Política

Alessandro Vieira quer ampliar alcance do Bolsa Família

Compartilhe:

O Congresso Nacional está analisando a Medida Provisória 1164/23, que recria o Bolsa Família. A nova versão do programa vai pagar o valor mínimo de R$ 600 às famílias beneficiárias, além de R$ 150 para a primeira infância e R$ 50 para cada dependente entre 7 e 18 anos. Com o intuito de aprimorar a proposta e garantir o benefício para mais famílias, o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) protocolou oito emendas à MP. Entre os destaques, a indexação da faixa de elegibilidade ao salário mínimo e o reajuste anual do benefício com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“A complementação de renda proporcionada pelo Programa Bolsa Família tem por objetivo a autonomia e a segurança, sobretudo alimentar, de famílias em situação de pobreza e vulnerabilidade social no Brasil”, destaca o senador, que vê lacunas na MP. “Não podemos deixar em aberto pontos que são cruciais para a efetividade do Bolsa Família”, afirma, ao propor a indexação da faixa de elegibilidade ao salário mínimo.

A emenda, caso aprovada, vai elevar o valor e o número de beneficiários. Em Sergipe, por exemplo, passa de 414 mil para 580 mil o número de famílias beneficiárias.

Com o objetivo de garantir justiça social, Vieira sugere que o valor do benefício deverá ser reajustado anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Dessa forma, garante às famílias beneficiárias a correção do poder de compra. “Assim, cumpre o papel de bom referencial para um reajuste minimamente condizente com a realidade das famílias assistidas”, afirma.

Outra sugestão eleva para 21 anos a idade limite para o pagamento do Bolsa Variável. O objetivo é impedir a evasão de alunos jovens no ensino médio. “A idade média de conclusão do ensino médio está nessa faixa de jovens entre 18 e 20 anos. Por isso, é importante que o benefício continue até a conclusão do ensino médio”, explica o autor da emenda.

Vieira quer que famílias que moram em locais sem água e saneamento básico tenham prioridade no reingresso ao Programa. “Vários problemas sérios de saúde pública em todo o país decorrem da falta de fornecimento de água tratada e de saneamento básico. Por isso, o Bolsa Família deve olhar de forma transversal para as causas de vulnerabilidade social, todas decorrentes de necessidades básicas”, afirma.

E, para impedir que bancos quitem dívidas de inadimplentes com o benefício, o senador propõe a imunidade das verbas perante os credores. Para o parlamentar, “de nada adianta termos um programa de transferência de renda para retirar os beneficiários de situação de pobreza se, quando o dinheiro entrar na conta, o banco ou outros credores se apropriarem desses valores por meio de débitos que o correntista não tem poder de alterar ou rejeitar”, frisa.

Compartilhe:
Só Sergipe

Site de Notícias Levadas a Sério.

Posts Recentes

Sergipe terá 573 voos no São João e registra alta de 39,7% na malha aérea

  O Aeroporto Internacional de Aracaju – Santa Maria contará com 573 voos programados entre…

2 horas atrás

Entre a fé e o amor: a jornada que transforma vidas

  Por Hernan Centurion (*)   á momentos na vida em que o céu parece…

1 dia atrás

Sou ser de travessia, sou giramundo

  Por Luiz Thadeu Nunes (*)   De volta ao Brasil após dez dias de…

2 dias atrás

Luciana Déda reforça defesa das mulheres e apoio às famílias atípicas

Atendendo solicitações da mídia sergipana para comentar temas de interesse público, a advogada Luciana Déda…

3 dias atrás

Arraiá do Povo e Vila do Forró transmitem jogos do Brasil na Copa do Mundo

  Forró e futebol estarão lado a lado no maior arraiá à beira-mar do Brasil.…

3 dias atrás

Memórias da Copa do Mundo de futebol

  Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)   mbora eu tenha nascido em 1974, a…

3 dias atrás