esposa nos debruçamos sobre tudo que foi possível consultar a respeito do tema, com especial atenção à documentação paroquial, ao trabalho de memória do ex-prefeito Raimundo Mendonça Filho, do acervo jornalístico da Biblioteca Nacional, além do importante trabalho de cultivo da memória local, levado a cabo por Enielmo Ehanis Santos, professor e historiador, que coordena o Projeto  Indiaroba Resgate Histórico e Cultural (Instagram).</p>
<p>Naquela noite de lançamento, dedicada às autoridades, chamou a minha atenção o simbolismo da Bandeira do Divino, logo na procissão de entrada da Santa Missa, conduzida pelo prefeito Marcos Sertanejo, o qual não escondia sua emoção, deixando entrever lágrimas nos olhos e um sorriso radiante. Afora, no altar, à esquerda, estavam devidamente acomodados o cetro e a coroa do imperador da festa. A coroação acontece no primeiro dia da novena, na noite dos motoristas. Duas crianças, trajadas com vestuário monárquico, adentram a igreja e ao final, o menino é coroado e recebe o cetro das mãos do padre que preside a Santa Missa, neste ano foi o padre Gildeon Rabelo.</p>
<p>O livro “<em><strong><b>Indiaroba – uma dádiva do Divino Espírito Santo</b></strong></em>” foi cuidadosamente e garbosamente elaborado pela editora sergipana, Criação, de Adilma Meneses. Foi bancado pela própria paróquia, que já na noite de lançamento pode atestar a importância do investimento, com a comunidade abraçando o projeto e comparecendo em massa ao evento, abrilhantado pela Filarmônica do Divino, fundada em maio de 2000. Entre as autoridades, marcaram presenças vereadores locais, secretários municipais, o deputado estadual Jorginho, o prefeito já aqui citado, representantes do poder judiciário e os ex-prefeitos Raimundo Mendonça Filho e Adinaldo do Nascimento Santos, filho de pais lagartenses, com o qual estudei. Esteve, também, nos prestigiando o padre Nivaldo Soares, natural de Pernambuco, radicado na Diocese de Estância, que além de ter se ordenado na paróquia, foi seu vigário e pároco.</p>
<p>À essa altura do presente texto, o leitor deve estar se perguntando por que um casal de historiadores lagartenses resolveu escrever e publicar um livro sobre Indiaroba. Aqueles que tiverem a oportunidade de adquirir e conhecer o conteúdo da obra chegarão à conclusão de que entre Lagarto e Indiaroba existe uma relação muito antiga e próxima. Destaco, de modo particular, a importância de um indiarobense para a educação lagartense. Refiro-me ao padre José Alves Pitangueira (1812-1858), natural do povoado Hospício. Em Lagarto, foi professor de Latim e de Francês entre 1853-1857, e responsável direto pelas primeiras iniciativas de educação formal no município. Afora isso, o fato de a paróquia ter tido como administradores clericais pelo menos três padres nascidos ou criados em terras lagartenses, a exemplo do atual, do hoje professor Izaías dos Santos Goes e do padre Acival Vidal de Oliveira.</p>
<p>De nossa parte, fica a gratidão ao padre Josimar Araújo pelo convite e pela confiança depositada em nosso trabalho. Que a obra possa colaborar para o conhecimento da história do município de Indiaroba, que esteve às voltas com as querelas por disputas territoriais entre Bahia e Sergipe por algum tempo. Nossa gratidão, também, ao povo indiarobense pela acolhida e pela atenção a nós dedicada naquela noite belíssima de domingo do dia 18 de maio do corrente ano.</p>
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		<title>Paulinho da Costa &#8211; o ritmo por trás do ritmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:55:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Earth Wind and Fire, Madonna, Miles Davis, Whitney Houston, Andrea Bocelli, Celine Dion, Nazareth, Toto, Lionel Ritchie, Bob Dylan, Eric Clapton, Eton John, Ella Fitzgerald, Aretha Franklin, Barbara Streisand, Roberto Carlos, Alice Cooper, The Jackson Five, Quincy Jones (de quem foi muito amigo), outra centena de artistas &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">E</span>arth Wind and Fire, Madonna, Miles Davis, Whitney Houston, Andrea Bocelli, Celine Dion, Nazareth, Toto, Lionel Ritchie, Bob Dylan, Eric Clapton, Eton John, Ella Fitzgerald, Aretha Franklin, Barbara Streisand, Roberto Carlos, Alice Cooper, The Jackson Five, Quincy Jones (de quem foi muito amigo), outra centena de artistas e bandas e, claro, Michael Jackson. Este último disse, certa feita, ao seu respeito: “<em>O melhor percussionista do mundo</em>”. Com Michael, participou de todos os seus álbuns solo a partir de <em>Off The Wall</em>, incluindo a criação da percussão de <em>Thriller</em> e do hino <em>We Are the World.</em></p>
<p>Esta introdução já seria por si só suficiente para definir <strong>a importância do carioca Paulo Roberto da Costa para a música instrumental, de modo particular, a percussão, para a história da música universa</strong>l. Não é à toa que é o único brasileiro a ocupar e receber uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, em Los Angeles, onde mora há mais de cinquenta anos, com sua esposa, Arice da Costa, com quem é casado desde o início dos anos 70, pais de dois filhos.</p>
<p><strong>Nascido em Irajá, bairro da Zona Norte do município do Rio de Janeiro, aos 31 de maio de 1948</strong>, Paulo da Costa cresceu em ambiente pobre, mas às voltas com a musicalidade típica desta parte do país, onde também nasceu e cresceu Zeca Pagodinho. Logo cedo, despertou interesse pelo pandeiro, tornando-se um dedicado estudioso da arte percussionista. Aos 15 anos de idade, fez sua primeira viagem internacional para a Rússia. A cada nova apresentação, seu talento evoluía, se diversificava e se consolidava, despertando a atenção de diversas pessoas da área musical.</p>
<p>A partir de 1972, sua vida mudou completamente após o convite do músico e pianista brasileiro, Sérgio Mendes (1941-2024), para compor seu grupo. Àquela altura, Mendes já era alguém muito conhecido e querido nos Estados Unidos da América, de modo particular, em Los Angeles. Daquela data em diante, Paulinho passou a ser disputado por grandes artistas e bandas, com inúmeros e intermináveis convites para gravar com ele em espetáculos e álbuns.</p>
