Cultura

Artista plástica sergipana expõe no Carrousel du Louvre, em Paris

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Neste final de semana, a arquiteta e artista plástica Aimée Resende,  participou da exposição Carrousel du Louvre, na França, com a obra Monalinda, inspirada na Monalisa de Leonardo Da Vinci.  Ainda em Paris, ela conversou com o Só Sergipe e contou que sua arte foi vista por centenas de pessoas de todo o mundo nesta exposição. Em sua conta no Instagram, Aimée diz que “a Monalinda é a Monalisa com Maria Bonita, que você olha e dá um sorriso”. E complementa: “se as pessoas têm esse sorriso, é porque a mensagem foi dada: cultura, cores, autenticidade, sergipanidade, Nordeste, calor…”.

Aimée, no Louvre, pousando junto da Monalinda

Nascida no Rio de Grande do Norte há 29 anos, Aimée considera-se sergipana, “porque só nasci” em terras potiguares. Ela conta que foi criada em Aracaju a vida inteira onde, inclusive, formou-se em Arquitetura pela Universidade Tiradentes. “Tive a oportunidade de viver com arte desde pequena. Meu pai, o engenheiro mecânico Emerson Resende, desenhava e me incentivou muito, tanto é que ele me levava para o Cultart desde pequenininha, nas oficinas que havia para criança”, contou.

Essa é a segunda vez que Aimée expõe seus trabalhos no Carrousel du Louvre, mas a primeira que ela foi acompanhar pessoalmente. No ano passado,  ela inscreveu a obra “O Feitiço”. Clique na página https://www.vivemosarte.com.br/artistas  e conheça um pouco mais sobre a obra de Aimée Resende.

Depois da exposição no Carrousel du Louvre, que terminou neste domingo, 20, Aimée está hoje na Escócia negociando a participação em uma nova exposição. Ela deve, também, ir a Portugal. “Para estes eventos,  estou como uma espécie de relações internacionais. Estou vendo espaços, possibilidades, tanto na Escócia como em Marrocos, mas não tem nada marcado ainda”, observa.

Já está confirmada, no entanto, a participação de Aimée na segunda edição da Feira da Cerveja, que ocorrerá entre os dias 30 de novembro a 2 de dezembro,  no Container Mall, localizado na avenida Maria Quitéria, bairro Ponto Central em Feira de Santana.

Nunca desistir

Aimée  lembra que há três anos começou a pesquisar editais para poder participar de exposições. “É muito difícil expor sozinha em nossa cidade, já que você precisa ter um currículo forte e com anos de experiência. Tinha participado em exposições coletivas, mas nunca sozinha, e é sempre um esforço gigantesco para participar”, explicou.

Trabalho de Aimée

Aimée foi pesquisando editais e enviou um trabalho para uma equipe do Rio de Janeiro que leva artes para várias partes do mundo. “Tive medo no início porque é um investimento grande, e na época foi terrível, pois a minha avó estava muito debilitada. Eu estava conversando com ela dizendo que queria participar da exposição na Alemanha, mas não tinha um tostão. Foi aí que ela disse: Aimée, se é o que você deseja no seu coração, vai dar tudo certo”, lembrou.

Incentivada pela avó, que depois faleceu, Aimée investiu o que tinha e, para completar, surgiu trabalho na arquitetura, ela conseguiu enviar a primeira arte. “Depois, no meu segundo ano levei para a França, no Carroussel Du Louvre e Rio de Janeiro. Eu acredito muito na força do nosso pensamento e quando estamos no nosso caminho, as coisas vão funcionando. Naquela época, fui somente para a exposição do Rio de Janeiro”.

“Os meus desenhos são sempre com uma pegada moura, tem traços repetitivos como os jardins mouriscos e eles têm um quê de bidimensional. As histórias têm muito do nosso regionalismo e cultura local, principalmente histórias que o meu avô conta, as histórias de Itaporanga”, explicou.

“Esse ano eu investi pesado para ir para o Carroussel novamente e ir junto dessa vez. A sensação é sempre um “consegui!”. Olhar há três anos  e pensar que se eu não fizesse nada, nada teria acontecido e eu não ia poder desenvolver uma técnica e um estilo para o mundo”, frisou Aimée.

Por um momento eu pensei em até desistir por questões pessoais, de momentos de traumas da vida.  Mas acredito que se a gente muda a perspectiva, isso só nos faz ainda mais fortes. Assim como eu, acredito que muitos artistas, antes de mais nada, precisam acreditar no seu potencial. Todos têm um propósito e estilos, e uma mensagem para todos eles é “continuem, Batalhem, nada é fácil! ”, alertou.

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Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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