<p>Tornou-se amigo de grandes nomes, a exemplo do jazzista Dizzy Gillespie (1917-1993), Norman Granz (1918-2001), grande produtor musical, e Quincy Jones (1933-2024), produtor musical, compositor, empresário, arranjador e produtor cinematográfico, grande responsável pelo sucesso de Michael Jackson. Amizades responsáveis por abrir inúmeras portas para Paulinho da Costa que, ano após ano, foi firmando seu nome entre os grandes, sobrevivendo, inclusive, a invasão dos chamados grooves sintéticos e eletrônicos.</p>
<p>Estas e outras informações sobre Paulinho da Costa podem ser conferidas no genial documentário “The Groove Under the Groove: Os Filhos de Paulinho da Costa &#8211; 2026” (1h e 29 min.), dirigido por Oscar Rodrigues Alves e roteirizado também por este em parceria com Bob Makela. O filme faz parte da programação atual da Netflix, que conta com depoimentos marcantes, a exemplo de Roberto Carlos, Alcione, Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Gerson Benson, Ray Parker Jr., entre outros. Chama a atenção, logo de sua primeira cena, uma belíssima história sobre as origens africanas da percussão, notadamente do tambor, e de sua relação com a fome.</p>
<p>Fico muito feliz, nessa onda de redescoberta e revisita ao legado de <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/michael-um-filme-para-fa/" target="_blank" rel="noopener">Michael Jackson</a></span>, de saber da contribuição singular do brasileiro Paulinho da Costa, um dos grandes representantes do talento do povo negro de nosso país, que, a exemplo de Pelé, faz o mundo se render aos seus encantos. Vale a pena conferir essa história de grande sucesso, que também teve as suas agruras.</p>
<p>Vida longa e saudável para o portelense Paulinho da Costa!</p>
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		<title>Michael — um filme para fã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 09:00:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Particularmente, sou fascinado por cinebiografias e, de modo particular, por aquelas cujos motes inspiradores são personalidades da música. Tive a oportunidade de ver as últimas do tempo recente, com exceção (por enquanto) da que se refere à cantora Amy Winehouse &#8211; &#8220;Back to Black&#8221; (2024). Gostei muito, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">P</span>articularmente, sou fascinado por cinebiografias e, de modo particular, por aquelas cujos motes inspiradores são personalidades da música. Tive a oportunidade de ver as últimas do tempo recente, com exceção (por enquanto) da que se refere à cantora Amy Winehouse &#8211; &#8220;Back to Black&#8221; (2024). Gostei muito, na ordem de preferência, de “Bob Marley: One Love” (2024),<strong><b> “</b></strong>Elvis” (2022), “Bohemian Rhapsody” (Queen, 2018) e &#8220;Rocketman&#8221; (Elton John, 2019). Mas, nada se compara a “Michael” (2026). Para além do malquerer de parte da crítica raivosa e preconceituosa, trata-se do melhor que se produziu do gênero até a presente data.</p>
<p>É bem verdade que esta minha assertiva tem muito a ver com o fato de eu ser fã de Michael Jackson (1958-2009) há mais de quatro décadas. Entretanto, digo e reafirmo, sobretudo, pela proposta desta que é a primeira parte da cinebiografia do multiartista norte-americano mais reconhecido, vendável e premiado de todos os tempos, inclusive postumamente. E o sucesso do filme não me deixa mentir, batendo recordes após recordes a cada semana desde sua estreia, no último dia 23 de abril. Sem falar que é, no momento, o artista mais ouvido nas plataformas de música do mundo inteiro.</p>
<p>Lembro, com nitidez, da primeira vez que vi Michael Jackson na TV. Dia 4 de dezembro de 1983, quando o videoclipe da canção &#8220;Thriller&#8221; foi ao ar, no final do programa “Fantástico”, da Rede Globo. Eu tinha apenas nove anos de idade. Fiquei por 14 minutos paralisado diante da TV. Doravante, passei a me interessar por tudo que dizia respeito ao artista, dentro das limitações de acesso à comunicação e de consumo cultural de minha época, de um garoto do interior de Sergipe.</p>
<p>Acompanhei a carreira de Michael Jackson em seus altos e baixos, e, mesmo diante da acusação de prática de pedofilia (nunca provada) via nele alguém que veio para fazer a diferença, superando dramas pessoais e familiares, sobretudo dos traumas de infância que o consumiram mentalmente e que procuraram moldar seu comportamento, visto como estranho. Inclusive, no que diz respeito às inúmeras plásticas que fizeram mudar a sua fisionomia e a sua cor de pele, às voltas com o vitiligo.</p>
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<p>Quando de sua morte,  no dia 25 de junho de 2009, aos 50 anos de idade, eu chorei como se tivesse falecido alguém muito próximo. E imaginar que ele, como a tantos outros desse meio do entretenimento de massa, também sucumbiu à pressão e ao uso de algum tipo de droga para tentar fugir dessa loucura toda que a fama cobra com juros e correção monetária. No seu caso, dependente que se tornou de analgéticos, mais de perto do Propofol, do qual fazia uso para tratar de uma insônia crônica.</p>

			</div></div>
<p>A bem da verdade, foi duro e ainda é para uma parte da sociedade, notadamente branca, admitir que um jovem negro, de origem humilde, dono de um talento incomum e singular (seja no dançar e no cantar) fosse capaz de ser mais famoso e vender mais do que Elvis Presley, Beatles e Rolling Stones. De tal sorte que Michael Jackson segue sendo o alvo predileto de racistas e fascistas de nosso tempo. Há, para além disso, uma má vontade que beira à inveja, motor para todo tipo de especulação e armadilhas que chegaram a levá-lo aos tribunais e mesmo a ter que se explicar em entrevistas ocasionais. E, em todas as situações, Michael encarou a tudo de cabeça erguida, inclusive reforçando seu orgulho de ser negro.</p>
<p>Poderia, ainda, destacar suas ações caritativas, em especial dedicadas a crianças, idosos e pobres. Nesse particular, como não lembrar da campanha “We Are the World” (1985), capitaneada por ele, que reuniu um time de grandes outros artistas em prol de arrecadar fundos contra a fome na Etiópia? Michael dividiu a autoria da canção-tema com Lionel Richie. Por ocasião de seu acidente (e o filme cobre esse momento), em 27 de janeiro de 1984, quando da gravação de um comercial da Pepsi, no Shrine Auditorium, em Los Angeles, ele sofreu sérias queimaduras no couro cabeludo. Na oportunidade, Michael foi indenizado pela empresa com US$ 1,5 milhão. Ele o doou, integralmente, ao Centro Médico Brotman.</p>
<p>Esses e outros aspectos da vida e da carreira de Michael Jackson fazem parte do filme, dirigido por Antoine Fuqua. Estrelado por seu sobrinho, Jaafar Jackson (filho de Jermaine Jackson, membro do Jackson 5 e irmão de Michael), a primeira parte de sua cinebiografia cobre o período de 1966 a 1988. O grande destaque, certamente, é o jovem ator Jaafar, que faz uma interpretação fenomenal. Ao ver o filme, era incrível como me dava a impressão de que era o próprio Michael quem estava ali.</p>
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<p>Até o fechamento deste artigo, o filme “Michael” havia superado a cifra de US$ 420 milhões e ultrapassado 3,5 milhões de espectadores no Brasil. Em que pese o fato de a cinebiografia ser contestada aqui e ali (naturalmente) não é, definidamente, um filme para discussão acadêmica e tampouco para o deleite de uma crítica muitas vezes cruel e injusta com os artistas. Como fã que sou, trata-se, sim, de um filme para fã. E somente quem é, de fato fã, será capaz de ter a sensibilidade suficiente para reconhecer (além de derramar lágrimas de emoção) que se trata de uma grande e justa celebração da memória de um dos maiores artistas que a história já conheceu.</p>

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		<title>Paredes – poemas de Assuero Cardoso Barbosa para desanuviar</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/paredes-poemas-de-assuero-cardoso-barbosa-para-desanuviar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 12:34:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; “Minha mãe correu ferrolhos”. Este é o verso que inicia uma das estrofes mais belas e profundas do novo livro do poeta lagartense Assuero Cardoso Barbosa. E escolho este verso em especial pela carga de memória e afeto que me trouxe ao lê-lo. Imediatamente, o título do &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">“M</span>inha mãe correu ferrolhos”. Este é o verso que inicia uma das estrofes mais belas e profundas do novo livro do poeta lagartense Assuero Cardoso Barbosa. E escolho este verso em especial pela carga de memória e afeto que me trouxe ao lê-lo. Imediatamente, o título do poema “Desanuviar” (p. 29) me fez lembrar alguns dos dizeres de dona Claudemira (minha mãe). Aliás, um dos meus prediletos e do qual me valho em diversas situações da vida, sobretudo quando as coisas estão tensas ou quando estou sob pressão, pois sinto a necessidade, e busco, de me libertar um pouco, respirar, distensionar, enfim, desanuviar.  Como dizia dona Mira: “retirar aquela nuvem sombria que embaça a alegria da vida”.</p>
<figure id="attachment_98458" aria-describedby="caption-attachment-98458" style="width: 189px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-scaled.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-98458" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-225x300.jpg" alt="Assuero Cardoso Barbosa, autografando o livro &quot;Paredes&quot;" width="189" height="252" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-769x1024.jpg 769w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-768x1023.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-1153x1536.jpg 1153w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-1538x2048.jpg 1538w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-scaled.jpg 1922w" sizes="(max-width: 189px) 100vw, 189px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98458" class="wp-caption-text">Assuero Cardoso Barbosa autografando o seu livro &#8220;Paredes&#8221; Fotos: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p>E foi com esse sentimento que li e mergulhei nos poemas do livro “Paredes”, lançado numa noite emocionante, leve e concorrida do dia 25 de abril, sábado último, no hall de entrada da Casa de Cultura Sílvio Romero (antigo Grupo Escolar, 1923), na cidade de Lagarto-SE. O livro com 131 poemas que revelam um poeta maduro e ainda mais sensível e criativo. Resultado da Política Nacional Aldir Blanc (MINC – Governo Federal), a produção do livro contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Lagarto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na pessoa do titular da pasta, o artista plástico José Antônio Prata Neto (Nenê), que tem feito, com sua equipe dedicada, um excelente trabalho de difusão, estímulo e valorização da cultura lagartense.</p>
<p>Nascido em Lagarto, no dia 13 de setembro de 1965, Assuero Cardoso Barbosa está entre os maiores poetas da história cultural de Sergipe. Despontou para a arte poética no início dos anos 1980, conquistando seu primeiro prêmio de destaque em 1984, com o terceiro lugar no II Concurso de Poesia Falada de Lagarto. Daí em diante foi uma ascendência meteórica, construindo uma carreira firme e sólida, inclusive na docência. As premiações se seguiram, seja em nível de Sergipe (Aracaju, Propriá, Estância, Tobias Barreto) seja em nível nacional, a exemplo de Penedo-AL, São Paulo-SP, Mococa-SP, Cachoeira- ES e Gramado-RS).</p>
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<p>Publicou seu primeiro livro de poesia, “Nu e Noturno”, em 1991. Até a presente data, além de “Paredes”, também publicou “Tribo” (1997), “Lua Lírica” (2001), “A cerca de vidros” (2009), “Lagarto em Verso e Trova” (2012), “Um quarto de hora” (2014), “A saga de Zefa Ninguém” (2016) e “Antologia Poética” (2021). Sem deixar de mencionar o livro “O espectro no espelho” (2005), de contos e crônicas, e “Das atrações às traições” (2024), que reúne contos e minicontos. Ao todo foram 10 livros lançados, afora inúmeras participações em antologias e outros livros.</p>

			</div></div>
<p>Com ele, tive a grata satisfação de dividir alguns projetos editoriais, a saber: “Limites Democráticos do Brasil, de Abelardo Romero Dantas” (2009); “Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro” (2011); “Nos bailes da vida” (2013), em comemoração aos cinquenta anos da Banda Los Guaranys; na edição Centenária do livro “O Triunfo”, de autoria de Ranulfo Prata (2019); em “Letras em Movimento” (2019); e “Laudelino Freire – Ensaios, História e Memória” (2023).</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Por toda essa trajetória bem-sucedida, não faltaram reconhecimentos por seu trabalho, com participações em agremiações literárias e também honrarias, tais como: Auditório Assuero Cardoso Barbosa (Centro Cultural Adalberto Fonseca – Lagarto/SE) &#8211; 2000; Comenda Sílvio Romero (Câmara de Vereadores de Lagarto, 2001); membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras – ES, 2012; Comenda Monsenhor Daltro (Prefeitura Municipal de Lagarto, 2012); Destaque da Educação – EDUCAR-SE, 2012; Membro fundador da Academia Lagartense de Letras (2013); Dia Municipal da Poesia – Prefeitura Municipal de Lagarto, dia 13 de maio – Lei nº 756 de 2017; membro da Academia de Letras Brasil/Suíça (Núcleo Sergipe, 2020); Moção de Congratulação da Câmara de Vereadores de Lagarto, 2021; membro honorário e título de comendador pela Academia Tobiense de Letras, 2021; Prêmio REALCE 2022/2023; menção honrosa da Academia Riachãoense de Letras, Artes e Cultura, 2023; Medalha Mérito Educacional Manoel José Bomfim – Assembleia Legislativa de Sergipe, 2024; e Sócio Honorário da Academia Riachãoense de Letras, Artes e Cultura, 2025.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_98457" aria-describedby="caption-attachment-98457" style="width: 169px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio.webp"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-98457" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-169x300.webp" alt="Claudefranklin e esposa com o poeta Assueredo" width="169" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-169x300.webp 169w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-576x1024.webp 576w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-768x1365.webp 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-864x1536.webp 864w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio-1152x2048.webp 1152w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Acervo-Proprio.webp 1206w" sizes="(max-width: 169px) 100vw, 169px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98457" class="wp-caption-text">CaudefranKlin e a esposa, Patrícia Monteiro</figcaption></figure>
<p>Conheço Assuero Cardoso Barbosa desde agosto de 1994, quando de nossa convivência professoral no Colégio Cenecista Laudelino Freire, em Lagarto, onde nasceu uma amizade fraterna que sobreviveu às vicissitudes do tempo e das relações humanas e a todas as suas mazelas, incluindo mexericos, ruídos de comunicação e malquereres, posto que foi um sentimento de afeto, amor recíproco e de gratidão que prevaleceu. Devo a ele e ao saudoso professor José Cláudio Monteiro Santos tudo que me tornei, sobretudo no campo das letras e da arte de escrever.</p>
<p>Com sua bondade, desprendimento, aversão à vaidade e generosidade, aliados ao talento singular e inconteste, Assuero Cardoso Barbosa é hoje o nosso “<strong>poeta-mor</strong>”, “mor”, como disse na noite do lançamento de “Paredes” no que a etimologia tem de melhor para além de “maior” <em>(maiorem – latim)</em>. Também o é “amor” (aférese). E a noite em que “Paredes” foi apresentada não poderia ter sido melhor, pois o céu, estrelado, pediu licença à chuva, desanuviou-se, e a lua lírica (como frisou o confrade José Uesele, cerimonialista na oportunidade) veio dar o ar da graça e saudar o nosso poeta.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Por uma igreja sinodal e missionária</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/por-uma-igreja-sinodal-e-missionaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 11:41:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[assembleia]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[CNBB]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)   Encerra hoje a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A primeira edição aconteceu em 1953. A partir de 1967, o evento passou a ser anual. Até o ano de 1974, o local da reunião era o Centro de Estudos do Sumaré (RJ) &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p><strong><b> </b></strong></p>
<span class="dropcap ">E</span>ncerra hoje a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A primeira edição aconteceu em 1953. A partir de 1967, o evento passou a ser anual. Até o ano de 1974, o local da reunião era o Centro de Estudos do Sumaré (RJ) e, posteriormente, Itaici, município de Indaiatuba (ambos, no interior do Estado de São Paulo). E, desde 2011, é sediada no Santuário Nacional de Aparecida (SP). De quatro em quatro anos, são definidas as diretrizes pastorais, ocorre a eleição de líderes da instituição e também são discutidos temas de interesse da Igreja e da sociedade brasileira.</p>
<p>Na 62ª Assembleia Geral da CNBB, acontece a aprovação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), com o foco em uma “Igreja peregrina e sinodal&#8221;. Para tanto, antes de nos debruçarmos sobre as principais decisões que irão nortear o próximo sexênio (2026-2032), precisamos compreender e refletir sobre algumas questões de ordem histórica e teológica.</p>
<p>Entre as muitas frases atribuídas a Tertuliano (século III), uma chama a minha atenção no que se refere aos primeiros tempos do Cristianismo: <em><i>Vide, inquint, ut invicem se diligant</i></em> (veja como se amam). É dessa época e à luz desta sua assertiva a origem do “sínodo”. Embora, enquanto Igreja Católica, modernamente, os chamados Sínodos dos Bispos passem a acontecer oficialmente a partir de 1965, com o papa Paulo VI, vale ressaltar que a prática já ocorria entre aqueles primeiros cristãos, na perspectiva etimológica do grego <em><i>synodos</i></em> (&#8220;caminhar juntos&#8221;). Muito comum na chamada Igreja Primitiva (dos primeiros tempos de Jesus, após a sua crucificação e ressurreição) &#8211; ver Atos 2,44-45; 4,32.</p>
<p>Seu significado atual é o de uma assembleia ou reunião eclesiástica, convocada por autoridades religiosas (como o papa ou bispos), com o objetivo de discutir, consultar e tomar decisões sobre temas doutrinários, pastorais ou administrativos. Que é diferente de Concílio, do latim <em><i>concilium </i></em>(assembleia, reunião), que passa, necessariamente, pela ideia e necessidade, dentro da Igreja, de se buscar conciliar algo, como fora no Concílio Vaticano II (1962-1965).</p>
<p>Coube ao Papa Francisco (2013-2025) a iniciativa de revisitar, teológica e pastoralmente, a ideia de sínodo da Igreja Antiga. Esta ressignificação passa pela ideia e reflexão do tipo de &#8220;Caminho que Deus espera da Igreja no terceiro milênio&#8221;. Foca na comunhão, corresponsabilidade e participação de todos os batizados na missão evangelizadora, com ênfase na escuta recíproca e no diálogo, superando lógicas autoritárias e o clericalismo. Pensamento que começou em 2021 com o Sínodo da Sinodalidade e foi amadurecido, sobretudo em documentos, em 2024, à luz da temática: “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”.</p>
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<p>No que se refere às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para 2026-2029, o foco é, portanto, na sinodalidade, na missão em um contexto urbano e digital, e na transformação social através da cultura da paz e da defesa da vida, tendo como pontos chave: Ação Evangelizadora (não apenas Pastoral) / Proposta, não imposição / fortalecimento das Comunidades Eclesiais Missionárias / Cultura da Paz e Defesa da Vida / e Proteção aos Vulneráveis. Entre os Caminhos da Missão: Iniciação à Vida Cristã / Comunidades de Discípulos Missionários / Liturgia e Piedade Popular / Cuidado das fragilidades: das pessoas e da Casa Comum.</p>
<p style="text-align: left;">
			</div></div>
<p>Tendo a Eucaristia como fonte, os católicos são convidados a uma ação missionária concreta (missionariedade) à luz de uma Igreja Sinodal, a assumirmos uma postura apostólica e profética num tempo marcado pela injustiça social, pela polaridade e pelo egoísmo. Lutarmos para recuperar a dignidade humana que Deus nos legou na Criação e caminharmos juntos, como os primeiros discípulos e apóstolos de Jesus, somando esforços e colocando os nossos talentos em comum.</p>
<p>Nesse sentido e já nessa expectativa pela concretização das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, animamos a fala do Papa Francisco, em 2001, que diz:  “O Espírito nos guiará e concederá a graça de <u>avançarmos em conjunto</u>, de nos ouvirmos mutuamente e iniciarmos um <u>discernimento no nosso tempo</u>, tornando-nos <u>solidários</u> com as fadigas e os anseios da humanidade”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Leão XIV, um Papa sem papas na língua</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/leao-xiv-um-papa-sem-papas-na-lingua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 10:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; No dia 8 de maio de 2025, quando o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost foi apresentado ao mundo como o mais novo papa da Igreja Católica (o 267.º), confesso que senti um frio na barriga e fui tomado, inicialmente, por um sentimento de frustração e desconfiança. A &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p data-path-to-node="0"><span class="dropcap ">N</span>o dia 8 de maio de 2025, quando o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost foi apresentado ao mundo como o mais novo papa da Igreja Católica (o 267.º), confesso que senti um frio na barriga e fui tomado, inicialmente, por um sentimento de frustração e desconfiança. A ideia de ter um norte-americano, em meio a um retorno do psicótico Donald Trump ao poder nos EUA, abria margem para qualquer tipo de interpretação negativa, como a de que a &#8220;fumaça de Satanás&#8221; tivesse entrado por uma fresta do Vaticano.</p>
<p data-path-to-node="1">Porém, a má impressão durou bem menos do que eu imaginava e, tão logo a sua biografia foi maciçamente divulgada nas redes sociais, foi se dissipando e se transformando em esperança, à qual estávamos tão acostumados com o papado de Francisco (2013-2025). Robert Francis Prevost assumiu o nome de Leão, o décimo quarto da história. Trata-se, pois, de alguém longe de ser qualquer tipo de associação tresloucada como as de seu conterrâneo, o maníaco Donald Trump.</p>
<p data-path-to-node="2">Mantendo uma certa parcimônia até então, Leão XIV precisou &#8220;rugir&#8221; nas últimas semanas: sem ódio e sem medo. Com falas contundentes e corajosas, como devem ser as de um evangelizador, de um apóstolo e de um profeta da Igreja, ele disse ao presidente Trump o que muita gente tem vontade de dizer e se esquiva por razões diversas, entre elas, por covardia e conveniência. Não coloco aqui nesse bojo os sem-noção que apoiam este pirotécnico (no pior sentido da palavra).</p>
<p data-path-to-node="3">Tendo se posicionado terminantemente contra o clima de guerra que escala no mundo, com uma voz contundente em favor do diálogo e da paz mundial, o Papa Leão XIV chegou, inclusive, a dizer que Jesus não ouve as orações de quem tem as mãos sujas de sangue. Isto porque uma ala do governo norte-americano julga estar fazendo uma &#8220;guerra santa&#8221; em nome de Jesus Cristo. Aliás, o próprio Trump, hereticamente, chegou a postar esta semana em sua rede social uma imagem manipulada por IA em que ele se assemelha ao próprio Cristo.</p>
<p data-path-to-node="4">Diante das reações animosas, mentirosas e destemperadas de Trump ao posicionamento firme de paz de Leão XIV, este assim se expressou:</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="5">&#8220;Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível.&#8221;</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="6">Além disto, o Santo Padre disse que não tem medo de governo algum e que sua missão é pregar o Evangelho.</p>
<p data-path-to-node="7">O cisma e a agressão de Trump ao Papa Leão XIV criaram uma reação a favor deste último em todo o mundo, inclusive de pessoas do mesmo escopo ideológico do presidente norte-americano, a exemplo da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. O que mostra que a posição do Papa não é de alguém de Estado, embora ele o seja, como chefe do Vaticano, mas de alguém efetivamente de Jesus Cristo e fiel aos seus ensinamentos, como foram São Pedro, os mártires e os santos, nenhum deles tementes a autoridades e poderes temporais.</p>
<p data-path-to-node="7"><div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p data-path-to-node="8">Definitivamente, como tenho dito em outras oportunidades e textos <a href="https://www.sosergipe.com.br/category/articulistas/outras-palavras/" target="_blank" rel="noopener"><strong><span style="color: #008000;">desta coluna</span></strong></a>, Donald Trump é um mal a ser detido. Como já fiz questão de lembrar e reitero, a humanidade já viveu algo parecido, com a condescendência feita a Adolf Hitler nos anos 30 e 40 do século passado. Se nenhuma força humana for capaz disso, sigo acreditando naquilo que é imbatível: o poder do tempo e sua capacidade de mostrar, incansavelmente, ao mundo e à humanidade que todos somos passageiros e cujos destinos existenciais acabam num buraco escuro chamado cova, seja rico e poderoso ou não.</p>
<p data-path-to-node="8">
			</div></div>
<p data-path-to-node="9">Enquanto isso, louvamos a Deus pela coragem evangélica do Papa Leão XIV, que, sem papas na língua, mantém-se firme na defesa da paz, na propagação da mensagem de Cristo, assentando a Igreja Católica como uma âncora e também garantidora da concórdia entre as nações e povos, inclusive de culturas e credos diferentes, dado que Jesus veio ao mundo para todos e não apenas para uma casta que se arvora de conservadora, moralista, mais santa do que os outros e, o que é pior, &#8220;salva&#8221;. Gente que, em sua maioria, prefere apoiar Trump do que testemunhar o amor generoso, terno e pacífico de Deus.</p>
<p data-path-to-node="9">
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		<title>The Dark Side of the Moon</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/the-dark-side-of-the-moon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 10:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Em 1973, a banda Pink Floyd lançava o álbum “The Dark Side of the Moon” com uma das capas de LP mais marcantes da indústria fonográfica internacional. Àquela altura, a chamada corrida espacial entre a antiga União Soviética e os EUA estava chegando ao seu ápice e &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m 1973, a banda Pink Floyd lançava o álbum <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://en.wikipedia.org/wiki/The_Dark_Side_of_the_Moon" target="_blank" rel="noopener">“The Dark Side of the Moon”</a></span> com uma das capas de LP mais marcantes da indústria fonográfica internacional. Àquela altura, a chamada corrida espacial entre a antiga União Soviética e os EUA estava chegando ao seu ápice e também, dois anos depois, ao seu fim oficial com a missão conjunta realizada em 17 de julho. O disco, de alguma forma, reflete o auge dos acontecimentos em torno daqueles eventos, como a chegada e exploração da Lua em anos anteriores, a ponto de ser inspiração para o seu título e também do presente texto.</p>
<p>Enquanto o maníaco Donald Trump “brincava” de guerra, astronautas da missão Artemis II (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.nasa.gov/" target="_blank" rel="noopener">NASA</a></span> – EUA / CSA – Canadá / ESA – Europa), na última semana, realizavam um feito histórico: tripular a órbita lunar, depois de 58 anos. A primeira vez aconteceu com a Apollo 8, em dezembro de 1968, com os astronautas Frank Borman, James Lovell e William Anders. Os norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen, que compõem a equipe da Artemis II, protagonizaram, sobretudo com suas falas, coisas que vão na contramão do que o mundo está vivendo hoje, muito por culpa do atual mandatário dos EUA e também do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, entre outros.</p>
<figure id="attachment_98066" aria-describedby="caption-attachment-98066" style="width: 888px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/astronauta-Victor-Glover.avif"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-98066 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/astronauta-Victor-Glover.avif" alt="astronauta Victor Glover" width="888" height="592" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/astronauta-Victor-Glover.avif 888w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/astronauta-Victor-Glover-300x200.avif 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/astronauta-Victor-Glover-768x512.avif 768w" sizes="auto, (max-width: 888px) 100vw, 888px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98066" class="wp-caption-text">Victor J. Glover — Foto: Divulgação/Administração Nacional da Aeronáutica no Espaço (Nasa)</figcaption></figure>
<p>Entre os referidos astronautas, destaco <strong>Victor Glover</strong>, 49 anos. O primeiro homem negro e a primeira pessoa não branca a orbitar a Lua. Atenção comentaristas da Globo News: “homem negro” e não “um negro”, como se ele não fosse homem. E isto diz muito do racismo predominante na história, inclusive espacial, dos EUA e do chamado racismo estrutural presente nas elites brasileiras. Para além disto, alguém cuja humanidade e religiosidade chamaram muito a atenção nestas duas, além das também inéditas e lindas imagens do planeta Terra e da Lua.</p>
<p>Para além de ser um piloto de elite, do ponto mais distante já alcançado pela humanidade em relação à distância da Terra, ele concebe o universo como um “vasto nada”. Ao contemplar nosso mundo da espaçonave, percebe a força da criação Divina. Ou ainda, conforme li esta semana no perfil do<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/capela.app/" target="_blank" rel="noopener"> Instagram capela.app</a></span>:</p>
<blockquote><p>“<em>Quanto mais o homem avança no cosmos, mais ele tropeça na glória inegável do Criador.</em>”</p></blockquote>
<p>Afirma Victor Glover, entre tantas palavras profundas, sábias e reais:</p>
<blockquote><p>“<em>Quer você acredite em Deus ou não, esta é uma oportunidade para nos lembrarmos de onde estamos e quem somos.</em>”</p></blockquote>
<p>A missão Artemis II mostra quão insignificantes são as pretensões de Trump, Netanyahu e todo esse tipo de líderes cafonas que insistem em existir que nem baratas (com o perdão às baratas). Voltar nossa atenção para o espaço sideral, num momento em que o mundo sofre sob a tensão de conflitos os mais absurdos possíveis, deixa em nós um alento de esperança: talvez precisemos sair um pouco do nosso umbigo para perceber as inúmeras maravilhas ao nosso redor e, enfim, notarmos que, diante da exuberância do Planeta Terra e do satélite Lua, somos apenas meros e insignificantes seres, que ainda merecemos a atenção, o amor e o cuidado de nosso Criador.</p>
<figure id="attachment_98067" aria-describedby="caption-attachment-98067" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/terra-vista-do-espaco.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-98067 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/terra-vista-do-espaco.jpg" alt="Terra" width="1920" height="1280" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/terra-vista-do-espaco.jpg 1920w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/terra-vista-do-espaco-300x200.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/terra-vista-do-espaco-1024x683.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/terra-vista-do-espaco-768x512.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/terra-vista-do-espaco-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98067" class="wp-caption-text">O planeta Terra: visão dos astronautas da Artemis II</p></figcaption></figure>
<p>De há muito tempo sou crítico dos enormes custos utilizados em expedições espaciais. Por outro, desde muito menino, sou um fã incondicional do assunto, sobretudo ao nível da indústria cinematográfica, com clássicos como “2001, uma odisseia no espaço” (1968), “Star Wars” (1977-2024), “Star Trek” (filmes e séries), entre outros. Mas, esta nova missão deixou para mim algumas lições e reflexões: melhor investir dinheiro na exploração do desconhecido mundo para além do Planeta Terra, do que com mísseis, armas, bombas e guerras; a certeza de que somos plenamente abençoados morando num minúsculo e maravilhoso lugar do universo; que a ciência, aliada à fé e nas mãos de pessoas bem-intencionadas, pode gerar frutos benéficos para a existência humana.</p>
<p>Ah, outra coisa, que me perdoem (se quiserem) os terraplanistas, mas a Terra é, DEFINITIVAMENTE, <strong><u>redonda</u></strong>. Plana é a mediocridade de vocês, que não lhes permitem dobrar-se sequer à obviedade, imagine ao infinito amor de Deus, a quem vocês usam o seu Santo Nome em vão. Por fim, encerro fazendo menção ao inesquecível Belchior (1946-2017), que em 1979 nos brindou com a canção “Espacial”, onde diz:</p>
<blockquote><p>“<em>Quem não quiser deixar a Terra em que vivemos / Pelos astros onde iremos / Vai ouvir, ver e contar / Tantas estrelas quantas forem nossas naves / Noutros mares mais suaves / A voar, voar, voar</em>”</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tudo por causa de um grande amor*</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/tudo-por-causa-de-um-grande-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 09:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Não. Não estou me referindo ao clássico Romeu e Julieta, de William Shakespeare (1595). Mas à essência da Semana Santa. A paixão de um Deus por sua criação e por suas criaturas, jamais narrada ou registrada por religião alguma ao longo da história da humanidade. Não há &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>ão. Não estou me referindo ao clássico <em>Romeu e Julieta</em>, de William Shakespeare (1595). Mas à essência da Semana Santa. A paixão de um Deus por sua criação e por suas criaturas, jamais narrada ou registrada por religião alguma ao longo da história da humanidade. Não há notícia afora esta, de um ser divino que se rebaixou ao mais alto grau para declarar todo o seu amor por seres inferiores, fracos, vacilantes, pecadores e mortais.</p>
<p>Por isso mesmo, a Semana Santa é o momento mais oportuno para agradecer por algo que não somos e do qual nunca fomos merecedores, mas assim nos tornamos pelo sangue de um inocente. Conforme preconizou o sumo sacerdote do povo judeu, Caifás:</p>
<blockquote><p>“(&#8230;) <em><i>que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação</i></em>” (Jo 11,50)</p></blockquote>
<p>Da representação cinematográfica de Franco Zeffirelli (1977) a Mel Gibson (2004), narrativas de uma história de amor de encher o coração da gente, que nos toca profundamente, mas nem sempre converte. Fato é que o gesto de Jesus Cristo, de entrega total e absoluta na cruz, está entre os mais nobres já testemunhados por olhos humanos.</p>
<p>O que poderia ser resultado de uma loucura, de um profundo delírio e de uma atitude inconsequente e sem razão, tornou-se uma declaração de amor nunca realizada ao extremo por quem quer que existisse antes e depois de Jesus Cristo.</p>
<blockquote><p>“<em><i>A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina</i></em>”, afirma São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios 1,18.</p></blockquote>
<p>Ele derramou seu sangue até a última gota. Doou-se por inteiro, sem murmurar, maldizer a quem o entregou, torturou e matou.  Tudo por expiação de uma culpa que jamais foi sua. Revertendo, desse modo, toda uma lógica, confundindo poderosos, sábios, ricos e inteligentes. Fez-se Rei para além da realeza. Coroado de espinhos, cuspido, maltratado, humilhado, ridicularizado, carregou sobre seus ombros todo o peso de nossa ignomínia.</p>
<p>A Paixão e Morte de Nosso Jesus Cristo revelaram o que tem de pior na raça humana: vaidade, arrogância, orgulho, soberba, ambição, prepotência, ganância, ingratidão, traição. Quem é o ser humano para ser capaz de julgar, condenar e matar seu próprio Criador? E ainda assim, ser amado por Ele, com tamanha doação e entrega?</p>
<p>Definitivamente, ainda não somos capazes de compreender a dimensão daquele ato nobre, generoso e divino. Insistimos em julgar, maltratar, humilhar e matar Jesus Cristo novamente, por meio de guerras, devassidão, corrupção, pobreza, indiferença, injustiça e ambição.</p>
<p>Enquanto não formos suficientemente sensíveis e gratos por tão grande e incomparável prova de amor, penaremos em nossa existência breve, fútil e medíocre, cujo fim será sempre a cova nossa de cada dia.</p>
<p>Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><i>* Título e texto inspirados na <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LtdKrnMweUE" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">canção</span> <span style="color: #008000;">“</span></a></i></em><em><i><span style="color: #008000;">Tudo por Causa de um Grande Amor”, de autoria de Ir. Miria T. Kolling</span>.</i></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rede Globo &#8211; império da desfaçatez e dos equívocos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/rede-globo-imperio-da-desfacatez-e-dos-equivocos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 12:27:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; É inegável a contribuição da Rede Globo para a história do entretenimento no Brasil, sobretudo por conta de suas novelas de qualidade. Mas, ao longo dos anos, desde sua fundação, sua credibilidade é questionada quando ela interfere na vida política do país, de modo particular por meio &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">É </span>inegável a contribuição da <a href="https://redeglobo.globo.com/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #008000;">Rede Globo</span></a> para a história do entretenimento no Brasil, sobretudo por conta de suas novelas de qualidade. Mas, ao longo dos anos, desde sua fundação, sua credibilidade é questionada quando ela interfere na vida política do país, de modo particular por meio de uma cobertura jornalística que fere princípios como isenção, responsabilidade e verdade.</p>
<p>Assunto da última semana nas redes sociais, a desastrosa e tendenciosa arte de um <em><i>PowerPoint</i></em> criado em torno do escândalo do <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.bancomaster.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Banco Master</a></span> colocou, mais uma vez, a empresa, mais de perto o programa <em><i>Estúdio i</i></em>, numa onda avassaladora de questionamentos políticos e também de outros setores, como o do jornalismo brasileiro. O péssimo ruído levou a emissora, por meio da jornalista Andréa Sadi (visivelmente constrangida), na última segunda-feira, a pedir desculpas pela atabalhoada arte, sem se desculpar com as pessoas e instituições envolvidas no caso, a exemplo do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores, entre outros. Afora deixar de fora quem realmente está implicado no caso.</p>
<p>Esta não foi a primeira vez que a Rede Globo fez bobagem, leia-se mais uma desfaçatez e um de tantos outros equívocos que a empresa cometeu numa trajetória, que não fosse isto, seria mais digna de celebração e aplausos do que de desconfiança e questionamentos. Quando os Marinhos são traídos pela vaidade, pela soberba, subestimando a inteligência e a sensibilidade do povo brasileiro, que os mantém e os sustenta, dá e deu nessa esparrela “jornalística”.</p>
<p>Num tempo recente, é bem verdade que a Rede Globo foi importante na luta contra a desinformação durante a pandemia de COVID-19, como também contra o flerte  da turma de  extrema-direita com um eventual novo golpe militar no Brasil. Mas, essa mesma emissora, em outros tempos, andou pisando na bola ou, para não ser injusto, apostando errado.</p>
<p>Para ilustrar essa assertiva, vou me valer de três situações, duas de cunho histórico e uma no que diz respeito à sua programação.</p>
<p>A TV Globo foi fundada durante o regime militar brasileiro, no dia 26 de abril de 1965. Por isso mesmo, foi omissa com relação aos desmandos dos governos militares, vindo a engrossar a campanha pró-diretas somente quando viu que era um desejo da maioria da população.</p>
<p>Durante as primeiras campanhas para a presidência do Brasil redemocratizado, em 1989, colaborou para demonizar candidaturas de esquerda, como as de Leonel Brizola e principalmente a de Lula, e abraçou a campanha de Fernando Collor, eleito e depois alvo de impeachment por corrupção. E por conta também de corrupção, atualmente preso domiciliar, numa bela e rica cobertura de Maceió.</p>
<p>Embora não seja um terceiro exemplo, mas para corroborar os dois anteriores, essa mesma Globo embarcou na onda do lavajatismo do juiz Sérgio Mouro, que abriu espaço para a ascensão do  líder de extrema direita à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, cassado e preso por tentativa de golpe de estado.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Por fim, pergunto: qual a contribuição efetiva para a vida social e cultural do país do programa Big Brother? Nessa esteira de produzir porcarias e dar mancadas políticas nas últimas décadas, a emissora carrega o epíteto de “Globo Lixo”, seja da direita, do centro ou mesmo da esquerda política do Brasil, de acordo com as conveniências de momento, que a mesma emissora provoca com sua inconstância.</p>

			</div></div>
<p>Infelizmente nada do que foi expressado aqui sobre a Rede Globo não se trata de um “qualquer semelhança é mera ficção”. Gostaria muito de fazer memória de uma emissora que aprendi a admirar, quando ocupou seu precioso tempo a nos brindar com: “Sitio do Pica Pau Amarelo”, “Fantástico”, “Chacrinha”, “Show da Xuxa”, “Globo Repórter” (dos tempos de Sérgio Chapelin), “Globo de Ouro”, “Altas Horas”, “Programa do Jô”, “Chico Anysio”, “Turma do Balão Mágico”, “Os Trapalhões”, “O Bem Amado”&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
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